quinta-feira, 22 de março de 2012

Modelo de Lasswell (1948)

Kauanna Batista Ferreira

Jornalismo Noturno

Conceitos da Escola Norte Americana.

Modelo de Lasswell (1948)

Um dos teóricos fundadores da Escola Americana de Comunicação ou Massommunication Research foi Harold Lasswell.

Lasswell participou durante a Segunda Guerra Mundial de projetos

de Pesquisa em comunicação de guerra do governo norteamericano. Esse propagandista foi o iniciador da análise de conteúdo. Segundo Richardson o estudo de Lasswell sobre a propaganda na Primeira Guerra Mundial inaugurou a história da análise de conteúdo com técnicas mais sofisticadas e procedimentos do tipo quantitativo. De acordo com Richardson, as pesquisas dessa época tinham uma forte influência do behavorismo, que procurava descrever a conduta dos indivíduos como resposta a estímulos13. É inegável o fato de que Lasswell era um propagandista, e como tal, visava saber como persuadir as pessoas. Seus postulados seriam à base de uma Sociologia funcionalista da mídia,

definida por Mattelart como uma técnica de pesquisa que estuda:


A atenção aos efeitos da mídia sobre os receptores, a constante avaliação, com fins práticos, das transformações que se operam em seus conhecimentos, comportamentos, em suas atitudes, emoções, opiniões e em seus atos são submetida à exigência de

resultados formulada por acionistas preocupados em pôr em números a eficácia de uma campanha de informação governamental, de uma campanha publicitária.

13 Roberto J. Richardson, Pesquisa social, p.173.

10 Tamara Guaraldo tária ou de uma operação de relações públicas das empresas e, no contexto da entrada na guerra, das ações de propaganda das forças armadas” 14.

Como se sabe o Funcionalismo é herdeiro do Positivismo e a Escola Americana ou Mass Communication Research, formada por Lasswell, Lazarsfeld, Merton e outros cientistas sociais, também se tornou conhecida por Funcionalismo. A técnica desses

estudos era a investigação empírica, ou seja, conhecimentos práticos devidos à experiência15. O Modelo ou Paradigma de Lasswell estabelece através do funcionalismo, uma analogia entre o corpo social e o biológico:


Os processos de comunicação da sociedade humana,

quando examinados em pormenor, revelam equivalência

em relação às especializações encontradas

no organismo físico e nas sociedades animais inferiores”

16.

Mattelart afirma que para a Sociologia Funcionalista a mídia

seria um mecanismo decisivo de regulação da sociedade 17.

Lasswell elaborou um dos mais famosos e pioneiros modelos

de comunicação que se tornou conhecido como Modelo de Lasswell

em 1948. Em seu artigo “A Estrutura e a função da comunicação

na sociedade” (The Structure and Function of Communication

in Society) o cientista político oferecia um ponto de vista tradicional

de abordagem da comunicação, enfatizando alguns princípios

já estudados por Aristóteles. Encontramos no modelo um

esquema sobre o processo de comunicação:

14 Armand e Michelle Mattelart, História das teorias da comunicação, p.40.

15 Francisco Fernandes, Celso P. Luft, F. M. Guimarães, Dicionário Brasileiro

Globo.

16 Harold Lasswell, A estrutura e a função da comunicação na sociedade,

p.108.

17 Armand e Michelle Mattelart, História das teorias da comunicação, p.73.

Aspectos da pesquisa norte-americana em comunicação 11

Uma maneira conveniente para descrever um ato

de comunicação consiste em responder às seguintes

perguntas:Quem? Diz o quê? Em que canal?Para

quem?Com que efeito?O estudo científico do processo

de comunicação tende a se concentrar em uma ou outra

dessas questões”18.

Sendo cada pergunta correspondente a um elemento do ato de

comunicação:

Cada pergunta seria respondida por um tipo de pesquisa:

Riley & Riley (1959) explicando o estudo do comunicador

através do modelo de Lasswell, descreveram a análise do “Quem”,

como:

...pesquisas que descrevem as várias espécies de

comunicadores de massa, em termos de seu treinamento

ou de suas características sociais e de personalidade.

Outra linha de pesquisa focaliza quem

é o comunicador tal como ele é percebido por sua

audiência (...) na relativa credibilidade dos diferentes

comunicadores como fontes, na importância de

18 Harold Lasswell, A estrutura e a função da comunicação na sociedade,

p.103.

www.bocc.ubi.pt

12 Tamara Guaraldo

tal credibilidade para a efetividade, a longo prazo da

mensagem” 19.

