quinta-feira, 3 de maio de 2012

Texto Ramonet


Em seu texto 'O Poder Midiático', Ramonet descreve as transformações das mídias com o decorrer do tempo. Segundo Ramonet, com a chegada da internet, todas as outras mídias tiveram que se adaptar a um novo universo da comunicação, como o autor cita neste trecho:

“Poderíamos, há dez anos, falar dos meios de comunicação como um universo fechado, com sua própria lógica, com sua própria dinâmica, autônomo em relação ao resto do universo da comunicação, mas hoje isso não é mais possível. E por que não é possível?Por causa da revolução digital. A revolução digital, que obviamente não irei explicar aqui, é essencialmente a mescla do texto, do som e da imagem. Antes havia um universo do texto, um universo do som, um universo da imagem; hoje isso está totalmente misturado.”
Não só as mídias, mas os meios tiveram uma adaptação consequente do advento da internet. Enquanto num passado recente a TV utilizava apenas a imagem, o rádio apenas o som e o telefone apenas a transmissão de som, hoje podemos verificar uma junção de funções num mesmo meio, como cita Ramonet.

“Podemos observar, por exemplo, que não existem mais máquinas de comunicar exclusivamente sonoras. Se vocês recordam, há uns 10 ou 15 anos, um telefone era um aparelho de duas peças, negro, que servia apenas para o som, e não, por exemplo, para transmitir um texto ou uma imagem. Hoje pegamos o telefone celular e verificamos que ele ainda tem som, mas que também tem imagem, e que tem texto, e tem uma tela. O rádio, por exemplo, antes era puramente sonoro e um cego poderia ouvi-Ia; hoje, ele já não pode ouvir rádio tão facilmente, porque o rádio também tem uma tela, e na tela há texto e amanhã haverá imagem; e o texto do rádio nos diz quem está falando, como se chama, que estação estamos ouvindo, que canção é aquela que escutamos etc.''

Com este novo universo, podemos observar a queda ou a fusão de grandes conglomerados de comunicação, que com essa 'revolução digital', tendem a se fundir para não perderem espaço come ste novo universo. Ramonet ainda observa uma mudança nos esportes junto com a 'revolução digital', comparando um jogo de futebol a um espetáculo teatral. Pois hoje tudo gira em torno de interesse financeiro, substituindo o lado esportivo do futebol, que envolve a paixão do torcedor, algo que com a globalização das marcas, fortalece a imagem de um determinado clube, no caso é citado o multimilionário Manchester United da Inglaterra, no mundo inteiro. Toda essa globalização se deve ao poder midiático, que obvimante crescer após a 'revolução digital'.

Com toda essa facilidade criada por esta 'revolução', há também a facilidade na obtenção e na propagação da informação. Porém aí pode-se encontrar um ponto negativo, tendo em vista que com a facilidade que todos possuem em 'fazer' a notícia, a credibilidade da internet é baixa em relação aos outros meios mais tradicionais, como a televisão. 

Equipe : Marcio kaviski, Pedro Domingues, Rafaela Bez, Marcos Vinicius e Flavio Darin - 3 Período - Jornal Manha

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Poder Midiático – Ramonet


O autor discute em seu texto a revolução digital, poder da mídia e a divergência entre as empresas midiáticas e as consideradas alternativas. Primeiramente ele declara que a informação, a publicidade e a mídia de massa, que antes tinham sua própria autonomia, encontram-se interligadas na internet, que também uniu elementos de outros meios, como a imagem, som e texto no mesmo lugar, o que acabou “quebrando”, de certa forma, a independência dos meios de comunicação entre si.
Para Ramonet, a junção do jornalismo, propaganda e a cultura de massas propiciaram o surgimento das megafusões, empresas de diferentes setores de comunicação que se juntam para formar uma única e grande empresa. Esses empreendimentos acabam conquistando tanto poder financeiro quanto poder ideológico.
O autor ainda retrata a situação da informação como é tratada atualmente, por uma perspectiva mercadológica. A notícia é tida como mercadoria, vendida gratuitamente (ou aparentemente) e é realmente custeada pela propaganda. Como o próprio Ramonet pontua: não se vende notícia para os leitores, vende-se leitores para os anunciantes.
Outra realidade é da simplificação e instantaneidade da notícia. A informação começou ser transmitida de forma cada vez mais rápida e estruturalmente simples, não tendo um espaço maior para o aprofundamento. As empresas midiáticas dominantes adotaram essas características e tornaram seu discurso, apontado pelo autor, como infantilizante.
A comunicação alternativa contrária a esse sistema muitas vezes encontra dificuldades em difundir suas ideias, por não possuir um discurso suficientemente sedutor para a população.

