terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Teoria da Comunicação

O que se chama de teoria da comunicação diz respeito a uma tradição de estudos e pesquisas que se iniciaram no início do século XX. O que não significa que antes não havia estudos sobre comunicação. Podem ser colocados os estudos sobre a retórica, de Aristóteles, como exemplos de estudos sobre comunicação.
Segundo França: “se a reflexão sobre a comunicabilidade, a atividade comunicativa do homem, preocupou os pensadores desde a Antigüidade Clássica, a nossa Teoria da Comunicação é bem recente. Na verdade, o desenvolvimento de estudos mais sistemáticos sobre a comunicação é conseqüência antes de tudo do advento de uma nova prática de comunicação: a comunicação de massa, realizada através de meios eletrônicos, possibilitando o alcance de audiências de massa, a supressão do tempo e da distância”.
É a partir, portanto, do surgimento dos meios de comunicação de massa e das indagações que eles colocaram - o jornalismo de massa, no fim do século XIX, e, no início do século XX, o rádio e o cinema, atingindo as grandes audiências - que podemos falar numa Teoria da Comunicação, que seria o conjunto de estudos e pesquisas sobre as práticas comunicativas. Este conjunto, contudo, não constitui um corpo homogêneo ou contínuo mas, antes, representa uma multiplicidade de conhecimentos, métodos e pontos de vista bastante heterogêneos e discordantes.
Os primeiros estudos sobre a comunicação de massa acontecem nos Estados Unidos, na década de 30, a partir de uma demanda pragmática, mais política do que científica - determinando uma problemática de estudos que não foi colocada pelo interesse científico. Contratados por diversas instituições para resolver problemas imediatos relativos às questões comunicativas - daí o caráter instrumental desse tipo de pesquisa -, pesquisadores como Lasswell, Lazarsfeld, Lewin e Hovland deram início ao que Wolf chamou de communication research, ou a longa tradição de análise em comunicação.
Concluindo, a comunicação é um processo social básico, e a vida social compõe-se de interações comunicativas todo o tempo. O que marca a particularidade do fenômeno comunicativo é a “palavra”, isso é, a materialidade simbólica. A comunicação é, pois, “as relações particulares que se estabelecem através de uma materialidade simbólica construída no seio dessas relações como sua condição e expressão”, ou, de uma forma diferente, são “atos específicos erigidos em torno da palavra, da co-presença dos interlocutores”
A comunicação é toda essa rede de relações interativas dos interlocutores entre si e com o material simbólico. É a busca da globalidade do ato comunicativo - e, portanto, sua inserção no terreno do social - que caracteriza da melhor forma o objetivo do paradigma das interações comunicacionais.

Referências: In: FRANÇA, V.R.V. “Teoria(s) da comunicação: busca de identidade e de caminhos”. Belo Horizonte: Depto. de Comunicação da UFMG, 1994.
WOLF, M. Teorias da Comunicação. Lisboa: Presença, 1987
FRANÇA, Vera R. V. “O jornalismo e a comunicação”. In: Communication et Socialité: le Journalisme au-delá de l’information. Paris: Universidade de Paris V, 1993 (tese de doutorado). Capítulo traduzido por Vera França.

Fonte: www.faac.unesp.br/graduacao/di/.../Comunicação/TeoriaCasal.doc

Alunos: Deivid Simioni, Natalia Concentino, Rodolfo Kowalski e Ruthielle Borsuk
3º Período, Jornalismo/Manhã.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Conceito de Comunicação - David K Berlo


David K Berlo entende comunicação "como sendo o processo através do qual um indivíduo suscita uma resposta num outro indivíduo, ou seja, dirige um estímulo que visa favorecer uma alteração no receptor por forma a suscitar uma resposta". Em seu livro, "O Processo da Comunicação", Berlo nos mostra com dados e situações do dia-a-dia como a comunicação, seja ela ouvindo, falando, lendo ou escrevendo está presente e é imprescindível. Segundo ele, é necessário voltar ao passado, mais precisamente na definição de Aristóteles para o que é comunicação, que fixou a meta principal da comunicação como sendo a persuasão. Com o passar do tempo a comunicação foi ganhando outras definições.
Berlo vê a comunicação como fundamental para estabelecer relações interpessoais na sociedade. Para que essa relação seja organizada, justifica-se o esquema tradicional, emissor-canal-código-contexto-mensagem-receptor


Referências: BERLO, David K. O processo de comunicação: introdução à teoria e à prática. São Paulo, Martins Santos, 2003


Alunos: Heron Torquato, João Pedro Alves, Leticia Ignacio, Kamilla Ferreira e Paulo Semicek

3º período Comunicação Social - Jornalismo/Manhã.


O processo de Comunicação - Graciele Gessner


1. O Que é Comunicação?

Comunicação é o processo de transmitir a informacção e compreensão de uma pessoa para outra. Se não houver esta compreensão, não ocorre a comunicação. Se uma pessoa transmitir uma mensagem e esta não for compreendida pela outra pessoa, a comunicação não se efetivou.
Segundo Chiavenato (2000, p. 142), é a troca de informações entre indivíduos. Significa tornar comum uma mensagem ou informação.
Ao conceito de Scanlan (1979, p. 372), a comunicação pode ser definida simplesmente como o processo de se passar informações e entendimentos de uma pessoa para outra.

1.1 O Processo de Comunicação

Cada período de comunicação é diferente de qualquer outra. O processo de comunicação é composto de três etapas subdivididas:

1 - Emissor: é a pessoa que pretende comunicar uma mensagem, pode ser chamada de fonte ou de origem.
a) Significado: corresponde à ideia, ao conceito que o emissor deseja comunicar.
b) Codificador: é constituído pelo mecanismo vocal para decifrar a mensagem.

2 - Mensagem: é a ideia em que o emissor deseja comunicar.
a) Canal: também chamado de veículo, é o espaço situado entre o emissor e o receptor.
b) Ruído: é a perturbação dentro do processo de comunicação.