Para Santos, o Modelo de Lasswell procurava recuperar a credibilidade

na Teoria das Balas Mágicas:

... e não admira por isso que a pergunta que

concentrou as atenções de Lasswell tenha sido ‘Com

que efeito’. Toda a fórmula sugere uma linearidade

típica das teorias de persuasão da época. Há um

emissor activo e um receptor passivo que se limita a

reagir aos estímulos. Toda a comunicação é intencional

e destina-se a obter efeitos, isto é a manipular”

20.

O Modelo de Lasswell, segundo Santos, continuava a supor

o postulado da Teoria da Bala Mágica, uma relação behavorista

de E ! R, ESTÍMULO – RESPOSTA. E como afirma Riley &

Riley, o receptor era visto como diretamente influenciado pela comunicação

transmitida:

...de um lado, o comunicador preocupado apenas

com a emissão de sua mensagem, tornando-a o

mais persuasiva possível; de outro, o receptor só, em

sua torre de marfim, chegando a uma decisão” 21.

O modelo de Lasswell foi apontado por Santos como a primeira

fórmula comunicacional. As críticas são a de que esse

paradigma não estudou o ato comunicacional na sua totalidade,

pois concentrou seus esforços nos efeitos, ignorando também o

papel do receptor, também podemos afirmar que o pesquisador

19 JohnW. Riley, Matilde Riley, A comunicação de massa e o sistema social,

p.119-20.

20 José Rodrigues dos Santos, O que é comunicação, p.23.

21 JohnW. Riley, Matilde Riley, A comunicação de massa e o sistema social,

p.123.

Aspectos da pesquisa norte-americana em comunicação 13

tentou sistematizar com seu modelo, um processo que não é estático.

Como nos diz Santos, todavia “o modelo representa hoje a

contribuição mais significativa da teoria das balas mágicas para

o estudo da comunicação de massas” 22. Isso se deve ao fato

de que o Modelo de Lasswell indicou aos pesquisadores algumas

questões nas quais poderiam centrar seus estudos referentes à comunicação.

Wolf vai além e afirma que o Modelo de Lasswell foi

mais que uma fórmula, pois ordenou o objeto de estudo segundo

variáveis definidas e, assim, transformou-se numa verdadeira teoria

da comunicação23.


FONTE: www.bocc.ubi.pt


terça-feira, 20 de março de 2012

Considerações texto: Paradigmas da comunicação (Caio, Ruth, Rosana,Deivid, Rodolfo, Natália)

No princípio, desenvolvimento e conclusão do texto notamos a insistência da autora Vera Veiga França com a seguinte pergunta: Qual a especificidade da Comunicação?
A Comunicação é interdisciplinar, ou seja, passa por uma construção do próprio conhecimento a partir de outras correntes como a Sociologia, Psicologia, Artes entre outras que são definidas por suas respectivas especificidades e comprovada todo a sua origem-raiz por seus renomeados teóricos.
Talvez a falta de comprovação da definição sólida sobre Comunicação, seja devido sua amplitude. A multiplicidade de olhares para o objeto destaca seu poder de estimular a diluição dos feudos, cruzamentos sociais, e de fazer o uso de outras correntes teóricas para construção do conhecimento.
Esse uso de outras correntes é bastante aceitável se pensarmos que a Comunicação está presente em tudo. O próprio fato de procurar saber a verdadeira raiz do objeto, é uma atitude de comunicação. É utópico pensar que ela não é referência social na vida das pessoas. É a máquina criadora do fluxo de informações que invadem nossas casas, tornando-nos um pouco menos ignorantes. Ainda ela está sendo atualmente a base para compreensão dos novos estudos realizados sobre aquelas matérias e vários outros segmentos profissionais como a Medicina.
Entretanto, Vera Veiga aponta alguns aspectos negativos dessa abstração-aparente-definitiva: A possibilidade de que as mesmas palavras sofram muitas e variadas leituras, alterando assim o significado e podendo então influenciar na compreensão daquela mensagem. Outro ponto negativo é as várias teorias que vêm sendo derrubadas ao longo dos anos, devido aos impasses, as profundas transformações, evoluções que marcam o desenvolvimento da Comunicação. Esses paradigmas fazem com que teóricos novos aparecam com novos pensamentos e ideias atualizadas a todo instante, sem que haja uma certeza absoluta e sólida por um bom tempo. Mostra-se então que a definição do objeto é um tanto quanto insegura ou abstrata, dada suas incertezas e imperfeições.
Equipe: Caio Rocha, Rodolfo Luis Kowalski, Ruth, Rosana De Oliveira, Natália Concentino, Deivid Simioni

Considerações sobre o texto "Paradigmas da Comunicação"

O texto, em sua introdução, faz uma importante reflexão sobre as
evoluções, contradições e impasses que vêm ocorrendo com a disciplina de Teoria
da Comunicação. Pensamentos importantes tanto para profissionais da área quanto
para estudantes da disciplina.

