sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Gilles Deleuze




O teórico Gilles Deleuze nasceu em Paris em 18 de janeiro de 1925. Formou-se em Filosofia na Universidade de Paris I (Sorbonne), em 1948. Deleuze foi professor universidades importantes como a Sourbone e escreveu diversos livros que “conversam” com o que foi deixado por Kant, Bergson, Nietzsche e Spinoza. O primeiro deles, “Empirismo e subjetividade”, lançado em 1953.
Gilles Deleuze morreu em 4 de novembro de 1995, em Paris.
Gilles Deleuze criou o pensamento de Sociedades de Controle, desenvolvida a partir do pensamento de Michel Foucault, da Sociedade Disciplinar, na qual ele aborda que o poder, o controle, são inserido pelas pessoas e não vem de fora, como se pensava antes. Para Deleuze, com o passar do tempo, da modernidade para a contemporaneidade, houve uma mudança de sociedade que passou a ser uma “sociedade de controle”. “Como argumenta G. Deleuze, a passagem de uma sociedade disciplinar a uma sociedade de controle, tem como estratégia fundamental esvaziar a imagem da sua virtualidade, para a tornar pura informação, parte dos dispositivos de vigilância e monitorização”.
Essa sociedade é caracterizada pelas redes de informação: por sua identidade (anônima, mas interligada), pela invisibilidade, pela amostra e pelo nomadismo. Esse fenômeno é claramente observado em dias atuais, nos quais há uma imensidão de redes na Internet que mostra essas características citadas. Em uma rede social, por exemplo, uma pessoa pode inventar uma identidade diferente da sua própria.




Ele também observa o desaparecimento do espaço público como lugar de interação social na pós-moder­nidade, esse espaço é substituído por redes de informação.

Referencias: http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/comtempo/article/viewFile/6750/6112
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/sociedade%20disciplinar/Sociedade%20de%20controle.htm


Alunas:

Maria Elisa Brenner Busch

Maruza Silverio Gozer

Rafaela Carvalho

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Paul Virilio



Paul Virilio considera a era da informática como algo perigoso, pois leva os indivíduos a perderem a noção da realidade ao proporcionar uma quantidade absurda de informações e aproximar distâncias que não deveriam ser quebradas. Ou seja, toda invenção tecnológica no momento de sua criação ao mesmo tempo cria um defeito, que mais cedo ou mais tarde trará a morte de todos nós. Sua frase mais conhecida é “A invenção do navio foi também a invenção do naufrágio”, que explica a causalidade e pode ser aplicada em praticamente qualquer coisa. Nos últimos 30 anos Virilio vem repetindo basicamente a mesma coisa, de forma diferente e em diferentes ocasiões. É considerado um negativista as implicações dos meios de comunicação de massa, relacionando a Internet com a história e suas catástrofes.

Paul Virilio nasceu em 1932, é urbanista, filósofo, ensaísta, ex-diretor da Escola de Arquitetura de Paris, autor de A Arte do Motor, Velocidade e Política, A Bomba Informática e A Estratégia da Decepção. O livro de Virilio, Velocidade e Política, publicado em 1977, marcou o nascimento de seu conceito de dromologia, ou a lógica da velocidade. Ele foi editor de escritores como Georges Perec e Jean Baudrillard.


Fontes:

http://elearning20.net/2010/07/18/jean-braudrillard-versus-paul-virilio/

http://5dias.net/2008/10/29/paulo-virilio%E2%80%9Co-crash-atual-representa-o-acidente-integral-por-natureza%E2%80%9D/

http://www.efdeportes.com/efd64/virtual.htm


Escrito por Larissa Matos

As idéias se aperfeiçoam. O sentido das palavras também. O plagiato é necessário. O avanço implica-o. Ele acerca-se estreitamente da frase de um autor, serve-se das suas expressões, suprime uma idéia falsa, substitui-a pela idéia. (A Sociedade do Espetáculo - Guy Debord)

O escritor francês Guy Ernest Debord (1931 – 1944), tem como sua principal obra o livro A Sociedade do Espetáculo, onde o autor coloca em discussão o modo como a sociedade vive uma realidade que não é dela. O indivíduo, atualmente, prefere a aparência ao ser.

A sociedade reina na era do espetáculo, onde a população já não se importa em ter por necessidade, mas sim para não ficar situado fora do ambiente em que deve, ou deveria estar, segundo sua concepção. Ser e ter passa a ser mais importante. A sociedade para de viver, para representar.