Equipe:  Caio Rocha, Deivid Simioni, Natalia Concentino, Rodolfo Kowalski, Rosana Moraes e Ruthielle Borsuk.
3º Período, Jornalismo - Manhã


Por uma outra comunicação – midia, mundialização cultural e poder.


Ramonet pontua a proximidade entre o mundo da comunicação, o mundo da publicidade e também o mundo que poderíamos denominar cultura de massas, que se deu através da revolução digital. Com a internet crescendo essas três esferas se englobam em apenas uma. O autor destaca que a internet não é capaz de se distinguir entre um texto, imagem e som, pois é a revolução digital na essência. Segundo ele, estamos em um contexto no qual devemos pensar globalmente.
Ramonet aponta algumas características que podemos encontrar na informação, pois para ele a informação atualmente é considerada mercadoria, com o objetivo de obter lucros. E para isso, a informação é passada de forma cada vez mais rápida, não havendo tempo para estudar determinado assunto.
Para o autor o discurso da informação, da publicidade ou da cultura de massa possuem retoricamente as mesmas características, que são elas: uso da simplicidade, rapidez, uso da dramatização e espetacularização. Ou seja, o discurso que recebemos é um discurso infantilizante.
Num âmbito geral, a questão levantada e discutida, a qual hoje, não temos uma resposta definida é: porque a comunicação vem se degradando e se simplificando dia a dia, a medida que a sociedade está, ou deveria estar mais critica? Quem faz a noticia e com quais critérios?
Para Ramonet, possuir a verdade não é suficiente. O mundo da comunicação não deve abster ser somente ao que o povo/massa quer, ou ao que achamos que eles querem. Para desenvolver um trabalho de comunicação bem sucedido é necessário, além de muitas outras coisas, possuir técnica.

Comunicação Social - Jornalismo 3º período
Grupo: Ariane Priori, Bianca Santos e Samara Macedo

Texto de Ramonet: considerações


Ramonet classifica em seu texto três possíveis características da comunicação na sociedade, são elas: a sua classificação como mercadoria, sua gratuidade e sua velocidade.
No que diz referência a sua terceira característica, não respectivamente, a velocidade temos como exemplo claro e eficaz a internet. Vivemos em uma época em a velocidade da informação é colocada como critério mais importante  que sua qualidade. Jornalistas contemporâneos não raro, prezam pelo chamado "furo", podendo assim serem os primeiros a lançar tal fato, e sacrificam por essa rapidez  a qualidade daquilo que publicam.
É notável ainda, devido essa estantaneidade de informações, a busca e consumo de fatos novos e rápidos, o surgimento de duas possíveis comunicações: a comunicação de massa e a comunicação de qualidade.
Como comunicação de massa podemos entender os meios estantâneos de notícias e vocabulários.
Como comunicação de qualidade, aquela elaborada e com intuito primordial, acrescentar, permitir-se refletir. Sacrificar o "furo" para possíveis complementos na notícia.
Mas o fato curioso que se pode observar, é que quanto mais essa comunicação de massa se expande, em contrapartida temos um crescimento nos níveis educacionais do país.
Dessa forma, ao mesmo tempo que o acesso a educação cresce, baixa a qualidade desta, e consequentemente baixa também a qualidade das informações a serem transmitidas.
Em suma, os responsáveis por essa comunicação novamente deparam-se com  o problema de "dar ao público aquilo que o público deseja", sendo esse querer bom ou ruim.


Alunas: Jéssica Fernanda, Lais Capriotti e Letícia Moreira. 
3º período de Jornalismo da PUCPR.

