segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Paul Virilio


Filósofo, urbanista e sociólogo. Tornou-se um dos pensadores de referência da contemporaneidade, desenvolvendo uma reflexão inovadora sobre as questões da tecnologia relacionando os meios de comunicação, a guerra da informação e o mundo cibernético.

 Tecnologia
      O primeiro motor (vapor – máquinas da revolução industrial)
      O segundo motor (explosão – carros, aviões e máquinas)
      O terceiro motor (elétrico – cinema, turbina, geradores)
      O quarto motor (foguete – satélites, espaço)
       Cada motor modifica o quadro de produção de nossa história e também modifica a percepção,  a informação e relação com o mundo.

Não se vai junto da janela para a abrir, basta carregar o botão. Há pois uma espécie de referência a um corpo deficiente e não a um corpo locomotor. Reações de estupefação face ao fato de os válidos utilizarem técnicas destinadas a deficientes que sofriam, por exemplo, por não poder deslocar-se para abrir uma janela.  (…) Outrora, quando se queria saber o tempo que fazia, olhava-se pela janela e via-se se fazia bom tempo ou não. Hoje, liga-se  a televisão e têm-se as informações e a meteorologia

Jornalismo e Consumo

-          Meios de comunicação como extensão do corpo
Gélido imobilismo, sedentarismo domiciliar
Reflexão baseada na adoção dos meios de comunicação como extensão de nosso corpo para garantir uma maior facilidade de ações que poderiam ser feitas normalmente. Essa adoção gera , segundo Virilio, um sedentarismo domiciliar.

-Quanto mais as nossas deslocações no tempo e no
espaço se aceleram e se dissociam do corpo, mais a nossa visão da realidade se torna
difícil.

Virilio aponta uma perda de realidade, noções de espaço, tempo no sentido que a quantidade de informações e o quanto nós adotamos as tecnologias para atribuírem funções que nossos corpos anteriormente atribuíam, faz com que nós percamos essas percepções.

Considerações finais:
O autor considera que vivemos uma época extraordinariamente dinâmica,
animada por constantes mutações que resultam das inovações tecnológicas que surgem a todo o momento e que alteram o nosso cotidiano, sem que tenhamos tempo para nos questionarmos acerca do alcance das mesmas, e muito menos das vantagens e desvantagens da utilização das tecnologias da informação e comunicação na sociedade.   As novas tecnologias da informação são tecnologias do estabelecimento de redes das relações e da informação e, enquanto tais, veiculam muito evidentemente a perspectiva de uma humanidade unida, mas também de uma humanidade reduzida a uma uniformidade. 


Caio Henrique Rocha
4ºP/Jornal - Manhã

domingo, 25 de novembro de 2012

Michael Foucault - Jornalismo, consumo e cidadania.

”Nunca fui freudiano, nunca fui marxista e nunca fui estruturalista”, era o que afirmava o teórico francês Michael Foucault (1926-1984). Vindo de uma família tradicionalmente de médicos, Foucault foi influenciado por vários teóricos e teorias, e também por suas experiências.
Jornalismo:
Foucault sofreu influência principalmente pelo modelo Panótico (1975), descrito por Jeremy Bentham no qual era analisada a ideia da prisão circular, onde um observador poderia ver todos os locais onde houvesse presos.  Na prisão haveria uma torre principal vigiaria a todos. Sendo assim, podemos comparar o Jornalismo a torre principal, no qual o jornalista tem função vigiar e observar sociedade para assim fazer seu trabalho. Isso torna-se mais evidente quando somamos a ideia de Jornalismo como quarto poder. Ressaltamos que além do Jornalismo, há outras instituições que vigiam a sociedade, como Estado e Religião.
“(…) toda sociedade a produção do discurso é ao mesmo tempo controlada, selecionada, organizada, e redistribuída por certo numero de procedimentos que têm por função conjurar seus poderes e perigos (…)”  FOUCAULT, Michel. A ordem do Discurso. Tal afirmação pode ser diretamente associada ao Jornalismo, no qual o discurso (reportagem e outros formatos) é selecionado (gatekeeper), controlada (por meios de comunicação) e redistribuída para afirmar determinados interesses e opiniões.

Consumo:
Considerando a mídia como regularizadora da sociedade e torre central, logo ela possui forte apelo sobre seus telespectadores, desenvolvendo um consumismo exagerados nestes. Um exemplo é quando itens de vestuário utilizados em novelas ou filmes são procurados pela sociedade, assim quem produz tal item é favorecido pelo o consumismo criado pela mídia.

Cidadania:
Em cidadania podemos conciliar a visão de Foucault sobre os excluídos da sociedade, aqueles que não se encaixa no modelo circular, estes vivem  a margem do centro.
O vídeo “Michel Foucault Por Ele Mesmo”, narra a opinião do teórico francês sobre a ideia de exclusão. 



Alunas: Bianca Luiza Thomé, Carolina Cachel, Letícia da Rosa e Mayara Duarte.
Jornalismo - 4º período - manhã.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Michel Foucault


Segundo o filósofo Michel Foucault, a sociedade é impulsionada pelo discurso daquele que detém o poder. Para ele, existe uma relação íntima entre o conhecimento e o poder dentro da coletividade. O discurso que ordena a sociedade é sempre o discurso daquele que detém o saber. Além disso, existe a identificação do sujeito como aquele que está sempre determinado pelas ideias emanadas pelos superiores, ou seja, pela classe que domina ideologicamente determinada sociedade.

