quarta-feira, 19 de junho de 2013

Meio online, o jornalismo frenético.

Meio online, o jornalismo frenético

A acessibilidade exige velocidade

       A 12 anos no meio online, o editor do Paraná Online, Miguel Ângelo Manassés, afirma que a obrigação dos jornalistas é "consumir notícias o dia inteiro, todo dia".
     Manassés trabalha no Portal diariamente das 13 às 18hrs (fim de semana por escala), como editor é  responsável pelas editorias de Política, Polícia e Cidades. Sua função é subir matérias, por título, gravata, selecionar imagens, por legendas e revisar as reportagens para colocá-las no site. Para isso, ele afirma que "tem que ficar antenado em todos os meios rádio, televisão, outros sites, impresso, enfim, tem que ficar zapeando com atenção, se surge algo novo, tem que correr atrás".
      Segundo ele, não há gatekeeper no meio online porque não tem pauteiro, o que existe é "uma filtragem" simples feita por ele e os outros editores. Os repórteres utilizam dois tipos de fontes: as primárias - órgãos oficiais e públicos - e as secundárias - os demais envolvidos nos casos.
     Cada repórter produz em torno de cinco matérias, por dia, em cada editoria. Geralmente, o site recebe 15 reportagens de cada editoria, com esse número variando no contexto de cada dia. 
      O ritmo frenético do jornal diário, no jornalismo online ocorre a cada clique.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A rotina de um assessor de imprensa

Entrevistamos, por e-mail, Karin Villatore, 41 anos, da Talk Assessoria de Comunicação. Segue uma síntese do que ela nos escreveu:

Ela é a diretora no Departamento de Assessoria. A equipe por ela e mais três jornalistas.
Sobre a rotina produtiva do seu dia-a-dia, Karin respondeu que começa, normalmente, às 08h30. Diz ser bastante organizada, faz planejamento para tudo e anota, absolutamente, tudo na agenda. Escreve que é difícil falar sobre a sua rotina produtiva, pois que não há rotina em uma agência de Assessoria de Imprensa. Num dia pode ter várias reuniões com clientes, em outros pode-se passar o dia em frente ao computador colocando pautas em dia, noutro ainda pode-se estar fora acompanhando entrevistas. Enfim, todos os dias são intensos. Termina o seu dia às 18h15, pois é também professora universitária e as aulas começam às 19h00.

Perguntada sobre quais mídias se serve para desempenhar o seu trabalho, ela responde que tudo vai depender do cliente, mas nenhuma mídia é menosprezada. A sua relação e de todos os demais da agência com a mídia diz respeito a todos os veículos.

Sobre os critérios que utiliza para selecionar uma notícia ela simplesmente deixa entender que antes de mais nada, algo a ser noticiado, precisa ser notícia. Ela tem presente que encaminhar para a imprensa uma sugestão meramente institucional/comercial sobre um cliente não vai trazer nenhum tipo de retorno, então, o que importa é ser uma notícia que possa realmente alavancar o interesse da veiculação junto aos jornalistas de redação.

Referente aos maiores desafios em atuar nessa área ela responde que é preciso ser versátil e muito bem organizado. E, diferentemente do que muitos pensam, é um trabalho árduo e intenso.

Grupo: Katiucy Binhara, Mário Spaki, Roberta Almeida e Stacy Barbosa.

O jornalista Joaquim Barros conta sua rotina

A entrevista foi concedida por Joaquim Barros, assessor de imprensa do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-PR)

1-      Como é sua rotina?
Já foi bem agitada, mas hoje é tranquila. Por muitos anos trabalhei em jornal diário, fazendo uma coluna de assuntos variados, notas curtas, e editoriais. Não tinha folga dia nenhum, nem domingo. A rotina era estressante porque, não somente tinha que produzir as notícias e comentários, como também fazer as minhas pautas, selecionar o que era importante e editar. Teoricamente, minha jornada de trabalho era de cinco horas, mas, na prática, dava muito mais, porque eu tinha de passar muito tempo ao telefone, contatando com fontes, e lendo vários jornais para me manter bem informado.
Hoje, como assessor de imprensa do Conselho Regional de Contabilidade do Paraná-CRCPR, posso respirar, ditar o ritmo das minhas atividades. Faço 4h diárias, tenho os finais de semana e feriados. No trabalho, planejo as atividades (jornal, revista, informativo online), coleto informações, faço matérias, reviso, edito; faço contato com anunciantes de um jornal; atualizo facebook e twitter; esporadicamente, se há fatos relevantes relacionados à minha assessoria, saio para coberturas externas, quando além de coletar informações, faço fotos. Mas tudo de forma bem distribuída, racionalizada, sem grandes pressões.

