sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O consumo serve para pensar

Utilizando exemplos de matérias do jornal Gazeta do Povo e do site Bem Paraná, analisamos o conteúdo das duas matérias e relacionamos com o texto de Néstor Canclini.
 
No que diz respeito à cidadania (matéria da Gazeta do Povo do dia 17/10/2012, "Repórteres Sem Fronteiras apoia ato por desaparecimento de jornalista"), percebemos que, mesmo que conteúdo não estaeja ligado ao poder do consumo, a mobilização causada no meio jornalístico só aconteceu porque a vítima era conhecida no meio jornalístico e tinha certa influência, principalmente ligada às políticas sociais. O que notamos é que a comoção causada pelo desaparecimento do jornalista Anderson Leandro da Silva se deu muito pelo fato de umg rande veículo de comunicação ter noticiado incessantemente e conseguido divulgação em redes nacionais.
 
Em consumo, a matéria do Bem Paraná ("Pais devem estar atentos na hora de comprar presentes, alerta Procon") mostra claramente que a mídia pauta e, de certa forma, induz ao consumo, como pode ser visto nesta matéria do dia 09 de outubro, antes do dia das crianças. É como se todos os pais fossem obrigados a presentar as crianças. Caso isso não aconteça, a criança pode se sentir prejudicada ou diminuída, princiapalmente entre os colegas. "Os rituais servem para conter o curso dos significados e tornar explícitas as definições públicas do que o consenso geral julga valioso."
 
 
 
 
Alunos: Mariana D'Alberto El-Fazary, Raffaela Silvestre Porcote e Rodrigo de Lorenzi Oliveira

Cidadania e Consumo

Para ilustrar o texto de Néstor García Canclini “O consumo serve para pensar” (Consumidores e cidadãos), buscamos no nosso meio internet, um exemplo de matéria de consumo e outra de cidadania. Ambas foram pesquisadas no site da Gazeta do Povo no dia 15/10/2012. A matéria de consumo, traz um pesquisa com o seguinte título: “Supermercado via internet custa mais, mas pode compensar”. Apesar de haver divergências na tabela de valores das lojas físicas e virtuais, pela internet consumidor deixa de comprar por impulso e ainda economiza tempo. Para Canclini, o consumo é o conjunto de processos socioculturais em que se realizam a apropriação e os usos dos produtos”. Para o autor a mudança da maneira de consumir, como é mostrado na matéria, alteraram as formas para exercitar a cidadania. Segundo ele, os meios eletrônicos, deslocaram a prática da cidadania em direção as práticas de consumo. Na questão da cidadania é matéria tem o seguinte título: “Integrantes do Movimento Popular por Moradia fazem caminhada pelo Sabará”. Cerca de 130 manifestantes protestaram para chamar a atenção da Prefeitura de Curitiba quanto à necessidade da construção de moradias populares na cidade. Com a utilização dos meios eletrônicos e de comunicação mudaram a maneira de exercer seus direitos. Assim a população passa a recorrer aos meios de comunicação para conseguir aquilo que as instituições não proporcionavam mais.

Links das matérias: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1307681&tit=Supermercado-via-internet-custa-mais-mas-pode-compensar   consumo
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1307843&tit=Integrantes-do-Movimento-Popular-por-Moradia-fazem-caminhada-pelo-Sabara cidadania

Equipe: Diego Fernando Laska, Aline Valkiu, João Paulo e Raissa Melo

O Consumo serve para pensar - Estudo sobre cidadania e consumo com base em Canclini

No texto de Canclini é discutido diversos conceitos sobre o consumo e a relação do consumo e cidadania. O autor ressalta que não existe nenhuma teoria concreta sociocultural sobre o  consumir. É defendido também que o ato de consumir é "participar de um cenário de disputas". 
  
Podemos perceber o conceito de que o " consumo é um conjunto de processos socioculturais em que se realizam a apropriação e o uso dos produtos." Na seguinte matéria publicada no Jornal "Gazeta do Povo" http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1309105&tit=Comprador-arremata-por-R-223-mil-dois-biarticulados-em-leilao . Um produto tão ligado a cultura social da população de Curitiba , em certo momento, é colocado em posição de produto de consumo. Para o Canclini,  " Vincular o consumo como cidadania requer ensaiar um reposicionamento do mercado na sociedade, para tentar a reconquista imaginativa dos espaços públicos, do interesse pelo público."