Exemplo: discurso de quem detém o poder: meios de massa veículos de comunicação que manipulam o discurso e dessa forma concentram o poder da informação

Michel Foucault discorre a cerca da produção do discurso afirmando que, este é regulado, selecionado, organizado e redistribuído dentro da sociedade. Essa ideia se explica no fato de que alguns assuntos e discussões são “proibidos” em alguns círculos sociais quando não dentro de toda sociedade. É preciso que haja uma legitimação, além de um ambiente e de uma circunstância ideal para que a palavra proferida seja verdadeira.

 Exemplo: âncora e cenário do telejornal, discurso e situações planejadas afim de levar credibilidade ao espectador 

A instituição escolar desempenha nesse sentido o papel de modelador, adestrador dos indivíduos, fazendo-os entender quais as ideias e discursos apropriados dentro do contexto social, principalmente segundo a classe detentora do poder. A escola funciona como apoio à vontade de verdade, ao mesmo tempo em que distribui, valoriza e reparte o saber. Dessa forma a “instituição escola” exerce uma espécie de pressão ou coerção sobre os indivíduos forçando-os sutilmente se moldar ao que pensa a classe que domina ideologicamente a sociedade. Ainda, a apropriação social dos discursos é feita pelo sistema educacional que é definido por Foucault como o espaço onde os indivíduos têm acesso a muitos discursos e aprendem a reproduzi-los. 

Para Foucault a partir do momento em que o homem tem consciência de que a sociedade constrói todo um discurso ao qual ele é moldado, este pode passar a ter voz ativa sobre suas ações, isso não significa dizer que, ele terá total liberdade sobre seus modos de agir e pensar. Mas, o indivíduo terá, ao menos, consciência e visão do jogo de ideologias ao seu redor e poderá questionar a verdade veiculada pelas instituições.  

Equipe: Heron Torquato, João Pedro Alves, Kamilla Ferreira, Leticia Duarte e Paulo Semicek..

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Paul Virilio - Sociedade, Comunicação e Tecnologia


Francês nascido em Paris no ano de 1932, o filósofo,urbanista e arquieteto Paul Virilio, foi autor de uma série de livros que relacionavam as tecnologias com a comunicação e colaborador do principal jornal impresso de seu país, o Le Monde.
Em relação a "Era da Informática", o autor a considera um momento perigoso da nossa sociedade, por nos levar  à perda da noção da realidade, causada pela quebra de distâncias e territorialidades graças a absurda quantidade de informações fornecidas a todo momento. Caracterizado como um crítico que ve forma negativa as implicações dos meios de comunicação de massa, Virilio não considera a total eliminação da internet e da cibernética, mas sugere que elas sejam utilizadas de forma mais civilizada. Estar na contramão das modas intelectuais seria uma obrigação dos pensadores autonômos e engajados na busca por um mundo melhor na visão do autor, que ainda relaciona a internet com a cultura norte-americana,  caracterizada por uma forte imposição ao resto do mundo e um controle universal, sugerido na figura do "Big Brother" de George Orwell, na obra 1984.
A palavra chave utilizada por Paul em sua crítica a cibercultura é VELOCIDADE, pois segundo ele, a realidade definida por um mundo virtual, onde se ponde estar em vários lugares e ao mesmo tempo em nenhum, perdendo a total noção de tempo e espaço. É assim que ele cria e sustenta a teoria da "Era da Dromologia" em que a pressa dita o ritmo das mídias, se negando a reflexão e se intensificando na superficialidade. A dança e o teatro são, então, as duas últimas linhas de resistência a virtualização, por serem as artes do corpo por excelência e se não preservarmos os corpos dos artistas e dançarinos, estaremos provando que a tecnologia não é apenas "exterminadora" de corpos através do desemprego e da miséria, mas também em termos físicos.
O livro do filósofo analisado por nossa equipe para o trabalho foi "Os Motores da História". A obra é uma grande passagem pelas inovações técnológicas que transformam, modificam e alteram o espaço geográfico em todas as escalas (local, nacional e global). Virilio divide a estrutura de seu texto em 4 principais motores, relacionados a temporalidade da história.  O 1º deles, o motor a vapor, representa a revolução industrial e o início de uma visão de mundo mais tecnológico. O 2º é o motor de explosão, que permitiu o homem a oportunidade de voar, obtendo uma visão inédita do mundo, a visão aérea. Já o motor elético, 3º na lista, permitiu a eletricidade e a chegada da visão noturna das cidades, além do desenvolvimento da parte técnica do cinema. O último, o motor-foguete, permitiu ao homem a saída do espaço terrestre, permitindo uma visão sobre a terra vinda de outro lugar: A Lua. Assim, Virilio completa sua obra, mostrando que cada motor modificou a informação sobre o mundo e como nós nos relacionamos com ele.

ALUNOS:

Flavio Darin
Harianna Stukio
Marcio Kaviski
Marcos Garcia
Pedro Domingues,
Rafaela Bez

Jean Baudrillard


Jean Baudrillard
¨  Nasceu em Reins 27/07/1939 e faleceu em Paris em 06/03/2007.
¨  Sociólogo, filósofo, poeta e fotógrafo
¨  Considerado um dos principais teóricos da pós-modernidade e um dos autores que melhor diagnosticaram o mal-estar contemporâneo.

