quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A Comunicação como Diálogo

"A compreensão da comunicação como dialogia é, sem dúvida, um dos modelos mais influentes da comunicação, que remonta à filosofia grega de Platão e Sócrates. A escolha de um expoente desta corrente para efeito de análise tende a assumir, em alguma medida, um caráter arbitrário e limitado. Cientes deste risco, optamos por concentrar a nossa atenção na análise da concepção da comunicação de um dos autores contemporâneos mais expressivos que opera com esse modelo, o filósofo alemão Jürgen Habermas. A primeira consideração a ser feita acerca de suas reflexões sobre a comunicação é que estas se fazem inteligíveis como parte integrante do seu projeto de renovação da teoria social fundada no interesse emancipatório. Juntamente com os interesses técnico e prático, o interesse emancipatório fundaria uma das três vertentes  constitutivas do conhecimento. Essa é justamente a tese central do seu trabalho ´Conhecimento e Interesse`, onde o autor postula que “todo conhecimento é posto em movimento por interesses que o orientam, dirigem-no, comandam-no“ (Heck, 1987:7). O interesse emancipatório é o fio condutor da obra habermasiana".




"Segundo Habermas, com o advento da modernidade estão amadurecidas as condições para o desenvolvimento de uma racionalidade comunicativa, isto é, constituída na interação comunicativa de sujeitos capazes de linguagem e ação. Isso ocorre na medida em que a emancipação progressiva do homem do jugo da tradição e da autoridade confere ao mesmo a possibilidade de estar sujeito apenas à força da argumentação. A comunicação assume assim um lugar destacado nas suas reflexões."

BibliografiaHECK, José N. Introdução in HABERMAS, J. Conhecimento e Interesse. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, 1987.


Alunas: Aryane Monteiro, Kauany Miguel , Fernanda dos Santos e Samantha Mahara Martynowicz.        Jornalismo 2º período - Manhã.

Um comentário:

Celina Alvetti disse...

não é bem aderente ao pedido, mas ok.