domingo, 10 de junho de 2012

Jazz e Indústria Cultural


Segundo Adorno, na Indústria Cultural, tudo se torna negócio. Enquanto negócios, seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais. Um exemplo disso, dirá ele, é o cinema. O que antes era um mecanismo de lazer, ou seja, uma arte, agora se tornou um meio eficaz de manipulação. Portanto, podemos dizer que a Indústria Cultural traz consigo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno e nele exerce um papel especifico, qual seja, o de portadora da ideologia dominante, a qual outorga sentido a todo o sistema.

Conta a história, que tudo o que foi produzido no mundo até hoje, tinha o propósito, quase exclusivo, de gerar lucros. Para isso, a indústria mercantil se encontra ‘obrigada’ a atender a demanda de produzir o que o povo quer (povo aqui condiz com o ser humano, sem referência a classes sociais). Logo, com a música não seria diferente. O ‘modismo’ chegou e se instaurou no mundo de uma forma tão eloquente, que pouco foi questionado, até que Theodoro Adorno e Max Horkheimer pregam que a autonomia e poder critico das obras artísticas derivam de sua oposição à sociedade.

Para estes filósofos, “a cultural é industrial” ou “indústria cultural”, como preferirem. A arte é e sempre foi tratada simplesmente como objeto de mercadoria? Este questionamento concebido no estudo feito por Adorno e Horkheimer serviu para provar que o mundo estava/está desencorajado e acrítico. Pois esse novo modismo desencoraja o esforço pessoal pela posse de uma nova experiência estética. As pessoas procuram apenas o conhecido, o já experimentado. A esse ‘regresso’ social, cunhou-se o nome de Indústria Cultural. Essa indústria, que visa produzir – frequentemente em massa e para a massa, prejudica a arte séria, neutralizando sua crítica a sociedade.

Com o ritmo Jazz, não poderia ser diferente, originária dos Estados Unidos, o Jazz é uma manifestação artístico-musical. Se desenvolveu com a mistura de várias tradições musicais, em particular a afro-americana. O seu ápice cultural ocorreu no século XX na região de Nova Orleans. “Nos anos 30 o Jazz era considerado uma música popular apreciada e dançada pela maioria do público tanto que o período ficou conhecido como a Era do Swing, devido principalmente à ascensão das Big Bands, que faziam uma música muito voltada à Dança.” Mas Como na maioria das artes, o Jazz sofreu mudanças radicais no pós-guerra, principalmente pelo aparecimento de um grupo de músicos inconformados com as simples harmonias e improvisos da Era do Swing.

De acordo com Patrícia Burrowes, autora do texto Cinema, entretenimento e consumo: uma história de amor, “Um dos princípios do marketing é associar os produtos e serviços de uma empresa e, atualmente, sobretudo sua marca, a experiências emocionalmente favoráveis do público.” As musicas sofreram essas mudanças, hoje músicas sem conteúdo estão com maior audiência, do que aquelas que realmente tinham algum significado em suas letras.

Concluímos que, as afirmações de que o mundo capitalista passou a tratar Arte como mero produto à venda, de Adorno e Horkheimer infelizmente, é verídica até mesmo antes de ser firmada. A música têm se tornado cada vez produtos obsoletos como qualquer coisa. Fazendo dessa arte cultural uma medíocre popularização inesgotável de vulgaridades e dizendo de boca cheia: estamos produzindo o que o povo quer!
O Jazz? Ah o Jazz... não se ouve mais jazz.


Grupo:
Ariane Priori
Bianca Santos
Samara Macedo

Um comentário:

Celina Alvetti disse...

ok, mas poderia ser uma leitura mais pessoal, articulando a música e a questao da industria cultural.
a forma do texto indica fontes consultadas - é importante cita-las.
quais as fontes de pesquisa?