domingo, 10 de junho de 2012

Teoria Crítica e o Reggae


No final da década de 60, na Jamaica, surge o Reggae Music, junção dos ritmos ska e rocksteady. Marcado pela leveza e suavidade do som, e letras que tem como mote a transcendência do ser, o chamado “reggae ortodoxo”, que se preocupa em juntar elementos da religião rastafári, com as letras que são marcadas pela presença de sentidos e sentimentos religiosos. Chegou ao Brasil, em 1970, trazido por Gilberto Gil, que foi muito influenciado pelo ritmo em Londres, onde passou alguns anos em que esteve exilado. Ao voltar ao Brasil, ele gravou a música “Back in Bahia”, que apesar de não ser uma letra “ortodoxa”, e de alguns arranjos de rock'n'roll, ou transcendental, iniciou o reggae no Brasil.
A partir daí o reggae no Brasil, tomou outro rumo, e suas letras além de ter letras marcadas ela religiosidade, também ganharam temas como contestação social e crítica ao sistema capitalista. Alguns exemplos de bandas que tem esse tom de “rebeldia” em suas letras são: Mato Seco, Arma de Jah, Ponto de Equilíbrio, Maneva. Bandas pouco conhecidas, e que surgiram todas na década de 90.
Uma das principais críticas do reggae na sociedade brasileira atual, são os noticiários sensacionalistas e sanguinários, que prendem a atenção da população, enquanto eles são manipulados e engolidos pelo sistema capitalista.
Para o antropólogo francês Philippe Joron, a televisão brasileira é realmente um circo, onde o que chama atenção da população, são os noticiários que tratam a violência como espetáculo.
Tirando conclusões um pouco hipodérmicas, nosso grupo concluiu que caso a televisão, por exemplo, resolvesse alavancar a carreira de bandas que contestam o sistema e a mídia, esse monopólio da violência que eles tem, se acabe. Então é mais cômodo ter uma música de contestação tocando para meia dúzia de “pseudo-revolucionários”, e nas rádios tocar “tchã-tcha-tchá”. Música sem conteúdo, mais de fácil manipulação.Como já foi colocado por Freud:
O Estado proíbe o indivíduo à utilização, o uso da violência. E por que o Estado proíbe o uso desta violência? Porque ele realmente quer o monopólio desta violência. Assim como ele quer, por exemplo, ainda citando Freud, o monopólio do álcool e do tabaco.”

Para ilustrar, aqui segue uma playlist, com algumas músicas em que a crítica à televisão fica bem evidente:

  • Arma de Jah - Realidades Virtuais
  • Ponto de Equilíbrio - Ditadura da Televisão
  • Mato Seco - Não adianta correr
  • Maneva: Cabelo Pixaim

EQUIPE:
- Harianna Silva
- Isabela Bandeira
- Helena Bianchi
- Nivia Maria Kureke.



Um comentário:

Celina Alvetti disse...

ok, ainda que misture um pouco industria cultural, hipodermico, sensacinalismo...sanguinário? hehe