Outro ponto importante levantado pelo autor é de que a participação de vários setores da sociedade civil nas decisões de ordem material são fundamentais para se levar em consideração a relação entre a sociedade de consumo e cidadania. 

 
 Grupo : Marcio Kaviski, Marcos Garcia, Rafaela Bez, Flávio Darin, Pedro Domingues, Harianna Stukio.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O consumo serve para pensar - Néstor Canclini

No texto “O consumo serve para pensar”, o autor Néstor Canclini traz uma reflexão sobre como o consumo afeta a sociedade. A cidadania está diretamente ligada ao poder de consumo. Sendo assim, ele propõe uma reconceitualização do consumo a partir de uma teoria sociocultural que redefine a grande força dos meios de comunicacão de massa como manipuladores desse consumo. Para Canclini, consumir deixa de ser um ato irracional e se transforma em uma ação social e cultural. Segundo ele, a opção por alguns produtos acaba sendo simbólica e determina papéis que pretendemos seguir e as comunidades as quais pertencemos. Uma das maneiras de mostrar como nos comunicamos é por meio das roupas e objetos que consumimos, e isso acaba apontando a qual “grupo” pertencemos ou gostariamos de pertencer. 
Com base nisso, escolhemos uma matéria que aponta o consumismo exagerado por parte da população. A matéria diz que até o fim do ano, os brasileiros devem gastar mais de R$ 17 bi com bebidas(alcoólicas e não alcoólicas), segundo Pesquisa do Ibope. Isso mostra como é grande o consumo no país, porém ao relacionar a reportagem com Canclini percebemos os dois principais aspectos citados por ele: a cidadania e o consumo. Nesse caso, percebemos que o consumo, quando exagerado, deixa de ser uma necessidade e se torna, de certa forma, uma maneira de se comunicar com o mundo. Por exemplo, um jovem pode criar o hábito de beber compulsivamente pois assiste televisão, e os programas mostram outro jovens fazendo isso, sendo que esses são considerados os 'populares'. Então o jovem, para se sentir bem consigo mesmo cria um hábito que não é de sua natureza para que as pessoas gostem dele, acreditando que assim ele conquistará seu lugar em determinado grupo, querendo assim, usufruir de sua cidadania.

Link:http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/10/brasileiros-devem-gastar-mais-de-r-17-bi-com-bebidas-ate-fim-do-ano.html

Comunicação Social - Jornalismo
4º período
Ariane Priori, Bianca Santos, Nivia Maria e Samara Macedo

"O consumo serve para pensar"



A primeira relação que fizemos entre a teoria de Canclin e a matéria intitulada "Venda do Dia das Crianças cresce 7,7%, diz Serasa" é sobre o consumo relacionado com datas festivas e ritos. O autor apresenta uma abordagem que define o consumo em ritos como uma tentativa de organização da sociedade. Por meio dos rituais, segundo ele, grupos significam seus hábitos e suas vidas. 
Para Canclin, eficazes são os rituais que utilizam objetos materiais para estabelecer o sentido e as práticas que o preserva. O investimento afetivo e a ritualização serão mais fortes se os bens forem mais custosos, segundo o autor. 

"Os rituais servem para conter o curso dos significados e tornar explícitas as definições públicas do que o consenso geral julga valioso."
"[...]o consumo como um processo ritual cuja função primária consiste em “dar sentido ao fluxo rudimentar dos acontecimentos”.

Também associamos a mesma matéria com a abordagem de Canclin sobre o consumo relacionado com condutas ansiosas e obsessivas e a insatisfação profunda. 

"Consumir é tornar mais inteligível um mundo onde o sólido se evapora."


Relacionamos a matéria sobre a 8ª Cena Breve de Curitiba, um evento que, embora com ingressos bastante acessíveis (R$ 6,00 e R$3,00), possui um público extremamente específico.

"A falta de interesse de setores populares em exposições de arte, teatro ou cinema experimentais não se deve apenas ao fraco capital simbólico de que dispõe para apreciar estas mensagens, mas também à fidelidade com os grupos em que se insere."


Camila Modena, Francisco Mallmann, Hellen Albuquerque, Laura Nicolli e Victor Hugo.