Esse pseudo mundo, faz com que a imagem seja mais importante do que a pessoa, e o mentiroso passa a mentir para si próprio, havendo uma inversão da vida concreta. O espetáculo passa a ser uma relação social entre pessoas, mediada por imagens, onde, compreendido em sua totalidade, passa a ser simultaneamente o resultado e o projeto do modo de produção existente. O espetáculo passa a ser o centro da irrealidade da sociedade real. Para entender mais essa concepção, podemos citar o exemplo das redes sociais, em especial o facebook. O individuo faz postagem e publicação de frases diariamente, ou até mesmo de fotos do seu dia á dia, passeios, viagens e etc., justamente para se tornar visível, para alimentar o seu ego e fazer parte de uma sociedade montada por imagens. Onde o real postado, nem sempre condiz com a realidade vivida.

A população passa a se sentir realizada com cada imagem de mentira, pois esta passa a ser a realidade. O verdadeiro deixa de agir com a verdade e passa a ser um momento falso. Essa imagem irreal é a afirmação da aparência. “O que aparece é bom, o que é bom aparece. O espetáculo não quer chegar à outra coisa se não a si mesmo”.

O espectador passa a ser alienado aos proveitos dos objetos contemplados, sendo que quanto mais se contempla, menos se vive. Isso faz com que o indivíduo se compreenda mesmo não entendendo seus próprios desejos, devido ao reconhecimento nas imagens dominantes do conceito de necessidade. Ou seja, o individuo para de entender as suas necessidades, por ver em imagens, necessidades falsas, e com isso, na hora de supri-las, o irreal passa a predominar, mesmo que inconscientemente. O exterior do homem predomina e suas próprias atitudes passam a não ser mais suas, mas de outras pessoas que ele toma como referência.

O espetáculo na sociedade representa concretamente uma fabricação de alienação.

http://www.arq.ufsc.br/esteticadaarquitetura/debord_sociedade_do_espetaculo.pdf


Daphine Augustini, Jasson Wolff, Lidyane Pereira. 4º período de Jornalismo noturno - PUCPR.

Jean Baudrillard


Jean Baudrillard (1929-2007), sociólogo, poeta e fotógrafo francês, que desenvolveu uma série de teorias que remetem ao estudo dos impactos da comunicação e das mídias na sociedade e na cultura contemporâneas. Partindo do princípio de uma realidade construída (hiper-realidade), o autor discute a estrutura do processo em que a cultura de massa produz esta realidade virtual.
Baseou sua filosofia no conceito de virtualidade do mundo aparente, refutando o pensamento científico tradicional. Criticava a sociedade de consumo e os meios de comunicação e considerava as massas como cúmplices dessa situação.
Suas teorias contradizem o discurso da “verdade absoluta” e contribuem para o questionamento da situação de dominação imposta pelos complexos e contemporâneos sistemas de signos. Baudrillard lembrava que os objetos não possuem apenas um valor de uso e um valor de troca, mas também um valor de signo, determinante nas práticas de consumo que ele considerava danosas.
Os impactos do desenvolvimento da tecnologia e a abstração das representações dos discursos são fenômenos que servem de objeto para seus estudos. Para ele, o sistema tecnológico desenvolvido deve estar de inserido num plano capaz de suportar essa expansão contínua. As partes envolvidas encontram-se tão ligadas que inibem a representação das diferenças transmitida por elas. A máquina representa o homem, que se torna um elemento virtual deste sistema.
As representações são simuladas num ambiente de redes que fornecem uma ilusão de informações e descobertas. Tudo é previamente estabelecido e, segundo ele, “o sistema gira deste modo, sem fim e sem finalidade”. Devido à sociedade tecnocrática e ao poder dominador dos meios de comunicação, a vida humana acaba se tornando uma "realidade virtual".
*As teorias de Baudrillard inspiraram os irmãos Wachowski, criadores da trilogia “Matrix”.

