sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Por dentro de tudo o que acontece

Apesar de não saber ler e nem escrever, a dona de casa Otília Caetana da Silva, de 64 anos, acompanha diariamente pela televisão tudo o que acontece em sua cidade e no país. A escorpiana nasceu dia 21 de novembro de 1948 na cidade de Santana da Vargem, localizada ao sul de Minas Gerais. Desde cedo ajudava sua mãe em casa e aos 15 anos, mudou-se para o interior do Paraná, em Santa Mariana, onde viveu a maior parte de sua infância, se casou e teve suas quatro filhas. Aos 32 anos, veio para Curitiba com a família para construir uma nova vida.

A rotina da dona de casa é simples, mas ao mesmo tempo estimulante para ela. “Acordo cedo e vou caminhar com meu marido, volto e cuido da casa, vou ao supermercado, preparo o almoço, organizo tudo e depois de fazer a janta, sempre paro para assistir ao jornal e em seguida, a novela”, conta. Outra coisa que não deixa de fazer parte da rotina de Otília é o rádio, “todo dia a primeira coisa que faço é ligar na Clube FM e deixo ligado o dia todo, pois as músicas me animam e as notícias me informam”.

Segundo Otília, sua família é muito unida e se encontram todos os finais de semana, “seja aqui em casa, na casa de alguma de minhas filhas ou na chácara, o encontro é garantido”. Mas, mesmo assim, durante a semana a dona de casa acaba ficando muito tempo sozinha, por conta de o seu marido trabalhar o dia inteiro. “Então, a televisão e o rádio acabam sendo minhas companheiras de todos os dias”, explica.

Religiosa e com o coração sempre aberto ao mundo, a mineirinha conta que está sempre pronta a escutar, entender e respeitar as diversas opiniões encontradas na mídia. “Na minha vida, a mídia tem o papel principal de informação, desde os 32 anos tenho essa relação e acredito que nós, ouvintes e telespectadores temos que estar sempre por dentro de tudo o que acontece”, finaliza.

Por conta da interação da mídia com a sociedade estar ligada aos Estudos Culturais, utilizamos este como o estudo de base. “Os Estudos Culturais situam a cultura num contexto sócio-histórico, no qual esta promove dominação ou resistência e crítica às formas de cultura que fomentam a subordinação” (KELLNER, 2001)
                                                                                                         


 Equipe: Caroline Stédile, Jheniffer Andrade, Melvin Quaresma, Raíssa Ribeiro e Thiana Perusso - alunos do 4º período de jornalismo manhã.

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