A autora sente que há uma negligência com relação ao tratamento dos
fundamentos teóricos da disciplina, que é revestida em dois sentidos: de um
lado, é como se tratasse de aspectos muito antigos e já resolvidos e, de outro,
a falta de importância que é dada ao tema, já que se presume que com tantas
questões mais atuais sobre comunicação, seria perda de tempo tratar de outros
assuntos relacionados.

Portanto, é importante que desde o início dos estudos, os alunos
tenham um panorama geral da matéria, entendam o que ela realmente significa,
para que ela possa ocupar o importante papel que exerce de maneira correta, com
um conteúdo claramente definido.
Equipe: Aline Valkiu, Diego Laska, Mariana D. El-Fazary e Rodrigo de Lorenzy Oliveira.
Jornalismo Noturno.

Considerações sobre o texto "Paradigmas da Comunicação"

O texto, em sua introdução, faz uma importante reflexão sobre as
evoluções, contradições e impasses que vêm ocorrendo com a disciplina de Teoria
da Comunicação. Pensamentos importantes tanto para profissionais da área quanto
para estudantes da disciplina.
A autora sente que há uma negligência com relação ao tratamento dos
fundamentos teóricos da disciplina, que é revestida em dois sentidos: de um
lado, é como se tratasse de aspectos muito antigos e já resolvidos e, de outro,
a falta de importância que é dada ao tema, já que se presume que com tantas
questões mais atuais sobre comunicação, seria perda de tempo tratar de outros
assuntos relacionados.
Portanto, é importante que desde o início dos estudos, os alunos
tenham um panorama geral da matéria, entendam o que ela realmente significa,
para que ela possa ocupar o importante papel que exerce de maneira correta, com
um conteúdo claramente definido.
Equipe: Aline Valkiu, Diego Laska, Mariana D. El-Fazary e Rodrigo de Lorenzi Oliveira.
Jornalismo Noturno.

Considerações pós leitura "Paradigmas da Comunicação"

A Comunicação está presente em todos os setores da sociedade e se faz necessária para a vida nela. Assim sendo, pode-se considerar a Comunicação como imprescindível para o ser humano. E de tão abrangente que ela pode ser, deixa de caber em apenas uma matéria disciplinar, pois engloba várias outras. Mas essa mesma abrangência, torna sua finalidade um paradigma para aqueles que dedicam-se a analisá-la. Ou seja, a Comunicação faz-se presente em tudo aquilo que vemos. Os seres buscam constantemente comunicar-se com os demais a sua volta afim de suprir suas diversas necessidades, e dessa forma assim como a Comunicação está presente em tudo, encontramos dificuldades para defini-la ou definir seu propósito, seu objeto de estudo.

Não diferentemente, os profissionais envolvidos com propósitos comunicativos, aqueles que estudam seus fins, suas teorias e correntes também podem ser classificados como paradigmas, pois seu objeto de estudo não é claro como em outras profissões.

Assim, a Comunicação acaba sendo vista apenas como um apêndice que envolve diversos outros assuntos e matérias, mas nunca uma discussão aprofundada sobre si mesma e sobre o real intuito de sua existência.

Equipe: Jéssica Fernanda, Lais Capriotti, Leticia Moreira

Jornalismo Terceiro Período

Considerações Pós Leitura

Com o estudo do texto “Paradigmas da Comunicação: conhecer o quê?” Da autora Vera Veiga França, o nosso grupo fez algumas constatações que consideramos de maior importância.

Primeiramente, pontuamos sobre o objeto da comunicação, o qual para nós não pode ser tomado propriamente como um objeto de estudo definido de uma área, mas como um aspecto central, uma característica e uma dimensão da sociedade contemporânea.

Toda a reflexão contemporânea desenvolve estudos da comunicação. Os objetos do mundo são constituídos e dispostos pelo olhar e intervenção dos homens, os meios de comunicação ou a mídia, na sua aparente objetividade e simplicidade, não são realmente assim, elas se desdobram em múltiplas dimensões.