FONTE:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Baudrillard
http://educacao.uol.com.br/biografias/jean-baudrillard.jhtm

Equipe: Fellipe Gaio
Julio Cesar Glodzienski
Letícia Donadello
Rubia Lorena Curial Oliva

Paul Virilio





Paul Virilio, urbanista e filósofo francês, nasceu em Paris em 1932. De pai italiano refugiado político e mãe bretã, é ex-diretor da Escola de Arquitetura de Paris, especialista em questões estratégicas, é um dos principais ensaístas sobre os meios de comunicação. Nos últimos anos, Paul Virilio vem se notabilizando como um cético, frente a uma sociedade descontroladamente informatizada, em que as pessoas são vítimas de um constante bombardeio de “desinformacão”.
Define a era da informatica como algo perigoso, pois nos leva a perda da noção da realidade, rompendo com diversas barreiras, como a distância, e ainda proporciona uma enorme quantidade de informações para que assimilarmos.
Paul Virilio, tem um olhar negativo em relação às implicações dos meios de comunicação de massa, apesar de não definir-se como um critico negativista e sim como um analista do meio.
Relaciona a internet com a história e a cultura norte-americana, pela característica da imposição ao mundo de suas visões, com o objetivo de total controle universal. Outa critica de Paul é em relação à concentração do dinheiro por poucos e a automação ou alienação do homem em praticamente todos os segmentos da sociedade. O critico acredita que não há globalização sem virtualização.
Virilio afirma que as inovações tecnológicas transformam, modificam, alteram o espaço geográfico em todas as escalas, local, nacional e global. Ao escrever sobre os motores da história, nos mostra como as inovações técnicas transformam as relações entre os indivíduos com a natureza em todas as escalas.




Aline Przybysewski


Ana Evelyn de Almeida


Lucas Molinari


Fontes




Foucault


Pensador, filósofo e psicólogo francês, Michel Foucault nasceu em Poitiers em 1926. De família tradicional de médicos, Foucault recebeu apenas apoio da mãe quando optou por estudar filosofia. Com 28 anos, publicou “Doença Mental e Psicologia”, mas foi com sua tese de doutorado “História da Loucura”, seis anos depois, que Focault firmou-se como filósofo. Na sua obra seguinte, “Vigiar e Punir”, o pensador estudou a disciplina na sociedade moderna e, a partir dela, foi mostrada a noção de que as formas de pensamentos são também relações de poder.

Suas pesquisas envolvendo estudos sobre o saber, o poder e o sujeito foram inovadoras. Todo material produzido abordando estes temas em termos modernos foram construídos por Foucault, por este motivo, muitos o considerarem um filósofo pós-moderno. O autor expôs a questão do poder por outro viés, não fez um estudo deste poder na concepção marxista, ou seja, no seu sentido tradicional, inserido na esfera estatal ou institucional. Ele se mostra contrário às mais tradicionais teorias liberais e marxistas em relação ao poder. Segundo o autor, este conceito está impregnado na vida e na mente das pessoas, afirma que ninguém pode fugir deste conceito de poder que está encravado na sociedade, por esse motivo, entende o poder como repressor e criador de verdades e de saberes, além de estar onipresente no sujeito.

Por conta de seus estudos sobre a sociedade disciplinar, Foucault é considerado um dos filósofos franceses, estudados pelas teorias da comunicação. Seus estudos sobre o poder, as instituições e os saberes são fonte importante para compreendermos um novo jornalismo. Suas teses fundamentam a necessidade de preocuparmos com as fontes que são ouvidas nas produções das notícias, a importância de ouvirmos especialistas nos assuntos tratados, mas sem que o poder fique canalizado. Hoje suas teorias são estudas pelos Estudos Culturais e se aproximam muito do Jornalismo Cidadão.

Fontes:

http://www.michel-foucault.com
http://www.infoescola.com/psicologia/michel-foucault/
http://www.vsites.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault
http://www.vsites.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault
http://filoesco.unb.br/foucault/biblio.html/
http://educacao.uol.com.br/biografias/paul-michel-foucault.jhtm

Camila Galvão

Camila Barbieri

Etiene Mandello

Virginia Crema

Guy Debord




Guy Debord, nasceu em 1931 e foi um dos grandes pensadores da pós-modernidade. Uma de suas obras mais conhecidas é a Sociedade do Espetáculo, que analisa as mudanças do capitalismo da modernidade. Essa obra é o resultado de uma série de debates e leituras de conceitos criados por Karl Marx (intelectual por quem ele era influenciado e se fundamentava). Os textos de Debord foram a base das manifestações de maio de 1968. O ponto central de sua teoria é que a alienação é uma consequência do modo capitalista de organização social. Com constituição moderna de luta de classes, o espetáculo é uma forma de dominação burguesa pelo proletariado. Debord mostra estratégias que buscam a resistência à alienação, destruindo valores burgueses como, por exemplo, a submissão ao trabalho.