3 - Receptor: é a etapa que recebe a mensagem, a quem é destinada.
a) Descodificador: é estabelecido pelo mecanismo auditivo para decifrar a mensagem, para que o receptor a compreenda.
b) Compreensão: é o entendimento da mensagem pelo receptor.
c) Regulamentação: o receptor confirmar a mensagem recebida do emissor, representa a volta da mensagem enviada pelo emissor(Feedback).

De acordo com o conceito de Gil (1994, p.33):

Uma pessoa (emissor) tem uma idéia (significado) que pretende comunicar. Para tanto se vale de seu mecanismo vocal (codificador), que expressa sua mensagem em palavras. Essa mensagem, veiculada pelo ar (canal) é interpretada pela pessoa a quem se comunica (receptor), após sua decifração por seu mecanismo auditivo (descodificador). O receptor, após constatar que entendeu a mensagem (compreensão), esclarece a fonte acerca de seu entendimento (regulamentação).
Pode-se, portanto, dizer que a comunicação só pode ser considerada eficaz quando a compreensão de receptor coincide como o significado pretendido pelo emissor.

1.2 Tipos de Comunicação

1.2.1 Comunicação Verbal:
Quase toda a comunicação verbal é realizada por escrito e devidamente documentada por meio de protocolo, mas é composta pela palavra.
Comunicação Oral: são as ordens, pedidos, conversas, debates, discussões.
Comunicação Escrita: são as cartas, telegramas, bilhetinhos, letreiros, cartazes, livros, folhetos, jornais, revista.

1.2.2 Comunicação Não-Verbal:
Através desta comunicação não-verbal ocorre a troca de sinais: olhar, gesto, postura, mímica.
Comunicação por mímica: são os gestos das mãos, do corpo, da face, as caretas.
Comunicação pelo olhar: as pessoas costumam se entender pelo olhar.
Comunicação pela postura: o modo como nos sentamos, o corpo inclinado para trás ou para frente, até mesmo a posição dos pés. Tudo isso na maioria das vezes é o nosso subconsciente transmitindo uma mensagem.
Comunicação por gestos: pode ser voluntária, como um beijo ou um cumprimento. Mas também pode ser involuntária, como por exemplo, mãos que não param de rabiscar ou de mexer em algo. Isso é sinal de tensão e, ou nervosismo.

Referências
AMADO, G.; GUITTET, A. Administracção da comunicação nos grupos. 2 ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1982.
CARVALHO, A. V.; SERAFIM, O.C. G. Administracção de recursos humanos. 2 ed. São Paulo: Pioneira, 1995.
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administracção. 6 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000
GIL, Antônio Carlos. Administracção de recursos humanos: um enfoque profissional. São Paulo: Atlas, 1994.
SCANLAN, Burt K. Princípios de administracção e comportamento organizacional. São Paulo: Atlas, 1979.
WELL, Pierre. Relações Humanas na família e no trabalho. 37 ed. Petrópolis - RJ: Vozes, 1983.

Fonte


Alunos: Rafaela Bez; Flávio Darin; Marcos Vinícius; Marcio Morrison; Pedro Domingues.

3º período Comunicação Social - Jornalismo/Manhã.

Comunicação, seus significados e funções.

Segundo Said Farhat, o objetivo da comunicação social é criar, direcionar e/ou consolidar determinadas imagens ou conceitos, novos ou preexistentes, na mente do público-alvo – seja o grande público, sejam segmentos especiais deste, ou, com frequência, modificar, redirecionar ou substituir determinada imagem e/ou conceito por outra(s) e/ou outro(os). Assim: nos casos de preexistência de uma imagem boa, a tarefa é reforça-la, consolidar seus fundamentos, dilatar os horizontes humanos e geográficos do seu reconhecimento; quando a imagem preexistente é ruim, ou distorcida, o objetivo passa a ser retificar, consertar, refazer, reconstituir, reconstruir, substituir a velha imagem por uma nova; onde nenhuma imagem havia antes, criar determinada imagem – de uma ideia, proposta, grupo, ideologia, partido, empresa, produto, modos de ser e de viver; em qualquer caso, reforçar e dar relevo aos pontos “positivos” da imagem e, a contrario sensu, desenfatizar os “negativos”.

Os meios, também chamados de veículos de comunicação social, classificam-se em duas grandes categorias: os formais e os informais. E, entre uns e outros, os diretos e os indiretos, como será analisado logo abaixo.

Os meios formais são os clássicos e bem conhecidos: o jornal, a revista, o rádio, a televisão, os cartazes e painéis, ao ar livre e/ou nos meios de transporte- referidos coletivamente como a mídia, ou a imprensa, mais a mala-direta (propaganda pelo correio, para destinatários selecionados), folhetos, panfletos, etc.

Dos meios de comunicação informais, o mais notável é a word of mouth, a tradição oral, a conversa ao pé do ouvido, a informação transmitida sem cessar, de pessoa a pessoa, no perpétuo e insubstituível comércio de ideias que se trava dentro de qualquer grupo social, grande, m´dio, pequeno – dos mais sofisticados aos mais simples. Ou, em sua versão perversa: o boato, o rumor, a versão cavilosa dos fatos.

Os meios diretos utilizados na comunicação soial compreendem, conforme o caso, todos ou uma seleção dos veículos existentes no âmbito geográfico e social que constitui o alvo das campanhas e, principalmente, os meios clássicos, citados acima.

Os meios indiretos abrangem uma infinidade de variações em torno da promoção do objeto da campanha de comunicação social, principalmente: a demonstração das qualidades e vantagens do que se pretende vender, acompanhada ou não de amostras grátis dos produtos e serviço; o merchandising, entendido no brasil em sentido restrito, como a menção (em sentido não comercial) dos produtos, temas, serviços, nos meios de comunicação (a novela de televisão e outros programas): o marketing que é a propaganda mais os meios e instrumentos de promoção de vendas: os programas de introdução de um novo produto, serviço ou ideia, ou de ampliação da sua penetração e de consolidação da fidelidade dos consumidores ao produto ou à sua marca, seu fabricante, etc.

