quarta-feira, 2 de maio de 2012

Poder Midiático – Ramonet


O autor discute em seu texto a revolução digital, poder da mídia e a divergência entre as empresas midiáticas e as consideradas alternativas. Primeiramente ele declara que a informação, a publicidade e a mídia de massa, que antes tinham sua própria autonomia, encontram-se interligadas na internet, que também uniu elementos de outros meios, como a imagem, som e texto no mesmo lugar, o que acabou “quebrando”, de certa forma, a independência dos meios de comunicação entre si.
Para Ramonet, a junção do jornalismo, propaganda e a cultura de massas propiciaram o surgimento das megafusões, empresas de diferentes setores de comunicação que se juntam para formar uma única e grande empresa. Esses empreendimentos acabam conquistando tanto poder financeiro quanto poder ideológico.
O autor ainda retrata a situação da informação como é tratada atualmente, por uma perspectiva mercadológica. A notícia é tida como mercadoria, vendida gratuitamente (ou aparentemente) e é realmente custeada pela propaganda. Como o próprio Ramonet pontua: não se vende notícia para os leitores, vende-se leitores para os anunciantes.
Outra realidade é da simplificação e instantaneidade da notícia. A informação começou ser transmitida de forma cada vez mais rápida e estruturalmente simples, não tendo um espaço maior para o aprofundamento. As empresas midiáticas dominantes adotaram essas características e tornaram seu discurso, apontado pelo autor, como infantilizante.
A comunicação alternativa contrária a esse sistema muitas vezes encontra dificuldades em difundir suas ideias, por não possuir um discurso suficientemente sedutor para a população.

Equipe:  Caio Rocha, Deivid Simioni, Natalia Concentino, Rodolfo Kowalski, Rosana Moraes e Ruthielle Borsuk.
3º Período, Jornalismo - Manhã


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