quarta-feira, 18 de abril de 2012

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEXTO: TEORIAS DA COMUNICAÇÃO - Hipodérmicos Tardios Versus Funcionalistas Inconscientes


O texto debatido em sala faz um parelelo entre duas teorias da comunicação existentes: A dos funcionalistas e a dos Hipodérmicos. Para isso, aponta diferenças e semelhanças entre ambas, dando exemplos e citando autores. Jucemir Machado da Silva, professor da PUCRS e autor do artigo, apresenta as duas teorias e suas características.

Funcionalista: o emissor funciona como uma representação da principal fonte de informação do povo e mesmo não interessado no geral interesse da população, se apresenta como uma forma democrática de relação com os espectadores, se considerando formador de uma democracia na comunicação entre pessoa/mídia. O receptor seria forte e a mídia fraca, por fornecer tudo que ele teóricamente precisa saber.

Hipodérmicos: Nesta teoria, acredita-se no inverso: Mídia Poderosa, Receptor fraco. Essa relação, portanto, causaria uma séria desigualdade em relação a função e o poder da mídia comparada ao receptor. Para os teóricos, como o povo não pode escolher o que lhe é passado, ele não é parte atuante do processo de comunicação de uma sociedade, mesmo que ela seja feita para a sua necessidade de estar informado.

Partindo para o texto, percebemos outras diferenças entre as teorias. Os funcionalistas acreditam que os resultados esperados pela emissão nem sempre são obtidos, creem em mensagens indiretas, na relevância do papel de um líder de opinião para repassar a mensagem aos demais interessados (recepção em dois níveis) e na comunicação como reforço de crenças (rituais). Os hipodérmicos, ao contrário, tentam exercer uma comunicação direta, veem a mídia com meio potente e manipulador, percebem um isolamento social causado por essa diferença de posição e fala em uma massa alienada, principalmente pelo fator psicológico exercido sobre ela. No geral, para a primeira, o receptor é soberano, para a segunda, escravo da mídia. No funcionalismo, em relação ao influenciado e o influente, há um meio social e principalmente, um receptor privilegiado. Nos hipodérmicos, o receptor fraco não consegue exercer sua função como parte deste processo de comunicação.

No paralelo expressado por Jucemir no artigo, encontramos também as semelhanças entre as teorias. Neste caso, Hipodérmicos e funcionalistas em seus funcionamentos, desconsideram a história e as histórias coletivas e pessoais. Ambos vivem para suas ideologias. Em uma passagem do texto, o autor coloca que o funcionalista inventa o marketing e crê na mágica, enquanto o crítico hipodérmico não se cansa de explicar que é tudo um truque, mas anseia por aplicar os mesmos meios para fins diferentes. Outra semelhança está na visão de mundo que ambas teorias possuem. A primeira não quer mudar o mundo, mas servi-lo como ele é, apoiado nas mitologias da verdade e da informação. A segunda também não quer a mudança por conta própria, mas busca indicar o caminho para os que precisam mudar. É contra a persuasão, a influência e a sedução, mas utiliza destes mecanismos para se impor.

Portanto, como conclusão, podemos dizer que ambas querem o mesmo objetivo, mas exercem suas funções de forma diferente. Enquanto isso, o receptor acompanha tudo, tirando suas conclusões e apoiando as idéias que mais lhe fazem sentido.

ALUNOS - Flavio Darin,  Marcio Kaviski, Marcos Garcia, Pedro Domingues e Rafaella Bez

3º período de Jornalismo - Manhã

Um comentário:

celina disse...

ok, com a margem interpretativa q deram ao texto.
revisar
ex - é juRemir...