Os instrumentos e atividades de comunicação social abrangem, entre outros: a propaganda, a publicidade, a divulgação, as relações públicas e com a imprensa, planfletagem, marketing, eventos, patrocínio de atividades culturais e/ou esportivas, participação na vida social, amostragem de produtos e serviços, propaganda direta porta a porta, concursos e competições, com ou sem distribuição de brindes, patrocínio de atividades culturais, beneficentes, esportivas, e outras pro bono publico.

As formas da comunicação social varia,, de acordo com: entre outros, o objetivo que se promove, as características sociais, culturais e econômicas do publico a que se dirige, o âmbito geográfico em que se desenvolve o programa , etc. Assim, dá-se a designação genérica de comunicabilidade à capacidade de quem se comunica e traduzir a sua mensagem em termos e formas adequados à vivência e às experiências comuns ao universo dos que a recebem; e , portanto, tornar compreensível e aceitável o que diz.

Fontes:

FARHAT, S. Dicionário parlamentar e político. Editora Melhoramentos.

http://books.google.com.br/books?id=8RZOrdXDxG4C&printsec=frontcover&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false

Alunas: Bianca Luiza Thomé, Carolina Cachel, Letícia da Rosa e Mayara Duarte.

3º período de Comunicação Social - Jornalismo, manhã.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A Comunicação como Diálogo

Filósofo referencia na análise do discurso, Mikhail Bakhtin concebe a comunicação como um processo dialógico. Mais do que um simples sistema de transmissão de sinais, a linguagem e a comunicação têm a função de proporcionar interação entre interlocutores, manifestando aspectos sociais, culturais e históricos.

O filósofo alemão Jürgen Habermas também fez considerações acerca da comunicação como processo dialógico, no qual sujeitos, capazes de linguagem e ação, interagem com fins de obter um entendimento. Nessa formulação, estão delineados alguns pontos centrais da teoria da ação comunicativa ou da competência comunicativa. São eles: a compreensão da comunicação como interação, a centralidade da linguagem como medium privilegiado do entendimento - daí a noção de dialogia e a compreensão do entendimento como sendo o objetivo da comunicação.

Links consultados:

http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-inicial/filosofo-dialogo-487608.shtml?page=1

http://www.uff.br/mestcii/ines1.htm


Fontes:

Mikhail Bakhtin

Jürgen Habermas


Alunas: Luize Souza e Liris Weinhardt.

Jornalismo - 3º período - Noite


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Conceitos de Comunicação

CONCEITOS DE COMUNICAÇÃO

  1. Conceito Etimológico

Provém do verbo latino communicare, que significa pôr em comum. A finalidade da comunicação é pôr em comum não apenas idéias, sentimentos, pensamentos, desejos, mas também compartilhar formas de comportamento, modos de vida, determinados por regras de caráter social. Desse ponto de vista, comunicação é também convivência, que traz implícita a noção de comunidade, vida em comum, agrupamento solidário, baseado no consenso espontâneo dos indivíduos. consenso significa acordo tácito, que pressupõe compreensão - e, em última análise, o objetivo da comunicação é este: o entendimento entre os homens. De acordo com o Padre Augusto Magne, comunicar significa participação, troca de informações, tornar comum aos outros idéias, volições e estados d’alma.

Esse conceito preza o fato das pessoas poderem entender umas às outras, expressando pensamentos e até mesmo unindo o que está isolado, o que está longe da comunidade.


2. Conceito Biológico

O ser humano é um “sistema” aberto em constante intercâmbio consigo próprio (vida interior mental e visceral) e com o mundo ambiental.”

PEREIRA, José Maria Nascimento. Fundamentos psicológicos da comunicação. In: Adísia Sá (Coord.). Fundamentos científicos da comunicação. Petrópolis: Vozes, 1973, p. 105-143. ROCHA, Ruth. Minidicionário. 10. ed


Nesse conceito, a comunicação é relacionada com a atividade sensorial e nervosa do ser humano.

É através da linguagem que é exprimido o que se passa em seu sistema nervoso.

Algumas espécies têm a necessidade de intercambiar informações apenas para multiplicar-se, enquanto a espécie humana procura comunicar-se intensamente com outros porque necessita participar ativamente da sua própria evolução biológica.

Segundo Wilbur Schramm, a comunicação segue a seguinte ordem: primeiro a coleta de informações pela atividade nervosa, a armazenagem, a disposição da informação, a circulação das mesmas para os centros da ação e o preparo de ordens que resultam no envio de mensagens.

Um conceito parcial, pois a comunicação não se resume a impulsos nervosos. Existe, por exemplo, o lado emocional que contribui para a formulação das idéias. A inteligência emocional é parte biológica do ser humano, uma vez que sentimentos como ira e alegria alteram batimentos cardíacos, influenciando pensamentos e reformulando informações.


3. Conceito Pedagógico

A comunicação é uma atividade educativa que envolve troca de experiências entre pessoas de gerações diferentes, evitando-se assim que grupos sociais retornem ao primitivismo.

Entre os que se comunicam, há uma transmissão de ensinamentos, onde modifica-se a disposição mental das partes envolvidas.

Pedagogicamente, é essencial que a educação faça parte de uma comunidade, para que os jovens adaptem-se à vida social, sem que cometam erros do passado.


4. Conceito Histórico

Baseada na cooperação, a comunicação no conceito histórico funciona como instrumento de equilíbrio entre a humanidade, neutralizando forças contraditórias. Desse ponto de vista, o conceito propicia o resgate diacrônico imprescindível ao avanço do homem em direção ao futuro.

Não fossem os meios de comunicação, ampliando as possibilidades de coexistência mais pacífica entre os homens, estes já estariam extintos em meio às disputas por poder.

E não menos importante que os conceitos anteriores, a comunicação atua na forma de sobrevivência social e no fundamento da existência humana.


5. Conceito Sociológico

Com efeito, num plano lógico de consideração dos fatos, o processo da comunicação humana poderia ser encarado como o fundamento da vida social

e não o contrário, conquanto do ponto de vista da natureza ou da estrutura de tais fenômenos os dois se manifestam de forma nitidamente inseparáveis e, mais que isso, interdependente: [...].” MENEZES, E. Diatay Bezerra. Fundamentos sociológicos da comunicação. In: Adísia Sá (Coord.). Fundamentos científicos da comunicação. Petrópolis: Vozes, 1973, p. 146-205.


O papel da comunicação é de transmissão de significados entre pessoas para a sua integração na organização social.

Os homens têm necessidade de estar em constante relação com o mundo, e para isso usam a comunicação como mediadora na interação social, pois é compreensível enquanto código para todos que dela participam.

Além desse aspecto, os sociólogos entendem a comunicação como fundamental nos dias de hoje para o bom entendimento da sociedade e na construção social do mundo.

Quanto mais complicada se torna a convivência humana, mais se faz necessário o uso adequado e pleno das possibilidades de comunicação.

6. Conceito Antropológico

A tendência predominante em alguns estudos da Antropologia é a de analisar a comunicação como veículo de transmissão de cultura ou como formador da bagagem cultural de cada indivíduo.

Esse é um assunto de grande importância, haja vista o surgimento da cultura de massa neste século XX, transformando as formas de convivência do homem moderno. Tanto que, dentre as principais teorias da comunicação de massa, encontramos a Teoria Culturológica, desenvolvida por Edgar Morin.

Os antropólogos e comunicólogos não devem esquecer que sem o desenvolvimento da comunicação, não se poderia estudar o homem em suas origens.


REFERÊNCIAS:

Sites:

http://www.univ-ab.pt/~bidarra/hyperscapes/video-grafias-319.html

http://www.slideshare.net/wpexercer/teorias-da-comunicaoconceitos

http://www.bocc.ubi.pt/pag/perles-joao-comunicacao-conceitos-fundamentos-historia.pdf

Bibliografia:

ANDRADE, Maria Margarida de. Comunicação em língua portuguesa / Maria Margarida de Andrade, João Bosco Medeiros. - 4. ed. - 2. reimpr. - São Paulo: Atlas, 2008.

PEREIRA, José Maria Nascimento. Fundamentos psicológicos da comunicação. In: Adísia Sá (Coord.). Fundamentos científicos da comunicação. Petrópolis: Vozes, 1973, p. 105-143. ROCHA, Ruth. Minidicionário. 10. ed

MENEZES, E. Diatay Bezerra. Fundamentos sociológicos da comunicação. In: Adísia Sá (Coord.). Fundamentos científicos da comunicação. Petrópolis: Vozes, 1973, p. 146-205.


Alunos: Fábio Wosniak, Graciele Santos, Lucas Dziedicz, Rogério Junior e Shaiene Ramão.

3º período - Jornalismo - noturno.