Há também como definir os objetos de conhecimento, que são outras formas de conhecer, são perspectivas de leitura, construções do próprio conhecimento.

Outra perspectiva aponta como objeto da Teoria de Comunicação os processos comunicativos, eles produzem e circulam informações através de um objeto de grande amplitude, que pode ser encontrado em todas as dimensões do mundo biológico, social e até mesmo o mundo físico.

Um segundo ponto essencial é a interdisciplinaridade, na qual a disciplina é o domínio consolidado do conhecimento, é um campo científico que já estabeleceu uma tradição. Estudos ou também chamados de campos interdisciplinares referem-se á emergência de novas temáticas, que começam a serem estudadas a partir do referencial das áreas já constituídas.

Determinados temas são apreendidos e tratados por diferentes ciências. Não ocorre uma alteração no referencial teórico. O que sofre diversas alterações é o objeto, pelo fato de ser visto por diversos olhares.

Em contra ponto existe a transdisciplinaridade, através dela uma questão sugere uma contribuição de diferentes disciplinas, mas essas contribuições são deslocadas de seu campo de origem e entrecruzam-se em um novo lugar.

Lendo todos esses apontamentos no decorrer do texto podemos afirmar que os estudos da comunicação se originaram de diversas disciplinas, suscitando vários olhares e transformando-se em objeto de estudo para diversas ciências. Há uma natureza interdisciplinar indiscutível, mas existe um aspecto nisso tudo que precisa ser melhor analisado: o fato de o rótulo da interdisciplinaridade estar estimulando ou camuflando a falta de diálogo, resultando na falta de especificidade do nosso objeto, o grande questionamento da autora.

Vale ressaltar também, que para auxiliar no estudo na comunicação é muito importante entender as teorias antigas, assim é mais fácil uma compreensão do mundo atual.

Para finalizar, Vera Veiga cita os três paradigmas, que decorrem do fato da comunicação ser muito aberta, e os define, definindo-os como um processo. Concluindo a autora transcreve a maneira como a comunicação tem sua aplicação.

Equipe: Ana Luiza Ferreira

Bruna Habinoski

Cecília Moura

segunda-feira, 19 de março de 2012

Paradigmas da Comunicação: conhecer o quê?

Para que o texto Paradigmas da Comunicação, da autora Vera Veiga França tenha um melhor entendimento, temos que analisa-lo com a mente desprovida de todo e qualquer preconceito que inclui o modo pelo qual a comunicação é vinculada pelos meios de massa permitindo-se apenas verificar e conhecer a comunicação - seu modo de estudo e conceitos. Pois a própria autora chega à conclusão de que a especificidade da comunicação está no olhar de cada um.

No decorrer do texto, percebemos que os avanços dos meios de comunicação, dependem dos avanços da tecnologia. Portanto, podemos concluir que a globalização dos últimos tempos influenciou diretamente os meios de comunicação, que por sua vez, estão em contato constante com a sociedade, podendo influencia-la e até mesmo, manipula-la.

Mesmo que a comunicação não tenha um “histórico definido” notamos que ela está em constante mudança e, portanto, em constante evolução. Podendo se organizar e evoluir. Hoje, para analisar a vida social de um indivíduo, deve-se, também, analisar as referências de comunicação que ele possui. Desse modo, podemos concluir que a comunicação não precisa, necessariamente, de um plano de estudo definido, pois a especificidade do meio, como cita a autora, vem do viés, apoiada no empírico. E não há neste universo apenas um objeto específico.


Alunos: Ariane Priori, Bianca Santos e Samara Macedo

Comunicação Social - Jornalismo

3º período

quinta-feira, 15 de março de 2012

Paradigmas da comunicação

A interdisciplinaridade se dá por meio da análise de um mesmo objeto na ótica de ciências diferentes. A loucura, por exemplo: do ponto de vista médico torna-se um caso clínico a ser tratado pelo embasamento como estudo de caso. No olhar social, a loucura é tida como uma doença da qual se tem medo de sofrer, por conta da imagem prosaica que se é criada pela cultura e pela própria mídia.


Alunos: Daniela Hendler, Laiana Vieira, Renan Machado e Tamires Rodrigues.

Jornalismo - 3° período - noite

quarta-feira, 14 de março de 2012

Paradigmas da Comunicação: conhecer o quê?

