terça-feira, 7 de outubro de 2014

Newsmaking

Antônio Hohlfeldt mostra o processo de newsmaking, “fazedores de notícia” ou “criação da notícia” segundo o próprio autor, acontecendo enquanto profissionais da informação, os emissores, transformam fatos e acontecimentos em notícia.
Apesar de ser uma teoria do jornalismo relacionada às rotinas de produção, Hohlfeldt analisa a hipótese do newsmaking da perspectiva comunicacional, e a classifica de acordo com a noticiabilidade.  Uma série de critérios são avaliados segundo a teoria, tais como valores-notícias, relações pessoais dentro da organização (empresa que fabrica a notícia), rotinas de produção da reportagem, dentre outras. Dentro desta avaliação, busca-se entender a cultura profissional do jornalista, a organização do trabalho e os processos produtivos dentro da empresa de uma comunicação. Tal teoria avalia, portanto, em que grau de aparelhamento se avalia a noticiabilidade e o valor-notícia de um evento – um acidente, um jogo de futebol, uma denúncia de corrupção, uma catástrofe natural, um atentado terrorista, etc. Assim, quanto mais inédito, fantástico e diferente o fato social, maior a probabilidade dele se transformar em notícia.
O desenvolvimento dos estudos sobre a hipótese do newsmaking estão voltados principalmente à compreensão do papel do jornalista enquanto intermediário entre o acontecimento e a notícia, que constitui em tornar pública a narrativa do episódio. De acordo com Hohlfeldt, os estudos incluem ainda uma análise do relacionamento entre as fontes e os profissionais da informação, além das etapas de produção informacional, que vão da captação da informação até sua publicação.

Roberta Maria Silveira Nassar


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Newsmaking

Por Anna Caroline Augusto Pires.

A teoria do newsmaking trata das práticas unificadas que são adotadas na rotina de trabalho pelos órgãos de informação, como a divisão de tarefas, a utilização de valores-notícia, a carga horária de trabalho, como o caminho  percorre a notícia desde sua apuração à sua veiculação, a fim de ordenar o tempo e espaço de forma planejada e ordenada.

Segundo Mauro Wolf é uma seleção de fatos, de acordo com a teoria a produção de notícias deve ser planejada como uma rotina industrial. Seus procedimentos próprios e limites organizacionais devem ser levados em consideração. Assim, o jornalista é submetido ao processo de produção, e dessa maneira é possível a manipulação das notícias pelo mesmo é superada pelas imposições do processo produtivo.

No entanto, é comum que aconteça uma “distorção inconsciente”, que está relacionada às próprias limitações da rotina produtiva, como o deadline, a preferência de determinados valores-notícia, o tempo/espaço disponível para determinada matéria, etc.
Essa distorção que ocorre pode ser exemplificada com a hipótese de que uma notícia de última-hora seja inserida no jornal sem que uma apuração ideal tenha sido feita. Seguindo os critérios dos valores notícia, as declarações de uma fonte oficial, por exemplo, terão prioridade a ser noticiado, o que pode distorcer o fato.

O veículo tem um formato planejado, o que torna possível um planejamento prévio de alguns tipos de notícia que o comporão, antes mesmo que elas sejam produzidas. Apesar do processo industrial, o processo de trabalho não é imutável e determinista. A rede de fontes, a capacidade de negociação e o talento para a investigação demonstram que o processo de produção das notícias é interativo. Ele depende das rotinas profissionais, iniciativa dos jornalistas e da demanda da sociedade.

Algumas forças e ações devem ser consideradas como influenciadoras na produção de notícias: Ação pessoal; Ação social; Ação ideológica; Ação cultural; Ação do meio físico e Ação histórica. Além disso, os veículos de informação devem cumprir algumas tarefas:

Reconhecer, entre os fatos, aqueles que podem ser notícia (seleção);
Elaborar formas de relatar os assuntos (abordagem ou angulação);
Organizar, temporal e espacialmente, o trabalho para que os acontecimentos noticiáveis possam ser trabalhados de maneira organizada.
Dentre as práticas apresentadas por essa teoria, destacam-se as seguintes:
Noticiabilidade: Critérios que escolhem, entre inúmeros fatos, uma quantidade limitada de notícias.
Sistematização: rotina de divisão das ações que envolvem a pauta, a reportagem e a edição.
Valores-notícia: senso comum das redações. Qualquer jornalista sabe dizer o que é notícia e o que não é de acordo com o senso comum.

