domingo, 8 de junho de 2014

Não adianta fugir
















Não adianta discutir, o destino sempre nos pregará peças. Todos os clichês sobre as coisas acontecerem quando menos esperamos só é clichê, pois acontece com grande, ou melhor, muitíssima frequência.

Anderson estava vestindo terno e gravata, em suas mãos o celular não parava de apitar e mesmo assim não desviou a atenção enquanto conversava comigo. Foi simpático, contou que estava no shopping para comprar o presente de aniversário da esposa, que era naquela semana.

Era o segundo verão que Anderson passava em Balneário Camboriú com os amigos. Eles haviam economizado durante o ano anterior inteiro para que pudessem desfrutar uns dias no litoral catarinense.
Era uma noite quente e os amigos, mesmo cansados depois de passar o dia todo surfando, decidiram dar uma volta pelo calçadão. Na alta temporada a cidade lota e a beira mar vira ponto de encontro, carros e

Fora uma noite quente regada a chope, muitas risadas e alguns beijos entre Marcão e Solange.  Ione e Solange eram de Blumenau. Anderson e Marcão de Curitiba. Aquela noite havia formado um casal e dois grandes amigos. Apesar da distância, todos eles mantinham contato através de telefone e telegramas, a época não permitia muito mais que isto.

O carnaval logo chegou. Durante fevereiro Anderson e Ione trocaram telegramas, estavam amigos. Ele queria algo mais, ela era divertida, o fazia rir como ninguém e sua personalidade forte o chamou a atenção. Ele estava decidido que até o final do carnaval iria conquistar aquela morena difícil.
mais carros estacionados com pessoas bebendo a sua volta. Depois de alguns goles, seu melhor amigo Marcão, avistou duas mulheres encostadas em um carro bebendo. Anderson tentou evitar a abordagem exagerada do amigo, mas fora em vão, quando vira Marcão já havia convidado a loira para um chope. Sem graça ao ver que a morena havia ficado sem jeito com a situação, convidou-a para juntar-se a eles.
Terça feira de carnaval, após algumas cervejas rolou o primeiro beijo. “Quando a beijei jamais pude imaginar que ficaria com ela para o resto de minha vida” contou Anderson.

A partir desta noite a quantidade de telegrama aumentou, os telefonemas se intensificaram e pelo menos uma vez ao mês alguém fazia uma viagem de quatro horas para ver o outro. Apesar de trabalhar o dia todo e fazer faculdade à noite, Anderson conseguia energias para ver Ione em seus dias de folga.  Depois de um ano e três meses eles estavam subindo ao altar.

“É engraçado ver como as coisas acontecem, eu conheci ela da maneira mais diferente possível e agora ela é minha esposa e com ela tenho uma linda filha.”

Mais uma prova de que o mundo nos prega peças. Já pensou se Anderson tivesse ficado em casa naquela noite?

POR:. Ana Paula Rusycki, Anna Caroline Augusto Pires, Gabrielle Ferst, Julyana Dal'Bó, Matheus Urbano

Um comentário:

Celina Alvetti disse...

interessante q, por meio da narrativa, o grupo evidencia também um pouco da própria identidade.