sábado, 30 de abril de 2011

Revista Veja - Realengo X Casamento Real

Ao analisarmos as edições da revista Veja dos dias 13, 20 e 27 de abril contrastamos como o veículo tratou de duas grandes notícias: a tragédia de Realengo e o casamento real. Notamos que o primeiro evento tomou um lugar muito importante na edição publicada logo em seguida mas, desapareceu rapidamente das pautas da Veja. O segundo evento foi demasiadamente exibido e de certa forma, tomou o lugar de outras matérias que deveriam estar entre os principais interesses dos leitores.
Nas reportagens sobre o tiroteio na escola carioca a Veja investiu nos seguintes valores notícia: Interesse humano, proximidade, impacto, possibilidade de desenvolvimento do assunto, além de aproveitar o fato de haver muitas pessoas envolvidas no atentado, sendo a maioria crianças e adolescentes. Sobre o casamento da realeza britânica os critérios explorados foram; a notoriedade dos personagens, a relevância internacional, a atualidade do evento, além de outros já citados anteriormente.
Contrastando os dois casos, concluímos que a revista poderia ter levado em consideração outros assuntos pertinentes ao povo brasileiro como a queda do dolar, casos de corrupção polítca e a relação do país com a Anistia Internacional ao invés de dar detalhes sobre, por exemplo, como a esposa do príncipe William fica bem quando usa chapéus. Desta forma chegamos a um dilema que é se a Veja tem um caráter mais hipodérmico ou funcionalista.
O povo brasileiro deseja mais pelas notícias das celebridades e do glamour ou pelas reportagens investigativas e sobre tragédias da realidade deles? Se for o primeiro caso, a Veja desempenha então, um ótimo papel funcionalista caso contrário, age de forma hipodérmica. De todo jeito, os gatekeepers continuam a selecionar o que deve chegar (ou não) ao leitor e com qual proporção chegará.
A outra parte de nossa análise concerne a capa de cada uma das edições. Na publicação do dia 27 de abril a capa é tomada por uma enorme foto de Kate Middleton, e além disto, foram dedicadas 18 páginas para este mesmo assunto. Na mesma edição, a tragédia de Realengo, que foi capa e teve uma matéria especial na revista do dia 13, não foi sequer mencionada. Pensando em qual fato merece mais destaque não foi difícil concluir que a Veja facilmente se equivoca na seleção de capas e matérias principais de suas publicações e se preocupa muito com os critérios de agendamento das notícias.


Mariana Siqueira
Olívia D'Agnoluzzo
Pauline Féo

Site Ego

Os chamados sites de “fofocas” se espalham pela internet e possuem um grande número de acessos. O mais conhecido deles é o site Ego, que está dentro do Portal Globo. O site pretende fazer uma cobertura sobre os principais fatos que acontecem na vida dos famosos ou daqueles que possuam algum reconhecimento na mídia.

Usualmente, o site não faz coberturas muito aprofundadas e as matérias não trazem continuidade, nem um desdobramento após sua exibição. O modelo mais usado no site é o da nota: um pequeno texto explicativo e uma foto, que geralmente representa um flagrante. Ou seja, o uso da imagem tem grande importância para o Ego. A grande exceção é o próprio casamento do príncipe Willian, que recebeu uma cobertura maior para o próprio portal G1, da Globo. Pode-se dizer inclusive que o conteúdo dos sites está mais voltado para o entretenimento do que para o próprio jornalismo.

O site apóia suas coberturas na curiosidade do público em saber mais sobre a vida de seus ídolos fora da sua vida pública. Porém, muitas vezes esse tipo de cobertura invade a própria vida privada da pessoa e trata de temas que não possuem praticamente nenhuma importância. Os valores-notícias que deveriam ser notoriedade e celebridades são invertidos e as matérias tratam de notícias sem valor, que não são de interesse público e representa um incômodo para o próprio personagem da matéria.

Com a popularização ainda maior da internet e atualizações ainda mais constantes nos sites, cada vez mais notícias que tenham pouco ou quase nenhum interesse público são veiculadas. Se em revistas como Caras, Quem e Contigo existe uma seleção para saber o que será publicado, nos sites dessas revistas isso não acontece.

O site de comédia Kibe Loco satiriza o Ego com a seção Notícias que vão mudar o mundo. Nela, são veiculadas notícias absolutamente inúteis, como “Bruno Mazzeo arruma seu cabelo no carro”, fazendo referência à abordagem que o Ego faz de seu conteúdo.

Gustavo Austin
Gustavo Magalhães
Lucas Vian
Renan Araújo

3º período de Jornalismo diurno

Jornal Nacional. Tema: Casamento Real

O Jornal Nacional abordou nas ultimas semanas, e em especial ontem dia 29/04 o tema Casamento Real. Tendo em vista informar o publico sobre os preparativos e a solene cerimônia.