Teoria do Newsmaking

Por Ana Carolina Pacífico - 3º período

A teoria do newsmaking, segundo Mauro Wolf, pressupõe que as notícias são como são porque a rotina industrial de produção assim as determina.
Em uma tradução livre, significa´fazedores de notícia’, que surgiu exatamente por causa do gatekeeper.
Os veículos de informação devem cumprir algumas tarefas neste processo:
Reconhecer, entre os fatos, aqueles que podem ser notícia (seleção); elaborar a forma de abordagem (linha editorial); organizar temporal e espacialmente os acontecimentos para que eles possam ser trabalhados de maneira mais fácil e rápida.
Como há imprevistos e os jornalistas ficam à mercê desta casualidade,  precisam estabelecer práticas para a produção de notícias, nas quais são:
Noticiabilidade: Critérios que escolhem, entre inúmeros fatos, uma quantidade limitada de notícias.
Sistematização: rotina de divisão das ações que envolvem a pauta, a reportagem e a edição.
Valores-notícia: senso comum das redações. Qualquer jornalista sabe dizer o que é notícia e o que não é de acordo com o senso comum.

Os valores-notícia são divididos em 5 categorias, nas quais são subdivididas. Entre elas:

1.    Substantivas – dependem do acontecimento e dos indivíduos envolvidos
a) importância: nível hierárquico, impacto sobre a população, quantidade de pessoas envolvidas.
b) interesse: entretenimento, interesse humano, equilíbrio.
2.    Relativas ao produto, que no caso, é a notícia – dependem da acessibilidade dos materiais disponíveis para produzir a notícia.
a) brevidade
b) Raridade
c) atualidade
d) atualidade interna
e) qualidade
 f) equilíbrio

3.    Relativas aos meios de informação – dependem de como a notícia é veiculada
a) material visual x texto verbal: deve haver equilíbrio entre os dois
b) frequência: possibilidade de continuidade da reportagem
c) formato

4.    Relativas ao público – atribui-se a como o receptor enxerga o veículo de comunicação
a) estrutura narrativa: que deve ser clara
b) protetividade: evita-se publicar notícias que causem trauma ou pânico social

5.    Relativas à concorrência
a) exclusividade ou furo
b) desencorajamento sobre inovações: acontece em veículos mais tradicionais
c) estabelecimento de padrões profissionais






Por Ana Carolina de Souza - 3º período

Baseando-se no texto de Antonio Hohlfeldt, podemos entender a importância do newsmaking na área do jornalismo. Para Hohlfeldt (2001) o newsmaking é um estudo ligado à sociologia das profissões que dá ênfase à produção de informações e estuda o profissional jornalista e suas interpretações da notícia, ou seja, a capacidade de participar do acontecimento em suas diferentes etapas, desde a captação de informações até a forma com que ele vai chegar ao receptor. O estudo do autor está voltado principalmente à compreensão do papel do profissional da informação enquanto intermediário entre o fato e a notícia, que constitui na publicação da narrativa do episódio. De acordo com Hohlfeldt, os estudos sobre nesmaking incluem ainda uma análise do relacionamento entre as fontes e os jornalistas, além das etapas de produção informacional pelo repórter seu tratamento, edição e sua distribuição.

Hohlfeldt analisa a hipótese do newsmaking da perspectiva comunicacional e a considera válida para fundamentar os estudos realizados na área. O jornalista analisa o newsmaking do ponto de vista da noticiabilidade dos fatos.

Ligada a essa noticiabilidade está a questão do valor notícia: "conjunto de elementos e princípios através dos quais os acontecimentos são avaliados pelos meios de comunicação de massa e seus profissionais em sua potencialidade de produção de resultados e novos eventos, se transformando em notícia”. Um fato só vai ser notícia depois de passar por um processo de filtragem (gatekeeping) da redação. Para Hohlfeldt, o processo de coleta de informações vem sofrendo uma gradual mudança com o decorrer dos anos, e isso interfere na própria forma de fazer o jornalismo.

A praticidade de hoje, com telefones, celulares e outras tecnologias, leva o autor a apontar que a captação de informações está mais “fácil” do que antigamente, quando o jornalista tinha que “sair à caça de informações”.

A Teoria de Newsmaking

Antônio Hohlfeldt apresenta em seu texto um estudo sobre a perspectiva de newsmaking, que seria o processo pelo qual o assunto se torna notícia. O ‘’se tornar notícia’’ envolve também o processo de gatekeeping, que filtra e seleciona informações a fim de serem publicadas. Ambos os processos realizam uma parte importante no processo anterior a publicação da notícia.
                Newsmaking trabalha primeiramente com a hipótese que analisa a produção das informações, selecionando o que é notícia e a relação entre os profissionais e suas fontes. Sobre as fontes, Hohlfeldt as classifica como sendo institucional ou oficial, territorial ou regional, provisória ou estável, ativa ou passiva.
                As principais práticas destacadas na teoria do newsmaking são as de noticiabilidade, sistematização e valores-notícia, que podem ser definidas como:
Noticiabilidade: Critério que escolhe, entre inúmeros fatos, uma quantidade limitada de notícia.
Sistematização: Rotina de divisão das ações que envolvem a pauta, a reportagem e a edição.
Valores-notícia: Senso comum das redações. Qualquer jornalista sabe dizer o que é notícia ou não de acordo com o senso comum.