Debord disse: "A vitória da burguesia é a vitória do tempo profundamente histórico, porque é o tempo da produção econômica que transforma a sociedade, de modo permanente e absoluto". Ele afirmou que "Nos lugares onde a basematerial ainda está ausente (o Terceiro Mundo - João Alberto), em casa continente, a sociedade moderna já invadiu espetacularmente a superfície social. Ela define o programa de uma classe dirigente e preside sua formação. Assim como ela apresenta as pseudo-bens a desejar, também oferece aos revolucionários locais os falsos modelos de revolução". Essas suas citações feitas por Debord, esclarecem o motivo da tentativa de mostrar estrar estratégias para que a alienação fosse resistida.


Giancarlo da Silva Andreso.

4º período de Jornalismo - Noturno


Fontes:



Michel Maffesoli

O teórico Michel Maffesoli é sociólogo francês, professor, diretor do Centro de Estudos do Atual e do Quotidiano (CEAQ) da Universidade René Descartes em Sorbonne, Paris e diretor do Centro de Estudo sobre o Imaginário. Maffesoli é um dos pensadores mais influentes quando se trata da análise sociológica da época histórica denominada Pós-Modernidade, ou seja, a época contemporânea.

A teoria da Pós-modernidade para o teórico tem como fatores principais: o compartilhamento da imagem, central na vivência do indivíduo ou pessoa; compartilhamento do imaginário, que é algo que ultrapassa o indivíduo, que impregna o coletivo ou, ao menos, parte do coletivo e o compartilhamento do corpo, funcionando como uma espécie de comunicação ou linguagem para diferenciar as pessoas nas denominadas tribos, que através da identificação de características, as pessoas forma grupos e compartilham dos mesmos gostos e hábitos.

Michel Maffesoli é autor de reconhecidas obras como “A transfiguração do político: tribalização do mundo” (2005) e “O tempo das tribos – o declínio do individualismo” (2006). Michel Maffesoli recebeu o grande prêmio das ciências humanas da Academia Francesa em 1992 por “A Transfiguração do Político”. Ele é vice-presidente do Instituto Internacional de Sociologia, fundado em 1893, por René Worms, e membro do Instituto Universitário da França desde setembro de 2008.

Gabriela Campos, Isabella Rosa, Penélope Miranda e Tiago André

Sites para referência:

http://www.socitec.pro.br/michel-maffesoli-1944/

http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid=S1678-51772010000200011&script=sci_arttext


Vivemos tempos hipermodernos


O conceito introduzido no final do século XX pelo filósofo francês Gilles Lipovetsky, sinaliza uma época hiperbólica, onde tudo tende ao exagero, à inflação do autoproclamado ego da própria sociedade como um todo.

A hipermodernidade surge como substituto à modernidade, seria uma nova revolução moderna, onde os valores individuais sobrepujam os valores coletivos. “O fim das ideologias, o surgimento de uma nova cultura hedonista, o destino da comunicação e do consumo de massa, o psicologismo, o culto do corpo. Todas essas realidades mostravam que havia um novo capitalismo e também um novo tempo da vida democrática”. Assim conceitualiza o próprio Lipovetsky.

Lipovetsky, juntamente com outros filósofos, cunhou e propagou o termo pós-moderno, que seria essa época de cultura individualista em que vivemos. No entanto, o francês acredita que o termo foi empregado erroneamente, por isso passou a usar a hipermodernidade. Para ele o pós-modernismo nunca chegou a existir, pois vivia-se outra modernidade, diferente da anterior.

Na revolução da modernidade iniciada lá no século XVIII, tudo era baseado no futuro, programado para o que estava por vir. A grande diferença que a hipermodernidade instituiu no século XX foi a visão mais imediatista, estando tudo focado no presente.

A nova modernidade não tem mais limites, tudo é exagerado, superlativo, “a modernidade passou para uma velocidade superior em que tudo hoje parece ser levado ao excesso”, assim sendo tudo é hiper.


Felipe Dalke
Jhonny Castro
Raphael Ribeiro

Edgar Morin

Edgar Morin nasceu em 1921, em Paris, e é filho único de um casal de judeus. Formado em História, Geografia e Direito, ele desenvolveu estudos em diversas áreas, promovendo o diálogo entre as ciências e a busca das relações entre todos os tipos de pensamento. Com isso, ele foi se integrando aos poucos à problemática educacional, área que vem lhe atribuindo grande significância pelas contribuições para a reforma do pensamento e do ensino.

