quinta-feira, 24 de novembro de 2011


As idéias se aperfeiçoam. O sentido das palavras também. O plagiato é necessário. O avanço implica-o. Ele acerca-se estreitamente da frase de um autor, serve-se das suas expressões, suprime uma idéia falsa, substitui-a pela idéia. (A Sociedade do Espetáculo - Guy Debord)

O escritor francês Guy Ernest Debord (1931 – 1944), tem como sua principal obra o livro A Sociedade do Espetáculo, onde o autor coloca em discussão o modo como a sociedade vive uma realidade que não é dela. O indivíduo, atualmente, prefere a aparência ao ser.

A sociedade reina na era do espetáculo, onde a população já não se importa em ter por necessidade, mas sim para não ficar situado fora do ambiente em que deve, ou deveria estar, segundo sua concepção. Ser e ter passa a ser mais importante. A sociedade para de viver, para representar.

Esse pseudo mundo, faz com que a imagem seja mais importante do que a pessoa, e o mentiroso passa a mentir para si próprio, havendo uma inversão da vida concreta. O espetáculo passa a ser uma relação social entre pessoas, mediada por imagens, onde, compreendido em sua totalidade, passa a ser simultaneamente o resultado e o projeto do modo de produção existente. O espetáculo passa a ser o centro da irrealidade da sociedade real. Para entender mais essa concepção, podemos citar o exemplo das redes sociais, em especial o facebook. O individuo faz postagem e publicação de frases diariamente, ou até mesmo de fotos do seu dia á dia, passeios, viagens e etc., justamente para se tornar visível, para alimentar o seu ego e fazer parte de uma sociedade montada por imagens. Onde o real postado, nem sempre condiz com a realidade vivida.

A população passa a se sentir realizada com cada imagem de mentira, pois esta passa a ser a realidade. O verdadeiro deixa de agir com a verdade e passa a ser um momento falso. Essa imagem irreal é a afirmação da aparência. “O que aparece é bom, o que é bom aparece. O espetáculo não quer chegar à outra coisa se não a si mesmo”.

O espectador passa a ser alienado aos proveitos dos objetos contemplados, sendo que quanto mais se contempla, menos se vive. Isso faz com que o indivíduo se compreenda mesmo não entendendo seus próprios desejos, devido ao reconhecimento nas imagens dominantes do conceito de necessidade. Ou seja, o individuo para de entender as suas necessidades, por ver em imagens, necessidades falsas, e com isso, na hora de supri-las, o irreal passa a predominar, mesmo que inconscientemente. O exterior do homem predomina e suas próprias atitudes passam a não ser mais suas, mas de outras pessoas que ele toma como referência.

O espetáculo na sociedade representa concretamente uma fabricação de alienação.

http://www.arq.ufsc.br/esteticadaarquitetura/debord_sociedade_do_espetaculo.pdf


Daphine Augustini, Jasson Wolff, Lidyane Pereira. 4º período de Jornalismo noturno - PUCPR.

Um comentário:

celina disse...

ok. poderia ser mais sintético.