Ramonet: O Poder Midiático


Ramonet pontua em seu texto três esferas antes existentes na comunicação. Primeiro a esfera da informação (imprensa de um modo em geral). Segundo, a esfera da comunicação institucional (publicidade, propagandas). E em terceiro ponto, a esfera da cultura de massa (novelas, esportes, quadrinho). O autor nos coloca essas esferas como quase independentes, ou melhor, autônomas entre si. Pelo menos como eram antes Revolução Digital, como colocado pelo autor, onde essas esferas se fundem em uma só, capaz de englobar todas as já citadas à cima de uma só vez. 
Dessa forma, estreitando fronteiras, ou até mesmo quebrando barreiras antes existentes entre jornalismo e publicidade. Como citado por Ramonet: “Se antes os jornais vendiam informação ao público, hoje vende consumidores aos patrocinadores”.

Talvez isso se deva a questão pontuada no texto, da notícia gratuita. Gratuita no sentido de se ter acesso facilmente há diversos meios de informação, como por exemplo: televisão, rádio, internet, jornal imprenso (meios teoricamente gratuitos). O que paga a notícia não é o valor simbólico de um jornal imprenso, por exemplo, mas o valor pago ao veículo pelos anunciantes.
Partindo desta opinião, podemos chegar a outras conclusões, como por exemplo, o que determina uma notícia, ou outra ser viável para a divulgação de um meio.
Podemos pensar de um modo funcionalista, e concluir que o jornal oferece ao público aquilo que lhe é agradável e cômodo ler, desta forma, o público cria identificação no veículo e passa a ser um cliente fiel, comprando um jornal, por exemplo, e desta forma, meio que indiretamente, se fidelizando com o anunciante. Como qualquer outra empresa, um jornal precisa se manter no mercado, precisa pagar seus funcionários, e precisa ter dinheiro para não falir. Talvez por isso, de maneira ingênua, o veículo se submeta a “escolha de notícias”.

Vale lembrar que estas conclusões no fim do texto, são os pensamentos dos integrantes desta equipe.

Harianna Silva
Helena Bianchi
Isabela Bandeira
Nivia Maria Kureke

Ramonet: O poder midiático. Por uma outra comunicação – mídia, mundialização cultural e poder.

Ramonet coloca a diminuição de fronteiras entre o mundo da mídia, o mundo da comunicação, o mundo da cultura de massas e do mundo da publicidade como uma conseqüência da revolução digital.
Antes a comunicação era apontada em três esferas autônomas e quase independentes. A esfera da informação - imprensa, informação radiofônica, agências de notícia - A esfera da comunicação institucional - publicidade, propaganda. E a terceira esfera que é a  cultura de massa - telenovelas, quadrinhos, cinema, esporte.
Os meios de comunicação eram falados como um universo fechado, hoje por causa da revolução digital aconteceu a mescla do texto, som e imagem, ele chama de o universo da internet, onde não se distingue as três esferas da comunicação. Os objetos de comunicação se fundiram, e o que antes era somente ouvido como o rádio hoje aparece em que estação o ouvinte esta, quem esta falando, qual a música que esta tocando, seria, o texto escrito que era somente de um jornal, passou a aparecer no rádio também.
Ramonet aponta as características da informação atual. A primeira é a de que se tem a comunicação considerada como uma mercadoria, ela não tem mais a intenção de educar ou informar, antes de mais nada, ela tem uma finalidade comercial. A segunda característica é que antes era o mundo do jornalismo, hoje é o mundo do instanteneísmo, não se tem tempo de estudar o acontecimento, tem que publicá-lo enquanto o assunto esta quente. E a terceira característica que o autor aponta é a gratuidade da noticia, ou a aparente gratuidade para quem a consome, o que na verdade banca a informação é a publicidade mantida nos veículos de comunicação, e não a mensalidade paga pelo assinante, que é apenas um preço simbólico.
As características dos meios midiáticos atuais são discursos rápidos, artigos curtos, frases breves, títulos impactantes, um modelo publicitário nas notícias. Elas são publicadas com rapidez, com um vocabulário simples e dramatização na notícia, expressada através das emoções.

Ana Luiza de Souza
Bruna Habinoski
Cecília Moura