domingo, 17 de março de 2013

Teoria da Comunicação Literária


Processo de transmissão de um texto literário, escrito ou oral, de um autor para um leitor ou receptor. A comunicação literária escrita processa-se in absentiade (na ausência) de um dos intercomunicantes; a comunicação literária oral faz-se geralmente in praesentia (presencialmente), como na comunicação linguística. Em termos metafóricos, diríamos que a comunicação linguística exige a presença de um espectador e a comunicação literária parte da sua ausência. Como observa Aguiar e Silva, na comunicação literária, “a ausência de uma das referidas instâncias reforça poderosamente a atenção que a outra instância consagra à mensagem, [...] já que na codificação e na descodificação desta residem as garantias mais sólidas de superar os efeitos comunicacionais negativos resultantes da defectividade.” (AGUIAR E SILVA, Vitor Manuel de. Teoria da Literatura, 4ª ed., Almedina, Coimbra, 1982, p.194)

A comunicação literária é mais complexa do que a comunicação linguística por envolver uma rede de relações ambíguas entre os seus interlocutores: o código do emissor-autor pode não ser reconhecido pelo leitor-receptor, mesmo que pertençam à mesma comunidade linguística; a descodificação da mensagem literária depende de fator subjetivos e ideológicos; o texto literário é marcado pela conotatividade e pela plurissignificação, o que pode impedir a comunicação; a mensagem literária é mais marcada por fatores culturais e sociais do que uma mensagem não literária, além de que, por norma, utiliza o livro impresso como meio de transmissão, o que implica a dependência de terceiros (editores, livreiros, distribuidores) no processo de comunicação literária.



Alunas: Beatriz Pacheco, Helem Barros, Gabriela Oliveira, Laura Espada e Livia Andersen
          3º período/diurno

quarta-feira, 13 de março de 2013

Comunicação por Ciro Marcondes Filho

"A comunicação, em primeiro lugar, é algo que violenta o pensamento, como diz Deleuze. Ser violento aqui é nos forçar a pensar e as coisas que nos fazem pensar, diz o filósofo, são mais importantes que o próprio pensamento." Ciro Marcondes Filho



Ciro Marcondes Filho

Para Ciro, Comunicação é um processo que implica criação, implica algo de novo e dessa maneira, modifica emissor e receptor.



Alunos: Amanda Souza, Bruna Kurth, Isabella Lanave e Thiago Vilas Boas.

terça-feira, 12 de março de 2013

Comunicação segundo Colin Cherry.



Para COLIN CHERRY: “a comunicação é uma questão essencialmente social e, dentre os vários sistemas de comunicação criados peio homem, a linguagem se coloca como o mais importante: uma conversação forma um vínculo bidirecional de comunicação; há uma medida de simetria entre os participes, e mensagens passam de lá para cá. Existe uma ação cíclica, contínua de estímulo-resposta; comentários suscitam outros comentários, e o comportamento dos dois indivíduos se torna combinado, cooperativo e orientado para algum objetivo.”

Artigo: Definições teórica e operacional do conceito de comunicação, pagina 5 (MENDES, Isabel; TREVISAN, Maria; NOGUEIRA, Maria)

Ana Beatriz Bubola, Guilherme Osinski, Gustavo Lavorato, Karla Fernandes, Mariana Papi e Rafaela Oliveira - 3° período - Jornalismo - Manhã.

Comunicação segundo Nietzsche


“ele [o homem] precisava, como animal mais ameaçado, de auxílio, de proteção, ele precisava de seu semelhante, ele tinha de exprimir sua indigência, de saber tornar-se inteligível – e, para tudo isso, ele necessitava, em primeiro lugar, de “consciência”, portanto, de “saber” ele mesmo o que lhe falta, de “saber” como se sente, de “saber” o que pensa.” (NIETZSCHE, 1983).

“Meu pensamento é como se vê: que a consciência não faz parte propriamente da existência individual do homem, mas antes daquilo que nele é natureza de comunidade e rebanho”. (NIETZSCHE, 1983).

