sexta-feira, 29 de abril de 2011

Estudo exploratório - chacina no Realengo - IstoÉ

Valores-notícia: violência, proximidade, valor humano, interesse público.
A ánalise da notícia foi realizada em duas edições da revista IstoÉ. A primeira (2161)em 20 páginas aparece com grande destaque na capa, ocupando a página inteira com a cor vermelha fazendo alusão à violência, morte e sangue. A reportagem mostra várias imagens da escola, das salas, das crianças feridas, dos pais desesperados e do assassino. Para trazer proximidade e valor humano, a revista foca na história e nos sonhos de cada criança morta. Na segunda edição, a reportagem (em 4 páginas) traz informações sobre o assassino: seu passado, histórico e perfil, com uma leitura aprofundada da carta. Retoma assuntos de interesse geral, como o bullying, compra de armas e segurança nas escolas. Não houve destaque na capa e a notícia do casamento real ganhou mais importância: 7 páginas e chamada na capa. Podemos dizer que o valor-notícia do casamento real é principalmente a notoriedade. Assim, até que ponto isso se torna mais relevante que o caso do Realengo? Além de mais próximo a nós, o caso do Realengo é também mais impactante e de interesse público.
As duas edições têm apelo emocional, por ser um caso novo no Brasil. O envolvimento de crianças, a frieza da chacina, o cenário inusitado e supostamente "seguro" e a corbertura televisiva praticamente em tempo real criam uma comoção na sociedade, qu e procura informações do caso na mídia.
Analisando o caso, com base nos estudos de Mauro Wolf, podemos concluir que o comportamento do assassino pode ser decomposto em unidades psicológicas e observáveis do comportamento humano. O estímulo criado pela reportagem cria uma resposta direta no leitor, como dor, tristeza, pena e revolta. Esse estímulo é criado a partir dos valores-notícia, da maneira como a revista encara o assunto.
Carolina Chinen
Daniela Maccio
Fernanda Vargas

Um comentário:

celina disse...

ok, reposicionado, evoluindo da apresentação oral.