MATÉRIA DE CIDADANIA E CONSUMO


MATÉRIA DE CIDADANIA:
GAZETA DO POVO 18/10/2012 – VIDA E CIDADANIA
Programas capacitam jovens carentes para o mercado de trabalho
Aulas nas áreas de hotelaria e eletricidade predial estão entre as opções gratuitas para adolescentes a partir dos 14 anos
A tão propagada ideia de ensinar a pescar em vez de dar o peixe é o que tem motivado organizações sem fins lucrativos e pessoas físicas a ofertarem cursos gratuitos de preparação para o mercado de trabalho a adolescentes e jovens carentes. Além de beneficiar famílias de baixa renda, a oferta de capacitação tem atendido a demandas de empresas por profissionais de qualidade.
Na Ilha de Valadares, em Paranaguá, o guarda-municipal Aldeci Alexandre entregará o 100.º certificado de eletricista predial do projeto Recanto do Aprender. A pescaria, neste caso, é a capacidade de fazer reparos e reformas no sistema elétrico de imóveis. Alexandre conta que o projeto teve início em fevereiro do ano passado e que esta será a sexta turma a se formar. “Nas duas primeiras, todos os materiais foram comprados só com o meu esforço. Hoje já temos o apoio de algumas lojas de materiais elétricos, que doam ou facilitam a compra dos materiais”, diz Aldeci, que é formado pelo Senai de Paranaguá.
O idealizador do projeto também recebe apoio da igreja católica, que cede o espaço do seu Centro Comunitário na ilha, e de uma escola profissionalizante da região.
As aulas são voltadas para meninos e meninas com mais de 14 anos. Os encontros ocorrem uma vez por semana, com três horas de duração. “O curso é gratuito. A gente dá a oportunidade, mas também cobra. Ninguém vai se formar e ter o certificado sem saber na prática. Por isso a turma começa com 30 alunos e termina com 15”, afirma.


MATÉRIA DE CONSUMO:
GAZETA DO POVO 18/10/2012 - ECONOMIA

Décimo-terceiro salário colocará R$ 139,9 bi na economia

Este valor representa aproximadamente 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro
Até o final do ano, o pagamento do 13º salário deverá injetar R$ 139,9 bilhões na economia do País, valor que representa 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Conforme análise da Austin Rating, o montante gerado pela gratificação representa um aumento de 7,92% perante o total apurado em 2011 e deve contribuir para o impulso das vendas do comércio.
Segundo a Austin Ratings, do total de quase R$ 140 bilhões de 13º salário a ser distribuído para 92 milhões de brasileiros, R$ 31,4 bilhões (22,5%) serão pagos aos 34,3 milhões beneficiários do INSS e R$ 108 bilhões (77,5%) serão recebidos por 58,2 milhões de empregados formalizados, sendo 1,9 milhão de empregados domésticos.
Conforme previsões da agência classificadora de riscos, no cenário econômico mais provável, com 80% de chance de se concretizar, o comércio varejista brasileiro deverá encerrar 2012 com alta de 9% sobre as vendas apuradas em 2011. Considerando um cenário otimista (15% de chance), a alta das vendas seria de 9,6% na mesma comparação, enquanto no cenário pessimista (5% de chance) o aumento seria de 8,3%.
O cálculo leva em consideração estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a base de assalariados do mercado formal que incluem empregados domésticos e beneficiários da Previdência Social, da União e dos estados. A gratificação é paga em duas parcelas, a primeira delas representa 50% do salário, a ser paga até 30 de novembro, e a segunda parcela, na qual incide impostos, deve ser paga até o dia 20 de dezembro.

Pesquisa feita por: Fabio Wosniak, Kauanna Batista, Lucas Dziedicz, Rogério Júnior e Shaiene Ramão.

Consumo e cidadania: o olhar sob a telenovela

Nestor Canclini, autor do texto "O consumo serve para pensar'', traz uma reflexão profunda a respeito do consumo. Ele pontua que não se consome apenas pelo ato de dominação implicado ao indivíduo, mas sim pelo puro e simples impulso de consumir. Nisso, é possível estabelecer uma conexão com a diferenciação entre bom senso e senso comum também; nem tudo que é aceito em consenso é benéfico.