Principais Publicações
¨  O sistema dos objetos (1968) 
¨  À sombra das maiorias silenciosas (1978) 
¨  Da Sedução (1979) 
¨  Simulacros e Simulação (1981) 
¨  América (1988) 
¨  A troca impossível (1999) 
¨  O lúdico e o policial (2000)

Conceitos
¨  Simulacros: experiências, formas, códigos, digitalidades e objetos sem referência que se apresentam mais reais do que a própria realidade.
¨  Simulação: espaço habitado pelo simulacro. Sentido das coisas foi implodido, não existe mais um modelo externo (significante), a representação física, somente o interno.

Sociedade
¨  Condição de uma ordem social na qual os simulacros e os sinais estão constituindo o mundo contemporâneo, de tal forma que qualquer distinção entre “real” e “irreal” torna-se impossível.
¨  Uma sociedade de consumo que reduz o indivíduo à condição de consumidor como consequência da automatização do sistema de produção.
¨  Códigos e modelos de marketing e lógica semelhantes geram uma produção infinita e instável de estilos de vida, dissolvendo-se assim o objeto antigamente conhecido como sociedade.
¨  Indivíduos imersos nas práticas e relações de consumo exploram ao máximo as sensações imediatas, experiências ardentes e isoladas, as intensidades da sociedade-cultura de consumo.

Comunicação
¨  Meios de comunicação massivos – em especial o televisivo – através da produção exagerada de imagens, signos e mensagens, originou o mundo “simulacional”.
¨  Realidade totalmente estetizada no qual há uma perda da noção de realidade concreta.
¨  Meios de comunicação de massa como “veículos do fascínio bruto do ato terrorista”.
¨  Não existe o bom uso dos meios de comunicação.
¨  Publicidade como a arte oficial do capitalismo.
¨  A multiplicação da quantidade de sinais e espetáculos pelos meios de comunicação produz uma proliferação do que ele chama de “sinal-valor”, ou seja, a marca, o prestígio, o luxo e a sensação de poder tornam-se uma parte importante do artigo de consumo.
¨  “A produção de sentidos já não passa pelo olhar humano. Os meios fazem o olhar”.
¨  A função dos meios de informação agora não é somente informar, mas também refazer o mundo a sua maneira e voz, é hiper-realizar o mundo e transformá-lo em espetáculo.

Tecnologia
¨  As tecnologias confrontam o indivíduo cotidianamente com a hiper-realidade, o que acaba gerando mais angústias, dúvidas e medos.
¨  Sou um homem ou uma máquina?
¨  Sou um homem ou um clone virtual
¨  Como podemos ser humanos?
¨  O terreno cibernético que, além de minar a distância entre o metafórico e o real, subordina totalmente os indivíduos.
¨  Não estamos preparados para o grau de desenvolvimento a que chegou o sistema tecnocientífico, e ao buscarmos mais informação e comunicação acabamos agravando nossa relação com a incerteza.

Referências Bibliográficas
¨  JEAN BAUDRILLARD: importância e contribuições pós-modernas - Holgonsi Soares Gonçalves Siqueira - Publicado no Caderno MIX - Idéias - Jornal "Diário de Santa Maria - Edição de 31/03 - 01/04/2007
¨  Baudrillard e a Pós-Modernidade - Candido Mendes – Publicado  DADOS – Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, Vol. 50, no 1, 2007, pp. 5 a 9.
¨  BAUDRILLARD, Jean. Simulacros e simulação. Lisboa: Relógio d´Água, 1991. 


“Já que o mundo se encaminha para um delirante estado de coisas, devemos nos encaminhar para um ponto de vista delirante”.

Camila Módena, Francisco Mallmann, Hellen Albuquerque, Laura Nicolli e Victor Hugo
Jornalismo - 4º período - Manhã

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Edgar Morin: comunicação, sociedade e tecnologia


O filósofo, sociólogo, antropólogo e historiador, Edgar Morin. Nasceu em de julho de 1921 em Paris. Já escreveu mais de trinta livros, é hoje considerado um dos principais pensadores contemporâneos e um dos principais teóricos da complexidade.

Morin acredita que a mídia não inventou o mal, e sim só tornou-o mais visível. Para ele o mal sempre existiu, assim como Shakespeare já retratava em suas obras e nunca foi criticado por isso. Morin ainda afirma que as pessoas sabem distinguir o real do irreal.
 Uma vez que vão ao cinema, sabem que aquilo não passa de uma ficção. O filósofo ainda acredita que a mídia pode influenciar as pessoas, mas ela não desempenho um papel importante no essencial.  Além disso afirma que a comunicação não basta a compreensão, e sim o meio, a decodificação da mensagem, entre outros.

Outro ponto mostrado pelo autor quando falamos de comunicação são os intelectuais que a criticam. “A televisão digere facilmente esse gênero de crítica, fazendo dos intelectuais que as assinam colaboradores em programas de debate, o que legitima a televisão, põe em contradição os seus críticos e banaliza o argumento”, afirma.

Quando falamos de sociedade, Morin afirma que hoje há uma privatização da ética,e que os fundamentos da ética estão em crise.

A tecnologia para o sociólogo é algo complexo. A rapidez com que a tecnologia evolui e sua complexidade são detalhes de difícil mensuração, pois a tecnologia transforma os processos e revoluciona as relações da nossa sociedade. Morin fala de uma inquietação disseminada nos dias atuais - a tecnologia permite um acesso inédito às informações. Partindo desta afirmação, nasceu o texto “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro”.

