terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Teoria Crítica

Rodrigo de Lorenzi Oliveira
Jornalismo - Noturno - 3º Período

Teoria Crítica

Teoria Crítica da Sociedade é uma abordagem teórica que, contrapondo-se à Teoria Tradicional, de tipo cartesiano, busca unir teoria e prática, ou seja, incorporar ao pensamento tradicional dos filósofos uma tensão com o presente. A Teoria Crítica da Sociedade tem um início definido a partir de um ensaio-manifesto, publicado por Max Horkheimer em 1937, intitulado "Teoria Tradicional e Teoria Crítica". Foi utilizada, criticada e superada por diversos pensadores e cientistas sociais, em face de sua própria construção como teoria, que é autocrítica por definição. A Teoria Crítica é comumente associada à Escola de Frankfurt.

A Teoria Crítica tem o seu início Histórico em 1923, com o surgimento do Instituto de Pesquisa Social, mais conhecido como “Escola de Frankfurt”. Tem as suas bases na Sociologia e surge como um contraponto às Teorias Funcionalistas. Começou por estudar como se processava a organização dos trabalhadores, mas aos poucos foi-se alargando a outras áreas de estudo, incluindo a Comunicação de Massas. A Teoria Crítica utiliza pressupostos da linguagem marxista, mais no que concerne às suas primeiras análises, e da psicanálise. Os pensadores de Frankfurt contestam o conceito da Cultura de Massa, ao considerarem errada a noção de que a Cultura de Massas é um produto dependente das massas, e não um produto independente das bases sociais. Nos anos 40 os teóricos de Frankfurt (Adorno e Lazersfeld) avançam com o conceito de Indústria Cultural. Esta teoria funcionaria como um lugar de esclarecimento comum, da visualização das acções e das acções de dominação social. A razão era vista como um elemento de conformidade e de manutenção do status quo. A racionalidade passa a ser alvo de estudo crítico.

Existe uma dialéctica social, inerente a todos os fenômenos estudados e a todas as forças sociais envolventes. As disciplinas são divididas em sectores, que são submetidos a uma razão instrumental. Há uma tentativa de interpretar as relações sociais a fim de contextualizar os fenómenos que acontecem na sociedade.
A partir dos anos 50 passou a estudar-se os efeitos potenciais dos Mass Media, no despoletar de mecanismos que levassem à manipulação das massas sociais. O público é entendido como um laboratório, onde os Mass Media podiam testar os efeitos múltiplos dos seus mecanismos de manipulação. Adorno e os seus pares concluem que os Mass Media produzem efeitos culturais nefastos, pois potenciam a capacidade de manipulação, por parte dos detentores do controlo desses mesmos órgãos de Comunicação Social. Estas teorias foram consideradas atomistas e criticadas por diversos autores, entre os quais Morlay.

Resumindo: Inaugurada pela Escola de Frankfurt, a Teoria Crítica parte do pressuposto das teorias marxistas e investiga a produção midiática como típico produto da era capitalista. Desvendam assim a natureza industrial das informações contidas em obras como filmes e músicas: temas, símbolos e formatos são obtidos a partir de mecanismos de repetição e produção em massa, que tornam a arte adequada para produção e consumo em larga escala. Assim, a mídia padroniza a arte como faria a um produto industrial qualquer. É o que foi denominado indústria cultural. Nesta, o aspecto artístico da obra é perdido. O imaginário popular é reduzido a clichês. O indivíduo consome os produtos de mídia passivamente. O esforço de refletir e pensar sobre a obra é dispensado: a obra "pensaria" pelo indivíduo

Fontes: Blog de Comunicação Social - http://cs-0409.blogspot.com/2006/06/teorias-da-comunicao.html

Wikipedia

Um comentário:

celina disse...

ok a colaboração
(ainda q não corresponda à postagem combinada).
obs: acho q no lugar de lazarsfeld vc quer dizer horkheimer, não?