sábado, 19 de novembro de 2011

Michel Foucault


Segundo o filósofo Michel Foucault, a sociedade é impulsionada pelo discurso daquele que detém o poder. Para explicar o conceito e o poder desse discurso, Foucault cita o discurso verdadeiro dos poetas gregos do século VI, que afirmam que é necessário que haja um ritual, que, através de uma pessoa de direito, um ambiente ideal e padronizado, crie uma legitimação. Podemos exemplificar o conceito com os telejornais. Há sempre um âncora que raramente é alterado, ou seja, pessoa de direito, sentado atrás de uma bancada; com a redação do jornal no fundo, ou seja, o ambiente ideal. É possível reparar que todos os telejornais possuem esse formato, o que cria um ar de credibilidade ao que é mostrado ali.

Entretanto, Foucault explica também que o homem pode criar consciência de que essa 'pessoa/instituição de poder' molda a sociedade. É daí que nasce o senso crítico que, juntamente com a voz ativa do indivíduo, tenta se libertar dessa padronização. Um exemplo disso são os diversos protestos realizados contra a Rede Globo por ela não divulgar qualquer notícia sobre o PAN 2011. A sociedade, ciente da manipulação, usou da voz ativa para expressar indignação. Entretanto, assim como colocado por Foucault também, apesar da consciência e dos questionamentos colocados em questão, o jogo de poder da mídia é maior do que pode o espectador. Sendo assim, a Rede Globo continuou sem divulgar notícias sobre o PAN e também não perdeu audiência naquele período.


Texto baseado no artigo de Brian Prado et al., Os conceitos de saber, poder e discurso ideológico analisados segundo a teoria de Michel Foucault, publicado pela Revista Anagrama.


Bruna Milanese, Carine Rocha, Diana Araujo e Jordana Basilio

Um comentário:

celina disse...

interessante comparação.