Lais Capriotti, Letícia Moreira, Jéssica Fernanda dos Santos



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Jean Baudrillard



 

Nasceu em Reins (França) 27/07/1939 e faleceu em Paris em 06/03/2007, Sociólogo, Filósofo, Poeta e Fotógrafo, que dedicou seus estudos a compreensão da sociedade de massa. Primeiro trabalhou com o consumo, expôs seu conhecimento no livro de sua autoria “O sistema de objetos” (1968) e depois no livro “A Sociedade de Consumo” (1970). Analisou aspectos como a indústria cultural e o consumismo que fascinam a população, massificando-a. “Não mais se pode compreender sociedades de classes sociais como tal, pois já teriam perdido a sua estruturação” (Jean Baudrillard). Na questão da mídia Baudrillard realizou diagnóstico da sociedade contemporânea, observou a extinção do real e fez reflexão sobre a tecnologia, demonstrou um novo foco: a reprodução. Segundo ele, o ambiente está contaminado com a mídia que sustenta este sistema, onde há dependência deste “feudalismo tecnológico”. Para o autor a “Hiper-realidade” é a capacidade de a mídia criar a realidade virtual sobre os indivíduos, substituindo a realidade. Criticou os impactos dos meios de comunicação e a sociedade de consumo. “As massas deixaram de serem vítimas da ordem social para passar a serem cúmplices que enriquecem esta ordem”. Segundo Jean, a tecnologia dos meios de comunicação de massa não consegue mais reproduzir uma realidade preexistente, ao contrário, produz o real.


Equipe: Diego Fernando Laska, Aline Valkiu, João Paulo e Raissa Melo

Cultura da Mídia e Celebridades

O antropólogo, filósofo e sociólogo francês Edgar Morin, possui vários estudos abordando a questão “Celebridades X Mitologia”. Para ele, as celebridades se colocam no mesmo patamar dos deuses do Olimpo, por isso, ele os chama de Olimpianos. Dessa forma, elevam suas vidas a um nível tal de estrelismo que podem ser considerados como deuses.
Com isso, os Olimpianos criam um mundo onírico e fantasioso para o resto da humanidade. Vivem uma vida dupla, meio real meio fantástica, já que também são pessoas comuns que precisam realizar suas tarefas “mundanas”.
Quando esses artistas morrem, continuam existindo como personagens no mundo imaginário, nas revistas, jornais, rádios ou programas de TV, que reproduzem suas músicas, repetem seus filmes, etc., fazendo dessa forma, com que sua presença permaneça nos meios de comunicação de massa e no imaginário das pessoas.
Como Olimpiano, podemos considerar artistas, playboys, líderes de opinião, entre outros. São pessoas que se destacam diante da sociedade passando a ser modelos de representações para uma vida. Alguns exemplos: família Huck, Sandy, Michael Jackson, The Beatles, entre outros.
Pessoas famosas, são aquelas que conseguem equilibrar beleza, heroísmo, sucesso financeiro e carisma. Morin propõe que as celebridades elaboram sua conduta privada de maneira comum. Nesse contexto, elas assumem e propõem aos seus públicos uma multiplicidade de papéis.
A indústria cultural aposta nos meios de comunicação e expande as celebridades da TV, produzindo seus heróis com a finalidade de construir celebridades rentáveis. Esses deuses criados e sustentados pelo imaginário ditam normas de consumo e, servem de sonhos e modelos, para a vida. Com isso, a grande massa cria para si uma vida imaginária, misturando sua realidade (que não é glamourosa), com a emoção de um filme, a paixão pelo seu cantor preferido e à satisfação de poder fazer de um célebre, seu ídolo.

Alunos: Mariana D. El-Fazary e Rodrigo de Lorenzi Oliveira.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O consumo serve para pensar

Utilizando exemplos de matérias do jornal Gazeta do Povo e do site Bem Paraná, analisamos o conteúdo das duas matérias e relacionamos com o texto de Néstor Canclini.
 
No que diz respeito à cidadania (matéria da Gazeta do Povo do dia 17/10/2012, "Repórteres Sem Fronteiras apoia ato por desaparecimento de jornalista"), percebemos que, mesmo que conteúdo não estaeja ligado ao poder do consumo, a mobilização causada no meio jornalístico só aconteceu porque a vítima era conhecida no meio jornalístico e tinha certa influência, principalmente ligada às políticas sociais. O que notamos é que a comoção causada pelo desaparecimento do jornalista Anderson Leandro da Silva se deu muito pelo fato de umg rande veículo de comunicação ter noticiado incessantemente e conseguido divulgação em redes nacionais.
 
Em consumo, a matéria do Bem Paraná ("Pais devem estar atentos na hora de comprar presentes, alerta Procon") mostra claramente que a mídia pauta e, de certa forma, induz ao consumo, como pode ser visto nesta matéria do dia 09 de outubro, antes do dia das crianças. É como se todos os pais fossem obrigados a presentar as crianças. Caso isso não aconteça, a criança pode se sentir prejudicada ou diminuída, princiapalmente entre os colegas. "Os rituais servem para conter o curso dos significados e tornar explícitas as definições públicas do que o consenso geral julga valioso."
 
