quinta-feira, 18 de outubro de 2012

"O consumo serve para pensar"



A primeira relação que fizemos entre a teoria de Canclin e a matéria intitulada "Venda do Dia das Crianças cresce 7,7%, diz Serasa" é sobre o consumo relacionado com datas festivas e ritos. O autor apresenta uma abordagem que define o consumo em ritos como uma tentativa de organização da sociedade. Por meio dos rituais, segundo ele, grupos significam seus hábitos e suas vidas. 
Para Canclin, eficazes são os rituais que utilizam objetos materiais para estabelecer o sentido e as práticas que o preserva. O investimento afetivo e a ritualização serão mais fortes se os bens forem mais custosos, segundo o autor. 

"Os rituais servem para conter o curso dos significados e tornar explícitas as definições públicas do que o consenso geral julga valioso."
"[...]o consumo como um processo ritual cuja função primária consiste em “dar sentido ao fluxo rudimentar dos acontecimentos”.

Também associamos a mesma matéria com a abordagem de Canclin sobre o consumo relacionado com condutas ansiosas e obsessivas e a insatisfação profunda. 

"Consumir é tornar mais inteligível um mundo onde o sólido se evapora."


Relacionamos a matéria sobre a 8ª Cena Breve de Curitiba, um evento que, embora com ingressos bastante acessíveis (R$ 6,00 e R$3,00), possui um público extremamente específico.

"A falta de interesse de setores populares em exposições de arte, teatro ou cinema experimentais não se deve apenas ao fraco capital simbólico de que dispõe para apreciar estas mensagens, mas também à fidelidade com os grupos em que se insere."


Camila Modena, Francisco Mallmann, Hellen Albuquerque, Laura Nicolli e Victor Hugo.

Um comentário:

Celina Alvetti disse...

abordagem pertinente, seguida de boa discussão.