2-      Qual é o tipo de exposição aos meios de comunicação?
Falemos só da minha rotina atual como assessor de imprensa. Meu público é a classe contábil e mais diretamente os seus representantes que atuam como conselheiros do CRCPR. Mas não fico em contato permanente com eles, só eventualmente, se necessário.

3-      Quantas matérias você produz por dia?
Não tenho uma cota como ocorria quando fazia jornalismo diário, até porque, como disse, não só faço matérias como cuido do conjunto das atividades da assessoria de imprensa. Fiz isso de forma plena por 12 anos, trabalhando sozinho. Há um ano divido as atividades com uma colega,

4-      Como é ter que lidar com as fontes?
Sou bastante exigente, criterioso, na escolha das minhas fontes. Seleciono e procuro preservar aquelas que passam dados fundados. Afinal, dependo delas para fazer boas matérias.

5-      Como você filtra as notícias?

Checando os dados. Há coisas que nos dizem que não resistem nem ao senso comum. Toda informação precisa ser confirmada. Nosso compromisso é com a verdade.

Grupo: Beatriz Pacheco, Gabriela Oliveira, Helem Barros, Laura Espada, Livia Andersen e Renata Nicolli.

domingo, 16 de junho de 2013

Diretor de produção e programação da RPCTV fala sobre a rotina de um jornalista


Carlyle Ávila explica sobre sua rotina
Carlyle Ávila é Diretor de Produção e Programação da RPCTV, canal de televisão integrante do grupo GRPCOM de comunicação. Na empresa há 25 anos, Ávila já trabalhou como repórter, produtor, coordenador de produção, chefe de reportagem e gerente de jornalismo. Formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1983, também acumula no currículo MBAs, especializações, Mestrado e diversos cursos na área. Nesta ocasião, Carlyle Ávila conta um pouco mais sobre a rotina profissional de um jornalista de televisão.

1 – Como a imagem do jornalista mudou ao longo dos anos?
“Há vinte anos, quando eu comecei, o jornalista era visto como um bêbado. Se você não bebesse bastante, jamais seria considerado um bom jornalista. A reunião de pauta e tudo mais eram feitos em um boteco, era o local de discussão. [...] Com o processo industrial dos anos 90, as coisas passaram a ser mais organizadas, de certa forma, e isso acabou tirando um pouco essa característica de boêmios. Na televisão era ainda mais complicado, todos os fechamentos eram mais demorados, as imagens não eram o que são hoje e os processos, muito menos, principalmente por ser usado película, enquanto hoje já existem os VTs, que são um tipo de fita. E, claro, a carga horária de um jornalista hoje é muito grande, mas pelo menos a notícia chega quatro vezes mais rápido do que antes. ”

2 – Qual a rotina de um jornalista de televisão?
“Na TV, cada jornal tem sua mecânica, cada profissional tem seu horário fatiado. O que estabelece sua rotina é o seu contrato. Se você foi contratado para ser editor, o editor tem uma rotina. O editor-chefe do Bom Dia, Paraná, por exemplo, precisa estar aqui às 4 da manhã. [...] Essas são situações sob controle, mas a gente não tem controle sob as coisas que acontecem. Vamos supor que você está fazendo uma reportagem investigativa, não tem horário. Se você não está disposto a fazer isso, você não vai ser um bom profissional. Não vai fazer diferença, vai ser um profissional mediano.”

3 – Como acontece o relacionamento fonte-jornalista?
“Bom, se eu sou uma fonte sua, eu vou falar com você quando eu posso, não quando você precisa. [...] Uma fonte, obrigatoriamente, ela está contra alguém. É por isso que é mais fácil você conseguir uma fonte para um produto mais consolidado de impresso, TV ou rádio, porque ele sabe da repercussão que aquilo vai ter se for noticiado.”

