sábado, 20 de novembro de 2010

Pierre Bourdieu



Pierre Bourdieu viveu basicamente para as obras vigorosas que escreveu, essas permaneceram iluminando e provocando o pensamento de quem a elas deseja recorrer, tornando-o um intelectual inventor. Por isso Bourdieu se mostrou um legítimo herdeito do exemplo deixado por Sartre.

O teórico Bourdieu nasceu na Argélia em 1930, e jamais apagou em si as marcas de um ser ramificado nas vicissitudes do Terceiro Mundo. Conheceu os efeitos ambíguos da colonização.


Bourdieu sempre esteve associado ao perfil da inteligência incômoda, intervindo nos limites alcançáveis por uma voz inquieta e ininsubmissa, a exemplo do que, no continente americano, Noam Chomsky é outra referência.

Em sua trajetória, marcada pela ética retilínea ao longo de seus 40 livros, Bourdieu pode construir um pensamento sinuoso, multifacetado, graças à sua versatilidade dos temas, razão pela qual seu nome não é confinável ao rótulo de sociólogo.

Seu discurso é isento de evasivas, o teórico é lembrado por "chegar direto à ferida". Seu estilo de escrita não embala o leitor,o estilo é responsável por impulsiona-lo à reatividade. Não seduz pelo efeito de uma frase. Trata-se de um pensamento movido pela secura da razão, na justa medida do que pretende atingir e problematizar.


"Barlusconi é um fascistóide, e a verdade é que o neoliberalismo só pretende conservar do Estado o exército, a polícia e as prisões" - Pierre Bourdieu (frase publicadano jornal O Globo 12/01/2002)


Amanda Burda de Oliveira - Jornalismo manhã 4º período

Fonte: site
http://www.homme-moderne.org/

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