 
 
 
Alunos: Mariana D'Alberto El-Fazary, Raffaela Silvestre Porcote e Rodrigo de Lorenzi Oliveira

Cidadania e Consumo

Para ilustrar o texto de Néstor García Canclini “O consumo serve para pensar” (Consumidores e cidadãos), buscamos no nosso meio internet, um exemplo de matéria de consumo e outra de cidadania. Ambas foram pesquisadas no site da Gazeta do Povo no dia 15/10/2012. A matéria de consumo, traz um pesquisa com o seguinte título: “Supermercado via internet custa mais, mas pode compensar”. Apesar de haver divergências na tabela de valores das lojas físicas e virtuais, pela internet consumidor deixa de comprar por impulso e ainda economiza tempo. Para Canclini, o consumo é o conjunto de processos socioculturais em que se realizam a apropriação e os usos dos produtos”. Para o autor a mudança da maneira de consumir, como é mostrado na matéria, alteraram as formas para exercitar a cidadania. Segundo ele, os meios eletrônicos, deslocaram a prática da cidadania em direção as práticas de consumo. Na questão da cidadania é matéria tem o seguinte título: “Integrantes do Movimento Popular por Moradia fazem caminhada pelo Sabará”. Cerca de 130 manifestantes protestaram para chamar a atenção da Prefeitura de Curitiba quanto à necessidade da construção de moradias populares na cidade. Com a utilização dos meios eletrônicos e de comunicação mudaram a maneira de exercer seus direitos. Assim a população passa a recorrer aos meios de comunicação para conseguir aquilo que as instituições não proporcionavam mais.

Links das matérias: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1307681&tit=Supermercado-via-internet-custa-mais-mas-pode-compensar   consumo
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1307843&tit=Integrantes-do-Movimento-Popular-por-Moradia-fazem-caminhada-pelo-Sabara cidadania

Equipe: Diego Fernando Laska, Aline Valkiu, João Paulo e Raissa Melo

O Consumo serve para pensar - Estudo sobre cidadania e consumo com base em Canclini

No texto de Canclini é discutido diversos conceitos sobre o consumo e a relação do consumo e cidadania. O autor ressalta que não existe nenhuma teoria concreta sociocultural sobre o  consumir. É defendido também que o ato de consumir é "participar de um cenário de disputas". 
  
Podemos perceber o conceito de que o " consumo é um conjunto de processos socioculturais em que se realizam a apropriação e o uso dos produtos." Na seguinte matéria publicada no Jornal "Gazeta do Povo" http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1309105&tit=Comprador-arremata-por-R-223-mil-dois-biarticulados-em-leilao . Um produto tão ligado a cultura social da população de Curitiba , em certo momento, é colocado em posição de produto de consumo. Para o Canclini,  " Vincular o consumo como cidadania requer ensaiar um reposicionamento do mercado na sociedade, para tentar a reconquista imaginativa dos espaços públicos, do interesse pelo público."

Outro ponto importante levantado pelo autor é de que a participação de vários setores da sociedade civil nas decisões de ordem material são fundamentais para se levar em consideração a relação entre a sociedade de consumo e cidadania. 

 
 Grupo : Marcio Kaviski, Marcos Garcia, Rafaela Bez, Flávio Darin, Pedro Domingues, Harianna Stukio.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O consumo serve para pensar - Néstor Canclini

No texto “O consumo serve para pensar”, o autor Néstor Canclini traz uma reflexão sobre como o consumo afeta a sociedade. A cidadania está diretamente ligada ao poder de consumo. Sendo assim, ele propõe uma reconceitualização do consumo a partir de uma teoria sociocultural que redefine a grande força dos meios de comunicacão de massa como manipuladores desse consumo. Para Canclini, consumir deixa de ser um ato irracional e se transforma em uma ação social e cultural. Segundo ele, a opção por alguns produtos acaba sendo simbólica e determina papéis que pretendemos seguir e as comunidades as quais pertencemos. Uma das maneiras de mostrar como nos comunicamos é por meio das roupas e objetos que consumimos, e isso acaba apontando a qual “grupo” pertencemos ou gostariamos de pertencer. 
Com base nisso, escolhemos uma matéria que aponta o consumismo exagerado por parte da população. A matéria diz que até o fim do ano, os brasileiros devem gastar mais de R$ 17 bi com bebidas(alcoólicas e não alcoólicas), segundo Pesquisa do Ibope. Isso mostra como é grande o consumo no país, porém ao relacionar a reportagem com Canclini percebemos os dois principais aspectos citados por ele: a cidadania e o consumo. Nesse caso, percebemos que o consumo, quando exagerado, deixa de ser uma necessidade e se torna, de certa forma, uma maneira de se comunicar com o mundo. Por exemplo, um jovem pode criar o hábito de beber compulsivamente pois assiste televisão, e os programas mostram outro jovens fazendo isso, sendo que esses são considerados os 'populares'. Então o jovem, para se sentir bem consigo mesmo cria um hábito que não é de sua natureza para que as pessoas gostem dele, acreditando que assim ele conquistará seu lugar em determinado grupo, querendo assim, usufruir de sua cidadania.

Link:http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/10/brasileiros-devem-gastar-mais-de-r-17-bi-com-bebidas-ate-fim-do-ano.html

Comunicação Social - Jornalismo
4º período
Ariane Priori, Bianca Santos, Nivia Maria e Samara Macedo

"O consumo serve para pensar"



A primeira relação que fizemos entre a teoria de Canclin e a matéria intitulada "Venda do Dia das Crianças cresce 7,7%, diz Serasa" é sobre o consumo relacionado com datas festivas e ritos. O autor apresenta uma abordagem que define o consumo em ritos como uma tentativa de organização da sociedade. Por meio dos rituais, segundo ele, grupos significam seus hábitos e suas vidas. 
Para Canclin, eficazes são os rituais que utilizam objetos materiais para estabelecer o sentido e as práticas que o preserva. O investimento afetivo e a ritualização serão mais fortes se os bens forem mais custosos, segundo o autor. 