“(...) somente esse pensamento consciente ocorre em palavras, isto é, em signos de comunicação; com o que se revela a origem da própria consciência. Dito concisamente, o desenvolvimento da linguagem o desenvolvimento da consciência (não da razão, mas do tomar-consciência-de-si da razão) vão de mãos dadas. (...) (NIETZSCHE, 1983).

O homem inventor de signos é ao mesmo tempo o homem cada vez mais consciente de si mesmo; somente como animal social o homem aprendeu a tomar consciência de si mesmo – ele o faz ainda, ele o faz cada vez mais.” (NIETZSCHE, 1983)

Fernanda Novaes / Ana Beatriz Villas Bôas / Bruna Mazanek / Eduardo Souza
Terceiro período de jornalismo, turno matutino, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Comunicação, por McLuhan

-"Os suportes da comunicação e as tecnologias são determinantes na mensagem: os conteúdos modificam-se em função dos meios que os veiculam" (McLuhan, Marshall)

-"O vírus da varíola não é nem bom nem ruim; é a maneira que é empregado que determina seu valor (...) Em outras palavras, se os estilhaços atingirem as pessoas certas, então as armas de fogo são boas." (McLuhan, Marshall)






Por: Maria Fernanda Moretti Schneider, Marcela Carvalho, Renata Nicolli e Mayara Michelli, alunas do terceiro período de jornalismo, turno matutino, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.


segunda-feira, 11 de março de 2013

Elementos de Teoria e Pesquisa da Comunicação



“É preciso notar que nem toda a comunicação, entendida como troca de mensagens, comporta informação. Um poema, uma música, uma canção podem comunicar e exaltar sensações, estados de alma, emoções, mas, geralmente, não informam, a menos que sejam emitidas com um propósito informativo, diferente do seu propósito original. Por exemplo, uma canção serviu como senha para desencadear as operações militares na Revolução Democrática Portuguesa de 25 de Abril de 1974. Ou seja, a canção informou os revoltosos de que as operações deviam iniciar-se. Suponha-se, porém, que um professor diz a um aluno que o exame da sua classe se realiza num determinado dia, a uma determinada hora. Esta mensagem é informativa, porque transporta uma carga
útil de informação. A situação narrada mostra também que a partilha de informação necessita de um suporte comunicacional para se efectivar. Isto é, a informação depende da comunicação. Não há informação sem comunicação. Mas, como vimos, num sentido lato pode existir comunicação sem haver troca de informação (por exemplo, quando várias pessoas partilham experiências).
Vista do ponto de vista da Teoria Cibernética (ou Teoria da Informação), a informação é uma medida da incerteza ou da entropia num sistema (Littlejohn, 1988: 153). A informação é quantificável e lógica.
... a comunicação é mais eficaz quantos mais significados proporcionar, ou seja, quanto mais polissémica for e quanto mais sensações e emoções despertar. Os Lusíadas são muito comunicantes mas pouco ou nada informativos. Quando se pretende usar a comunicação para fazer passar informação, a mensagem será tanto mais eficaz quanto menos significados possibilitar. A informação, como se viu, reduz a incerteza num sistema, mas também altera o sistema. As mensagens têm impacto sobre o receptor. A comunicação resulta em mudança, pois nada permanece igual. A persuasão é o processo de induzir mudanças através da comunicação (Littlejohn, 1978: 162-201). Quando comunicamos intencionalmente para influenciar, entramos no domínio da comunicação persuasiva , a que se recorre, por exemplo, na publicidade e propaganda, mas também na comunicação interpessoal. Quando informar é o objectivo principal, circunscrevemo-nos ao domínio da comunicação informativa, normalmente patente no jornalismo, por exemplo, mas também quando pedimos informação a alguém, no âmbito da comunica-
ção interpessoal. Quando entreter é o objectivo principal da mensagem, falamos de comunicação de entretenimento , observável, por exemplo, na ficção audiovisual, ou quando alguém conta uma anedota num grupo de amigos. Quando comunicamos as tradições da nossa cultura, por exemplo, através da música, do folclore ou do artesanato, é de comunicação popular que se trata.
Há, efectivamente, muitas formas de categorizar a comunicação e estas nem sequer não são as únicas...”

