domingo, 24 de novembro de 2013

Papai Noel por opção





Como diz Paulo Tuczynsky (foto), para ser Papai Noel, basta querer. E ele quis. Tudo começou há cerca de 20 anos atrás, quando Paulo resolveu reunir toda sua família em torno da decoração de natal, na qual todos se uniam para enfeitar a casa e celebrar essa época do ano. O aposentado descobriu na decoração de natal um hobby, uma paixão. Começou com uma decoração pequena, mas foi expandindo com o passar do tempo. Dedicou uma parte exclusiva da sua casa para a decoração, onde reorganizou a disposição dos móveis para abrir espaço e colocou um palco para montar o presépio de Natal. Depois de finalizado, Paulo convidava seus amigos e familiares para admirar sua decoração. “As pessoas gostam de vir a noite, quando eu deixo acesas apenas as luzes da decoração. Todos dizem que é encantador”, diz Paulo.
O senhor, ao perceber a alegria e admiração de seus amigos e familiares ao verem sua decoração e o presépio, com detalhes minuciosos, decidiu expandir, então abriu para visitação de vizinhos e qualquer pessoa que desejasse visitar. Paulo conta que nunca pensou em lucrar com isso, pelo contrário. “Queria despertar nas pessoas o espírito natalino, decorando as casas, ajudando quem precisa e incentivando as pessoas a fazer uma boa ação”, diz. Com a ajuda de suas filhas, Paulo começou a realizar ações solidárias, como arrecadação de roupas de inverno e brinquedos para doar para crianças necessitadas.
Vestido de Papai Noel, Paulo recebia em sua casa crianças das creches localizadas em seu bairro. No dia da visita, as crianças brincavam, ganhavam um lanche, e recebiam os tão esperados presentes de Natal, arrecadados com a ajuda de conhecidos. Essa prática durou cerca de uma década, época na qual Paulo afirma que sentiu-se um verdadeiro Papai Noel, e beneficiou diversas crianças da região. Paulo, atualmente com 75 anos, conta que não possui mais disposição para realizar ações e brincar com as crianças. “Eu até quero, mas meu corpo não agüenta”, brinca o senhor.
 Apesar de reduzida, Paulo continua com a tradição de enfeitar a casa, com a ajuda de seus filhos e netos, os quais, segundo ele, são sua esperança para manter o legado da família. “É raro achar jovens com esses valores e virtudes hoje em dia”, diz. Para ele, a decoração de Natal não possui apenas valor estético, mas são detalhes que permitem às pessoas entrar no clima de Natal e viver o que essa época representa. “As pessoas tem que pensar menos no comércio e dar valor pro que realmente importa no Natal, que é manter a família unida e ajudar a quem precisa”, finaliza.

Foto: Jessica Mirely
Grupo: Amanda Paes, Jennifer Sacerdote, Jessica Mirely, Leanderson Moreira e Marina Creplive.

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