A autora Vera França em seu texto ‘Paradigmas da Comunicação’ critica a falta de direcionamento dos estudos teóricos da comunicação. Partindo do princípio de que a Teoria da Comunicação está baseada em dois aspectos (processos comunicativos e mídia), a professora questiona se a amplitude e o potencial de estudos que a comunicação permite não estão desorientando ou confundindo os teóricos e a aplicação da matéria no meio acadêmico. Há um grande risco de se perder na analise da comunicação por este ser um meio muito amplo. A autora em ‘correntes de estudo’ cita provavelmente todas as teorias sobre comunicação existentes, e retoma dizendo que muitas variam e acabam entrando e saindo da grade curricular.

Vera França tenta compreender a aplicação de tantas teorias, e acaba não tendo certeza sobre um padrão acadêmico. Até que ela vê o modelo de Mauro Wolf que mestra uma teoria hegemônica e identifica outros dois modelos (semiótico-informacional e semiótico-textual) com uma direção mais nítida e clara para os estudos.

Alunos: Heron Torquato, João Pedro Alves, Leticia Ignacio, Kamilla Ferreira e Paulo Semicek

3º período Comunicação Social - Jornalismo/Manhã.

Paradigmas da Comunicação - Helena Góes, Harianna Silva, Isabela Bandeira e Nivia Kureke

Vera Regina Veiga França aborda em "Paradigmas da Comunicação" o fato de que a Comunicação tem o seu entendimento delimitado por grande parte da sociedade e, até mesmo, por teóricos da área de Comunicação. Isso se dá em razão de que a própria Comunicação, em si, possui objetos de estudo (apontados no texto como a comunicação de massa ou os meios de comunicação midiáticos, como exemplo) que sofrem diversidade, passam a se tornar interdisciplinares devido às novas proporções que a comunicação tomou desde seu período propulsor, que foi o século XX.

Diferentes pontos da Ciência passam a visá-la com outros olhares - com pontos de vista dessemelhantes - sobre um assunto tratado. Com o surgimento de novos meios e veículos de mídia, que visam comunicar receptores de todo o mundo, o surgimento de novas concepções sobre a própria Comunicação passaram a se tornarem emergentes e consolidarem-se como disciplinas em diversas áreas.

Vera França, no entanto, ressalta ponto de extrema importância para o estudo de qualquer área ou disciplina, principalmente em termos de comunicação: antes de ser estudada a partir de áreas específicas, a Comunicação não pode ser esquecida em relação aos seus fundamentos e seu marco inicial. O histórico é um valor determinante para entendimento sobre o assunto. “Deve existir uma história e um patrimônio de conhecimento partilhados”, afirma.
Segundo a percepção da autora, seu texto não é uma apologia à teoria da comunicação, mas uma tentativa de resgatar sua importância. Na formação dos estudantes, em grande parte das academias, a disciplina é obrigatória, embora seu conteúdo não seja definido, o que para muitos pode servir para depreciação da matéria, mas acreditamos que essa flexibilidade sirva para que cada professor, junto ao aluno e aos valores da instituição, possam direcionar seus estudos e dessa forma melhorar o ensino e aproveitamento em classe.




Grupo: Helena Góes, Harianna A. Silva, Isabela Bandeira e Nivia Maria Kureke (Jornalismo, 3º período).

Paradigmas da Comunicação – GRUPO : Marcio Morrison Kaviski, Rafaela Bez, Marcos Garcia, Flávio Darin e Pedro Domingues.

O texto de Vara Veiga França discute o objeto da comunicação, sua interdisciplinaridade, além de abordar a própria matéria de “Teorias da Comunicação”. Sobre a disciplina, a autora comenta o fato de que ela sofreu, ao longo do tempo, uma série de transformações em sua grade curricular – mudança de teóricos e teorias – o que, por sua vez, acabou não sistematizando a matéria.

Sobre o objeto da comunicação, a autora afirma que podemos identificar dois tipos. Os meios de comunicação e o processo comunicativo. França ainda declara que para entendermos melhor o objeto da comunicação é necessário um “recorte” do que está sendo analisado.

A interdisciplinaridade também é outro ponto em que a autora toca. Para ela, esse fenômeno vive em estado transitório. Isto é, se a interdisciplinaridade fosse fixa seria criada uma nova área disciplinar.

Vera França ainda faz um resumo e passa por inúmeras teorias e teóricos da Comunicação. Ela cita Adorno, Horkheimer, Escola de Chicago, McLuhan, entre outros. Ela termina esse balanço questionando nossos verdadeiros teóricos e nossos verdadeiros conceitos de comunicação.