Jorge Pedro Sousa - Elementos de Teoria e Pesquisa da Comunicação e dos Media. Porto 2006
http://bocc.unisinos.br/pag/sousa-jorge-pedro-elementos-teoria-pequisa-comunicacao-media.pdf

Isabella Yurk, Jessica Dias, Stephani Mantovani, Carolina Chab

 

domingo, 10 de março de 2013


TEORIA CRITICA

“A identidade central da teoria crítica configura-se, por um lado, como construção analítica dos fenómenos que investiga e, por outro, e simultaneamente, como capacidade para atribuir esses fenómenos às forças sociais que os provocam. Segundo este ponto de vista, a pesquisa social levada a efeito pela teoria crítica, propõe-se como teoria da sociedade entendida como um todo; daí, a polémica constante contra as disciplinas sectoriais, que se especializam e diferenciam progressivamente campos distintos de competência. Procedendo assim, essas disciplinas - vinculadas à sua correcção formal e subordinadas à razão instrumental - desviam-se da compreensão da sociedade como um todo e, por conseguinte, acabam por desempenhar um função de manutenção da ordem social existente. A teoria crítica pretende ser o oposto, pretende evitar a função ideológica das ciências e das disciplinas sectorializadas.”

(WOLF, Mauro, 1985, página 82) 

Ana Beatriz Bubola, Guilherme Osinski, Gustavo Lavorato, Karla Fernandes, Mariana Papi e Rafaela Oliveira - 3° período - Jornalismo - Manhã.


sábado, 9 de março de 2013

Conceito Sociológico

Conceito Sociológico:
O papel da comunicação é de transmissão de significados entre pessoas para a sua integração na organização social. Os homens têm necessidade de estar em constante relação com o mundo, e para isso usam a comunicação como mediadora na interação social, pois é compreensível enquanto código para todos que dela participam. Além desse aspecto, os sociólogos entendem a comunicação como fundamental nos dias de hoje para o bom entendimento da sociedade e na construção social do mundo. Quanto mais complicada se torna a convivência humana, mais se faz necessário o uso adequado e pleno das possibilidades de comunicação.


Por Liliane Cristina Andrade do Rêgo sobre texto de José Marques de Melo.
Universidade Católica de Brasília FACULDADE DE COMUNICAÇÃO.   Curso : Teorias da Comunicação
Prof. Eufrasio Prates BRASÍLIA, Jun/1997


  http://www.univ-ab.pt/~bidarra/hyperscapes/video-grafias-319.htm

Grupo: Marcela Carvalho, Renata Nicolli e Mayara Michelli

sexta-feira, 8 de março de 2013


"Comunicação é uma palavra que vem do latim communicare, que tem o significado de: trocar opiniões, partilhar, tornar comum, conferenciar.
Não existe uma definição de consenso para comunicação. No ato de comunicar os signos e os códigos sempre estarão presentes. Também podemos afirmar que os signos e os códigos são transmitidos e nesse processo de remeter ou receber signos e códigos dá-se o ato de comunicar. Por isso podemos afirmar que toda a comunicação envolve signos, significantes, significados, decodificações entre locutor e ouvinte.Todo e qualquer ato de comunicação é impulsionado por vários sistemas de ligações que se completam em diversas situações e adequadamente à nossa percepção. O ato de beijar: “a mãe” é diferente do beijo “na namorada, na esposa, na filha, no afilhado, na amiga e na vizinha”, falar uns com os outros, assistir televisão, ouvir rádio, ler uma crônica esportiva em tal jornal etc. Todo o ato de comunicar tem a sua dimensão sociocultural.A comunicação pode ser realizada também através do contato físico (abraços, beijos, relações sexuais, carinhos etc.); da expressão corporal (acenos, olhares, choros, risos, gestos, etc.) é uma prática efetivada através dos diferentes sistemas simbólicos. É ilimitada a capacidade do homem se comunicar tanto verbalmente como não-verbalmente. O homem é um fenômeno social que avança nos campos científico e tecnológico. É o único ser vivo que se comunica através de código digital, analógico e através da mensagem realiza a interação social."

