sexta-feira, 30 de maio de 2014

ESPIRAL DO SILÊNCIO: UMA ANÁLISE SOBRE O TERMO OPINIÃO

Noelle-Neumann, em sua pesquisa sobre a Espiral do Silêncio, disserta e constata o poder e a influência da opinião pública, opinião da mídia e clima de opinião.

Segundo Rousseau, o Estado se estrutura em três tipos de leis: o Direito Público, o Privado e o Civil. Porém existe também uma última que está inserida nos cidadãos que é a opinião pública. "A opinião pública representa uma transação entre consenso social e as convicções individuais". Para Locke, a lei da virtude e do vício, da opinião e da reputação carrega o termo "moda". Já David Hume acredita que as opiniões são essenciais para os assuntos do Estado. Por fim, Alexis de Tocqueville entende que a inclinação à crença da multidão resulta numa opinião que é mais do que nunca dona do mundo. Em outras palavras, a semelhança entre o pensamento dos homens lhes dá confiança em um juízo comum.

Após a Copa do Mundo, o país estará focado nas eleições presidenciais. Começam a surgir as pesquisas de opinião de voto. Quais pesquisas exercem maior influência no eleitor: as que acontecerão em agosto ou as que acontecerão dias antes do pleito? Tal pergunta é intrigante, porém nos ajuda a compreender o que tenta expor a Espiral do Silêncio. 



A mídia, a partir do agendamento dos temas que se tornam notícia, decidindo o que entra daquilo que não é noticiado, considerando o intercâmbio dessa atividade entre os diversos meios, gera uma falsa ideia de consenso. É como se tudo que não é publicado não tivesse razões para sê-lo. Uma opinião que não seja recorrente no receptor cria um desconforto, forçando-o a adaptar-se ao que é apresentado como padrão consensual, sem sequer se preocupar com o crivo da discussão pública sobre o que acontece na sociedade. Aliás, a Espiral do Silêncio age no sentido de evitar o debate franco e direto.
  
Caio Liberal, Alan Silva, Jonatan Lavor , Gabriel Snak e Mariana Ventura - 3 Período - Jornalismo Noturno PUCPR

Um comentário:

Celina Alvetti disse...

bom texto.
as aspas são de quem?