sábado, 16 de novembro de 2013

O que é que a baiana tem?



Conhecida entre os amigos mais íntimos como “Ryca”, Thaís Souza Barzi de Carvalho, nascida em Salvador, no dia 05/06/1993, é uma baiana fora dos padrões e características sociais ditados pela mídia. Thaís não foi influenciada por acarajé ou axé, mas pelo contrário, é uma assídua roqueira. Até mesmo quem conhece a garota jamais enxerga características de identidade cultural nordestinas em sua personalidade.

Desde muito cedo, a menina de cabelos cor de laranja desenvolveu a paixão por rock por causa do rádio e de seu pai, Leonardo, que sempre amou o Heavy Metal e passou esse amor para a filha. Porém, a identidade da Bahia quase acertou Thaís em cheio, pois em certo período de sua infância, a menina gostou de grupos como “É o Tchan!” e “Rouge”. Mesmo assim, pelo menos sete presenças em shows da “Pitty” fizeram Ryca se aproximar cada vez mais do estilo de guitarras pesadas. Hoje, Thaís se considera uma pessoa eclética e que escuta bandas modernas. Em seu longo cartel, a nordestina coleciona shows de McFly, Avril Lavigne, Escape The Fate, August Burns Red, BlessTheFall, Tokio Hotel e alguns artistas nacionais como Glória, Hevo 84 e Strike.

Para ela, as abordagens de cada banda são muito diferentes e por escutar diversas formas musicais, se torna difícil generalizar. “Se for contar as minhas bandas preferidas, as informações, aqui no Brasil, são meio restritas a sites especializados, eu absorvo muita noticia sobre eles de sites estrangeiros, também especializados. Como escuto muita banda de rock, algumas são extremamente mal vistas aqui no Brasil, muitas vezes sendo referenciadas com termos um pouco pejorativos. Mas, as bandas clássicas como Metallica, AC/DC, Black Sabath são muito bem vistas aqui, até porque acho que elas fizeram parte da juventude desta geração de jornalistas de hoje”, comenta.

Para ficar  por dentro do que rola no mundo da música Thaís recorre muito a internet, já que os jornais impressos brasileiros não dão muito espaço para seu estilo musical favorito. As revistas também são frequentes na vida da ruiva, mas todas voltadas para o mundo musical.

Enquanto isso, uma de suas melhores amigas, Rafaela Marcolin, ressalta que o temperamento da moça baiana não foi intervisto pelo seu estado de origem. “Para mim, a Ryca nunca foi baiana. É só olhar para ela, não tem o menor jeito de quem nasceu lá”, declara. Isso pode ser relacionado com a teoria de Identidade, proposta por Stuart Hall, mas que ainda traz muitas discussões entre especialistas. Com Thaís, a identidade foi alterada e modificada pelos lugares por onde ela passou, o que contradiz a teoria do sujeito iluminista. De acordo com Hall, a concepção de sujeito no iluminismo possuía uma característica individualista e unificada que encerrava a identidade nela mesma. No entanto, Thaís cresceu e não adotou tais características, o que resultou no oposto de encerrar, para assim expandir a sua identidade para outros universos.

Grupo: Getulio Xavier, Jordan Marciano, Lucas Prestes e Vinícius Cordeiro - 4º período manhã

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