TRIGUEIRO, Osvaldo. O estudo científico da comunicação: avanços teóricos e metodológicos ensejados pela escola Latino-Americana.


Carol Mildemberger, Ísis Carvalho, Silvia Tokutsune. Jornalismo – 3º período, manhã. 

A comunicação segundo a teoria hipodérmica, por Mauro Wolf

"A posição defendida por este modelo pode sintetizar-se na afirmação segundo a qual «cada elemento do público é pessoal e directamente 'atingido' pela mensagem (Wright, 1975,97). Historicamente, a teoria hipodérmica coincide com o período das duas guerras mundiais e com difusão em larga das comunicações de massa e representou a primeira reacção que este último fenómeno provocou entre estudiosos de proveniência diversa."
(Teorias da comunicação - Mauro Wolf)

 
A teoria hipodérmica da comunicação, está localizada na divisão conhecida como comunicação de massa. Sua principal característica é afirmar que uma mensagem enviada a um grupo irá atingir todos os receptores da mesma forma.
Os conceitos que envolvem a teoria hipodérmica foram elaborados durante a década de 1930, pela escola norte-americana e foi motivada pela busca por uma maneira de entender como a comunicação influencia o comportamento de toda a população, como consequência era possível determinar as estratégias que seriam utilizadas para determinar o comportamento da população.
Outra característica encontrada na teoria hipodérmica é basear-se em que todo estimulo que é causado por uma mensagem, irá sempre obter uma resposta, que não irá enfrentar qualquer resistência através de seu receptor. O individuo passa ter como sua principal característica nesta teoria a sua passividade. A mídia passa ser analisada com embasamento no Behaviorismo, que nada mais são conjuntos de teorias psicológicas que definem como estudo o comportamento.
Como  foi a primeira teoria da comunicação a ser criada, a teoria hipodérmica foi a base de criação para outros estudos comunicacionais.
Alunos: Amanda Souza, Bruna Kurth, Isabella Lanave e Thiago Vilas Boas.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Comunicação, segundo Philip Kotler

"O modelo de comunicação responde (1- Quem? 2- Diz o que? 3- Em que canal? 4- Para quem? 5- Com que efeito?) ao longo dos anos desenvolveu-se um modelo de comunicação com nove elementos, dois elementos representam as principais ferramentas da comunicação, o emissor e o receptor. Outros dois representam as principais ferramentas da comunicação, mensagem e os veículos. Quatro representam as principais funções da comunicação codificação, decodificação, resposta e feedback. O ultimo elemento representa o ruido do sistema". (KOTLER. 2000, pg. 571)


Ainda segundo Kotler (2006), “A eficácia da comunicação depende de como a mensagem é expressa, assim como do conteúdo da mensagem em si. Uma comunicação ineficaz pode significar que se optou por uma mensagem errada, ou que a mensagem certa foi transmitida insatisfatoriamente”.

Alunas: Bianca Caroline, Caroline Rodelli, Cássia Ferreira,  Isabel Maria, Juliana Reis, Mariana Therézio (Jornalismo - Noite 3ºP)

Comunicação: conceitos, fundamentos e história

 
João Batista Perles - Professor de Jornalismo Especializado nas Faculdades Integradas de Três La- goas (AEMS)-MS.
 