Podemos concluir que o newsmaking apresenta o porquê certo assunto se torna notícia, mostrando os fatores que influenciaram na seleção, desde o jornalista até chegar aos meios de comunicação.

Por Caroline Ribeiro

A Teoria Newsmaking


Segundo o texto Hipóteses contemporâneas de pesquisa em comunicação, de Antonio Hohlfeldt, o estudo do newsmaking é baseado na produção da informação, ou seja, na transformação dos acontecimentos cotidianos em notícia. Segundo a teoria do newsmaking, as notícias são como são porque a rotina industrial de produção assim determina.

Uma vez que o profissional da informação é o emissor da notícia, ele pode ser considerado como um intermediário entre o fato ocorrido e sua narratividade, e daí pode ser observado que o newsmaking (fazer a notícia) abrange também o conceito de gatekeeper.

Gatekeeping é basicamente uma filtragem de notícias, feita pelo comunicador de um determinado veículo. Para exercer tal função o jornalista deve ter uma gama de perspectivas e influências, já que a constante omissão ou ênfase de determinados temas, pode interferir diretamente na percepção do mundo externo por alguns receptores.

Tanto o newsmaking como o gatekeeping exercem um papel importante no estudo das teorias do jornalismo. Ambos se complementam, e são utilizados com frequência na rotina produtiva das notícias.

Segundo Wolf, no meio jornalístico, o processo do gatekeeping é orientado por três vertentes. 
São elas: Cultura profissional do jornalista
              Organização do trabalho
              Processos produtivos

Já acerca da teoria do newsmaking, os veículos de informação devem seguir algumas etapas até a produção da notícia estar completa.
A primeira etapa é reconhecer, dentre todos os fatos, aqueles que podem ser considerados notícia (seleção).
Em seguida é preciso elaborar as formas de relatar os assuntos selecionados (abordagem).
E por último é essencial que haja uma organização, tanto temporal quanto espacial do trabalho, para que os fatos noticiáveis possam ser trabalhados de maneira organizada.

Devido à imprevisibilidade dos acontecimentos, as empresas jornalísticas adotaram algumas práticas unificadas que ajudam na organização do tempo.
Dentre as práticas, destacam-se:
Noticiabilidade: Critérios que escolhem uma quantidade limitada de notícias;
Sistematização: Rotina de divisão das ações, como pauta, reportagem e edição;
Valores-Notícia: Senso comum das redações. Características que determinam se um fato é notícia ou não;

Acerca do estudo do texto, é possível concluir que, de acordo com a evolução tecnológica, não só o papel da mídia muda, mas também sua abrangência e função social. Ou seja, os estudos de comunicação estão diretamente ligados ao progresso da tecnologia dos meios de comunicação. E processos como os citados acima podem influenciar na opinião dos receptores de acordo com os interesses dos produtores de notícia e das empresas jornalísticas.

Por Manoela Campos

"A hipótese de newsmaking"



Em seu estudo, Hohlfeldt aborda a questão do newsmaking, que seria o processo pelo qual o assunto vira notícia. Porém, para melhor compreensão do requerido, devemos ter em mente os conceitos de gatekeeping e agendamento; sendo o primeiro designado aos jornalistas que produzem a notícia e o segundo, aos meios de produção.

O newsmaking se dá como um processo de filtragem da informação, porém, há categorias pré-estabelecidas que os determinam, sendo eles relativos ao que irá chamar atenção do leitor, seguindo padrões de contextualização (técnica). Entretanto, Hohlfeldt menciona que esses critérios, além de diversificados, possuem subcritérios dos mais diversos tipos.

Hohlfeldt destaca cinco principais categorias, subdivididas em diversas outras. Dentre as principais categorias temos: categorias substantivas, que são relativas a quem está envolvido na notícia, dando prioridade a hierarquias, número de pessoas envolvidas e seu impacto sob o receptor e também, a relevância, pois nota-se que uma notícia que tem motivos para ser publicada sob diversos ângulos/fatores é de certo apreço. As categorias relativas ao produto, ou seja, relativas à própria notícia, giram em torno do veículo de comunicação, pois o mesmo dispõe de deadline e limites geográficos, assim como as categorias relativas aos meios de informação (sua estrutura e a qualidade que é atribuída a informação). Há também, as categorias relativas à concorrência, na qual a sincronia entre os veículos importa, pois assim, o agendamento de cada um se torna mais fácil e possibilitam furos de reportagem; além de, segundo o autor, os veículos assumirem uma postura mais conservadora, por seguirem a tradição. Porém, por último e não menos importante, existem as categorias relativas ao público, na qual, os veículos midiáticos demonstram certa preocupação perante seus leitores, já que não querem causar o pânico e pretendem informar. Porém, Hohlfeldt critica duas dessas categorias, por parte dos jornalistas que desconhecem seu público e muitas vezes, misturam seus interesses como se fossem de todos. O autor também salienta a ligação dos jornalistas com as fontes; essas, que também possuem interesses e podem muitas vezes influenciar o jornalista, porém, ai entra sua capacidade de apurar determinado fato.

Logo, podemos concluir que o processo de newsmaking esta ligado ao porque de determinado assunto virar notícia, já que os meios de comunicação dispõem desses fatos e constroem a realidade ao seu redor.

Por Loraine Mendes

Newsmaking

Por Karen Loayza/3º Período

Com base no texto de Antônio Hohlfeldt, podemos entender a perspectiva de newsmaking como um estudo de grande importância para o jornalismo. Newsmaking é, primeiramente uma hípotese que visa a análise de produção de informações, o que é notícia e principalmente a relação dos profissionais com as fontes e as diferentes etapas da produção de informação.

O "fazer notícia" envolve também o gatekeeping, que seleciona as informações e as filtra para então, serem finalmente publicadas. Ambos realizam uma parceria importante no processo anterior à publicação.

Dentre as práticas apresentadas pela teoria do newsmaking, destacam-se as seguintes:
- Noticiabilidade: Critérios que escolhem, entre inúmeros fatos, uma quantidade limitada de notícias.
- Sistematizção: Rotina de divisão das ações que envolvem a pauta, a reportagem e a edição.
- Valores-notícia: Senso comum das redações. Qualquer jornalista sabe dizer o que é notícia ou não de acordo com o senso comum.

Não podemos esquecer que os meios de comunicação definem os valores e a hierarquia da notícia. Temos três fatores para a teoria, que pode ser tanto de utilidade, como de comoção pública. Dois exemplos disso são as campanhas de vacinação e a morte de alguém importante na mídia. Por fim, temos também os fatos de incontestável interesse geral, como os desastres naturais. O critério de importância de uma notícia é com base no seu furo, no seu ineditismo. E o interesse das pessoas no assunto, pelo apelo dado na notícia.

De acordo com Hohlfeldt e Wolf, o newsmaking está basicamente associado ao estudo da sociologia das profissões. "É, portanto, mais uma teoria do jornalismo do que propriamente da comunicação, mas tem sido estudada genericamente sob a perspectiva comunicacional, e vamos aqui manter esta tradição".

Estudo de Newsmaking através do texto "A Hipótese do Newsmaking", de Antônio Hohlfeldt

Por: Guilherme Zuntini

O texto de Antônio Hohlfeldt estuda a perspectiva de newsmaking, destacado por Mauro Wolf, dando ênfase à produção da noticia, ou melhor, à transformação de acontecimentos cotidianos em noticia, que vai desde sua captação de informações até sua distribuição.

Os estudos em torno do newsmaking surgiram a partir de uma filtragem de informação, o chamado gatekeeping, que determina se tal informação se tornará ou não uma notícia. Essa filtragem é feita pelos profissionais da área e depende de seus interesses jornalísticos, com uma preocupação quase desprezível ao olhar do publico leitor.

O gatekeeping tem um papel muito importante, porém também pode ser muito perigoso. Ele se torna uma distorção involuntária da informação devida ao modo pelo qual se desenvolve a função jornalística. Essas distorções podem chegar a níveis radicais na medida em que omitem ou marginalizam acontecimentos, e isso interferiria na percepção do mundo por parte dos leitores.
Nas pesquisas do campo de newsmaking, o pesquisador deve se juntar aos pesquisados, não fazendo parte deste grupo. No tempo passado com os pesquisados, o pesquisador adquire seus dados por meio da observação direta da rotina do grupo, podendo conversar e debater sobre as práticas no momento da pesquisa ou apenas registrar os acontecimentos sem interferir diretamente. Em alguns anos de estudo sobre o newsmaking, levaram a um agrupamento das diferentes rotinas em dois blocos: a cultura profissional dos jornalistas e a sua organização do trabalho e dos processos produtivos da informação.

A cultura profissional é uma junção de táticas, códigos, estereótipos e símbolos relativos a meios de comunicação de massa, que criam e mantêm padrões profissionais. A organização deste trabalho determina o que seja notícia e certifica seu processo produtivo, criando-se a noticiabilidade, ou seja, analise de elementos de um acontecimento exigidos para que se torne notícia. A noticiabilidade reúne o conjunto de qualidade dos acontecimentos, o que permite a construção de um bom texto jornalístico.