O indivíduo tende a se interessar por informações que estejam inseridas em seu contexto sócio-cultural e com as quais ele esteja de acordo. Há uma identificação popular muito grande.

Outra forma abordada pelo Jornal Nacional foi um comparativo feito entre pai e filho para saber quem era mais popular e tinha preferencia a sucessão do trono real. Charles tem 40% de aprovação do povo britânico, enquanto William tem 46%. Houve também brecha a partir deste comparativo um assunto um pouco mais polêmico. O casamento de Charles com a Duquesa da Cornualha Camilla não é bem visto pela nação. Por sua vez Kate Midleton cai mais no gosto dos britânicos. Tendo tudo isso em vista o Jornal Nacional discretamente fez menção a falecida Princesa Diana e comparou Kate com ela, por sua popularidade e aprovação com o povo da Inglaterra.

A herança social que a mídia transmite hoje com o casamento real do príncipe William, será lembrada por gerações futuras, assim como o casamento de sua mãe Lady Di, que o mundo parou para ver.

Segundo Francisco Rudiger, a sociedade humana define seus padrões de interação pelos princípios que lhes são peculiares. Sendo assim, o Jornal valoriza a notícia através da tradição e luxo da monarquia entretendo e envolvendo o publico através da história da plebéia casando com o príncipe dos seus sonhos assim como nos contos de fada, gerando muito interesse sobre o vestido da noiva, bolo, convidados, lua de mel e como será a vida depois de casados.

A importância da reportagem também está na religiosidade, que faz com que as pessoas repensem os verdadeiros valores entorno do enlace. Pois não se trata apenas de uma festa glamourosa que movimenta a economia do país, mas de duas pessoas que se amam e escolheram seguir a vida juntas.

Quanto ao valor notícia econômico, a mídia mostra o quanto o evento agita a cidade interessando a indústria do turismo, são 600 mil pessoas a mais do que em um dia normal, e espera-se que eles gastem cerca de U$ 80 milhões (R$ 126 milhões) em souvenirs, alimentação e transporte. O Jornal mostra que cerca de 2 bilhões de pessoas assistiram a união pela TV, com isso a Inglaterra tem também uma oportunidade de valorizar o seu marketing.

Amanda Vicentini

Diana Araujo

Isabelle Warzinzack

João Paulo Teles

Melanie Lisboa

Análise Revista Veja - Realengo

A Revista Veja, em sua edição especial sobre o massacre do Realengo, trouxe na capa o assassino das crianças, num tom de vermelho, remetendo assim ao sangue derramado durante o mesmo.
Usaram 16 páginas para contar sobre o que aconteceu. A primeira, é a foto de uma menina deitada no chão, toda ensanguentada, deitada em uma maca. Nas páginas seguintes, foi contada a tragetória do assassino, desde a hora que ele entrou na escola, até a hora que se suicidou. Nas seguintes, agora partindo para um emocial, a revista colocou fotos das crianças contando os sonhos de cada um, e o que queriam ser quando crescessem.
Fizeram uma comparação com o fato acontecido nos EUA, o Columbine, onde vários estudantes também foram assassinados brutalmente. Uma das alunas que sobreviveu foi a entrevistada e contou como aconteceu e o que vai ser feito a partir de agora para reconstruir as várias vidas que ficaram abaladas depois da tragédia. Contaram um pouco sobre o policial que salvou a vida das crianças, e chegou antes que a tragédia fosse maior. A última parte foi exclusiva para relacionar o que os assassinos tem e o que leva-os a fazer isso.

Os valores-notícia são: atualidade, violência, impunidade, proximidade, interesse público, valor humano, impacto. Além de retomar assuntos que são de interesse de todos como o bullying, tão comentado nos últimos meses, segurança dentro de escolas, que devia ser um lugar seguro para deixar seus filhos.

Ana Luísa Bussular
Náthalie Sikorski
Rhaíssa Sizenando
Rogério Scarione
William Borges

Analise Revista Capricho.

Analise da Revista Capricho.

Diferente dos outros meios de comunicação analisados e descritos abaixo, a Revista Capricho, segue uma linha de assuntos muito parecidos em todas as suas edições.

Como características da revista, ela tem sua periodicidade quinzenal e seu principal publico alvo são os jovens, abordando diversos assuntos da atualidade e tendências que prometem inovar os assuntos mais batidos. O meio ainda possui um site, atualizado diariamente com textos sobre o mundo feminino.

A estrutura da revista se baseia em editorias com assuntos de Sexo, moda, famosos, compras, dicas de vestuários e acessórios. Alem de abordar assuntos para tentar aproximar os jovens e resolver seus conflitos de adolescentes.