Como o assunto é recorrente e foi discutido em sala, não há como fugir das telenovelas. Com os episódios finais de "Avenida Brasil" tendo índices de audiência consideráveis, novamente se retorna o debate de um aspecto educacional que o senso comum diz que a novela deve ter. Essa visão se contradiz com o princípio básico do texto de Canclini, que é o consumo. Como produto de entretenimento, estudado e lançado de acordo com as preferências do público, a novela cumpre o seu papel de entreter. No entanto, confunde-se as coisas quando se afirma que a novela deve educar.

O papel de educar cabe à escola, ao professor. É a educação que dá a clareza ou não para se observar se há a dominação em prol do consumo. Quanto mais os papéis se confundirem, menos atento ao riscos do consumo estará o indivíduo.

Quanto a questão da cidadania, entra-se novamente no aspecto educacional da telenovela. Ainda que sua função principal seja o entretenimento, para conseguir isso os autores se utilizam de questões sociais e as retratam, ainda que seja um recorte mínimo e provavelmente impreciso da realidade. No caso de Avenida Brasil, coloca-se que em questão o trabalho infantil em lixões. É um tema que sensibiliza, desperta o emocional e cativa o público, mas trata-se de uma ficção, que por mais parecida que seja com a realidade, ainda prima pelo entretenimento.

Paulo Semicek, Heron Torquato, Letícia Duarte, Kamilla Ferreira e João Pedro Alves - Jornalismo - 4°período/manhã

Consumo e Cidadania


Percebemos no texto O consumo serve para pensar, que o autor Néstor Canclini deixa bem claro, logo no começo a ideia de que bom senso e senso comum não querem dizer a mesma coisa, os que o diferencia é o consumo.
Atualmente as pessoas consomem pelo simples ato de consumir, e não se dão conta sobre a dominação que existe, inclusive entre os meios de comunicação. Canclini tem uma frase que exemplifica bem essa ideia: ‘’Será que os adeptos da comunicação de massa não se dão conta de que os noticiários mentem e as telenovelas distorcem a vida real?’’
Na última aula debatemos um pouco sobre o assunto da força das telenovelas e o papel que ela exerce de cidadania. Elas distorcem a realidade, mas ao mesmo tempo prendem a audiência por ser proxima da vida real.
O consumo é basicamente o indivíduo consumir sem pensar, adquirir coisas economicamente, cumprir com seus sonhos materiais, não precisa ter uma lógica, uma reflexão. Já a cidadania é o contrário, é você se interessar por algo que acrescente, influencie, aumente sua perspectiva e bagagem cultural. Um exemplo de matéria de cidadania analisada pelo grupo é essa: http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2012/10/09/pacto-entre-poderes-judiciario-e-executivo-vai-proteger-criancas-e-adolescentes, que informa dados e questões sócio-educativas, não visa vender nada.

Ana Luiza Souza, Bruna Habinoski e Cecília Moura

Reflexão "O consumo serve para pensar"



Analisando o texto base “O consumo serve para pensar” juntamente com outros dois textos- “O que é cidadania” de Marcos Silvio de Santana e “As armadilhas do consumo” de Marcia Tolotti, é possível chegar a ideia de que a partir do ato de consumir conseguimos distinguir o bom senso do senso comum. Uma vez que é necessário que cada um compreenda os reais motivos envolvidos no ato da compra. Ou seja, aquilo que todos acham legal é diferente do que realmente é legal. O ato de consumir apenas porque um grupo está consumindo é alienado.
Em relação a cidadania temos as telenovelas que podem distorcer a realidade e tirar o foco dos reais problemas da sociedade. Muitas vezes um cidadão vê alguma atitude de um personagem na tela e acredita que aquilo pode ser verdade. Como sustenta Appadurai o consumo é eminentemente social, correlativo e ativo.

Observamos no decorrer do texto, “Um carro importado ou um computador com novas funções distinguem os seus poucos proprietários na medida que quem não pode possuí-los conhece o seu significado sociocultural. Inversamente um artesanato ou uma festa indígena cujo sentido mítico é propriedade dos que pertencem a etnia que os gerou se tornam elementos de distinção ou discriminação na medida que outros setores da mesma sociedade se interessam por elas e entendem em algum nível seu significado”, ou seja, algumas vezes algo que você compra de determinada marca rende mais status do que algo que você produz e tem uma bagagem cultural maior. Acrescentando o texto de Márcia temos a questão do endividamento “Todos querem ganhar dinheiro, mas primeiro é preciso parar de perder”, conclui.

 Lais Capriotti, Jéssica Fernanda dos Santos, Leticia Moreira