4 – Existe alguém que atua como gatekeeper na produção de um telejornal?
“Eu acho que esse conceito não é muito atual. Hoje os veículos de comunicação que são mais organizados e estruturados têm princípios e editoriais. Uma organização que é muito grande não tem mecanismos de controle, “isso pode, isso não pode”, não tem como. Há um conjunto de princípios que define aquela organização. Ninguém vai falar para você “faça isso, faça aquilo”, você tem que fazer o melhor jornal possível dentro do que você pode.”

5 – Quais são suas sugestões para os “focas”?
“O que é mais importante para quem vai entrar no mercado de trabalho são suas experiências. O importante na universidade é sair do quadrado, lá é o momento de inovar, de ser arrojado. É o diferencial. Jamais a gente vai contratar alguém que não acrescenta nada, porque o produto precisa se renovar. Você tem que ter o olhar crítico, criar outras coisas, é isso que as empresas estão buscando.”

sábado, 15 de junho de 2013

Coordenador de jornalismo explica sua rotina

A entrevista foi realizada com o coordenador de jornalismo da ÓTV, Marcelo Dias.
Como surgiu a ideia de fazer jornalismo?
Para mim foi um pouco mais fácil, já que meu pai é jornalista. Eu tinha em casa um grande exemplo e sabia como funcionava a profissão. Então posso dizer que uma parte dessa ideia veio da família e outra, do meu gosto por esportes. Isso despertou em mim uma vontade de acompanhar tudo de perto, do mesmo jeito que meu pai fazia.
Trabalhar na televisão também era uma de suas vontades?
Não. Durante toda a faculdade, sempre cogitei rádio e jornal impresso. Mas quando me formei, surgiu um convite de trabalhar aqui na ÓTV. Não tinha como falar não. Então, comecei a vir e tive que aprender tudo na prática.
Você sente falta do jornal impresso e do radiojornalismo?
Não, estou feliz trabalhando com televisão. Até porque nós conseguimos hoje em dia, por meio da crossmedia, fazer um pouco de tudo. Apesar de trabalhar na TV não estar nos meus planos iniciais, eu sempre gostei.
Como é seu dia a dia no trabalho?
Muito corrido. Começa muito cedo e fico o dia inteiro trabalhando. Como sou coordenador de jornalismo, tenho que estar a par de todos os passos, mesmo tendo na ÓTV uma estrutura menor. Você tem que estar de olho em tudo e não tem nenhuma rotina. Porém, isso que é interessante. A grande questão é que você tem que se manter muito bem informado, estar sempre atrás de notícias, por isso, tem que gostar realmente do que faz e ser um curioso.
Na hora de escolher qual notícia vai para o ar, como funciona o critério de seleção?
Com o passar do tempo, você vai percebendo quais são as prioridades jornalísticas. Por exemplo, uma notícia que fala sobre transporte coletivo que atinge um milhão de curitibanos é mais importante do que relatar sobre um atropelamento de um cachorro, que envolve só cinco pessoas. Também temos que levar em conta a classe social e o público alvo. Por exemplo, na ÓTV a prioridade é Curitiba. Então, algo que aconteça em Ponta Grossa, não é tão interessante para nós. Já na RPC, seria notícia.
O público influencia em um jornal televisivo?
Sim, sem dúvida nenhuma. Posso dizer que é o principal fator. Hoje, com redes sociais, temos um termômetro maior e sabemos o que as pessoas querem e esperam. Também é possível ter conhecimento do que o público acha ruim ou bom.
Como funciona as noticias que estão prontas e acabam não indo ao ar?
É muito normal isso acontecer no nosso dia a dia. Principalmente porque há muita notícia em uma cidade como Curitiba. Muita coisa nem chega a ser feita. Recebemos diversos e-mails e telefonemas com sugestão de pautas. Porém, quando vemos a quantidade de equipes disponíveis para fazer as reportagens, muitas ficam de fora. Por exemplo, se forem 100, 50 já são eliminadas só nesse processo. As outras passam por um processo de averiguação se poderão ser feitas. Depois disso, definimos como elas entrarão no programa. Sempre tentamos usar o máximo que conseguimos. Porém, o jornal tem o tempo contado. Então, sobra muito coisa. Algumas notícias podemos usar no outro dia e outras, são descartadas.
A questão da hierarquia de cargos na televisão acontece? Uma pessoa define tudo ou é uma equipe?
Televisão é muito trabalho em equipes. Qualquer coisa que você vai fazer depende de pelo menos quatro pessoas. Para colocar um jornal no ar, por baixo, são 25 profissionais envolvidos. Se uma dessas pessoas falhar, vai acontecer um problema no ar. Para definir o que vai entrar, são três ou quatro que discutem. Evidentemente, pessoas que tem cargo de chefia, estão aqui para tirar as dúvidas e dar o melhor direcionamento. Não existe eu decido, eu quero em veículo nenhum, principalmente na TV.
Qual sua função na ÓTV?

