quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Conheça Célio Borba, o jornalista nas horas vagas

       Célio Borba já trabalhou em uma construtora, mas hoje, com 44 anos e aposentado atua como telespectador, leitor e ouvinte ativo do jornalismo desde os anos 80. Sua relação com a mídia, portanto, é bem estreita. Borba é crítico, ele se opõe diversas vezes ao discurso da mídia, sempre refutando-a.  “Eu sou contrário a colocar política na apresentação do programa porque a reportagem pode ser barrada .Tem que ser política impar”, ressalta Borba.                 
                O receptor relata avisar, sempre, os meios de comunicação quando visualiza problemas, especialmente em seu bairro, Tatuquara. “
Quando eu tenho algum problema no meu bairro eu procuro por um meio de comunicação. Nem todos dão a resposta necessária para resolver o problema. O meu contato (com a mídia) é como telespectador, quando eu vejo algum acidente na rua eu passo para todos da imprensa”, explica Borba.
               Segundo Célio Borba, a imprensa tem o poder de auxiliar na resolução de problemas, como no caso de infraestrutura urbana. “Às vezes a prefeitura, quando tem problema passado na mídia, o resolve com a maior rapidez”, conta Borba. Para ele, as novas tecnologias também atuam como jornalistas do povo. “O cidadão hoje em dia é jornalista né? Com o celular você pode fazer um filme, as imagens podem ser gravadas pelo mundo”, afirma o receptor.
            Mesmo sem atuar em nenhuma das três áreas de comunicação, publicidade, jornalismo e relações públicas, Célio Borba não esconde sua paixão pelo ramo. “Desde a década de 80 eu escrevo, datilografo, levo pessoalmente as coisas ao jornal do estado. Desde que o jornal ficava ali no Curitiba e também na João negrão. Eu tenho essa paixão pelo jornalismo porque os problemas podem ser resolvidos”, conclui Borba.

Estudos culturais  

            O campo dos Estudos Culturais surgiu na Inglaterra no final dos anos 50 e, pretendendo analisar as relações entre a cultura contemporânea e a sociedade, se tornou um centro de pesquisa de pós-graduação na Universidade de Birmingham, após três textos, produzidos por ingleses, serem considerados de grande ajuda para entender o contexto cultural e sociológico da época. Eles têm como objetivo maior observar as práticas culturais e relacioná-las com a sociedade.
              Escolhemos esta vertente teórica por ela tentar entender a sociedade contemporânea analisando práticas sociais, focando no trabalho do teórico jamaicano Stuart Hall. Ele desenvolveu estudos que dão atenção à possibilidade de negociação e de oposição por parte da audiência no processo de recepção de um texto.
         Analisando Célio Borba pudemos notar que seu discurso sobre a mídia é ativo. Isto significa que a audiência, na visão de Borba, não é apenas uma receptora passiva, ou seja, para ele a mídia é um espaço onde há possibilidade de negociação em torno da significação. Foi o que observou o teórico Stuart Hall. Para ele, existe diferença entre a compreensão de dois indivíduos, mesmo recebendo a mesma mensagem, o que torna difícil avaliar o impacto causado pelo emissor.


Equipe: Lucas Abreu, Marcela Carvalho, Maria Fernanda Schneider e Mayara Michelli
            




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