O paradigma é discutido ao final do texto. A autora termina afirmando que a comunicação é uma área muito ampla e abrangente.

Grupo : Marcio Morrison Kaviski, Pedro Domingues, Flávio Darin, Rafaela Bez e Marcos Garcia.

Jornalismo – 3 º Período – Manhã

Paradigmas da Comunicação: conhecer o quê?

O texto de Vera França faz uma reflexão sobre vários aspectos da comunicação; qual é o seu objeto, a interdisciplinaridade, correntes de estudo, paradigmas, papel do comunicador e outros.

O ponto que mais chamou a atenção do grupo neste texto foi a função do comunicador, não só como mero intermediador de diálogos e sim um profissional responsável por formar opiniões com seus textos e ações. No entanto a imagem desse profissional muitas vezes é desvalorizada, seja por conta da interdisciplinaridade presente na comunicação, que abrange várias disciplinas. Neste contexto podemos citar o exemplo que Vera França coloca em seu texto sobre qual função o especialista de comunicação exerceria em um debate: “Comentávamos a ausência de alguém da área da comunicação, indagando: mas ele teria alguma coisa a dizer, além do que os especialistas convidados já estariam dizendo? O papel do especialista em comunicação não seria exatamente promover o debate, ou seja, fazer dialogar vários lugares?” A autora afirma que essas duas perguntas são falácias, pois: “Supor que o nosso saber já está contido no saber dos especialistas convidados (...)Não é verdade; também o saber que eles detêm é em grande medida compartilhado – só que traduzido de forma própria“ e a outra afirmação é que o conhecimento do comunicador não é operacional, é muito mais que mediar falas. “Nossa reflexão incide sobre esse momento fugaz em que a cultura, os valores, os desejos e as fragilidades que habitam a vida social e existência concreta dos homens tomam formas, são recriados, modificados e, enquanto representações, são reapropriados, se convertem em modelos, retomam enquanto em novas imagens, refletem nos comportamentos e nos corpos – e assim sucessivamente”

Bianca Luiza Thomé, Carolina Cachel, Letícia da Rosa e Mayara Duarte. Jornalismo - manhã - 3º Período

"Paradigmas da Comunicação: conhecer o quê?" - Francisco Mallmann, Hellen Albuquerque, Laura Nicolli e Victor Hugo

A reflexão desenvolvida no texto de Vera Veiga França, “Paradigmas da Comunicação: conhecer o quê?” aborda a questão da delimitação e da especificidade da disciplina de comunicação. A autora discorre sobre a falta de clareza na definição do objeto da comunicação, e para isso revê de forma crítica as bases conceituais, a sistematização (e também a falta dela) na disciplina de Teorias da Comunicação, os aspectos que edificam, estruturam e definem a comunicação, a interdisciplinaridade, as correntes de estudo, os teóricos, as escolas e frentes, e por fim os paradigmas da área.

O grupo, durante a leitura e discussão, apontou alguns trechos que foram, em comum, considerados interessantes. Infelizmente não cabe neste espaço a citação de todos eles, elegemos, portanto, dois, que se referem à especificidade do objeto e de sua abrangência: “A especificidade vem do olhar, ou do viés, que permite vê-las e analisá-las enquanto comunicação, isto é, na sua natureza comunicativa.”, “Esse objeto, supostamente simples e objetivo, na verdade é por demais amplo – e não pode ser tomado propriamente como um objeto de estudo definidor de uma área, mas como um aspecto central, uma característica e uma dimensão da sociedade contemporânea. Essa dimensão da vida social, ao ser tratada pelas várias disciplinas, não demarca o terreno particular de uma única”.

Após o debate, o que mais nos chama a atenção é o desfecho do texto. A autora aponta elementos que indicam outra concepção, um novo paradigma, que torne a legitimar a comunicação como um processo amplo e global (É este alcance – permitindo-nos analisar situações tão diferenciadas - e este olhar especializado – possibilitando-nos achar um denominador comum em todas essas situações - que caracterizam o nosso saber e fazem do viés da comunicação um lugar de conhecimento). Gostamos de pensar que talvez a responsabilidade da mudança de olhar e concepção também estejam em nossas mãos.

GRUPO: FRANCISCO MALLMANN, HELLEN ALBUQUERQUE, LAURA NICOLLI E VICTOR HUGO.

JORNALISMO – MANHÃ – 3º PERÍODO