Tais elementos são chamados de valores-notícia, que não podem ser analisados isoladamente, e sim como um conjunto depois de concretizados, ou seja, quando virarem notícia. Os valores-notícia são divididos em categorias, que se preocupam em analisar a importância do acontecimento, as questões técnicas da notícia, a acessibilidade dos acontecimentos, a maneira com que os meios de informação irão veicular essa notícia, o interesse do público e da concorrência.

A captação de informações passou por muitas mudanças no mundo jornalístico. Hoje em dia o profissional consegue suas informações através do telefone, tendo apenas que selecionar as melhores para constituir a notícia. Outro campo que também tem muita importância para obter informações é o departamento de pesquisas das grandes empresas de comunicação.

A relação do profissional com a fonte de informações vem sendo bastante questionada. O acesso direto à fonte permite ao profissional antecipar informações em off, com uma certa margem de segurança, aos informantes. Essa relação é questionada, pois essas informações em off podem ser ou não confiáveis. Uma fonte poderá manipular o profissional, plantando determinada informação que lhe interesse, de modo que o jornalista fica dependente desta fonte.

Costuma-se distinguir as fontes em institucionais (falam em nome de alguém ou alguma instituição) e oficiosas (não se identificam). Quanto à pratica de fornecimento de informações, podem ser ativas, as que tomam a iniciativa da informação, ou passivas, as que se manifestam quando são procuradas. Quanto à continuidade de suas atividades, as fontes são classificadas como provisórias e estáveis, sendo as provisórias as que se constituem diante de um fato ou acontecimento isolado, e as estáveis as que recorrem o profissional sempre que necessite.

Mesmo sendo perigosa, essa relação entre fonte e jornalista não diminuiu, pois é através dela que flui o maior conjunto de informações do jornalismo internacional.

O estudo da hipótese de newsmaking é importante porque, através dele, conhecemos o modo em que as informações fluem, desde as fontes primeiras até os receptores finais. Podemos destacar a ampliação da relação entre emissor e receptor, pois a partir de um emissor, a noticia chega aos receptores, que por sua vez, transformam-se também em emissores, e assim sucessivamente. Para chamar a atenção desses tantos receptores, os veículos de comunicação vão competindo e se transformando, na medida em que, constituídos em empresas, dependem desse consumo para sobreviverem, atendendo ao público e suas preferências.



domingo, 5 de outubro de 2014

Newsmaking - Gatekeeping

Por Verônica Rocha

Newsmaking (fazedores de notícia, em tradução livre) é como é conhecido o estudo ligado à sociologia das profissões, apresentado por Mauro Wolf. Apesar de ter sido estudada genericamente sob a perspectiva comunicacional, é muito mais uma teoria específica do jornalismo. Em todo caso, a hipótese do newsmaking dá ênfase à produção de informações de maneira abrangente, analisando fatores como motivos, consequência e método de publicação das notícias jornalísticas.  Sendo assim, tem o emissor como principal objeto de estudo.

A hipótese aborda o relacionamento entre as fontes primárias e os jornalistas, as diferentes etapas da produção informacional, abrangendo a captação, tratamento e edição, e a distribuição. Para Wolf, a seleção dos fatos que se tornam notícia está vinculada a três fatores principais: a cultura profissional do jornalista, a organização do trabalho e os processos produtivos. Dessa forma, a teoria do newsmaking abre espaço para o estudo sobre gatekeeping, verificado por Kurt Lewin em 1947. 

O estudo de Lewin abrangeu a análise do fluxo informativo de um importante veículo de imprensa norte-americano. Basicamente, Lewin contabilizou as notícias que chegavam ao veículo por meio de telexes, quais eram usadas na edição seguinte do jornal e quais eram ignoradas, avaliando sempre os motivos para tal classificação. Na ocasião, Lewin acabou por concluir que apenas uma em cada dez notas de telex que chegavam a redação viravam de notícia na edição do dia seguinte.

Lewin estabeleceu, dentro deste conceito, que existem normas profissionais que superaram distorções subjetivas da seleção das informações e que concomitantemente tal seleção não acontecia somente na redação do jornal. O autor defende também que a ação do gatekeeper é inconsciente e involuntária e que, por estar voltada ao processo produtivo, diferencia-se da censura. Porém, pondera que por esses mesmo motivos tal ato pode se tornar perigoso e radical.

Gatekeeping dentra da perspectiva do newsmaking

Newsmaking é o ramo das Teorias da Comunicação que se preocupa em analisar a produção, vinculação e possíveis consequências da publicação de notícias jornalísticas. Portanto, é um ramo que trata das teorias do jornalismo e tem como principal foco o emissor do fato noticioso, ou seja, o jornalista.

A teoria que recebe o maior destaque dentro do newsmaking é a do gatekeeping. Abaixo segue uma cronologia da evolução do termo:

Em 1913 a palavra foi utilizada pela primeira vez pelo sociólogo alemão Levin Schücking, com o sentido de “guardião de portões”. Ela fazia menção a uma determinada decisão motivada por critérios pessoais.

