sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Exercício Identidade: Largo da Ordem

Relacionando o texto de Stuart Hall, "Identidades Culturais na Pós-Modernidade" escolhemos o Largo da Ordem como local em que mais nos identificamos.
Primeiramente, percebemos que a visão da mídia é um pouco pessimista em relação ao local. Não que seja a visão própria do veículo (no caso, a Gazeta do Povo), mas ao analisarmos as notícias, percebemos a relação entre o Largo da Ordem e a violência. Na época do pré-carnaval em Curitiba, a Gazeta do Povo relembrava, em cada edição, o quão violento tinha sido a confusão causada com a polícia, sempre enfatizando "praça de guerra" e "desespero". Comumente, o local é chamado de "Largo da Desordem".

                                   Foto: Henry Milléo, repórter fotográfico da Gazeta do Povo.

Em relação ao texto de Hall, percebemos a presença de identidade fragmentada, já que a visão do Largo não é homogênea. No nosso próprio grupo de pesquisa, percebemos que, das três pessoas, nenhum olhar era igual. Um via o Largo da Ordem como o local da Curitiba boêmia, outro como um local mais familiar, e a outra pessoa com nostalgia e local de encontro das pessoas dos mais variados estilos. Outro ponto relacionado foi a questão da identidade definida historicamente, já que o Largo é um espaço significativo para a cidade, tendo igrejas históricas, como a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, a mais antiga de Curitiba e pelo local ser considerado o coração de setor histórico da cidade. Por último, percebemos a presença de continuidade, tradição e origem, já que o Largo parece agregar todas as "tribos" curitibanas, mantendo a tradição da cidade (seja pelo comércio local ou por traços culturais) além de um importante ponto turístico para Curitiba.   

Equipe: Mariana D'Alberto El-Fazary, Raffaela Silvestre Porcote e Rodrigo de Lorenzi Oliveira