quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Tendências Dos Estudos De Comunicação Na América Latina

"Os primeiros estudos sistemáticos de comunicação na América Latina se iniciam nos anos 30 na Argentina e no Brasil. Nos anos 50 já havia escolas de comunicação na Argentina, Brasil, Colômbia, Cuba, Equador, México, Peru e Venezuela.
A fase inicial do CIESPAL (Centro Internacional de Estudos Superiores de Comunicação para América Latina) foi marcada pelo paradigma funcionalista com base nos modelos de Lasswell, Lazarsfeld e Schramm. Essas teorias foram utilizadas na capacitação profissional e nas linhas de pesquisa voltadas para as áreas de comunicação e modernidade, rádio e tele-educação, difusão de novas tecnologias para o meio rural, liderança de opinião e os agentes de extensão rural.
Nos anos 60 na Venezuela e 70 no Brasil predomina a Teoria Crítica – indústria cultural e manipulação. Os estudos desenvolvidos pela Escola de Frankfurt com as linhas de pesquisa sobre as mensagens dos meios de comunicação de massa ganham terreno no ensino de comunicação no Brasil. Tinham a característica de denunciar a ideologia do consumo imposta pelos meios de comunicação de massa, a invasão das multinacionais de comunicação na América Latina e a dependência econômica e cultural. Nesse mesmo período se intensificam as pesquisas funcionalistas com temáticas sobre as políticas de comunicação nacionais e internacionais.
Os pensadores da Escola de Frankfurt tinham uma posição crítica em relação aos que faziam a Escola Funcionalista, que estava conectada ao capitalismo moderno e ao mercado de consumo em massa. A preocupação com a industrialização cultural uma conseqüência da industrialização dos meios de comunicação dão “mote” para numerosas pesquisas de elaboração de dissertações e teses nas universidades brasileiras influenciadas pela duas escolas.
Nos anos 30 a influência da indústria cultural já era nítida nos Estados Unidos e na Europa. Nos anos 50 expande-se por outras partes do mundo entre elas América Latina e evidentemente o Brasil.
As reflexões que se seguem não deixam de reconhecer a importância dos estudos dos funcionalistas e dos frankfurtianos, das polêmicas entre apocalípticos e integrados. Nos anos 70/80 o mal-estar, a insatisfação estava instalada nos meios acadêmicos e centros de pesquisas de comunicação com relação aos modelos consagrados e os estudos de comunicação no mundo globalizado e em particular na América Latina. Era necessário mudar o enfoque dos estudos de comunicação relacionados com as novas matrizes culturais, com as novas configurações das identidades locais e globais, o papel dos emissor e receptor na comunicação de massa ou face a face."
 Grupo: Beatriz Peccin, Caio Liberal, Michel de Alcantara, Taís Arruda e Vitor Cruz.

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