domingo, 10 de junho de 2012

MPB e Indústria Cultural


A partir dos anos 60 a indústria musical no Brasil se desenvolveu e caracterizou alguns gêneros musicais conhecidos até hoje. Dentre eles, a MPB consolidou-se como um dos mais distintos, tanto nas peculiaridades em sua formação quanto em seu caráter revolucionário.
A MPB valoriza o “autêntico”, procura fugir da massificação da música industrializada e vai de encontro às raízes populares, sem abrir mão da experimentação.

 
Dentre os momentos cruciais no desenvolvimento do gênero, se destacam a bossa nova, a canção de protesto e o tropicalismo. Todos esses momentos estavam atrelados a uma proposta mercadológica – ou à venda de uma ideia ou ideal – sempre atrelada a outros processos.
Os meios de comunicação, como o rádio e a TV, que ainda experimentavam a melhor maneira de transmitir os produtos culturais, foram grandes promotores da MPB. Provavelmente por isso, a popularização do gênero acontece a partir da classe média, distinguindo-se claramente dos ritmos populares – das classes mais baixas. A bossa nova intelectualiza as letras e traz arranjos requintados, produzidos por intelectuais e jovens pensantes.
Desde 1960, os selos independentes e também as grandes gravadoras internacionais brigavam pela bossa nova desde sua criação, que mostrou-se rentável devido a grande venda de LPs.
Com a chegada do AI-5 a MPB passa a se destacar pela chamada canção de protesto. O foco se desvia da classe média e parte aos universitários engajados contra o regime. Nessa fase, a música popular se torna avessa ao aspecto comercial tendo, entretanto, grande destaque pelas emissoras de TV.
Os festivais de música tiveram papel fundamental na popularização da MPB. Durante toda a década de 60 diversos eventos foram realizados em teatros, estádios e em programas de televisão, consolidando o ritmo e consagrando artistas que se tornariam lendários. Esses festivais, além de demonstrarem a aprovação/reprovação do público, eram oportunidades para que as gravadoras buscassem potenciais artistas para seus próximos álbuns.
Já a tropicália engloba novidades ao ritmo e acrescenta à MPB a característica comercial. A música produzida a partir daqui busca ir de encontro à estética do movimento, mas procura melhorar os pontos falhos para a comercialização do produto. Visto como uma fase de transição entre o nacionalismo para a cultura de mercado, o tropicalismo busca injetar no meio cultural uma dose de criticismo que iria se estender pelas décadas seguintes, influenciando as novas gerações de músicos.


Equipe:
Daniela Hendler
Guilherme Zuchetti
Laiana P V Vieira
Tamires Favaro 
Jornalismo - Noturno

Um comentário:

Celina Alvetti disse...

boa pesquisa
sinto falta de citação das fontes.

o mais importante é falar da indústria cultural. a música é um caminho para estudar estudar a indústria cultural.
quanto à mpb, tb ela é submetida à lógica da IC. mesmo a de protesto, não?