Teoria da Comunicação

Etimologia do termo Comunicação
O termo comunicação vem do latim “communicatio”, do qual distinguimos três elementos: uma raiz munis, que significa “estar encarregado de”, que acrescido do prefixo Co, o qual expressa simultaneidade, reunião, temos a idéia de uma “atividade realizada conjuntamente”, completada pela terminação tio, que por sua vez reforça a idéia de atividade. E, efetivamente, foi este o seu primeiro significado no vocabulário religioso aonde o termo aparece pela primeira vez. Alguns sentidos importantes se encontram implicados nesse sentido original:
1) o termo comunicação não designa todo e qualquer tipo de relação, mas aquela onde haja elementos que se destacam de um fundo de isolamento;
2) a intenção de romper o isolamento;
3) a idéia de uma realização em comum. Deve-se distinguir comunicação de dois outros termos. O primeiro é “participação”, no sentido platônico. Para esta tradição filosófica, “participação” expressa a relação dos seres sensíveis com as idéias: as folhas das árvores e a esmeralda participam do verde, da idéia de verde. E, por outro lado, comunicar não é “ter algo em comum”, apenas por ser membro de uma mesma comunidade. Não se trata de comungar alguma prática, fazer alguma coisa juntamente com outras pessoas, uma espécie de “ação ou hábito coletivo”.
Desse modo, pode-se dizer que o termo comunicação não se aplica nem às propriedades ou ao modo de ser das coisas, nem exprime uma ação que reúne os membros de uma comunidade. Ele não designa nem o ser, nem a ação sobre a matéria, tampouco a práxis social, mas um tipo de relação intencional exercida sobre outrem. Enfim o significado de comunicação também pode ser expresso na simples decomposição do termo comum+açâo, de onde o significado “ação em comum”, desde que se tenha em conta que o “algo em comum” refere-se a um mesmo objeto de consciência e não a coisas materiais, ou à propriedade de coisas materiais. A “ação” realizada não é sobre a matéria, mas sobre outrem, justamente aquela cuja intenção é realizar o ato de duas (ou mais) consciências com objetos comuns. Portanto, em sua acepção mais fundamental, o termo “comunicação” refere-se ao processo de compartilhar um mesmo objeto de consciência, ele exprime a relação entre consciências.
O que dizem os dicionários?
Os dicionários justamente confirmam e contribuem para esta dispersão do sentido. E não se poderia esperar outra coisa, já que para eles cabe a missão de recolher e inventariar os sentidos em uso por uma certa comunidade lingüística. Dentre as definições mais correntes, podem ser encontradas as seguintes significações:
1. Fato de comunicar, de estabelecer uma relação com alguém, com alguma coisa ou entre coisas;
2. Transmissão de signos através de um código (natural ou convencional);
3. Capacidade ou processo de troca de pensamentos, sentimentos, idéias ou informações através da fala, gestos, imagens, seja de forma direta ou através de meios técnicos;
4. Ação de utilizar meios tecnológicos (comunicação telefônica);
5. A mensagem, informação (a coisa que se comunica: anúncio, novidade, informação, aviso… “tenho uma comunicação para você”, apresentar uma comunicação em um congresso”);
6. Comunicação de espaços (passagem de um lugar a outro), circulação, transporte de coisas; “vias de comunicação – artérias, estradas, vias fluviais”;
7. Disciplina, saber, ciência ou grupo de ciências.
Assim, compartilhar, transmitir, anunciar, trocar, reunir, ligar (pôr em contato), são expressões, variantes ou usos figurados de um sentido primordial e mais geral que exprime “relação”.
Informação, mensagem
Uma mensagem ou informação não é comunicação senão de modo relativo. Primeiramente, ela é comunicação em relação àqueles que podem torná-la enquanto tal, isto é, não como coisa, mas como da ordem do simbólico. Em seu sentido etimológico, “informar” significa “dar forma a”. Mas o que exatamente está sendo “formatado”? De um lado, a matéria, bem certo, pois se trata de elaborar traços materiais. Quando escrevo deixo marcas de tinta sobre o papel; em emissão radiofônica se produzem vibrações com certa freqüência, ondas sonoras tendo o ar como suporte; em uma emissão de televisão, a tela serve de suporte para os pontos luminosos que compõem a imagem, etc. Toda informação pressupõe um suporte, certos traços materiais (tinta, ondas sonoras, pontos luminosos…) e um código com qual é elaborada a informação. Códigos que nada mais “que uma organização desses traços materiais, justamente o princípio a partir do qual os traços materiais serão dispostos, arranjados, sobre o suporte e, portanto tornando-se uma informação.
Podemos dizer então que num primeiro momento é a matéria mesma que é “informada”, que recebe certas características formais, mas o processo estaria incompleto se não admitíssemos um outro plano de “formatação”, pois a forma na matéria deve corresponder a certas reações no psiquismo do receptor, quer dizer, os traços materiais que dão existência à informação devem possibilitar reações no psiquismo ou na consciência do receptor, de tal forma que ele possa compreender a organização dos traços materiais como uma mensagem.
Mas precisamente, os traços materiais permitem que o receptor possa reagir, em seu psiquismo, de forma similar àquela do psiquismo do emissor, ou seja, através dos traços materiais organizados a partir de um certo código, portanto da informação, a consciência do receptor passa a ter um objeto de consciência semelhante ao do emissor. Através da informação chega-se a ter algo em comum, um mesmo objeto de consciência. Por conseguinte, a informação pode ser considerada como uma parte do processo de comunicação, ou como sinônimo desse processo. O certo é que não temos comunicação sem informação e, por outro lado, não temos informação senão em vista da possibilidade dela se tornar comunicação. Enfim, se a identificarmos como plano material do processo, pode-se dizer que uma informação é comunicação em potencial, se levarmos em conta sua capacidade de ser estocada, armazenada (codificada) e reconvertida num segundo momento (decodificada ).
O que é Comunicação?
A resposta mais imediata à questão, trazida pela nossa vivência (ou senso comum), vai resgatar – ou apoiar-se – na sua dimensão empírica: trata-se de um objeto que está na nossa frente, disponível aos nossos sentidos, materializando em objetos e práticas que podemos ver, ouvir, tocar. A comunicação tem uma existência sensível; é do domínio do real, trata-se de um fato concreto de nosso cotidiano, dotada de uma presença quase exaustiva na sociedade contemporânea. Ela está aí, nas bancas de revista, na televisão da nossa casa, no rádio dos carros, nos outdoors da cidade, nas campanhas dos candidatos políticos e assim por diante. Se estendemos mais os exemplos (e também nosso critério de pertinência), vamos incluir nossas conversas cotidianas, as trocas simbólicas de toda ordem ( da produção dos corpos às marcas de linguagem ) que povoam nosso dia- a -dia. Assim, temos que uma primeira resposta à indagação sobre objeto da comunicação nos ostenta, com firmeza, um objeto ou conjunto de objetos empíricos.
Numa firmeza enganosa temos que registrar em seguida: os objetos (ao contrário do que diz a intuição imediata) não se encontram aí, prontos e recortados: os “objetos” do mundo são recortados (ou religados) por nosso olhar e nossa compreensão, por nossa maneira de ver. Senão vejamos: quando dizemos que o objeto de comunicação são os meios de comunicação de massa, e dentre eles a televisão, por exemplo, ao que, exatamente, estamos nos referindo? Ao aparelho e todo o desenvolvimento tecnológico que possibilitaram transmitir e receber sons e imagens instantaneamente, nos quatro cantos do mundo, com alto grau de precisão? À maneira como foram se conformando as mensagens (a produção discursiva) dentro desse novo meio? À diversidade de produtos (gêneros discursivos) que foram aí gerados? Ao desempenho, competências, à cultura profissional, enfim, dos que aí trabalham? Às características do processo de produção e circulação dos produtos (das rotinas produtivas às técnicas de inserção e disputa de mercado)? Aos hábitos, competências, interpretações, re-elaborações e usos específicos dos telespectadores? Ou às influências a que eles estão expostos? À sociedade que criou e impulsionou o uso da TV? À tv com relação ao rádio, ao cinema, à revista ilustrada, que a precederam? Ou às modificações que ela vem sofrendo, com a chegada do vídeo, dos canais a cabo, das imagens digitais, do mundo da Web? Quem sabe tudo isso em conjunto – não apenas a televisão, mas essa nova realidade, criada pela presença dos vários meios de comunicação, com que isto significou na reconfiguração das nossas experiências cotidianas e de várias outras dimensões do real?
Essa última afirmativa – fazendo corresponder comunicação/meios de comunicação, ou realidade midiática – que parece convincente e é amplamente aceita, não significaria, no entanto, afirmar também a inexistência da comunicação nos períodos anteriores? Mas então, como podemos nomear o que faziam nossos antepassados – relatando seus feitos, decidindo suas querelas, instituindo seus valores, invocando seus deuses, cantando seus amores? Ora, é óbvio que os homens sempre se comunicaram, que os primeiros agrupamentos humanos, aquilo que podemos intuir como o embrião da vida social, apenas se constituíram sobre a base das trocas simbólicas, da expressividade dos homens. É obvio que a comunicação – processo social básico de produção e partilhamento do sentido através da materialização de formas simbólicas – existiu desde sempre na história dos homens, e não foi inventada pela imprensa, pela tv, pela Internet. A modernidade não descobriu a comunicação – apenas a problematizou e complexificou seu desenvolvimento, promovendo o surgimento de múltiplas formas e modulações na sua realização.