Entre os valores notícias encontrados na analise das ultimas três edições e do site (www.capricho.com.br), estão o de proximidade, onde os jovens se identificam com as historias de outros adolescentes, a atualidade, devido ao site sempre possuir novos posts com tendências atuais, a notoriedade, pois a revista sempre trata de assuntos com famosos. O valor noticia de sexo e amor, aparece nas matérias que tratam de relacionamentos e garotos. Alem desses, outros valores como o dinheiro, lazer, moda, saúde aparecem a cada edição, em forma de dicas de compras, passeios, tendências da moda e sugestões para cuidar do corpo.

Assim, vemos que na maioria das vezes, são os mesmos valores notícias apresentados em outros meios de comunicação, como revistas, jornais e blogs, porém, a abordagem ocorre de forma totalmente diferente. Para exemplificar, comparamos a revista Capricho com o twitter do jornalista Ricardo Noblat. Diariamente a rede social do jornalista é atualizada com postagens de seu blog, do site www.Globo.com.

Ao analisarmos, percebemos que nas notícias apresentadas possuem alguns dos valores que aparecem também na revista, um exemplo é a notoriedade. Noblat posta uma quantidade de notícias relevantes que envolvem pessoas famosas, porém, não são as celebridades que estampam as páginas da capricho, mas sim figuras do poder publico.
A atualidade também se faz presente nas lista de posts do jornalista, tratando de variados assuntos que estão na mídia, porém, assuntos de grande interesse publico, diferentemente das abordagens da Capricho, que tem seu publico alvo bastante restrito a somente jovens.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Revista Época - Realengo

A análise desenvolvida foi sobre as reportagens do massacre no Realengo, publicadas na Revista Época, nos dias 11 e 18 de abril. Os valores-notícias mais observados nas matérias foram violência e proximidade. Principalmente por se tratarem de crianças e de uma escola, um lugar supostamente seguro e destinado ao estudo.
Estas características podem ser notadas já no início da primeira reportagem, quando o jornalista descreve a manhã de alguns envolvidos, antes do desastre. A quantidade de detalhes também contribui para aproximar mais o leitor do fato e colocá-lo dentro da situação, como possíveis pais ou próximos às vítimas.
Já na segunda, as reportagens mostram quais foram as influências de Wellington e as possíveis causas que o fizeram invadir a escola do Rio de Janeiro, como uma análise sobre seu histórico psicológico e registros, que foram usados como ilustrações. Além disso, tratou sobre o bullying e a facilidade de comprar armas no mercado negro.
De forma geral, a repercussão do caso foi tão ampla que atingiu não só a população, como também pessoas de notoriedade, como a presidente Dilma Rousseff e o papa Bento XVI que se pronunciaram.
A revista também destinou bastante espaço às reportagens: na primeira edição ocupou as páginas centrais e teve, na capa, somente a silhueta do atirador, capturada pela câmera de segurança num dos momentos que Wellington recarregava as armas; já na segunda, apesar de não ocupar destaque na revista, na capa, a chamada da matéria principal dividia espaço com uma sobre a continuação do caso Realengo e na parte interna, as reportagens ocuparam quase o mesmo número de páginas.

Bruna Milanese
Carine Rocha
Jordana Basilio
Juliana Pivato

Revista Época - Tema: Realengo

A revista Época deu bastante ênfase à tragédia do Realengo, contando com muitas páginas, abrangendo vários aspectos do fato ocorrido, desde como foram os primeiros passos do assassino Wellington de Oliveira, até o momento de entrar no colégio e matar 12 alunos. O acontecimento provocou comoção por parte de todos, no Brasil e no mundo. A revista também abordou assuntos como os problemas psicológicos passados pelo criminoso, pois quando era adolescente, sofreu bullying pelos colegas.
Identificando as características da notícia a partir dos valores-notícia, compreendemos que o impacto da tragédia do Realengo é mundial, porém, na revista Época, sendo uma publicação nacional, o fato tem impacto e interesse nacionais. O episódio tem um alto grau de relevância e grande evolução, pois é de interesse geral. Há uma alta disponibilidade do material, próximo ao fato, informa de maneira clara e precisa. A revista tem uma qualidade boa, informa em um estilo simples, com o auxílio de fotos e imagens. Por ser uma publicação semanal, abrange melhor o assunto, com detalhes, aproximando-se do jornalismo literário, porém, não dá furos, por não ser diária. Os valores-notícia são: violência, morte, quantidade de vítimas, valorização humana, proximidade e impacto.
A revista publicou por duas edições seguidas matérias sobre o assunto do Realengo, nos exemplares de 11 e 18 de abril de 2011, abrangendo de 16 a 19 páginas. Os jornalistas mostraram muitas imagens e fotos do momento em que as famílias receberam a notícia da tragédia, destacando bastante o sofrimento. Também há retratos do assassino antes do drama e de depois que ele cometeu suicídio. Na edição de 11 de abril, a capa é composta pela cor preta, mostrando uma silhueta, no caso de Wellington de Oliveira, dando tom de dramaticidade ao acontecido. Na publicação de 18 de abril, há somente uma chamada sobre o assunto, pois a matéria de capa é sobre o casamento real.



