sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Velocidade sem fronteiras


Paul Virilio, nascido em 1932, em Paris, é urbanista, arquiteto, teórico cultural e filósofo. Seu principal objeto de estudo é a velocidade e a aceleração. Seu trabalho abrange a questão do desenvolvimento da tecnologia e o acelerado processo de desenvolvimento das técnicas de comunicação. O teórico reflete sobre critérios espaciais que sustentam a idéia de fronteira.
Segundo ele, a realidade já não é definida nem pelo tempo, nem pelo espaço, mas por um mundo virtual, em que a tecnologia permite a existência do paradoxo de ser em todos os lugares ao mesmo tempo, estando em lugar nenhum. A perda do local, cidade e nação em favor da globalização implica também a perda de direitos e da democracia, uma vez que estas são contrárias à natureza imediata e instantânea de informações.
Virilio critica a total abolição das distâncias e chama de “buraco no espaço” a não delimitação de territórios. Assim como cita em seu livro O Espaço Crítico de 1993 (pág 118):

“De fato, se estar presente é estar próximo fisicamente falando, apostemos que a proximidade “microfísica” das telecomunicações interativas fará com que amanhã nos ausentemos, não estejamos presentes para ninguém, encarcerados em um ambiente “geofísico” reduzido a menos que nada.”

Suas obras são influenciadas pela fenomenologia, em particular o trabalho de Maurice Merleau-Ponty, Martin Heidegger e Edmund Husserl. Duas outras influências evidentes em sua obra são o futurista italiano Filippo Tommaso Marinetti e Albert Einstein.

Alunas: Magda Diane Cursino e Talita Midori Moura Inaba. Jornalismo 4° período – manhã.

Fontes:

VIRILIO, Paul. O Espaço Crítico. Rio de Janeiro: 34,1993.
http://www.letras.puc-rio.br/catedra/revista/6Sem_08.html
http://www.egs.edu/faculty/paul-virilio/biography/

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