Em 1945 estudos sobre o formador de opinião foram conduzidos por Kurt Lewin. Suas pesquisas mais tarde iriam convergir para o controlador do fluxo de informação (o gatekeeper).
Kurt Lewin teve grande influência para o estudo do gatekeeping, pois, foi através de seu artigo publicado em 1947, que David Manning White direcionou, no mesmo ano, seus estudos com objetivo de analisar a produção e seleção de notícias em um veículo da imprensa.

As pesquisas de David Manning White foram de insuperável importância para o desenvolvimento da teoria, porque, de acordo com Antonio Hohfeldt, “estabeleceu-se, assim, o conceito de que existem normas profissionais que superariam distorções subjetivas na seleção de informações, mas descobriu-se, ao mesmo tempo, que a seletividade informacional não acontecia apenas na redação do jornal. Caberia, portanto, tentar verificar onde mais esta interferência – esta filtragem – se dava, bem como o modo pelo qual ela ocorria”.

Atualmente, considera-se que esta interferência que o autor cita está ligada a três pontos, que acabam englobam muitos outros. São eles: a cultura profissional dos jornalistas; a organização do trabalho e, por último, os processos produtivos.


Em conclusão, deve-se enfatizar que o gatekeeping procura entender os processos que envolvem a produção de uma notícia pelo jornalista e que há fatores tanto internos quanto externos que acabam influenciando o jornalista no momento de tomar uma decisão.

Por José Helinton

Estudos de newsmaking

Por Renata Fernandes

O texto de Antônio Hohlfeldt estuda a perspectiva de newsmaking, destacado por Mauro Wolf como um estudo ligado ao jornalismo. Newsmaking é uma hipótese que visa analisar a produção de informações, além do que é a notícia, a relação dos jornalistas com as fontes e as diferentes etapas da produção informacional.


Quando falado em newsmaking, logo outro tema se torna importante para a conclusão dos estudos, que é o gatekeeping, algo parecido com uma filtragem da informação. Para uma notícia ser veiculada, existem vários fatores que determinam a importância dela em um veículo como por exemplo a linha editorial e particularidades do profissional. Os meios de comunicação de massa, escolhem também os fatos que adquirirão status de noticiabilidade, que está regrada por valores-notícia.

Os valores-notícia são agrupados em cinco categorias: categorias substantivas que ligam-se ao acontecimento em si e seus personagens; categorias relativas ao produto, que diz respeito a acessibilidade do acontecimento; categorias relativas aos meios de informação, que têm a ver com a quantidade de tempo usado para a veiculação da informação; categorias relativas ao público, que se refere a imagem que o profissional ou o veículo possui dos seus receptores e categorias relativas a concorrência quando os meios de comunicação buscam saber antecipadamente a pauta do concorrente.

De acordo com Hohlfeldt a captação de informações sofreu modificação ao longo da história. Neste caso, ele cita a questão do relacionamento do jornalista com a sua fonte. Sobre as fontes Hohlfeldt as divide em institucionais e oficiosas, ativas ou passivas, provisórias e estáveis, territoriais ou regionais. 

O autor ainda comenta sobre o relacionamento entre os veículos de modo que o fluxo informacional é ao mesmo tempo constante e alternadamente diverso conforme as características de cada veículo e suas potencialidades de atualização informativa. Por fim, ele ainda comenta sobre outra teoria que é a do editing, que abrange a descontextualização e recontextualização da informação.

Sendo assim, o newsmaking se torna um estudo importante, já que apresenta quais fatores influenciam na seleção das notícias, desde a produção informacional,passando pelo mediador que é o jornalista até chegar ao receptor final.


Newsmaking

A hipótese do newsmaking dá ênfase na produção da informação, á sua transformação em notícia.  Surgiu em torno dos estudos da teoria do gatekeeping, em 1947 por Kurt Lewin, através da observação do fluxo informativo em um importante órgão da imprensa americana, concluindo que a seleção de notícias não ocorria apenas na redação.
A comunicação tem em si, uma função de controle social a partir das práticas profissionais dos jornalistas. É necessário compreender a influência dos processos informacionais de longo prazo, pois a omissão constante ou a ênfase permanente em alguns temas pode interferir na percepção do público.
Esse processo produtivo depende também do conceito de noticiabilidade, que determina aptidão de um fato para se tornar notícia. Altheide afirma que “as notícias são aquilo que os jornalistas definem como tal”, já que noticiar depende de uma perspectiva prática dos acontecimentos.
A noticiabilidade está ligada aos valores-notícia, o conjunto de elementos e princípios através dos quais são avaliados os acontecimentos pelos meios de comunicação de massa e seus profissionais. Esses valores se combinam entre si na hora de influenciar na decisão.  Alguns deles são: importância, interesse humano, atualidade, exclusividade ou furo, entre outros.
O newsmaking evidencia uma espécie de auto-suficiência do jornalismo, onde o processo de comunicação exerce completa autonomia sobre a notícia. Por outro lado, ela nos ajuda a entender o modo de a informação flui, desde o jornalista até seu receptor final. O receptor é capaz de receber essa informação de maneiras diferentes por vários meios de comunicação de massa, o que logicamente causa a competição entre os meios, que dependem dessa briga para sobreviver no mercado comunicacional.