"Os rituais servem para conter o curso dos significados e tornar explícitas as definições públicas do que o consenso geral julga valioso."
"[...]o consumo como um processo ritual cuja função primária consiste em “dar sentido ao fluxo rudimentar dos acontecimentos”.

Também associamos a mesma matéria com a abordagem de Canclin sobre o consumo relacionado com condutas ansiosas e obsessivas e a insatisfação profunda. 

"Consumir é tornar mais inteligível um mundo onde o sólido se evapora."


Relacionamos a matéria sobre a 8ª Cena Breve de Curitiba, um evento que, embora com ingressos bastante acessíveis (R$ 6,00 e R$3,00), possui um público extremamente específico.

"A falta de interesse de setores populares em exposições de arte, teatro ou cinema experimentais não se deve apenas ao fraco capital simbólico de que dispõe para apreciar estas mensagens, mas também à fidelidade com os grupos em que se insere."


Camila Modena, Francisco Mallmann, Hellen Albuquerque, Laura Nicolli e Victor Hugo.

MATÉRIA DE CIDADANIA E CONSUMO


MATÉRIA DE CIDADANIA:
GAZETA DO POVO 18/10/2012 – VIDA E CIDADANIA
Programas capacitam jovens carentes para o mercado de trabalho
Aulas nas áreas de hotelaria e eletricidade predial estão entre as opções gratuitas para adolescentes a partir dos 14 anos
A tão propagada ideia de ensinar a pescar em vez de dar o peixe é o que tem motivado organizações sem fins lucrativos e pessoas físicas a ofertarem cursos gratuitos de preparação para o mercado de trabalho a adolescentes e jovens carentes. Além de beneficiar famílias de baixa renda, a oferta de capacitação tem atendido a demandas de empresas por profissionais de qualidade.
Na Ilha de Valadares, em Paranaguá, o guarda-municipal Aldeci Alexandre entregará o 100.º certificado de eletricista predial do projeto Recanto do Aprender. A pescaria, neste caso, é a capacidade de fazer reparos e reformas no sistema elétrico de imóveis. Alexandre conta que o projeto teve início em fevereiro do ano passado e que esta será a sexta turma a se formar. “Nas duas primeiras, todos os materiais foram comprados só com o meu esforço. Hoje já temos o apoio de algumas lojas de materiais elétricos, que doam ou facilitam a compra dos materiais”, diz Aldeci, que é formado pelo Senai de Paranaguá.
O idealizador do projeto também recebe apoio da igreja católica, que cede o espaço do seu Centro Comunitário na ilha, e de uma escola profissionalizante da região.
As aulas são voltadas para meninos e meninas com mais de 14 anos. Os encontros ocorrem uma vez por semana, com três horas de duração. “O curso é gratuito. A gente dá a oportunidade, mas também cobra. Ninguém vai se formar e ter o certificado sem saber na prática. Por isso a turma começa com 30 alunos e termina com 15”, afirma.


MATÉRIA DE CONSUMO:
GAZETA DO POVO 18/10/2012 - ECONOMIA

Décimo-terceiro salário colocará R$ 139,9 bi na economia

Este valor representa aproximadamente 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro
Até o final do ano, o pagamento do 13º salário deverá injetar R$ 139,9 bilhões na economia do País, valor que representa 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Conforme análise da Austin Rating, o montante gerado pela gratificação representa um aumento de 7,92% perante o total apurado em 2011 e deve contribuir para o impulso das vendas do comércio.
Segundo a Austin Ratings, do total de quase R$ 140 bilhões de 13º salário a ser distribuído para 92 milhões de brasileiros, R$ 31,4 bilhões (22,5%) serão pagos aos 34,3 milhões beneficiários do INSS e R$ 108 bilhões (77,5%) serão recebidos por 58,2 milhões de empregados formalizados, sendo 1,9 milhão de empregados domésticos.
Conforme previsões da agência classificadora de riscos, no cenário econômico mais provável, com 80% de chance de se concretizar, o comércio varejista brasileiro deverá encerrar 2012 com alta de 9% sobre as vendas apuradas em 2011. Considerando um cenário otimista (15% de chance), a alta das vendas seria de 9,6% na mesma comparação, enquanto no cenário pessimista (5% de chance) o aumento seria de 8,3%.
O cálculo leva em consideração estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a base de assalariados do mercado formal que incluem empregados domésticos e beneficiários da Previdência Social, da União e dos estados. A gratificação é paga em duas parcelas, a primeira delas representa 50% do salário, a ser paga até 30 de novembro, e a segunda parcela, na qual incide impostos, deve ser paga até o dia 20 de dezembro.

Pesquisa feita por: Fabio Wosniak, Kauanna Batista, Lucas Dziedicz, Rogério Júnior e Shaiene Ramão.

Consumo e cidadania: o olhar sob a telenovela

Nestor Canclini, autor do texto "O consumo serve para pensar'', traz uma reflexão profunda a respeito do consumo. Ele pontua que não se consome apenas pelo ato de dominação implicado ao indivíduo, mas sim pelo puro e simples impulso de consumir. Nisso, é possível estabelecer uma conexão com a diferenciação entre bom senso e senso comum também; nem tudo que é aceito em consenso é benéfico.

