quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Vivemos tempos hipermodernos


O conceito introduzido no final do século XX pelo filósofo francês Gilles Lipovetsky, sinaliza uma época hiperbólica, onde tudo tende ao exagero, à inflação do autoproclamado ego da própria sociedade como um todo.

A hipermodernidade surge como substituto à modernidade, seria uma nova revolução moderna, onde os valores individuais sobrepujam os valores coletivos. “O fim das ideologias, o surgimento de uma nova cultura hedonista, o destino da comunicação e do consumo de massa, o psicologismo, o culto do corpo. Todas essas realidades mostravam que havia um novo capitalismo e também um novo tempo da vida democrática”. Assim conceitualiza o próprio Lipovetsky.

Lipovetsky, juntamente com outros filósofos, cunhou e propagou o termo pós-moderno, que seria essa época de cultura individualista em que vivemos. No entanto, o francês acredita que o termo foi empregado erroneamente, por isso passou a usar a hipermodernidade. Para ele o pós-modernismo nunca chegou a existir, pois vivia-se outra modernidade, diferente da anterior.

Na revolução da modernidade iniciada lá no século XVIII, tudo era baseado no futuro, programado para o que estava por vir. A grande diferença que a hipermodernidade instituiu no século XX foi a visão mais imediatista, estando tudo focado no presente.

A nova modernidade não tem mais limites, tudo é exagerado, superlativo, “a modernidade passou para uma velocidade superior em que tudo hoje parece ser levado ao excesso”, assim sendo tudo é hiper.


Felipe Dalke
Jhonny Castro
Raphael Ribeiro