sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Perfilando Maria Beatri

Dizem as más línguas que a mídia controla a mente do público, independente da classe social e escolaridade, mas é claro que nem sempre acontece isso. É o caso de Maria Beatriz Silva, médica e advogada da cidade de Campo Mourão.

Nascida em Peabiru, interior do Paraná, sua família sempre mudou de cidade por causa do emprego de bancário de seu pai. Depois da sua infância e adolescência itinerante, fez por um ano faculdade de farmácia, mas decidiu mudar e fazer um ano de cursinho em Curitiba para passar em medicina. Foi aceita na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Casou-se com 22 anos, teve dois filhos e se mudou para Campo Mourão, onde reside até hoje.

Atualmente, é presidente da Unimed Campo Mourão e trabalha na procuradoria do município. A médica já deu entrevistas para vários meios de comunicação e, durante as entrevistas, ela tenta ser o mais clara possível para evitar erros. Ela sabe que existem certos canais que são exagerados e sensacionalistas, e tenta filtrar muitas reportagens que recebe, até mesmo as das redes consideradas “sérias e confiáveis”. Então, ela gosta de se manter informada, mas sabe que existe matérias tendenciosas.

Apesar de ter nascido e crescido no Brasil, ela sente que foi influenciada por algumas culturas internacionais, como a norte-americana, principalmente na música. Antes, durante sua adolescência, ela ouvia muito forró e samba, estilos bem brasileiros. Agora, prefere ouvir músicas internacionais, já que, para ela, os ritmos brasileiros deixaram de ser como antigamente.

Assim como visto na história de vida de Maria Beatriz, Nestor García Canclini afirma que o receptor, apesar de ainda estar inserido numa massa, não pode mais ser considerado passivo, já que ele passa a ter uma opinião sobre o que quer que esteja sendo vinculado nos meios de comunicação. Sendo o receptor parte ativa do processo, exige-se mais do comunicador, que precisa pensar a comunicação de uma maneira diferente.

Canclini também afirma que, com a globalização, o sentido de pertencimento a uma comunidade está cada vez menos delimitado pelo o que aquela comunidade tem de originalmente seu, assim como percebemos na história de vida de Maria Beatriz. No entanto, é importante frisar que a influência de uma cultura como a americana na vida de Maria Beatriz não “mata” as outras. As culturas se reorganizam e se unificam, formando uma cultura híbrida.

Equipe: Carolina Mildemberger, Isadora Carvalho e Silvia Tokutsune
4º período - jornalismo - diurno

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