Alunas Jornalismo Noite: Carolina Chab, Jhenifer Valentim, Stephani Diedrich, Jessica Santos e Isabela Iurk

Comecemos por falar brevemente sobre o nosso objeto de estudo: o processo de co- municação. Ele representa um dos fenô- menos mais importantes da espécie humana. Compreendê-lo, implica voltar no tempo, buscar as origens da fala, o desenvolvimento das linguagens e verificar como e por que ele se modificou ao longo da história.
A linguagem, a cultura e a tecnologia são elementos indissociáveis do processo de co- municação. Quanto à primeira, Tattersall (2006, p. 73) afirma categoricamente que “[...] se estamos procurando um único fator de liberação cultural que abriu caminho para a cognição simbólica, a invenção da lingua- gem é a candidata mais óbvia.” Quanto aos outros dois, nos parece pertinente concordar com Mayr (2006, p. 95) ao propor que “Uma pessoa do século XXI vê o mundo de ma- neira bem diferente daquela de um cidadão da era vitoriana” e que “Essa mudança teve fontes múltiplas, em particular os incríveis avanços da tecnologia.” Souza Brasil (1973, p 76), mais incisivo, enxerga a cultura como subordinada às formas de comunicação
Ora, se a existência da cultura está su- bordinada a forma de comunicação do tipo humano, isto é, comunicação simbó- lica, temos que admitir que os fundamen- tos da comunicação precisam ser bus- 

"De imediato, podemos classificar a comunicação conforme propõem os dicionários, assim o termo seria apenas mais um substantivo feminino: “1. ato de comunicar; informação, aviso; 2. passagem, caminho, liga- ção”. (Rocha 1997, p.154). Mas tal classificação, além de insuficiente para descrever o fenômeno, se serve do longo processo de desenvolvimento da linguagem para simplificar um dos fenômenos mais importante da socialização, cujos limites sempre estão por vir, conforme ressalta Baitello Júnior (1998, p.11):
Hoje o homem tenta lançar pontes (ainda que hipotéticas) não apenas sobre a origem do universo, sobre o chamado big bang, mas também sobre as raízes remotas dos códigos da comunicação humana. Constata que a capacidade comunicativa não é privilégio dos seres humanos; está presente e é bastante complexa em muitos outros momentos da vida animal, nas aves, nos peixes, nos mamíferos, nos insetos e muitos outros.
Resgatando o termo em sua etimologia Marques de Melo (1975, p. 14) lembra que “comunicação vem do latim ‘communis’, comum. O que introduz a idéia de co- munhão, comunidade” (grifos do autor).
Mas, se falamos em “processo de comunicação”, cabe também uma rápida inspeção no termo “processo”. Berlo (1991, p. 33) assim descreve sua aceitação do termo:
Um dicionário, pelo menos, define “pro- cesso” como “qualquer fenômeno que apresente contínua mudança no tempo”, ou “qualquer operação ou tratamento contínuo”. Quinhentos anos do nasci- mento de Cristo, Heráclito destacou a im portância do conceito de processo, ao de- clarar que um homem não pode entrar duas vezes no mesmo rio; o homem será diferente e assim também o rio. [...] Se aceitarmos o conceito de processo, veremos os acontecimentos e as relações como dinâmicos, em evolução, sempre
em mudança, contínuos. [...] Não é coisa estática, parada. É móvel. Os ingredientes do processo agem uns sobre os outros; cada um influencia todos os demais.
Acolhendo o pressuposto de Berlo, Sousa (2006, p. 28) assume o conceito de comu nicação como processo, em razão de que o termo “designa um fenômeno contínuo [...] com sua evolução em interação”.
Não faltaram, ao longo dos estudos da comunicação, contribuições coerentes à compreensão de fenômeno tão complexo. Seus fundamentos científicos encontram-se ancorado na biologia mencionada por Teles (1973, p. 19) para quem
Uma rocha se comunica, à medida que suas partículas nucleares se atraem ou se repelem na intimidade de sua estrutura atômica.
Como se vê, comunicação implica movimento. Por convenção, chamou-se vida ao automovimento imanente. 
—O que se comunica se conhece?
—O que se conhece existe?
[...] A possibilidade da transmissão do conhecimento é assunto gnosiológico e é, também, assunto de comunicação.
Também Marques de Melo (idem, p.31) traça um rápido panorama da comunicação por meio dos diversos conceitos: o científico, o filosófico e o estrutural. Adotando este último para trilhar, o autor resume a co- municação enunciando: “Comunicação é o processo de transmissão e recuperação de informações”, mas adverte para o fato de que “[...] ao analisar o fenômeno comunicativo, cada ciência e corrente filosófica utiliza a sua própria perspectiva, a sua própria terminologia, os seus conceitos específicos”.
Reconhecemos tais contribuições como fundamentais à compreensão do fenômeno comunicativo e, ampliando tais perspectivas, nos parece pertinente, até em função daquilo que se tem estudo nos últimos anos, men- cionar a existência de pressupostos sócio- interacionistas-discursivos difundidos pela escola francesa, cujos axiomas foram inau- gurados pelo lingüista russo Mikhail Bakhtin e que deságuam no princípio do dialogismo. Mas aqui não discutiremos tais pressupos- tos em função do objetivo do trabalho e seus limites espaciais, embora a tenhamos como mais uma caminho alternativo para pavimen- tação do campo espistemológico da comunicação.

