sábado, 23 de novembro de 2013

A dedicação e superação de um cadeirante




É uma simples história que mostra que quando se tem um problema tem que correr atrás não importa como pra resolver. 
Antônio Pagno morava em Francisco Beltrão-PR era caminhoneiro há 10 anos, tinha uma vida boa e seguia sua rotina. Em 2006 não tinha dormido direito, passou a noite em claro, mas mesmo assim foi trabalhar como era de costume, foi quando se distraiu na estrada e acabou provocando um acidente que lhe deixou paraplégico.
Os primeiros meses foram os piores de sua vida, ele se sentia perdido não sabia o que fazer e como lidar com suas limitações.  Até o dia em que descobriu o handebol de cadeiras de roda em Toledo-PR, na época ele era presidente da associação dos deficientes físicos em Francisco Beltrão.
Se encantou pelo esporte e começou a pratica-lo foi quando soube que sua vida mudaria e teria que aprender a lidar com suas dificuldades para conseguir lutar e ir atrás de seus sonhos.
Em 2009 participou do primeiro jogo de handebol de cadeiras de rodas em Itajaí-SC, lá foi convidado para fazer parte do clube roda solta, uma associação que desfruta de todas as possibilidades que se pode apresentar para um cadeirante.
Antonio se mudou para Itajaí e começou a se sentir inserido na sociedade por forma do esporte e por fazer parte do roda solta. Foi quando decidiu cursar a faculdade de educação física na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), mesmo sabendo de todas suas limitações e que teria que enfrentar alguns problemas.
Mesmo com todas as suas dificuldades virou professor de educação física, participou de diversos jogos e competições de handebol em cadeira de rodas e se tornou árbitro de handebol adaptado.
Hoje em dia Antonio tem 44 anos, faz parte da seleção brasileira de handebol de cadeira de rodas. Participou e ganhou o campeonato mundial de handebol em cadeira de rodas, que ocorreu em Curitiba-PR. Está no último ano da faculdade de educação física, é casado e tem uma filha.
Depois de toda a luta e dedicação, conseguiu realizar todos seus sonhos. Se sente um vencedor e merecedor de toda a felicidade que sente. Diz que é abençoado por Deus por tudo que conseguiu conquistar, aprendeu que as coisas acontecem na hora certa mas mesmo assim tem que lutar por nossos sonhos não importa o quão impossível ele pareça. Sou muito grato e feliz por tudo que eu conquistei, estou na melhor fase da minha vida, conclui o esportista.  



Grupo: Adelson Gustavo, Amanda Penteado, Kamila Meira, Lucas Vaz, e Rafaela Moreira
2º período - Jornalismo - Noite 

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