Com toda a experiência de vida e profissional que foi adquirindo ao longo dos anos e de seus estudos, Morin escreveu mais de 30 livros, mas o mais importante, de uma coleção de 6 livros, chamado “O Método – a natureza da natureza”, foi obra fundamental para se entender o que ele entende por complexidade. Propondo um pensamento que não separa, e sim une todos os aspectos presentes no universo ele considera a incerteza e as contradições como parte da vida e da condição humana e, ao mesmo tempo, sugere a solidariedade e a ética como caminho para a re-ligação dos seres e dos saberes.

Para a comunicação sua principal contribuição foi a obra “Cultura de massas no século XX”, que cita o espetáculo como principal manifestação para que a indústria cultural consiga atingir um público maior. Em verdade, ele busca responder algumas das grandes questões deste século, que são, em sua maioria, provocadas pela mídia. Outro ponto importante é o que observamos hoje nos principais meios de comunicação, que tentam encontrar uma “fórmula” para que seu público cresça. Para isso, as grandes emissoras acabaram se tornando ecléticas, utilizando uma variedade na informação, e na forma de transmiti-la.


Michel Foucault

De acordo com o filósofo Michel Foucault, a mídia é detentora do poder e molda hábitos de consumo. Trocando em miúdos, Foucault afirma, bebendo da fonte da teoria crítica, francês que o receptor é bombardeado e é potencialmente manipulado pela indústria cultural. Foucault diz também que "O poder precisa da produção de discursos de verdade.. "Somos obrigados pelo poder a produzir verdade", nos confessa o pensador, "somos obrigados ou condenados a confessar a verdade ou encontrá-la.Estamos submetidos à verdade também no sentido de que ela é a lei, e produz o discurso da verdade que decide, transmite e reproduz, pelo menos em parte, efeitos de poder." Porém ao contrário dos radicais neo-marxistas que vêem o indivíduo passivo e impossibilitado de reagir ao Sistema capitalista, o pensador francês é otimista e defende que o receptor pode ser ativo e reagir às grandes mídias.

Podemos tomar como exemplo, as análises de audiência feitas nos últimos tempos. A Rede Globo, mesmo líder, vem perdendo pontos gradativamente, o que mostra um avanço no poder de escolha do telespectador.


André Recchia

Yan Carlos

PIERRE FÉLIX BOURDIEU




Pierre Félix Bourdieu foi um sociólogo francês conhecido por ser um dos mais importantes seu tempo. Pierre estudou filosofia no Collége de France onde posteriormente passou a lecionar. A partir dessa época, ele passou a criticar a sociologia como disciplina, escrevendo vários artigos criticando e propondo uma nova forma de se fazer sociologia dentro da própria sociologia. Entre suas mais de trezentas obras, Bordieu aborda questões de cultura, educação e teorias no domínio do poder.
Em suas teorias ele defende que o poder só pode ser exercido por aqueles que não o admitem terem ou que não o reconhece como arbitrário, mas que sabem que com ele pode-se obter o equivalente ao que se conquista por força física ou econômica. Bordieu também foi o criador de conceitos como o de “Violência Simbólica”, que consiste na aceitação do individuo a se posicionar no espaço social seguindo critérios e padrões dominantes do meio, além de criar conceitos de “Campo”, “Habitus” e “Capital”.
Na área de comunicação social o sociólogo critica o telejornalismo fazendo uma comparação com a politica. Para ele, o telejornalismo tem uma visão estreita e manipuladora dos fatos, além da televisão possuir uma busca incessante pelo maior número de audiência. Pierre também era contra a globalização neo-liberal e era engajado em causas sociais, sendo defensor dos imigrantes ilegais, dos desempregados e da autonomia intelectual. Falecido na França em 23 de janeiro de 2002, Bourdieu é tido como um dos mais influentes sociólogos da história, fato que lhe rendeu uma ong que leva seu nome em homenagem.


FONTES:






Alexandre Senechal

Felipe Martins

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Guy Debord



Nascido em 1931, o escritor, cineasta e ativista político francês Guy Debord foi um dos principais pensadores da pós-modernidade. Sua obra mais conhecida é o livro A Sociedade do Espetáculo, no qual analisa as transformações do capitalismo moderno.

Influenciado por Marx, Debord afirma que “toda a vida das sociedades nas quais reinam as modernas condições de produção se apresenta como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era vivido diretamente tornou-se uma representação” (Debord, 1997, p. 13), se no século XIX o fetiche pela mercadoria não configurava uma relação social, “nas sociedades modernas, em que o consumo é a ultima ratio, todas as relações humanas têm sido impregnadas da racionalidade do intercâmbio mercantil. É o motivo por que o vivido se afastou ainda mais numa representação: tudo aí é representação” (Gombim, 1972).