Minha função é coordenador de jornalismo, ou seja, todos os programas desse formato estão sob minha responsabilidade. É uma rotina muito dinâmica. Eu chego aqui sabendo quais notícias são importantes e primordiais. Depois eu converso com os profissionais de cada jornal para saber se tudo está caminhando corretamente. Fazemos reuniões diárias ou semanais para saber a programação de cada programa e como vamos cobrir uma notícia. Eu tento assistir o máximo que consigo dos jornais para ficar por dentro de tudo. Para não sobre carregar, eu dou poder para que cada equipe se auto-gerencie os jornais irem andando. Também tem as questões administrativas que ocupam muito tempo. A grande questão é ir dividindo tudo para saber o que fazer.  

Alunos: Ana Beatriz Bubola, Guilherme Osinski, Gustavo Lavorato, Karla Fernandes, Mariana Papi e Rafaela Oliveira. - Jornalismo - 3° Período - Manhã

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A rotina produtiva de um jornalista

A rotina produtiva de um jornalista depende muito de sua função e o local onde atua. Para Napoleão de Almeida, jornalista do portal Terra, sua rotina depende muito das notícias do dia, pois o meio da internet está diretamente ligado a instantaneidade e requer agilidade na publicação dos fatos.
Napoleão diz que não existe uma regra com relação ao número de fontes entrevistadas, mas que é necessário ouvir os dois lados. “Temos que ouvir ambas as partes, mas não há uma obrigatoriedade de insistir em várias fontes se tiver o contraponto preenchido”, explica. Ele diz que seu trabalho consiste em transmitir diversos campeonatos de futebol, que na maioria das vezes são narrados por ele, e reportagens são produzidas a parte em seu blog no Terra. “Reportagem não é a minha prioridade. Isso eu faço no blog, que é do Terra, conforme minha disponibilidade. É um trabalho não remunerado”, diz o jornalista.
Muitos jornalistas tem suas matérias barradas pelo gatekeeper do seu local de trabalho, mas para Napoleão essa situação dificilmente existe, ele diz que nunca passou por isso pois sempre soube negociar o conteúdo das matérias com seu editor. “Nunca tive uma matéria barrada em nenhum lugar que eu trabalhei. Mas todo jornalista tem que negociar seu conteúdo com o editor. É natural do mercado”, afirma.

Grupo: André Wuicik, Lucas de Abreu e Willians Castilho - 3º período, jornalismo, manhã. 

Jornalista da gazeta do povo explica sua rotina de trabalho



A profissão do jornalista envolve diversas atividades, desde o começo da pauta, até a matéria como produto final. O comunicador deve se manter atento em todos os acontecimentos locais e mundiais, para informar a população da melhor maneira possível. É o que explica o jornalista Nícolas Gabriel França, colunista do “Futebol de Botão” e editor do caderno de esportes da Gazeta do Povo, que ainda mostra a redação do jornal como um ambiente bem flexível.

Grupo: Quais os meios de comunicação a que você está exposto diariamente?

Nicolas Gabriel França: Internet, rádio, tevê, jornais.
Grupo: Como é a sua rotina de trabalho?
Nicolas Gabriel França: Dá para dizer que desde o começo do dia já estou trabalhando, acompanhando o noticiário pelos meios de comunicação citados acima. O mesmo vale para a maioria dos fins de semana. Dependendo da necessidade, venho pela manhã, de tarde ou de noite. Mesmo quando tentamos estabelecer uma rotina, a dinâmica do trabalho muitas vezes acaba mudando tudo. Na edição do online a exigência é de quase 100% do tempo (especialmente com um sistema ruim como o Tadin). No impresso há um pico de exigência durante algumas horas do fechamento.
Grupo: Como você produz uma matéria? Desde a pauta, pesquisa de fontes, tempo de produção, gatekeepers?

