sábado, 15 de junho de 2013

Coordenador de jornalismo explica sua rotina

A entrevista foi realizada com o coordenador de jornalismo da ÓTV, Marcelo Dias.
Como surgiu a ideia de fazer jornalismo?
Para mim foi um pouco mais fácil, já que meu pai é jornalista. Eu tinha em casa um grande exemplo e sabia como funcionava a profissão. Então posso dizer que uma parte dessa ideia veio da família e outra, do meu gosto por esportes. Isso despertou em mim uma vontade de acompanhar tudo de perto, do mesmo jeito que meu pai fazia.
Trabalhar na televisão também era uma de suas vontades?
Não. Durante toda a faculdade, sempre cogitei rádio e jornal impresso. Mas quando me formei, surgiu um convite de trabalhar aqui na ÓTV. Não tinha como falar não. Então, comecei a vir e tive que aprender tudo na prática.
Você sente falta do jornal impresso e do radiojornalismo?
Não, estou feliz trabalhando com televisão. Até porque nós conseguimos hoje em dia, por meio da crossmedia, fazer um pouco de tudo. Apesar de trabalhar na TV não estar nos meus planos iniciais, eu sempre gostei.
Como é seu dia a dia no trabalho?
Muito corrido. Começa muito cedo e fico o dia inteiro trabalhando. Como sou coordenador de jornalismo, tenho que estar a par de todos os passos, mesmo tendo na ÓTV uma estrutura menor. Você tem que estar de olho em tudo e não tem nenhuma rotina. Porém, isso que é interessante. A grande questão é que você tem que se manter muito bem informado, estar sempre atrás de notícias, por isso, tem que gostar realmente do que faz e ser um curioso.
Na hora de escolher qual notícia vai para o ar, como funciona o critério de seleção?
Com o passar do tempo, você vai percebendo quais são as prioridades jornalísticas. Por exemplo, uma notícia que fala sobre transporte coletivo que atinge um milhão de curitibanos é mais importante do que relatar sobre um atropelamento de um cachorro, que envolve só cinco pessoas. Também temos que levar em conta a classe social e o público alvo. Por exemplo, na ÓTV a prioridade é Curitiba. Então, algo que aconteça em Ponta Grossa, não é tão interessante para nós. Já na RPC, seria notícia.
O público influencia em um jornal televisivo?
Sim, sem dúvida nenhuma. Posso dizer que é o principal fator. Hoje, com redes sociais, temos um termômetro maior e sabemos o que as pessoas querem e esperam. Também é possível ter conhecimento do que o público acha ruim ou bom.
Como funciona as noticias que estão prontas e acabam não indo ao ar?
É muito normal isso acontecer no nosso dia a dia. Principalmente porque há muita notícia em uma cidade como Curitiba. Muita coisa nem chega a ser feita. Recebemos diversos e-mails e telefonemas com sugestão de pautas. Porém, quando vemos a quantidade de equipes disponíveis para fazer as reportagens, muitas ficam de fora. Por exemplo, se forem 100, 50 já são eliminadas só nesse processo. As outras passam por um processo de averiguação se poderão ser feitas. Depois disso, definimos como elas entrarão no programa. Sempre tentamos usar o máximo que conseguimos. Porém, o jornal tem o tempo contado. Então, sobra muito coisa. Algumas notícias podemos usar no outro dia e outras, são descartadas.
A questão da hierarquia de cargos na televisão acontece? Uma pessoa define tudo ou é uma equipe?
Televisão é muito trabalho em equipes. Qualquer coisa que você vai fazer depende de pelo menos quatro pessoas. Para colocar um jornal no ar, por baixo, são 25 profissionais envolvidos. Se uma dessas pessoas falhar, vai acontecer um problema no ar. Para definir o que vai entrar, são três ou quatro que discutem. Evidentemente, pessoas que tem cargo de chefia, estão aqui para tirar as dúvidas e dar o melhor direcionamento. Não existe eu decido, eu quero em veículo nenhum, principalmente na TV.
Qual sua função na ÓTV?

Minha função é coordenador de jornalismo, ou seja, todos os programas desse formato estão sob minha responsabilidade. É uma rotina muito dinâmica. Eu chego aqui sabendo quais notícias são importantes e primordiais. Depois eu converso com os profissionais de cada jornal para saber se tudo está caminhando corretamente. Fazemos reuniões diárias ou semanais para saber a programação de cada programa e como vamos cobrir uma notícia. Eu tento assistir o máximo que consigo dos jornais para ficar por dentro de tudo. Para não sobre carregar, eu dou poder para que cada equipe se auto-gerencie os jornais irem andando. Também tem as questões administrativas que ocupam muito tempo. A grande questão é ir dividindo tudo para saber o que fazer.  

Alunos: Ana Beatriz Bubola, Guilherme Osinski, Gustavo Lavorato, Karla Fernandes, Mariana Papi e Rafaela Oliveira. - Jornalismo - 3° Período - Manhã

Um comentário:

Celina Alvetti disse...

ok.
ver revisao (ex - como funcionaM as noticias...)