quinta-feira, 22 de agosto de 2013

TEORIA SOCIOLÓGICA DA COMUNICAÇÃO


"O sistema de comunicação usa as ações comunicativas dos participantes para criar o seu próprio sistema. Ele as usa, abusa, esgota as contribuições dos participantes na sua própria dinâmica de processar informações.
(...)
Tratando-se de um sistema complexo, a comunicação tem que relacionar seus elementos seletivamente, porque não consegue interligar todos os seus elementos ao mesmo tempo. Já que as seleções poderiam ocorrer também de outro jeito (...), a estrutura e a seletividade do sistema estão marcadas por contingências. (...) Neste momento se torna evidente a emersão da comunicação como um fenômeno que possui vida própria e se "impõe" aos sistemas psíquicos.
A genética da comunicação, vista como um processo autopoiético, se baseia, tal qual a genética biológica, em acontecimentos casuísticos, em flutuações, o que lhe confere um certo grau de improbabilidade, nomeadamente em três níveis: a improbabilidade
                                                                   • que a mensagem alcance outros
• que, ao encontrar outros, a mensagem seja entendida
• e que ela - se recebida e entendida - seja aceitada.

Comunicação não é, portanto, apenas uma forma de interação atribuída a uma ação individual, mas uma forma de surgimento, diferenciação e autorenovação de sistemas sociais."


STOCKINGER, Gottfried. Para uma Teoria Sociológica da Comunicação. Pág 81 - 82. Publicado em 2001

Por: Caroline Paulart, Daniele Dalla, Gilberto Stori Junior

2 comentários:

Celina Alvetti disse...

ok, aceito.
acho,no entanto, q o tratamento que o autor dá aos dados é um tanto complexo para esta etapa dos nossos estudos.
o parágrafo final talvez represente melhor uma síntese do conceito.

Celina Alvetti disse...

recomendo fazer outro título.