Como o assunto é recorrente e foi discutido em sala, não há como fugir das telenovelas. Com os episódios finais de "Avenida Brasil" tendo índices de audiência consideráveis, novamente se retorna o debate de um aspecto educacional que o senso comum diz que a novela deve ter. Essa visão se contradiz com o princípio básico do texto de Canclini, que é o consumo. Como produto de entretenimento, estudado e lançado de acordo com as preferências do público, a novela cumpre o seu papel de entreter. No entanto, confunde-se as coisas quando se afirma que a novela deve educar.

O papel de educar cabe à escola, ao professor. É a educação que dá a clareza ou não para se observar se há a dominação em prol do consumo. Quanto mais os papéis se confundirem, menos atento ao riscos do consumo estará o indivíduo.

Quanto a questão da cidadania, entra-se novamente no aspecto educacional da telenovela. Ainda que sua função principal seja o entretenimento, para conseguir isso os autores se utilizam de questões sociais e as retratam, ainda que seja um recorte mínimo e provavelmente impreciso da realidade. No caso de Avenida Brasil, coloca-se que em questão o trabalho infantil em lixões. É um tema que sensibiliza, desperta o emocional e cativa o público, mas trata-se de uma ficção, que por mais parecida que seja com a realidade, ainda prima pelo entretenimento.

Paulo Semicek, Heron Torquato, Letícia Duarte, Kamilla Ferreira e João Pedro Alves - Jornalismo - 4°período/manhã

Consumo e Cidadania


Percebemos no texto O consumo serve para pensar, que o autor Néstor Canclini deixa bem claro, logo no começo a ideia de que bom senso e senso comum não querem dizer a mesma coisa, os que o diferencia é o consumo.
Atualmente as pessoas consomem pelo simples ato de consumir, e não se dão conta sobre a dominação que existe, inclusive entre os meios de comunicação. Canclini tem uma frase que exemplifica bem essa ideia: ‘’Será que os adeptos da comunicação de massa não se dão conta de que os noticiários mentem e as telenovelas distorcem a vida real?’’
Na última aula debatemos um pouco sobre o assunto da força das telenovelas e o papel que ela exerce de cidadania. Elas distorcem a realidade, mas ao mesmo tempo prendem a audiência por ser proxima da vida real.
O consumo é basicamente o indivíduo consumir sem pensar, adquirir coisas economicamente, cumprir com seus sonhos materiais, não precisa ter uma lógica, uma reflexão. Já a cidadania é o contrário, é você se interessar por algo que acrescente, influencie, aumente sua perspectiva e bagagem cultural. Um exemplo de matéria de cidadania analisada pelo grupo é essa: http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2012/10/09/pacto-entre-poderes-judiciario-e-executivo-vai-proteger-criancas-e-adolescentes, que informa dados e questões sócio-educativas, não visa vender nada.

Ana Luiza Souza, Bruna Habinoski e Cecília Moura

Reflexão "O consumo serve para pensar"



Analisando o texto base “O consumo serve para pensar” juntamente com outros dois textos- “O que é cidadania” de Marcos Silvio de Santana e “As armadilhas do consumo” de Marcia Tolotti, é possível chegar a ideia de que a partir do ato de consumir conseguimos distinguir o bom senso do senso comum. Uma vez que é necessário que cada um compreenda os reais motivos envolvidos no ato da compra. Ou seja, aquilo que todos acham legal é diferente do que realmente é legal. O ato de consumir apenas porque um grupo está consumindo é alienado.
Em relação a cidadania temos as telenovelas que podem distorcer a realidade e tirar o foco dos reais problemas da sociedade. Muitas vezes um cidadão vê alguma atitude de um personagem na tela e acredita que aquilo pode ser verdade. Como sustenta Appadurai o consumo é eminentemente social, correlativo e ativo.

Observamos no decorrer do texto, “Um carro importado ou um computador com novas funções distinguem os seus poucos proprietários na medida que quem não pode possuí-los conhece o seu significado sociocultural. Inversamente um artesanato ou uma festa indígena cujo sentido mítico é propriedade dos que pertencem a etnia que os gerou se tornam elementos de distinção ou discriminação na medida que outros setores da mesma sociedade se interessam por elas e entendem em algum nível seu significado”, ou seja, algumas vezes algo que você compra de determinada marca rende mais status do que algo que você produz e tem uma bagagem cultural maior. Acrescentando o texto de Márcia temos a questão do endividamento “Todos querem ganhar dinheiro, mas primeiro é preciso parar de perder”, conclui.

 Lais Capriotti, Jéssica Fernanda dos Santos, Leticia Moreira

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Identidade

O local escolhido pelo grupo foi o Estádio Joaquim Américo, a Arena da Baixada. São vários os motivos. Ali é onde nos sentimos bem, com pessoas que tem o amor pelo futebol e pelo Atlético-PR em comum com a gente. Cada um ali tem sua vida, seus problemas, suas alegrias, suas tristezas... pode ser rico, pobre, bom ou mau. Ali durante os 90 minutos de jogo todos são iguais e estão lá por um mesmo objetivo: ver o time ganhar. Um dos gritos de guerra do Atlético diz "Só eu sei porque eu não fico em casa". E é essa a verdade. Todo mundo ali se entende... além da identificação com o lugar é uma identificação com as pessoas que estão lá.
Podemos encaixar nossa identificação na teoria de Stuart Hall por meio da tradição. O futebol é a paixão nacional, o esporte mais tradicional do país. Dentro da nossa paixão pelo futebol tem o nosso amor pelo Atlético, herdado dos nossos pais.