Aline Gagliardi Hobmeier
Gabriela Filipi Rodrigues
Gleize Perez Alvim de Oliveira
Isabella Roberto da Rosa
Karen Mendonça Okuyama


Jornalismo - 3° período - manhã

Análise da IstoÉ. edições: 13/04 – 20/04 e 27/04

- edição 13/04 – revista “inteira” destinada à tragédia do Realengo: a reconstrução dos momentos dramáticos da tragédia, a história e a mente do assassino de Realengo, o impacto psicológico nas crianças, como pais e escola devem tratar o tema com os jovens. Valores notícias atribuídos a isto: Atualidade, Impacto, proximidade, mistério, morte e violência.
- edição 20/04 – matéria extensa falando sobre os vídeos de Wellington (assassino de Realengo). Nesta edição há também, como na anterior, uma reportagem abordando a reconstrução da escola, relacionando com o grande acontecimento de Columbine. Por último trata de uma possível proposta de fazer mais uma consulta popular para proibir o comércio de armas. (Valores notícias atribuídos a isto: Atualidade, Impacto, proximidade, mistério, morte e violência, governo/política)
Na revista temos 8 páginas destinadas somente ao casamento do príncipe William com a plebéia Kate, a matéria especial foca muito mais na história de Kate por ser plebéia e como está planejada a cerimônia, além de mostrar casos semelhantes e realizar uma comparação com a Diana. (Valores noticias: atualidade, notoriedade, dinheiro, poder, religião, beleza, moda)
- edição 27/04 – Há uma matéria especial de 10 páginas, sobre a beatificação do falecido papa João Paulo ll. Abordando sua história, comparando com santos de outras épocas. Fala também da festa que será feita em Roma e seu planejamento. (Valores noticias atribuídos: atualidade, notoriedade, poder, religião, proximidade).
As Bruxas de Guaratuba: achamos interessante, pois trata de um assunto que é próximo a nós, mas também chamou a atenção do país, pois é uma revista de circulação nacional. São 8 páginas destinadas a uma história de 19 anos atrás sobre duas mulheres que eram acusadas de bruxaria, aqui no litoral do nosso estado. (Valores noticias: Impacto, “proximidade”, mistério, morte, violência, religião)


Amanda Scandelari
Beatriz Zanelato
Camila Castro
Helena Salgado

Estudo exploratório - chacina no Realengo - IstoÉ

Valores-notícia: violência, proximidade, valor humano, interesse público.
A ánalise da notícia foi realizada em duas edições da revista IstoÉ. A primeira (2161)em 20 páginas aparece com grande destaque na capa, ocupando a página inteira com a cor vermelha fazendo alusão à violência, morte e sangue. A reportagem mostra várias imagens da escola, das salas, das crianças feridas, dos pais desesperados e do assassino. Para trazer proximidade e valor humano, a revista foca na história e nos sonhos de cada criança morta. Na segunda edição, a reportagem (em 4 páginas) traz informações sobre o assassino: seu passado, histórico e perfil, com uma leitura aprofundada da carta. Retoma assuntos de interesse geral, como o bullying, compra de armas e segurança nas escolas. Não houve destaque na capa e a notícia do casamento real ganhou mais importância: 7 páginas e chamada na capa. Podemos dizer que o valor-notícia do casamento real é principalmente a notoriedade. Assim, até que ponto isso se torna mais relevante que o caso do Realengo? Além de mais próximo a nós, o caso do Realengo é também mais impactante e de interesse público.
As duas edições têm apelo emocional, por ser um caso novo no Brasil. O envolvimento de crianças, a frieza da chacina, o cenário inusitado e supostamente "seguro" e a corbertura televisiva praticamente em tempo real criam uma comoção na sociedade, qu e procura informações do caso na mídia.
Analisando o caso, com base nos estudos de Mauro Wolf, podemos concluir que o comportamento do assassino pode ser decomposto em unidades psicológicas e observáveis do comportamento humano. O estímulo criado pela reportagem cria uma resposta direta no leitor, como dor, tristeza, pena e revolta. Esse estímulo é criado a partir dos valores-notícia, da maneira como a revista encara o assunto.
Carolina Chinen
Daniela Maccio
Fernanda Vargas