O espetáculo se instaura quando a mercadoria toma conta de toda a vida social. A sociedade capitalista torna-se o reino da representação fetichizada dos objetos, as relações humanas já não são mais medidas pelas coisas, mas diretamente por suas imagens e representações.

Anna Bárbara Tuttoilmondo

Gustavo Austin

Heloísa Ferreira

Marina Bueno

Thaís Reis Oliveira

Fontes:

http://revistas.ucg.br/index.php/panorama/article/viewFile/1601/1008

http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/socespetaculo.html

http://guy-debord.blogspot.com/



terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pierre Bourdieu


O sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930-2002) empenhou-se nas lutas sociais e debates públicos, onde, no passado, se destacaram também Émille Zola e Jean-Paul Sartre e dedicou-se aos estudos dos meios de comunicação e política.
Bourdieu, que estudou Sociologia no Collège de France e lecionou na mesma instituição a partir da década de 1980, publicou mais de 300 obras, entre elas “A Distinção” (1979) e “Sobre a Televisão” (1996). O sociólogo propôs a criação de uma nova sociologia inserida na sociologia.
No campo da Comunicação, Bourdieu, criticou os meios de comunicação. Para o autor, os meios estão subordinados aos assuntos comerciais, deixando de produzir conteúdo com qualidade e voltado à cultura. Ele também critica os jornalistas e chama de fingidores os jornalistas que se dedicam a escrever relatos considerados biográficos do que noticiam. Bordieu diz que estes jornalistas fogem da realidade e, assim criam uma ilusão e assim narra “o relato coerente de uma seqüência de acontecimentos com significado e direção” (Bourdieu, 1998, p. 185). Sendo assim, insere no fato contado os valores notícia proximidade e identificação.
O sociólogo foi tema do documentário “Sociologia é um esporte de risco” um ano antes de morrer de câncer (2002). A morte de Bourdieu foi amplamente comentada pela imprensa européia.



Maria A. Brey

domingo, 20 de novembro de 2011

Gilles Deleuze


Do êxodo da aparição dos meios para se comunicar, estes já refletiam o seu papel fundamental para a construção das sociedades.

Conseqüência da sua importância, e visto a necessidade da sua evolução, os meios adentraram um campo chamado Indústria cultural.

Vários estudiosos, de várias áreas do conhecimento, agregaram seus valores em escolas e teorias – muitas delas baseadas em Marx - , para estudarem a pluralidade dos meios de comunicação diante do sistema capitalista vigente e os seus efeitos nas sociedades.

Gilles Deleuze teórico Francês, (18 Janeiro 1925 – 4 Novembro 1995) entra em contrapartida com várias concepções da comunicação.

Deleuze critica o pensamento vazio, da fala excessiva. Critica a criação de conceitos que impedem que o pensamento seja simples e puro. É uma comunicação tautológica.

Também Walter Benjamim diz que estamos em um mundo bárbaro, que vivemos somente da essência e não mais vivemos de experiência, e isso se dá pela sociedade atual, bárbara e capitalista e que tem o controle sobre a comunicação.

A questão que Deleuze posta, é como nos esquivar das forças cotidianas que nos obrigam a enunciados vazios?

Se muitos vêem os meios de comunicação como um fator que viabiliza, permite o conhecimento e distância a ignorância; como poderemos nos livrar então dessa abstinência de saber se os meios quem tem esse papel soam enunciados verborrágicos e tautológicos?

È um processo dialético da função do meio de comunicação e como ele é utilizado. A síntese discorre na nossa frente, bárbara e pérfida.


Amanda Vicentini

Isabelle Warzinzaski

Juliana Pivato

Malanie Lisbôa

sábado, 19 de novembro de 2011

Michel Foucault


Segundo o filósofo Michel Foucault, a sociedade é impulsionada pelo discurso daquele que detém o poder. Para explicar o conceito e o poder desse discurso, Foucault cita o discurso verdadeiro dos poetas gregos do século VI, que afirmam que é necessário que haja um ritual, que, através de uma pessoa de direito, um ambiente ideal e padronizado, crie uma legitimação. Podemos exemplificar o conceito com os telejornais. Há sempre um âncora que raramente é alterado, ou seja, pessoa de direito, sentado atrás de uma bancada; com a redação do jornal no fundo, ou seja, o ambiente ideal. É possível reparar que todos os telejornais possuem esse formato, o que cria um ar de credibilidade ao que é mostrado ali.