Alunas: Daniela Hendler e Rafaela Gabardo
Jornalismo, 4º período - Noite

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Identidade Catedral


O local escolhido pela equipe, com o qual se identifica é a Catedral Basílica de Curitiba. Essa identificação ocorre, pois todos da equipe são católicos e por estar no centro de Curitiba, na Praça Tiradentes, o acesso é mais facilitado a todos, para praticar a fé. Segundo Stuart Hall, essa identificação, ocorre pela forte tradição passada de geração em geração.

Na mídia analisamos cinco edições da Gazeta do povo dos dias: 30/01/2012, 29/08/2012, 02/09/2012, 05/09/2012 e 08/09/2012, com o objetivo de mostrar como a mídia avalia.

No dia 30/01/2012: Comenta sobre a beleza arquitetônica da Catedral e aponta a falta de recursos pelo motivo da demora. Retratada como importante para cidade

No dia 29/08/2012: Destaca a conclusão de 90% das obras, como também os eventos do dia 6 até 9 de setembro. Considerada na matéria como igreja tradicional.

No dia 02/09/2012: Conta que está na quarta edição da festa da luz e que nesse evento marca a reinauguração. Na matéria ganha status de referência turística.

No dia 05/09/2012: Salienta a história e curiosidades, ainda consta uma entrevista especial com o Arcebispo Dom Moacir José Vitti. Elogiada como um dos cartões-postais da cidade.

No dia 08/09/2012: Aborda sobre a procissão, a qual 1500 pessoas participaram, conta a programação do domingo e traz como expectativa para um público final de 200 mil pessoas nos 4 dias. Intitulada como Igreja que atrai multidões.

Conclusão: Em todas as matérias analisadas, a Catedral é elogiada, porém precisa ter fieis fixos para prestigiar e ajudar a igreja ao longo do ano.
Equipe: Aline Valkiu, Diego Fernando Laska, João Paulo e Raissa Melo
Foto: Raissa Melo

Exercício Identidade: Largo da Ordem

Relacionando o texto de Stuart Hall, "Identidades Culturais na Pós-Modernidade" escolhemos o Largo da Ordem como local em que mais nos identificamos.
Primeiramente, percebemos que a visão da mídia é um pouco pessimista em relação ao local. Não que seja a visão própria do veículo (no caso, a Gazeta do Povo), mas ao analisarmos as notícias, percebemos a relação entre o Largo da Ordem e a violência. Na época do pré-carnaval em Curitiba, a Gazeta do Povo relembrava, em cada edição, o quão violento tinha sido a confusão causada com a polícia, sempre enfatizando "praça de guerra" e "desespero". Comumente, o local é chamado de "Largo da Desordem".

                                   Foto: Henry Milléo, repórter fotográfico da Gazeta do Povo.

Em relação ao texto de Hall, percebemos a presença de identidade fragmentada, já que a visão do Largo não é homogênea. No nosso próprio grupo de pesquisa, percebemos que, das três pessoas, nenhum olhar era igual. Um via o Largo da Ordem como o local da Curitiba boêmia, outro como um local mais familiar, e a outra pessoa com nostalgia e local de encontro das pessoas dos mais variados estilos. Outro ponto relacionado foi a questão da identidade definida historicamente, já que o Largo é um espaço significativo para a cidade, tendo igrejas históricas, como a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, a mais antiga de Curitiba e pelo local ser considerado o coração de setor histórico da cidade. Por último, percebemos a presença de continuidade, tradição e origem, já que o Largo parece agregar todas as "tribos" curitibanas, mantendo a tradição da cidade (seja pelo comércio local ou por traços culturais) além de um importante ponto turístico para Curitiba.   

Equipe: Mariana D'Alberto El-Fazary, Raffaela Silvestre Porcote e Rodrigo de Lorenzi Oliveira

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Reprodutibilidade Técnica


Escolhemos o texto de Walter Benjamin, "A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica", porque acreditamos que o assunto é muito recorrendo nos dias atuais.
A reprodução técnica de obras de arte é um processo novo, que vem se desenvolvendo com intensidade crescente. Além da criação em massa, há formas de criações sempre novas. O que nos chama a atenção é o que é colocado sobre autenticidade. Segundo o autor, o aqui e o agora da obra de arte é o elemento que está ausente na reprodução, esse aqui e agora é onde se desdobra a história e enraíza a tradição do objeto. 
A reprodução técnica tem mais autonomia que a manual e pode colocar a cópia do original em situações impossíveis para o próprio original, por estas duas razões, o autêntico não preserva toda a sua autoridade com relação à reprodução técnica. Mesmo o conteúdo ficando intacto, as reproduções desvalorizam o seu aqui e agora, sua autenticidade, o testemunho se perde.
No texto A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica, Benjamin analisa as mudanças provocadas pelas novas técnicas de produção artística na esfera cultural, e desenvolve, como componente principal, a tese de que a reprodutibilidade técnica pode provocar a superação da aura pela obra de arte.É importante ressaltar que os elementos centrais da aura, que são a autenticidade e unicidade não foram superados, ao contrário, elas se adaptaram às mudanças técnicas, uma adaptação que aconteceu em torno da industrialização, e marcou a produção cultural no século XX.

Alunas: Ariane Priori, Bianca C. Santos, Samara Macedo