Nicolas Gabriel França:
De 2010 para cá estou apenas na edição, produzindo matérias apenas esporadicamente.

Grupo: Ainda sobre sua rotina, qual o seu ritmo de produção? Quantas matérias você faz por dia?

Nicolas Gabriel França:
Como falei acima, estou bem mais na edição. A edição de matérias no online é muito dinâmica. Imagino que em um dia normal, entre manhã e noite, edito de 20 a 30 textos.
Pesquisa feita por Getulio Xavier, Jordan Marciano, Lucas Prestes e Vinicius Cordeiro – 3º Período – Jornalismo - Manhã
 

Luiz Gustavo Vieira - repórter da editoria Guia Gazeta do Povo

A rotina de um repórter da Gazeta do Povo já começa cedo. Às 8h da manhã, Luiz Gustavo Vieira, repórter da editoria Guia Gazeta do Povo, já está na redação checando as pautas e o conteúdo programado para o dia. Com conteúdos voltados para roteiros artísticos que acontecem na cidade, a editoria é inteiramente online, e, às vezes, ganha espaço na versão impressa do jornal, no Caderno G.
“Geralmente, o repórter cobre três pautas diariamente, mas, apenas uma matéria entra no site do Guia Gazeta do Povo. As outras duas ficam na ‘gaveta’ para entrar em outros dias da semana, como no sábado e domingo”, conta o repórter. As pautas são programadas pela editora e, segundo ele, todas as editorias da Gazeta do Povo trabalham desta forma, variando o número de editores conforme a necessidade. Portanto, não há pauteiros. Mas, pelo menos uma vez por semana são realizadas as reuniões de pauta, onde são discutidos os assuntos que estão acontecendo e que vão acontecer ao longo da semana, como shows, exposições e lançamentos. Nessas reuniões é que são decididos os fatos que serão cobertos e as necessidades de conteúdos extras, como charges, vídeos e inforgráficos.
As fontes das matérias já estão indicadas na pauta ou podem ser escolhidas pelo próprio repórter. E, assim que vão sendo produzidas já começam a ser revisadas pelo editor, contudo, o tempo de produção varia muito conforme o assunto e o deadline. “Mesmo a definição de pauta sendo tarefa do editor, nós também temos autonomia para tomar decisões quando algo importante acontece”, completa.
Luiz conta que, a quantidade de trabalho é maior no período da manhã. Até ás 11h30 ele dedica-se a verifica o conteúdo que os trainees programaram no dia anterior, pela noite, para entrar no dia seguinte.
Mas a correria chega a ser maior aos sábados, domingos e feriados, que são os dias do plantão, que acontecem das 10h às 16h e das 16h às 00h. O plantão do jornal é dividido por escalas: trainees, editores e repórteres. Luiz diz que trabalha muito mais nesses dias, pois fica o tempo todo cadastrando matérias de agências no site.

Grupo: Alessandro Silva, Amanda Bedide, Guilherme Liça, Hellen Ribaski, Lara Farias e Rodrigo Dornelles


O assessor de imprensa como Gatekeeper

Nas assessorias de imprensa, a função de gatekeeper cabe, na maioria do tempo, ao jornalista, que decide os assuntos que entrarão em pauta de acordo a necessidade do cliente e o planejamento da empresa.
O gatekeeper trabalha como o “porteiro” da redação, decidindo o que vira ou não notícia. No caso dos assessores de imprensa, a pauta criada por eles passa mais de uma vez por essa “portaria”. A primeira, acontece quando é criada.
“Nós produzimos as notícias unindo a necessidade do cliente e os acontecimentos que estão em pauta nos veículos de comunicação”, afirma o assessor de imprensa Rafael Leal, que trabalha na empresa RDO Press, de Curitiba.
E a segunda acontece quando a sugestão de pauta é enviada para os veículos de comunicação. “A imprensa não vai aproveitar tudo que enviamos, pois os veículos também têm as suas prioridades conforme os fatos que acontecem todos os minutos”, diz Leal.



De acordo o assessor, cabe ao profissional das assessorias analisar os veículos, ver quais assuntos estão sendos trabalhados e tentar “encaixar” o cliente em futuras publicações ou perceber o que pode despertar a atenção dos jornalistas para algo de bom feito pelo cliente. “É necessário ter o feeling e cruzar os dados da imprensa com cada cliente”, afirma Leal.

