sábado, 23 de novembro de 2013

Matuzalém: o alagoano símbolo da torcida rubro-negra


O atleticano Daniel Barbosa, o Matuzalém, é um anônimo para maioria dos curitibanos, mas para a nação atleticana ele é um ícone. Com 56 anos e torcedor desde 1970, Daniel nasceu no Nordeste, numa cidadezinha chamada Colônia Leopoldina, em Alagoas. Mudou-se para Curitiba com 14 anos e desde então sua paixão pelo clube paranaense só aumentou.

Privilégiado, Matuzalém acompanha dia a dia das obras
 na Arena da Baixada (Foto: Luana Kaseker)
Matuzalém conheceu o Atlético graças aos seus antigos vizinhos, que o levaram para assistir aos jogos na antiga Baixada. “Tínhamos uns vizinhos no bairro Planta Capão Raso onde morávamos e eles eram atleticanos. Um certo dia, eles convidaram eu e meu pai para assistirmos o jogo no estádio e foi paixão a primeira vista”, disse.

O Furacão marcou sua vida desde a chegada na capital paranaense. Ele conta uma história curiosa que aconteceu quando ainda era garoto. “Naquela época de piá, sem condições financeiras, eu e meus amigos éramos conhecidos como a turma dos “quinzão” - porque nos 15 minutos finais de partida, os seguranças abriam os portões para nós assistirmos ao final do jogo. Certo jogo estava eu com um chinelo de dedo e neste dia haviam espalhado pedras na frente do portão de entrada da Baixada. Tive a infelicidade de pisar numa pedra, que tinha uma forma de cunha e ela furou meu chinelo e entrou no meu calcanhar. Queriam me levar ao hospital, mas eu não deixei porque não queria que meu pai soubesse, pois ele não deixaria mais eu voltar no campo. Improvisamos uma faixa e tinha uma ambulância que me atendeu de pronto. Só enfaixamos e eu fui embora a pé, sofri muito neste dia”, contou.

Antes de adquirir a banca, que fica localizada na Rua Buenos Aires, em frente a Arena da Baixada, Daniel era pouco conhecido até para torcida atleticana. “Eu trabalhava numa instituição financeira, mas sempre tive em mente que quando eu saísse dessa instituição não trabalharia mais como empregado. Um dia num jogo do Atlético, conversando com o dono desta banca, ele me disse que estava cansado. Me interessei, conversamos e ele me passou o ponto. Assumi no começo de 2001 e, por sinal, foi um ano muito bom”, afirmou. Depois de assumir a banca de revistas, Daniel se tornou um ícone da torcida atleticana e ganhou até o apelido de Matuzalém. “Talvez seja em função do meu cabelo ou do meu esteriótipo, mas todas as pessoas que passam aqui vão criando um vínculo, sejam atleticanos, paranistas, coxas-brancas e pessoas que não gostam de futebol. Hoje até brincam comigo, que eu deveria ser candidato a vereador, porque eu realmente sou bastante conhecido em Curitiba. Em todo lugar que eu vou, sempre tem alguém que me conhece”, falou.

Daniel já passou pelas três gerações do estádio. Na Antiga Baixada e na Arena da Baixada acompanhou as obras de longe, apenas como um torcedor. Agora, na Nova Arena, ele é um integrante. A movimentação de operários e turístas é constante em sua banca. E, todos os dias, Daniel tem o privilégio de acompanhar a evolução das obras do estádio. “Muito legal, porque você sai de uma arquibancada de madeira, passa para uma de concreto e, agora, uma arquibancada com um conformo muito melhor. E a Nova Arena irá agradar a todos, atleticanos, paranistas, coxas-brancas e também quem não gosta de futebol, pois irá abrigar outros eventos também”, finalizou.


Equipe: Aliny Gohenski; Daniela Gusso; Guilherme Becker; Karyna Prado e Luana Kaseker. 

Jornalismo - 2º Período - Noite

Um comentário:

Jorge Ramiro disse...

É uma história muito interessante. Eu vi ao jogador de futebol, Matuzalem, ele estava comendo em ums restaurantes em perdizes. Ele veio a visitar, porque tem amigos em perdizes.