sexta-feira, 29 de abril de 2011

Revista Época - Realengo

A análise desenvolvida foi sobre as reportagens do massacre no Realengo, publicadas na Revista Época, nos dias 11 e 18 de abril. Os valores-notícias mais observados nas matérias foram violência e proximidade. Principalmente por se tratarem de crianças e de uma escola, um lugar supostamente seguro e destinado ao estudo.
Estas características podem ser notadas já no início da primeira reportagem, quando o jornalista descreve a manhã de alguns envolvidos, antes do desastre. A quantidade de detalhes também contribui para aproximar mais o leitor do fato e colocá-lo dentro da situação, como possíveis pais ou próximos às vítimas.
Já na segunda, as reportagens mostram quais foram as influências de Wellington e as possíveis causas que o fizeram invadir a escola do Rio de Janeiro, como uma análise sobre seu histórico psicológico e registros, que foram usados como ilustrações. Além disso, tratou sobre o bullying e a facilidade de comprar armas no mercado negro.
De forma geral, a repercussão do caso foi tão ampla que atingiu não só a população, como também pessoas de notoriedade, como a presidente Dilma Rousseff e o papa Bento XVI que se pronunciaram.
A revista também destinou bastante espaço às reportagens: na primeira edição ocupou as páginas centrais e teve, na capa, somente a silhueta do atirador, capturada pela câmera de segurança num dos momentos que Wellington recarregava as armas; já na segunda, apesar de não ocupar destaque na revista, na capa, a chamada da matéria principal dividia espaço com uma sobre a continuação do caso Realengo e na parte interna, as reportagens ocuparam quase o mesmo número de páginas.

Bruna Milanese
Carine Rocha
Jordana Basilio
Juliana Pivato

Um comentário:

celina disse...

ok análise revistgas.
poderiam ter explorado mais o valor-noticia.

violencia = negatividade?