sexta-feira, 30 de maio de 2014

O isolamento social e a opinião pública



Numa sociedade onde se busca tanto a adequação quanto a opinião a ser levada em consideração para com os demais, o cidadão precisa expressar aquilo que está pensando com convicção, identificando sua opinião para que esta possa ser compartilhada pelos demais; do contrário, é muito provável que ele permaneça em silêncio.

Para Elisabeth Nicole-Neumann, principal nome nos estudos sobre a Espiral do Silêncio, a opinião pública em um primeiro momento, se baseava em entender a opinião da maioria. Neumann embasou seus estudos principalmente no âmbito político, onde pode realizar pesquisas em épocas de eleição sobre como os eleitores podiam (e ainda podem) ser influenciados pela classe majoritária, enquanto que outros eleitores indecisos davam seu voto para os candidatos mais populares com o intuito de “fugir” do isolamento de opinião.

A autora também ressalta a influência do mass-midia sobre a audiência em se tratando da difusão das opiniões. Para ela, a tematização dos assuntos, ou seja, a valorização de temas julgados “importantes” pela mídia e que, por conseqüência, são difundidos com mais urgência, são os que mais influenciam o público, uma vez que a mídia não modifica atitudes, apenas reforça-as.

Em um segundo momento, a ensaísta afirma que a opinião pública é “a real conexão da controvérsia”, ou seja, é quando alguém é capaz de se expressar sem correr o isco do auto-isolamento.
O estudo da opinião pública pode ser dividido em seis métodos de análise importantes, como a distribuição da opinião da massa, a verificação do clima de opinião, a evolução de temas controvertidos, a tendência do público em permanecer calado, a classificação do tema como moral ou emocional e, por fim, o posicionamento dos meios de comunicação sobre o tema.

A teoria de Elisabeth se sustenta em 4 pressupostos:
- A ameaça da sociedade sobre os indivíduos que permanecem no isolamento;
- O medo dos indivíduos em permanecerem isolados;
- A avaliação do clima de opinião por parte das pessoas que estão isoladas devido ao medo;
- E os resultados desta avaliação que irá influenciar o comportamento do público sobre o ocultamento de opiniões.
Por fim, é destacada em toda a sua obra que a opinião pública precisa ser entendida como um PROCESSO e não como manifestações de acontecimentos.

Mais tarde, Mauro Wolf retoma os estudos de Neumann sobre a opinião pública destacando o conceito de IGNORÂNCIA PLURALÍSTICA, que é baseado no medo que as pessoas têm em manifestar seus apontamentos devido ao receio dos tabus impostos pela sociedade.



Grupo: Adelson Oliveira, Fábio Carvalho, Kamila Meira e Thauane Mayara.

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