domingo, 5 de outubro de 2014

Newsmaking

A hipótese do newsmaking dá ênfase na produção da informação, á sua transformação em notícia.  Surgiu em torno dos estudos da teoria do gatekeeping, em 1947 por Kurt Lewin, através da observação do fluxo informativo em um importante órgão da imprensa americana, concluindo que a seleção de notícias não ocorria apenas na redação.
A comunicação tem em si, uma função de controle social a partir das práticas profissionais dos jornalistas. É necessário compreender a influência dos processos informacionais de longo prazo, pois a omissão constante ou a ênfase permanente em alguns temas pode interferir na percepção do público.
Esse processo produtivo depende também do conceito de noticiabilidade, que determina aptidão de um fato para se tornar notícia. Altheide afirma que “as notícias são aquilo que os jornalistas definem como tal”, já que noticiar depende de uma perspectiva prática dos acontecimentos.
A noticiabilidade está ligada aos valores-notícia, o conjunto de elementos e princípios através dos quais são avaliados os acontecimentos pelos meios de comunicação de massa e seus profissionais. Esses valores se combinam entre si na hora de influenciar na decisão.  Alguns deles são: importância, interesse humano, atualidade, exclusividade ou furo, entre outros.
O newsmaking evidencia uma espécie de auto-suficiência do jornalismo, onde o processo de comunicação exerce completa autonomia sobre a notícia. Por outro lado, ela nos ajuda a entender o modo de a informação flui, desde o jornalista até seu receptor final. O receptor é capaz de receber essa informação de maneiras diferentes por vários meios de comunicação de massa, o que logicamente causa a competição entre os meios, que dependem dessa briga para sobreviver no mercado comunicacional.

Por Letícia da Silva Zan 

Um comentário:

Celina Alvetti disse...

boa leitura dos conceitos.