Isabella Lanave, Amanda Souza, Bruna Kurth, Thiago Vilas Boas, Carolina Chab. 

A rotina da notícia com o Zeca

A rotina de um jornalista é difícil de ser especificada, principalmente de forma resumida. Nas redações de jornais impressos existem tarefas designadas para cada função. Apesar de algumas atividades seguirem um padrão, são os acontecimentos que determinam como vai ser a rotina de trabalho do dia.
José Carlos Fernandes, jornalista da Gazeta do Povo, nos conta que dentro de um jornal ocorrem várias mudanças de última hora, o que o impossibilita de descrever os detalhes da sua rotina. Entretanto, afirma que existe uma rotina básica que pode ser relatada.

Zeca, como é carinhosamente chamado por conhecidos, diz que há 6 fases em um dia de trabalho. A rotina se inicia com as pautas das reportagens. O segundo contato do dia é com o editor, quem irá aprovar e filtrar as pautas sugeridas. José Carlos afirma a importância desse filtro, “do contrário, correríamos o risco de dois repórteres cobrindo o mesmo assunto. De um repórter apostando em algo que não vale a pena”.


O terceiro compromisso do dia do jornalista é a apuração dos fatos pautados. Zeca comenta que tem um dia para apurar e escrever a reportagem, que é a próxima fase.  Após ter a confirmação de dados e entrevista com as fontes chega a hora de redigir a matéria, programada previamente.  A quinta tarefa contempla novamente o contato com o editor, que revisa e avalia os materiais entregues. A última parte não é tão relacionada ao jornalista diretamente, a diagramação. Nesse momento, segundo relatado por Zeca, sua matéria é diagramada e existe o acompanhamento de um revisor.


Algumas das informações valiosas passadas pelo jornalista José Carlos Fernandes foram à respeito das fontes e a busca pela notícia. Essa procura e avaliação do que será notícia nesse jornal é de responsabilidade de diretores executivos. Zeca explica, "há todo um grupo – os editores executivos – orquestrando as informações que estão sendo trabalhadas em cada uma das editorias, pensando os próximos dias, manchetes para a semana, apostas que o jornal deve trabalhar”. Quanto às fontes o comentário principal é que os repórteres devem encontrar as melhores fontes para o assunto determinado. Além disso, é preciso ter um material extenso para não ficar na dependência, afinal nem sempre as entrevistas sairão como o esperado. A principal dica deixada pelo experiente jornalista, portanto, é uma pesquisa e apuração detalhada do que será colocado nas matérias.

Escrito por: Isabel Maria, Isabella Iurk, Jéssica Cereja e Jhenifer Valetim

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Função de “gatekeeper” está cada vez mais descentralizada


Função de “gatekeeper” está cada vez mais descentralizada


Douglas Santucci nos da seu relato de como a função de “gatekeeper” é realizada em seu jornal


A vida de um “gatekeeper” não é das mais fáceis. Não é apenas decidir o que é relevante ou não. Douglas Santucci, editor do Band Cidade da emissora de TV Band do Paraná é um exemplo disso. Mesmo não assumindo ser um verdadeiro “gatekeeper”, Santucci é quem decide o que vai para o ar ou não.
Sua rotina não é sempre a mesma. A primeira coisa que faz ao chegar ao estúdio é procurar organizar o jornal aos poucos. “Vejo o que temos de produção na casa, o que estamos fazendo, o que vamos fazer”, conta Douglas. Ele conta que quando perdem algum fato importante entram em contato com outras equipes de reportagem, com praças do interior e com outras emissoras. 
O editor do Band Cidade comenta que a função de “gatekeeper” está cada vez menos centralizada. “Pauteiros definem o que vai ser feito, mas a participação da equipe é grande em sugestões e opiniões”, explica Santucci. E conta também que são os editor-chefe e editor-executivo definem o que é prioridade e Douglas tenta colocar tudo no ar.
Para decidir o que é mais importante os editores da Band adotam como critério de noticiabilidade os acontecimentos próximos ou que afetam a Curitiba e região metropolitana. Além disso afirma que “quanto mais factual melhor”.  

Por: Alana Freiberger, Bruna Catache e Jhenyffer Alves Borges.