ORODRIGUES, Adriano. – Comunicação e cultura. A experiência cultural na era da informação. Lisboa: Presença, 1994.
MATTOSO CAMARÁ JR, Joaquim – Manual de expressão oral e escrita. São Paulo: Vozes, 1995, 13 ed.
DAVIS, Flora – A comunicação não-verbal. São Paulo: Summus, 1984, 11 ed.
HOHLFELDT, António; MARTINO, Luiz C. e FRANÇA, Vera Veiga – Teorias da comunicação. Petrópolis: Vozes, 2001, 2 ed.
CASASUS, J. M. – Ideologia y analises de médios de comunícación. Barcelona: Dopesa, 1979

Alunos: Aline Valkiu, Diego Laska, Joao Paulo Nunes, Kauanna Batista e Raissa Melo.
3º período- Jornalisno noite

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Conceito de Comunicação

Por João Batista Perles, professor de Teorias da Comunicação na Faculdade de Selvíria (FAS)-MS; Professor de Jornalismo Especializado nas Faculdades Integradas de Três Lagoas (AEMS)-MS.

De imediato, podemos classificar a comunicação conforme propõem os dicionários, assim o termo seria apenas mais um substantivo feminino: “1. ato de comunicar; informação, aviso; 2. passagem, caminho, ligação”. (Rocha 1997, p.154). Mas tal classificação, além de insuficiente para descrever o fenômeno, se serve do longo processo de desenvolvimento da linguagem para simplificar um dos fenômenos mais importante da socialização, cujos limites sempre estão por
vir, conforme ressalta Baitello Júnior (1998, p.11):

Hoje o homem tenta lançar pontes (ainda que hipotéticas) não apenas sobre a origem do universo, sobre o chamado big bang, mas também sobre as raízes remotas dos códigos da comunicação humana. Constata que a capacidade comunicativa não é privilégio dos seres humanos; está presente e é bastante complexa em muitos outros momentos da vida animal, nas aves, nos peixes, nos mamíferos, nos insetos e muitos outros.

Resgatando o termo em sua etimologia Marques de Melo (1975, p. 14) lembra que “comunicação vem do latim ‘communis’, comum. O que introduz a idéia de comunhão, comunidade” (grifos do autor). Mas, se falamos em “processo de comunicação”, cabe também uma rápida inspeção no termo “processo”. Berlo (1991, p. 33) assim descreve sua aceitação do termo:

Um dicionário, pelo menos, define “processo” como “qualquer fenômeno que apresente contínua mudança no tempo”, ou “qualquer operação ou tratamento contínuo”. Quinhentos anos do nascimento de Cristo, Heráclito destacou a importância do conceito de processo, ao declarar que um homem não pode entrar duas vezes no mesmo rio; o homem será diferente e assim também o rio. [...] Se aceitarmos o conceito de processo, veremos os acontecimentos e as relações como dinâmicos, em evolução, sempre em mudança, contínuos. [...] Não é coisa estática, parada. É móvel. Os ingredientes do processo agem uns sobre os outros; cada um influencia todos os demais.

Acolhendo o pressuposto de Berlo, Sousa (2006, p. 28) assume o conceito de comunicação como processo, em razão de que o termo “designa um fenômeno contínuo [...] com sua evolução em interação”. Não faltaram, ao longo dos estudos da comunicação, contribuições coerentes à compreensão de fenômeno tão complexo. Seus fundamentos científicos encontram-se ancorado
na biologia mencionada por Teles (1973, p. 19) para quem

Uma rocha se comunica, à medida que suas partículas nucleares se atraem ou se repelem na intimidade de sua estrutura atômica. Como se vê, comunicação implica movimento. Por convenção, chamou-se vida ao automovimento imanente. Sua extensão foi restrita ao campo biológico, plantas e animais, em função da imanência. Na antropologia, considerada por Souza
Brasil (1973, p. 80) quando questiona sobre a capacidade da fala. Já que não estamos estudando especificamente a evolução dos primatas, nem mesmo a gênese humana em si, resta-nos portanto saber por que se diz que o homem é sabido, já que só os sabidos pensam e falam? [...] Quando e por que um determinado animal poderia ser classificado como homem e quando outro, que apresenta estrema semelhança anatômica, não o poderia?

Na psicologia, com Pereira (1973, p. 108) que procura lançar luzes sobre os elementos sensoriais e, concomitantemente, sobre importantes aspectos da experiência estética. O ser humano é um “sistema” aberto em constante intercâmbio consigo próprio (vida interior mental e visceral) e com o mundo ambiental. Isso só é possível graças aos elementos e órgãos que forma o Conjunto SENSORIAL (órgãos do sentido, sensibilidade à dor, etc., etc.) e às FUNÇÕES PERCEPTIVAS. [...] Durante a transmissão de sinais ou símbolos, no trabalho de comunicação, o colorido emocional e a tonalidade afetiva tem fundamental importância [...] (grifos do autor). Na sociologia, quando Menezes (1973, p. 147) propõe que o processo de comunicação poderia ser considerado como fundamento da vida social [...] Com efeito, num plano lógico de consideração dos fatos, o processo da comunicação humana poderia ser encarado como o fundamento da vida social e não o contrário, conquanto do ponto de vista da natureza ou da estrutura dem tais fenômenos os dois se manifestam de forma nitidamente inseparáveis e, mais
que isso, interdependente: [...]. Na lingüística, porquanto Souza (1973, p. 209) sugere que a Lingüística e Teoria da Comunicação tem-se contribuído mutuamente. Seria bizantinismo discutir-se, entre Lingüística e Teoria da Comunicação, qual a que maior contribuição prestou à
outra, já que elas se ajudam reciprocamente, numa estreita correlação. [...] É pacífico, desde Aristóteles, que o homem é um ser social. Nem todos, porém, concordam com os fundamentos dessa sociabilidade. Ninguém pode negar, entretanto, que a comunicação (principalmente a lingüística) (sic!) é condição basilar dessa sociabilidade, que pressupõe um intercâmbio entre os homens a fim de que seja possível a transmissão, de um para o outro, de experiências, conhecimentos e apelos. E, finalmente, Sá (1973, p. 243) na filosofia quando, por analogia, estabelece uma primordial relação afirmando que A teoria do Conhecimento está voltada para três aspectos importantes do saber:

—Existe algo?
—É possível conhecer?
—Pode-se transmitir?

A Comunicação está voltada — pois que nisto envolta — para estas mesmas indagações. Inverte-se, apenas, a colocação do problema.

—Pode-se (comunicar) transmitir?
—O que se comunica se conhece?
—O que se conhece existe?

[...] A possibilidade da transmissão do conhecimento é assunto gnosiológico e é, também, assunto de comunicação. Também Marques de Melo (idem, p.31) traça um rápido panorama da comunicação por meio dos diversos conceitos: o científico, o filosófico e o estrutural. Adotando este último para trilhar, o autor resume a comunicação enunciando: “Comunicação é o processo de transmissão e recuperação de informações”, mas adverte para o fato de que “[...] ao analisar o fenômeno comunicativo, cada ciência e corrente filosófica utiliza a sua própria perspectiva, a sua própria terminologia, os seus conceitos específicos”. Reconhecemos tais contribuições como fundamentais à compreensão do fenômeno comunicativo e, ampliando tais perspectivas, nos parece pertinente, até em função daquilo que se tem estudo nos últimos anos, mencionar a existência de pressupostos sóciointeracionistas-discursivos difundidos pela escola francesa, cujos axiomas foram inaugurados pelo lingüista russo Mikhail Bakhtin e que deságuam no princípio do dialogismo. Mas aqui não discutiremos tais pressupostos em função do objetivo do trabalho e seus limites espaciais, embora a tenhamos como mais uma caminho alternativo para pavimentação do campo espistemológico da comunicação

Alunos: Kauanna Batista Ferreira, Mariana D'Alberto, Raffaela Silvestre Porcote e Rodrigo de Lorenzi Oliveira

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Batista Perles e Souza Brasil

João Batista Perles afirma que o processo de comunicação é um dos fenômenos mais importantes na espécie humana. Sua compreensão implica voltar no tempo, buscar as origens da fala, o desenvolvimento das linguagens e verificar como e por que ele se modificou ao longo da história. A linguagem, a cultura e a tecnologia são elementos indissociáveis do processo de comunicação.
Para Souza Brasil a existência da cultura está subordinada a forma de comunicação do tipo humano, isto é, comunicação simbólica. Segundo ele, os fundamentos da comunicação precisam ser buscados nos caracteres biológicos do homem, pois cultura e comunicação simbólica surgiram na terra simultaneamente como o próprio gênero humano. Souza Brasil conclui que cultura e comunicação são conceitos suplementares, constituindo condição necessária para a compreensão e existência de cada um.
Sobre a tecnologia, Perles constata que é um mecanismo que mudou toda a nossa sociedade. A existência da chamada sociedade tecnológica se deve a complexos fatores que fizeram emergir novos paradigmas na produção, recepção e percepção da informação, como a prensa e a internet. Além disso, cada vez mais, a sociedade tecnológica se delimita pela fetichização
do tempo, caracterizada pelo imediatismo com que recebemos a informação.
Para Perles, é evidente que um novo tempo tecnológico vem se forjando, pressupondo uma transição do modelo da sociedade da informação ou tecnológica para o da sociedade da nanoinformação ou da nanotecnologia.

SOUZA BRASIL, João Pompeu. Fundamentos antropológicos da comunicação.
BATISTA PERLES, João 2007. Comunicação: conceitos, fundamentos e história.

Alunas: Ana Luiza Ferreira, Bruna Habinoski e Cecília Moura

Conceito de Comunicação

(...) Ao se referir aos propósitos da comunicação, Pluckhan engloba:
Obter prazer, controlar ou influenciar e manter a sobrevivência. A autora comenta o fato de a comunicação tocar a nossa vida pessoal e profissional numa variedade de maneiras interessantes, das quais algumas nós ainda não compreendemos, outras não conseguimos aceitar e outras permanecem fora do nosso nível de consciência. (...) Salienta que não existem papéis passivos no processo de comunicação interpessoal, uma vez que todos os indivíduos envolvidos estão ativamente processando informações, e que seus papéis são igualmente significantes e respeitáveis.


(...) Para Pluckhan, comunicação humana é a geração e transmissão de significado, não uma simples transferência de mensagens verbais e não-verbais do emissor ao receptor como se presume frequentemente. O foco de atenção é a produção de significado, e não de mensagens. Comunicação humana é o processo de extrair respostas a estímulos. Qualquer pessoa, objeto, evento ou atividade que estimule uma percepção e uma resposta numa pessoa resulta em comunicação. Não existe comunicação se o estímulo é ignorado. O estímulo pode ser intencional ou não-intencional, e o receptor pode estar ciente ou totalmente inconsciente de sua resposta a ele.
Esclarece a autora que não se pode transmitir significado aos outros, mas apenas estímulos na forma de palavras e ações, através das quais pode-se fazer associações por outros indivíduos e subsequentemente tomar um significado único; nada tem significado em si, apenas os estímulos podem servir como uma fonte potencial para eliciar significado e resposta num indivíduo.(...)