Entretanto, Foucault explica também que o homem pode criar consciência de que essa 'pessoa/instituição de poder' molda a sociedade. É daí que nasce o senso crítico que, juntamente com a voz ativa do indivíduo, tenta se libertar dessa padronização. Um exemplo disso são os diversos protestos realizados contra a Rede Globo por ela não divulgar qualquer notícia sobre o PAN 2011. A sociedade, ciente da manipulação, usou da voz ativa para expressar indignação. Entretanto, assim como colocado por Foucault também, apesar da consciência e dos questionamentos colocados em questão, o jogo de poder da mídia é maior do que pode o espectador. Sendo assim, a Rede Globo continuou sem divulgar notícias sobre o PAN e também não perdeu audiência naquele período.


Texto baseado no artigo de Brian Prado et al., Os conceitos de saber, poder e discurso ideológico analisados segundo a teoria de Michel Foucault, publicado pela Revista Anagrama.


Bruna Milanese, Carine Rocha, Diana Araujo e Jordana Basilio

Michel Maffesoli

O sociólogo Michel Maffesoli nasceu em Graissessac na França, no dia 14 de novembro de 1944. Ele é considerado um dos fundadores da sociologia do cotidiano e muito conhecido por seus estudos sobre a pós-modernidade, o imaginário, a popularização do conceito de tribo urbana, e pelo desenvolvimento de conceitos como sociedade comunitária e tribal.
Na resenha Quixotismo contemporâneo ou o triunfo da vida, FERNANDES, C.; BARREIRA, C. Galáxia, Brasil, v. 7, n. 14, p. p. 167-171, 2007, é exposto o conceito de pós modernidade que é fundamental na obra: O ritmo da vida: variações do imaginário pós moderno, de Michel Maffesoli. Ele define esse momento “como um momento histórico descolado da linearidade histórica, tendo como particularidade a possibilidade de reencantamento do mundo, onde o imaginário, o simbólico, o onírico, o festivo e a moda são alguns dos parâmetros que melhor o exprimem por contraposição ao racionalismo positivista científico, que é marca da modernidade”. Esse momento se caracteriza pela convivência mútua dos avanços tecnológicos e alguns arcaísmos.
Maffesoli se opõe à visão otimista dos modernos, apresentando uma visão “generosa” do mundo, resumida na frase: “A vida talvez não valha nada. Mas nada vale tanto quanto a vida”. A posição empírica de Michel é anterior à teoria, retomando Nietzsche na “vontade de viver”. Influenciado pela imposição econômica e moral, Maffesoli se inspira na posição de Galileu – “no entanto, o mundo ainda gira”, substituindo o pensamento pela idéia de que não importa o que aconteça, você ainda vive. O sociólogo tenta mostrar que além das condenações marxistas e positivistas, existe o vitalismo, a generosidade, em que tudo é maravilha.


FONTE: http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/famecos

Carolina Chinen

Daniela Maccio

Fernanda Vargas

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Edgar Morin




Em “Cultura de massas no século XX”, o sociólogo Edgar Morin procura encontrar uma resposta às grandes questões do nosso tempo, provocadas pela mídia. A manifestação principal da cultura de massa, segundo Morin, é o espetáculo, que decorre de uma ênfase deste público ao lazer, a qual está relacionada a um tipo de organização do trabalho que entende o lazer como uma atividade reparadora. Isso faz com que o espectador participe da história, já que entra em um universo imaginário, vivenciado pelo espectador.


Segundo Morin, a partir da década de 1930, a cultura de massa apresenta a figura do herói simpático com destino de conduzir o imaginário da audiência à realização do happy end. Assim, ele se associa à “tirania do happy end”, em que ele determina, necessariamente, a ação feliz.



Ao escrever “Culturas de massas no século XX”, Edgar Morin se posiciona de forma pessimista em relação à cultura de massa. E não deixa de enxergá-la como um componente de dominação, pois, devido às mutações da sociedade, ela se integra à vida social. O livro foi escrito na década de 1960 e os assuntos tratados ainda se encaixam na sociedade de hoje, ao explicar o surgimento da cultura de massa e ao analisar suas relações com outras culturas e com a sociedade.



