quinta-feira, 7 de junho de 2012

Blues e a Indústria Cultural


              Não existe uma data específica para o inicio do blues, se sabe somente que começou antes de 1900, na África, a partir do canto dos escravos negros nas plantações de algodão. Muitas pessoas acreditam que o Blues começou nos Estados Unidos, mas, ele apenas se consolidou e ficou conhecido no território norte americano. Inicialmente era só vocal e somente após algum tempo é que foi adicionada a melodia a esses cantos, porém o conhecimento musical era escasso e a vocalização ainda era muito presente. Com o passar do tempo foram criados padrões de harmonia tal como o famoso blues de 12 compassos. 
              Começou a se tornar cultura popular nos Estados Unidos a partir da década de 30 a 40 sendo uma das musicas mais populares, que todos ouviam e tinham acesso. Muitos cantores se consagraram nessa época e mesmo após o surgimento de outros estilos ainda conseguiram manter sua consagração.Nos anos 50, Chicago era um dos pontos de encontro do blues eletrificado, estilo que se caracterizava através do uso de amplificadores. Entre as décadas de 60 e 70 o blues se expandiu pelo mundo deixando de ser apenas um ritmo americano. E nesta época foi criada a chamara “invasão britânica”, onde várias bandas de rock da época começaram a tocar blues de uma forma diferente, o chamado British Blues.
              O Blues serviu de inspiração para estilos musicais como o Rock, o Jazz, Soul, e que muitas ramificações do Blues surgiram para atender as necessidades do novo público que ia surgindo.A cultura de massa, segundo o filósofo contemporâneo Edgar Morin forma um complexo industrial, produtos fabricados na medida certa, definidos e padronizados para o consumo em larga escala com a utilização dos meios de comunicação (rádio, TV, cinema, internet) para sua divulgação. O Blues porém, não pode ser visto como um dos mais requisitados da indústria cultural. Embora, seja caracterizado como um produto de massa, pelo simples fato de passar pelo sistema de produção fonográfica. 


Camila Modena, Francisco Mallmann, Hellen Albuquerque, Laura Nicolli e Victor Hugo. 


Um comentário:

Celina Alvetti disse...

a parte história é boa. a articulaçao com a teoria poderia ser mais bem feita, no texto.