(...) Segundo Pluckhan, comunicação humana é um processo complexo, transacional e dinâmico; uma série de ações circulares, continuas, essenciais e irreversíveis. No processo de comunicação nós estamos lidando não somente com uma simples mistura de elementos, mas com um composto complexo que é mais do que a soma de suas partes.

MENDES, I. A.C.;TREVISAN, M.A.;NOGUEIRA,M.S. Definições teórica e operacional do conceito de comunicação.
http://gepecopen.eerp.usp.br/files/artigos/Artigo369fin.html#_ftnref1


Alunos: Daniela Hendler, Guilherme Zuchetti, Laiana Vieira e Tamires Rodrigues Favaro.

Jornalismo - 3º período - Noite

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Teorias da Comunicação

A comunicação pode ou não ser pretendida, mas não só ao Homem é impossível não comunicar como também, para o Homem, o mundo é cheio de significados e só é inteligível e compreensível porque lhe atribuímos significados e o interpretamos. (…) A raiz etimológica da palavra comunicação é a palavra latina communicatione, que, por sua vez, deriva da palavra commune, ou seja, comum. Communicatione significa, em latim, participar, pôr em comum ou acção comum. Portanto, comunicar é, etimologicamente, relacionar seres viventes e, normalmente, conscientes (seres humanos), tornar alguma coisa comum entre esses seres, seja essa coisa uma informação, uma experiência, uma sensação, uma emoção, etc. Assim, pode-se pensar na comunicação em duas grandes asserções:

1) A comunicação como o processo em que comunicadores trocam propositadamente mensagens codificadas (gestos, palavras, imagens…), através de um canal, num determinado contexto, o que gera determinados efeitos;

2) A comunicação como uma atividade social, onde as pessoas, imersas numa determinada cultura, criam e trocam significados, respondendo, desta forma, à realidade que quotidianamente experimentam (Gill e Adams, 1998: 41).

Jorge Pedro Sousa (2006), Elementos de Teoria da Comunicação dos Média.

http://bocc.unisinos.br/pag/sousa-jorge-pedro-elementos-teoria-pequisa-comunicacao-media.pdf


Alunos: Carolina Chab, Felipe Raicoski, Rafaela Gabardo e Renan Machado
Jornalismo - 3º período - Noite

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A comunicação como informação - Gottfried Stockinger

A informação é um fenômeno impessoal que surge a nível mecânico e biológico. Ela não deve ser repetida, pois dessa maneira deixaria de ser informação e se tornaria, segundo o autor, um “lixo de dados”.

Necessita de estruturas e mídias para se propagar, porém também precisa que existam flutuações (estados não informados ou menos informados). São essas flutuações que formam e causa primária da gênese de estruturas de informação. “A estrutura comunicativa surge, portanto, de um processo de evolução, ao longo do qual determinadas informações ganham possíveis privilégios de reprodução”, afirma o autor.

A informação, ao conter novidades, passa a ter qualidades emergentes e começa a depender da sua compreensão. A novidade sempre aparece na forma de uma comunicação, e a comunicação, por sua vez, se realiza quando “a diferença entre informação e mensagem é atualizada na compreensão”.

A comunicação só completa seu ciclo quando a compreensão, a mensagem e a informação são diferenciadas. Por exemplo, quando um observador dá um significado diferente ao conteúdo ou à forma. Dessa maneira ele distingui o que é dito da forma como é dito, compreendendo e fechando este círculo da comunicação.


Fonte: Stockinger, Gottfried. Para uma Teoria Sociológica da Comunicação. Editoração Eletrônica Facom - UFBa, Salvador. 2001

Grupo: Ariane Priori Gonçalves, Bianca Caroline dos Santos e Samara Tamazia Macedo.

Comunicação Social - Jornalismo

3º período - Manhã

Hipótese Culturológica de Edgar Morin

Nascido em Paris, em 8 de julho de 1921, o antropólogo, sociólogo e filósofo francês judeu de origem sefardita, Edgar Morin (pseudônimo de Edgar Nahoum), foi o grande inspirador da teoria culturológica, criada na década de 1960 baseada na obra “Cultura de Massa no Século XX: O espírito do tempo”.Formado em Direito, História e Geografia, Morin realizou estudos em Filosofia, Sociologia e Epistemologia e escreveu mais de trinta livros.

A teoria culturológica parte de uma análise da teoria crítica, que diz que a mídia seria um veículo para a alienação das massas. Para os culturólogos, é a cultura quem fabrica as mídias, fornecendo às massas aquilo que elas desejam: uma informação transformada por imagens de grande venda e uma arte produzida na óptica da indústria. Segundo eles, a cultura nasce de uma forma de sincretismo (Sistema filosófico ou religioso que tende a fundir numa só várias doutrinas diferentes; ecletismo), juntando a realidade com o imaginário.

“A cultura de massa é uma cultura: ela constitui um corpo de símbolos, mitos e imagens concernentes à vida prática e à vida imaginária, um sistema de projeções e de identificações específicas. Ela se acrescenta à cultura nacional, à cultura humanista, à cultura religiosa e entra em concorrência com estas culturas” (MORIN, 1967, p.18).

Dentro deste panorama a cultura de massas tanto interfere nas culturas já existentes quanto é por elas contida. Para Morin, “a cultura de massa é inserida, controlada, censurada, e ao mesmo tempo tende a corroer e desagregar as outras culturas”. O filósofo diz que a cultura de massa não é autônoma em sentido absoluto, pode imbuir-se de cultura nacional, religiosa ou humanística e por sua vez, também penetrar nessas culturas.

FONTE: http://edgarmorintropicalia.blogspot.com/2007/04/teoria-culturolgica-de-edgar-morin.html

Cultura de Massas no Século XX- O espírito do Tempo - Vol. I: Neurose


Rodolfo Luis Kowalski, Deivid Simioni e Ruthielle Borsuk

Jornalismo- Manhã