Amanda Scandelari


Beatriz Zanelatto


Camila Castro


Gabriela Rodrigues


Helena Salgado


Jornalismo - Manhã

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Paul Virilio



O teórico e professor Paul Virilio é um pesquisador e autor de vários livros sobre as tecnologias da comunicação e colaborador do jornal francês Le Monde. Como urbanista, ele relata que percebeu que trabalhar com a cidade era trabalhar com espaço e tempo, logo envolve toda a velocidade das novas tecnologias. Ele apresenta como seu principal pensamento em entrevista à Revista Famecos de junho de 2001 a tese de que as novas tecnologias da comunicação relacionadas à internet não passam de uma ilusão. Virilio afirma que a internet estimula a concentração e a separação entre os seres e constata que as novas tecnologias ajudam a produzir a asfixia dentro da aldeia global por conta da falta de espaço.

Para ele, o mundo cibernético possui limites para a população comum e pode se apresentar até mesmo como forma de controle social. Por conta disso, ele analisa a internet como parte de uma tirania capaz de controlar todos os corpos e liberdades humanas. Mas ele salienta que não pretende impedir nada, apenas pensa que tudo pode ser alterado. Virilio não pede a eliminação da internet e da cibernética, mas pede apenas que sejam utilizadas de forma civilizada. Diz estudar os problemas do progresso, não apenas criticando mas acompanhando a evolução. Considera também que o atentado ao Pentágono e ao World Trade Center pode ser visto como o primeiro acidente total da era da globalização e que esse atentado teve o mesmo grau de importância da explosão da Bomba de Hiroshima.

Fonte: http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/famecos/article/view/264/198

Renan Araújo

Lucas Vian

Karen Okuyama

Gustavo Austin


Jean Baudrillard, em seu ensaio sobre o Big Brother, critica o conceito e até mesmo a audiência desses ‘reality shows’. De acordo com ele, as banalidades da qual tratam são uma válvula de escape utilizada, pelos espectadores, para fugir o ‘teatro da crueldade’ de Antonin Artaud que Baudrillard usa como analogia para a nossa ‘realidade’.

O ato de assistir a esses programas é comparado ao estar presente no panóptico, proposto por Jeremy Bentham, espionando e julgando indivíduos superexpostos, ‘vivendo’ uma realidade experimental. Baudrillard cita Walter Benjamin: “A humanidade que, outrora, com Homero, fora objeto de contemplação pelos deuses do Olimpo, o é agora para si mesma. A alienação de si mesma atingiu um grau que lhe faz viver a sua própria destruição como uma sensação estética de primeira ordem”. Assim, os teóricos supõem que o ‘voyeurismo’ que atrai tantas pessoas para questões supérfluas é a expressa vontade de ser visto também.

Segundo Baudrillard, há duas possibilidades para justificar o sucesso de Big Brother; a primeira é o fato de os espectadores compartilharem da estupidez e promiscuidade expostas, a segunda seria o prazer de se sentirem menos estúpidos e promíscuos que os envolvidos. Isso acaba trazendo, segundo o teórico, “uma exaltação máxima por uma qualificação mínima”.

Por fim, Baudrillard esclarece como somos todos cúmplices de um crime contra a humanidade que é a banalização do sexo e da própria realidade e da concretização do que ele chama de uma democracia radical.

FONTE: http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/famecos/article/view/295

Pauline Féo

Mariana Siqueira

Olívia D'Agnoluzzo

Gustavo Magalhães

Gilles Lipovetsky



Nascido na cidade de Millau, na França, em 24 de setembro de 1944, Gilles Lipovetsky é filósofo, professor de filosofia na Universidade de Grenoble, teórico da Hipermodernidade e autor.

Em suas principais obras, estão “O luxo eterno”, “O império efêmero” e “A era do vazio”, que analisa uma sociedade pós-moderna, marcada pelo não investimento público, pela falta de sentido das instituições morais, sociais e políticas e por uma cultura marcada por tolerância, hedonismo e pela personalização dos processos de socialização.

Em um artigo escrito para a Revista Eletrônica do Programa de Pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, chamado “O jovem e a sua relação com Orkut: socialização, informação, afeto e imaginação”, Gilles Lipovetsky é citado quando, na conclusão, a autora fala que a mídia e a publicidade têm papéis significativos quando as pessoas utilizam da ferramenta social para os jovens. Ela comenta que a maioria das coisas realizadas nessas redes sociais são usadas por causa da publicidade exercida em cima dos mesmos, citando um fragmento do livro “O Império do Efêmero” em que o autor escreveu que “A publicidade se exerce sobre a massa, não sobre o indivíduo”. (Lipovetsky, 1989: 193).

Fonte:http://revistas.univerciencia.org/index.php/comtempo/article/viewFile/6919/6488


Jornalismo - manhã

Ana Luisa Bussular

Gleize Perez

Náthalie Sikorski

Rhaíssa Sizenando