sábado, 7 de junho de 2014

Arriscando a própria vida para salvar outros



“No Estado do Paraná o Corpo de Bombeiros é um Comando Intermediário da Polícia Militar (PMPR), cuja missão consiste na execução de atividades de defesa civil, prevenção e combate a incêndio, buscas, salvamentos e socorros públicos”. (Wikipedia)

Paulo Henrique de Souza, 44 anos, Major do Corpo de Bombeiros do Estado do Paraná está há 27 anos na instituição. Ser bombeiro é algo que sempre quis, pois seu pai também exerce a função. A partir disso, estudou no Colégio da Polícia Militar do Paraná e concluiu os estudos na Academia Policial Militar do Guatupê, saindo de lá como Aspirante Bombeiro Militar. Após tantos anos de serviços prestados, Souza possui um currículo de memórias e histórias incríveis em sua carreira, sendo a sua preferida esta que contou para nós:

“Como você pode imaginar, vi muita coisa surpreendente, interessante e, até, assustadora nesses meus 27 anos de Corpo de Bombeiros. Mas há uma história que sempre gosto de lembrar.

Em uma das minhas primeiras operações-verão, no início dos anos 1990 (acredito que foi no verão de 92/93), durante um patrulhamento na região do Balneário de Santa Terezinha, na época município de Paranaguá, me deparei com uma situação de incidente com pessoa em meio líquido, quando uma senhora estava se afogando em uma área muito próxima à praia, em torno de 20 a 30 metros da areia. 

Realizei o salvamento juntamente com um companheiro de serviço, o Sargento Marques, e observamos que a vítima estava em parada cardio-respiratória (PCR). Ainda na areia, antes da chegada de uma viatura de apoio, iniciamos os procedimentos de ressuscitação cardio-pulmonar (RCP). 

Na época, ainda não haviam ambulâncias no Corpo de Bombeiros no litoral e realizamos o transporte daquela senhora na carroceria de uma caminhoneta utilizada em ações de salvamento. Eu e o Sargento Marques continuamos com os procedimentos de RCP durante praticamente todo o  trajeto até o Pronto-Atendimento (PA) do Hospital Cidade, em Praia de Leste (hospital que não existe mais).

Antes de chegar ao PA, percebemos que os sinais vitais da vítima retornaram, ainda bastante fracos, mas estáveis. Entregamos a vítima aos cuidados do corpo clínico do hospital e demos por encerrada e cumprida mais àquela missão. No entanto, a grata surpresa veio após alguns dias, quando a neta daquela senhora, vítima de afogamento, levou-a até o quartel do Corpo de Bombeiros de Santa Terezinha para nos agradecer por estar viva. “Foi bastante emocionante e gratificante aquela visita e me fez refletir sobre a importância de estar sempre bem condicionado e preparado para responder às emergências e sobre como estar bem preparado pode fazer a diferença entre a vida e a morte”.

Jornalismo 2º Periodo
Ana Carolina de Souza
Ana Carolina Pacífico
Guilherme Zuntini
Karen Loayza

Um comentário:

Celina Alvetti disse...

ok, encontraram uma personagem que destaca a memória dos anônimos de uma classe trabalhadora.