terça-feira, 27 de maio de 2014

Movimento Punk

   


  O movimento punk surgiu na década de 70 tendo como objetivo a afirmação de um estilo. A primeira manifestação genuinamente punk surgiu nos Estados Unidos com a banda The Ramones, denominada de punk rock, fez uma junção da cultura rock and roll (músicas curtas, simples e dançantes) e do estilo rocker/greaser (jaquetas de couro estilo motociclista, camiseta branca, calça jeans, tênis e o culto à juventude, diversão e rebeldia). O sucesso dessa banda influenciou o surgimento de outras do mesmo estilo como The Clash e Sex Pistols. A moda, junto com o estilo musical, são características marcantes nos punks. Calças jeans rasgadas, calças pretas justas, lenços à mostra no bolso traseiro da calça, jaquetas de couro com rebites e mensagens inscritas nas costas, coturnos, piercings, correntes, corte de cabelo moicano (colorido ou espetado) ou spike (espetado dos lados, atrás e em cima), são alguns traços que diferenciam eles na sociedade. 

   O movimento ficou tão conhecido que abriu espaço para a indústria cultural parcialmente o transformar de movimento contracultura para um produto. O estilo de roupa ganhou versões sofisticadas movimentando o mercado da moda.

  Desde o seu início, os punks tiveram ideias apartidárias e a liberdade de acreditar ou não em Deus ou em qualquer outra religião. Porém, com o passar do tempo e as diversas formas como a cultura foi se espalhando pelo mundo, o movimento é particularizado em cada país. Por se assemelhar em diversos aspectos com o anarquismo (posterior à criação do movimento, antes ele era apolítico), punks e anarquistas passaram a colaborar entre si.

  Integrantes do grupo se reúnem, principalmente nas metrópoles ocidentais, por questões de afinidades, experiências coletivas e também sentimentos comuns. Esse movimento é do proletariado que impõe sua individualidade, assumindo uma postura um tanto violenta contra a sociedade. Isso foi o que Durkheim chamou de “natureza social dos sentimentos”.

Conclusão: O movimento punk é uma prova de que o capitalismo não consegue controlar a sociedade como um todo e influencia o surgimento de mais grupos culturais e sociais de cunho revolucionário e que se mantém firmes as suas convicções, não deixando que o poder encontrado na indústria, por exemplo, os destruam ou apaguem o seu sentido original. 



Escola de Comunicação e Artes
Jornalismo  2º período

Caroline Ribeiro
Danielle Spielmann
Manoela Campos

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