sábado, 23 de novembro de 2013

MUITO ALÉM DOS HOLOFÓTES - A HISTÓRIA DO ESCRITOR JULIO DAMASIO


Quando se fala em escritores famosos, vem à cabeça nomes como Stephen King, George Orwell, J.K Rowling, Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana, entre outras personalidades que são consagradas pelas suas conhecidas e aclamadas obras literárias.

Distantes deste mundo de “celebridades” existem escritores menos populares que trabalham no anonimato. Para entendermos melhor essa realidade, um deles, o curitibano Julio Damasio, 47 anos, conta um pouco da sua experiência em entrevista exclusiva. “Posso dizer que consegui com a literatura conquistar tudo que não tenho, mas devo a ela tudo que sou”.

Na sua vida como escritor ele busca criar o conto perfeito, mas considera essa uma ideia utópica e diz que não saberia reconhece-lo caso o conseguisse escrever. Ele decidiu seguir essa profissão quando, ao acabar deduzindo o rumo das histórias que lia, percebeu que poderia produzir suas próprias e com finais menos previsíveis. “Quando lia contos e romances, às vezes criava histórias paralelas e quase sempre imaginava um desfecho diferente para o enredo, deduzindo o desfecho que o autor daria”, contou.

Em cada lugar que morou, adquiriu algo que influência em sua literatura e segundo ele, é muito difícil seguir nesse caminho, pois não se tem muito reconhecimento da mídia e ainda não há uma boa recompensa financeira. “Carregar a literatura nas costas faz com que o escritor ande arqueado por ser um ideal pesado demais, dificuldade financeira, falta de interessa da mídia. Mas por outro lado sempre sou recompensado com carinho dos leitores”, explicou.

Para concluir, uma “palinha” do trabalho de Damasio:
“Pela casa eu transitava. Quantos vazios. No quarto da filha, muitas lembranças. A essas, um ursinho de pelúcia, parte da infância da qual ela se esquecera de levar. Olhei para o urso marrom: encardido, empoeirado, olhos foscos a me fitarem em cima do armário. Parecendo pular, o ursinho caiu em meus braços. Estava só (igual a mim). Deitamos no sofá. Antes do impulso de abraçá-lo, ele me abraçou”.

Grupo de Pesquisa: Alan Silva, Anna Julia Lopes, Fabrício Calixto, Jonatan Lavor e Stephanie de Morais - 2° Período - Jornalismo - Noturno

Nenhum comentário: