sexta-feira, 8 de junho de 2012

Indústria Cultural – Cinema (gênero drama)


Em um mundo cada vez mais moderno e com diversas opções, fica mais difícil encontrar a originalidade. Quando falamos em produtos, então, a originalidade precisa ser aliada ao lucro. Indo mais além, quando falamos em obras de artes – que também podem (ou não) serem produtos – a originalidade precisa acompanhar o lucro, que precisa acompanhar a ousadia de alguém que esteja disposto a arriscar sair do lugar comum. Alguém que saia da padronização. Alguém que preze pela qualidade. Mas será que, hoje, é possível criar produtos que atendam a esses requisitos?

A arte está morta, dizem os pessimistas. Theodor Adorno foi categórico ao afirmar que “de cada ida ao cinema, apesar de todo o cuidado e atenção, saio mais estúpido e pior”. Inicialmente, o cinema entregava ao seu público imagens (sem sons) do cotidiano. Crianças brincando, uma família tradicional almoçando, um trem andando. Situações que poderiam ser vivencias por todos, mas que fascinavam as pessoas. Em 1914, o público americano chegou a quase 50 milhões de espectadores, número que dobrou na década de quarenta e início da década de 50, período considerado como era ouro do cinema produzido em Hollywood.

 (Cena do aclamado "Beleza Americana": uma sátira das noções da classe média americana sobre beleza e satisfação pessoal)

Os gêneros de filmes são produzidos para segmentar e atrair certo tipo de público. A formação de uma divisão de filmes por categorias é uma estratégia da indústria cultural. São através dessas variedades que a indústria articula seus produtos, podendo, assim, direcionar os seus respectivos alvos. Atualmente, é raro um filme que se firme em apenas um gênero, mesclando comédia com drama – ou dramédia –, terror com comédia e diversos outros. Já se tornou um padrão. Em relação ao drama, a seriedade do gênero é o que motiva as pessoas a irem ao cinema. Silvia Borelli explica: “a existência, para além do contrato de leitura, de um pacto de recepção que prevê que o leitor/espectador mergulhe no fascínio das narrativas, das histórias, enredos, façanhas e personagens, “reconhecendo” esse ou aquele gênero, falando sobre suas especificidades, mesmo que ignore as regras de usa produção, gramática e funcionamento”.

O público procura se reconhecer através da tela e a indústria sabe disso. Para o drama, artifícios são postos ao longo do caminho para que a platéia entenda que, naquele momento, você precisa se emocionar. Assim, todos saem com a grande conclusão de que aquela obra e é emocionante.
É claro que existem vários filmes (a maioria, não hollywoodianos) que prezam por não cair no clichê, para alcançar um público que pense ao invés de entregar tudo mastigado. Mas, infelizmente, é a exceção. Os blockbuster não são necessariamente ruins, mas a repetição de filmes que só visam o lucro é que faz acreditar que a arte está morta.

Alunos: Mariana D'Alberto El-Fazary, Raffaela S. Porcote e Rodrigo de Lorenzi Oliveira


Um comentário:

Celina Alvetti disse...

muito bom o texto de vcs. informação e opinião em boas doses.