Conceito de Comunicação 

"Comunicar é tornar comum, podendo ser um ato de mão única, como TRANSMITIR (um emissor transmite uma informação a um receptor), ou de mão dupla, como COMPARTILHAR (emissores e receptores constroem o saber, a informação, e a transmitem). Comunicação é a representação de uma realidade. Serve para partilhar emoção, sentimento, informação.
Quem comunica é a fonte e, do outro lado, está o receptor. O que se comunica é a mensagem. Pode ser vista, ouvida, tocada. As formas de mensagens podem ser: palavras, gestos, olhares, movimentos do corpo. As formas como as idéias são representadas são chamadas de signos. Em conjunto, formam os códigos: língua portuguesa, código Morse, Libras, sinais de trânsito."

“Os meios são usados pelos interlocutores para transmitir sua mensagem. São eles: o artesão usa o barro, sua mão, sua voz para transmitir conhecimento ao filho. O locutor usa sua voz, o roteiro, o disco, a emissora de rádio, a fita gravada” (BORDENAVE).

Fonte: Artigo de Ana Vasconcelos ( http://ana-intervalo.blogspot.com/2009/02/o-que-e-comunicacao.html)
            BORDENAVE, Juan Díaz. O que é comunicação. S. Paulo: Brasiliense, 2002 (27a. ed.)
         
Equipe: Getulio Xavier, Jordan Marciano, Lucas Prestes e Vinicius Cordeiro
Jornalismo – 3º período - Manhã

Conceito de Comunicação por Clotilde Perez e Sergio Bairon



“A palavra comunicação vem do latim cummunis que traz a ideia de comunhão. Comunhão significa, de maneira restrita, comungar, participar em comum, transmitir, compartilhar, e é nesse sentido que entendemos comunicação: Tornar comum, fazer saber, estabelecer comunhão por meio do intercâmbio de informações. O fenômeno da comunicação vem sendo amplamente estudado como resposta imediata ao crescimento de sua importância em nossa sociedade. A comunicação tem alterado profundamente a dinâmica das relações entre as pessoas, porque tem permitido, graças à tecnologia, a multiplicação quase ilimitada de contatos entre os indivíduos, ultrapassando barreiras tanto culturais quanto de distância e vencendo resistências sociais. A comunicação no mundo pós-moderno altera suas dimensões. O homem agora, de sua casa, é um actante no universo. A comunicação é algo que aprendemos a fazer. Não somente aprendemos a nos comunicar, mas também usamos a comunicação para aprender como nos comunicar, mas também usamos a comunicação para aprender como nos comunicar. Nossas experiências incluem a lembrança de pessoas falando e gesticulando para nós. Aprendemos como fazer as coisas pela prática, empiricamente, por meio da tentativa e do erro. A maior parte de nossas experiências em comunicação é fruto de aprendizado.” (PEREZ, BAIRON, 2002: 13)

PEREZ, Clotilde, BAIRON, Sergio, Comunicação & Marketing, São Paulo: Futura, 2002

Equipe: Caroline Stédile, Jheniffer de Andrade, Melvin Quaresma, Raíssa Ribeiro e Thiana Perusso.
Jornalismo - 3º período - Manhã