segunda-feira, 17 de junho de 2013

O jornalista Joaquim Barros conta sua rotina

A entrevista foi concedida por Joaquim Barros, assessor de imprensa do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-PR)

1-      Como é sua rotina?
Já foi bem agitada, mas hoje é tranquila. Por muitos anos trabalhei em jornal diário, fazendo uma coluna de assuntos variados, notas curtas, e editoriais. Não tinha folga dia nenhum, nem domingo. A rotina era estressante porque, não somente tinha que produzir as notícias e comentários, como também fazer as minhas pautas, selecionar o que era importante e editar. Teoricamente, minha jornada de trabalho era de cinco horas, mas, na prática, dava muito mais, porque eu tinha de passar muito tempo ao telefone, contatando com fontes, e lendo vários jornais para me manter bem informado.
Hoje, como assessor de imprensa do Conselho Regional de Contabilidade do Paraná-CRCPR, posso respirar, ditar o ritmo das minhas atividades. Faço 4h diárias, tenho os finais de semana e feriados. No trabalho, planejo as atividades (jornal, revista, informativo online), coleto informações, faço matérias, reviso, edito; faço contato com anunciantes de um jornal; atualizo facebook e twitter; esporadicamente, se há fatos relevantes relacionados à minha assessoria, saio para coberturas externas, quando além de coletar informações, faço fotos. Mas tudo de forma bem distribuída, racionalizada, sem grandes pressões.

2-      Qual é o tipo de exposição aos meios de comunicação?
Falemos só da minha rotina atual como assessor de imprensa. Meu público é a classe contábil e mais diretamente os seus representantes que atuam como conselheiros do CRCPR. Mas não fico em contato permanente com eles, só eventualmente, se necessário.

3-      Quantas matérias você produz por dia?
Não tenho uma cota como ocorria quando fazia jornalismo diário, até porque, como disse, não só faço matérias como cuido do conjunto das atividades da assessoria de imprensa. Fiz isso de forma plena por 12 anos, trabalhando sozinho. Há um ano divido as atividades com uma colega,

4-      Como é ter que lidar com as fontes?
Sou bastante exigente, criterioso, na escolha das minhas fontes. Seleciono e procuro preservar aquelas que passam dados fundados. Afinal, dependo delas para fazer boas matérias.

5-      Como você filtra as notícias?

Checando os dados. Há coisas que nos dizem que não resistem nem ao senso comum. Toda informação precisa ser confirmada. Nosso compromisso é com a verdade.

Grupo: Beatriz Pacheco, Gabriela Oliveira, Helem Barros, Laura Espada, Livia Andersen e Renata Nicolli.