Por Letícia da Silva Zan 

Hipótese de Newsmaking

Primeiramente, é importante situar que a hipótese de newsmaking (fazer notícia) surge nos estudos multidisciplinares desenvolvidos nas décadas de 1960 e 1970 que abandonavam um ideário pela qual determinada função comunicacional, como o jornalismo, seria analisada por conceitos  a priori, mas sim de maneira empírica que pudesse, por meio de pesquisas acadêmicas práticas, provar certas tendências e características. A hipótese de newsmaking é extremamente válida como critério avaliativo porque não possui ideário político que limita o objeto pesquisado, neste caso o jornalismo.
Grosso modo, o newsmaking é uma radiografia do processo proffisional jornalístico, principiando pela forma de organização da empresa e sua rotina produtiva, as maneiras de captação, a relação entre o profissional e o fato, e filtragem, o conceito de gatekeeping inerente e gerador à própria hipótese do newsmaking, a operacionalização dos fatos e sua construção em notícia, ligado aos valores-notícias que são divididos em cinco categorias (substantiva; relativa à informação; relativa à produção; relativa ao público e comercial/competitiva) que serão elencados posteriormente.
Em primeira análise, é possível notar que esta perspectiva de estudo demonstra que o jornalista trabalha em duas funções, uma para si mesmo, ou seja, a imagem que tem sobre a própria categoria trabalhista em que se enquadra e a justificativa de sua conotação social (informar ao público, o que pode ser facilmente notado com a cobrança de graduação em jornalismo, no qual uma pessoa aprende a construir sua imagem a parir de recursos textuais narrativos que desenvolveu em aulas práticas como técnica de redação, televisão e rádio) além da própria empresa, esta que exerceria maior poder sobre o jornalista, já que consegue mantê-lo sob uma disciplina organizacional que abarca sua própria imagem autorrefernecial e dar a ele linhas com as quais possa atuar sem constranger sua liberdade.
Logo, o jornalista encontra um fato primário por meio de acontecimentos geradores e suas fontes contingentes, com a qual mantém um relacionamento a fim de transformá-la em notícia aplicando técnicas de produção jornalística (conseguir captar um recorte da realidade e encaixá-lo em alguns parágrafos partindo de critérios de objetividade aprendidos durante sua formação gradual, o que demonstra que o jornalismo é retroativo), aqui, a notícia ainda está em ase de construção/captação, depois expor o conteúdo diante de outros profissionais situados hierarquicamente acima dele, neste caso, os editores que cumprem o papel de gatekeepers ao filtrar o texto ou uma sugestão, por exemplo, terminando em na edição, processo no qual a notícia já construída é equilibrada ao lado de várias outras que passaram pelas mesmas fases. Posteriormente, existe a distribuição deste conjunto de notícias que caracteriza o jornalismo para os veículos da rede.
É importante ressaltar que em nenhum momento o jornalista leva em consideração seu público de fato, no qual ele mantém apenas uma vaga ideia de para quem esteja e escrevendo e como este suposto leitor receberá de melhor forma o conteúdo com o qual trabalhou, azendo com que o intermediário dos fatos, jornalista, passe a escrever com maior clareza, e somente por este único critério, acreditar que está sendo objetivo e escrevendo para um público que se interesse pelo que escreve (a conclusão retirada desta premissa é comentário do aluno). Enquanto na realidade o que o jornalista leva em consideração ao escrever seu texto é muito mais um agendamento que ocorre entre todos os veículos sobre determinado assunto, e suas possíveis explorações diversas, consideradas como contrapontos nas posições editoriais.
A título de informação, é importante resumir quais são os cinco critérios pelos quais um fato recebe um valor jornalístico: categoria substantiva: referente a fatos que são noticiáveis por si mesmos; de produção: o material em questão e sua relação com as formas que os jornalistas trabalham; informacional: semelhante à anterior, só que esta possui características que são mais evidentes do trabalho, como por exemplo, o espaço do texto e a diagramação da página, a facilidade do jornalista coma as fontes; a de receptores: categoria na qual o jornalista se utiliza de critérios em que uma informação possa ser melhor processada pelo público em suas caraterísticas narrativas; e a de concorrência: na qual são avaliados os outros veículos e os agendamentos sobre os assuntos e as formas de abordagem.
Por fim, concluo que a hipótese de newsmaking pode ser utilizada para qualquer avalização de conteúdo informacional, já que não o observa como algo isolado, mas sim como um resultado no qual cada fase produtiva imprimiu determinado valor específico para que a notícia saísse daquele jeito, e não de outros. já que as possiblidades são inúmeras. O newsmaking consegue comprovar, por exemplo, porque o jornalismo é sempre parecido mesmo em veículos que são ideologiacemnte opostos, ora, se durante quatro anos uma pessoa aprendeu a escrever com determinados recursos narrativos que limitam maior desenvolvimento, após se formar, trabalha em um empresa na qual cumpre tarefas e metas redatoriais, é impossível que todos os textos não sejam gêmeos. (comentário do aluno)
HOHLFELDT, Antônio- Teorias da Comunicação: conceitos, escolas e tendências (2013) Vozes.
Vinícius Costa Pinto 3° Período


Teoria de Newsmaking

   A hipótese de Newsmaking dá especial ênfase à produção de informação, ou melhor, a transformação dos acontecimentos cotidianos em notícia. Essa teoria estuda a prática dos meios para organizar os fatos, em uma tradução livre podemos considerar como os fazedores ou criadores de notícia. Segundo Mauro Wolf é uma teoria ligada à sociologia das profissões é portando uma teoria do jornalismo e não propriamente da comunicação.
    Quando se fala de Newsmaking é impossível não relembrar o conceito de Gatekeeping, que é aquele que realiza a filtração das informações que serão divulgadas pelo veículo. A teoria nos ajuda a entender o modo pela qual a informação flui, para que não ocorra nenhum erro na hora de publicar as noticias, o veiculo deve seguir algumas etapas no processo de seleção e organização do fato.
     Essa seleção de conteúdo é feita por critérios de noticiabilidade, que reúne o conjunto de qualidades dos acontecimentos que permite a construção de uma matéria jornalística. Essa noticiabilidade é regrada por valores-notícias que são agrupados em cinco categorias:

Categorias substantivas: ligam o acontecimento em si e seus personagens
1.0   Importância
     1. Grau e nível hierárquico dos indivíduos envolvidos no acontecimento
     2. Impacto sobre a nação e o interesse nacional- Importância de proximidade      geográfica
     3. Quantidade de pessoas envolvidas no acontecimento- quanto maior o número, maior noticiabilidade.
     4. Relevância e significação quanto seu potencial de evolução e conseqüência - Fatos que possam ter consequências são mais importantes que aqueles que se esgotam no mesmo tempo.
 1.1   Interesse
1. Capacidade de entretenimento – O inusitado, inesperado sempre atrai mais
2. Interesse humano
3. Composição equilibrada do noticiário – um jornal não pode apresentar não pode apresentar informações só positivas ou só negativas tem buscar equilibro entre ambos os elementos.

Categoria relativa ao produto (notícia): Características específicas ao produto informativo.
1. Brevidade: O relato deve estar adequado aos limites do noticiário
2. Condição de desvio de informação: noticia ruim é sempre mais interessante que noticia boa
3. Atualidade: Capacidade da noticia ter desdobramentos e de serem acompanhados em tempo real pelo receptor
4. Atualidade interna: Tem relação direta e exclusiva com a organização jornalística
5. Qualidade: O material disponível deve ter um mínimo de qualidade técnica compatível com o veiculo que será transmitido (imagem, som, foco e etc.)
6. Equilíbrio: Tem a ver com a edição que deve ser equilibrada em relação com conjunto de informação, mesclando os temas.

Categorias relativas aos meios de informação
1. Bom material visual X texto verbal: deve a ver equilibro entre os dois aspectos
2. Freqüência: planejando e a utilidade das informações para serem distribuídos em todo os veículos de uma empresa de rede grande, por exemplo, radio, TV, online.

Categorias relativas ao publico – refere-se a imagem que o profissional ou o veiculo passam para o publico e o modo com que se preocupam em atende-los.
1. Estrutura narrativa: deve ter clareza para o receptor
2. Protetividade: evitar publicar noticia que causem ansiedade desnecessária, exemplo: acidentes sem detalhes.

Categorias relativas à concorrências –  Os  meios de comunicação concorrem entre si e buscam saber antecipadamente os assuntos publicados pelas outras empresas    
1. Exclusividade de notícias
     2. Desencorajamento sobre inovações – os veículos mais tradicionais relutam em publicar fatos que contestem valores pressupostos pelos seus eleitores.
     3. Estabelecimentos de padrões profissionais -  novos profissionais ou veículos toma como referencias modelos mais tradicionais mesmo que seja para combatê- los.

Por: Marjorie coelho/3° Período