segunda-feira, 27 de abril de 2015

AGENDA SETTING

           A essência do pensamento relacionado à Agenda Setting foi abordada primeiramente pelo jornalista Walter Lippman, em 1922 em sua obra Public Opinion, onde o escritor afirma que a mídia, indiretamente, cria um estereótipo no subconsciente do leitor, manipulando e direcionando a opinião pública.
Em 1972, Donald Shaw e Maxwell McCombs  comprovaram o que Walter já dizia cinquenta anos antes através de uma pesquisa feita durante as eleições presidenciais, analisando a opinião da população eleitoral em diversos momentos das votações. Com a pesquisa, foi possível perceber que os veículos de comunicação influenciam a escolha do candidato, pois eles expõem o fato de maneira a direcionar o pensamento do leitor para determinado ângulo.  Porém, vale lembrar que alguns cidadãos ficam mais expostos do que outros, facilitando a influência da mídia.
A teoria do agendamento mostra que existe um filtro separando quais notícias devem ser publicadas e quais devem ser descartadas, devido ao nível de relevância de cada uma.  Essa teoria é muito próxima da realidade, pois pode ser encontrada nos principais veículos de comunicação, como afirmou Juliana de Brum em seu artigo “A Hipótese do Agenda Setting”:

            “A essência do conceito da teoria do agendamento não está muito longe da realidade, pois se tem constantemente uma enxurrada de informações que são selecionadas e dispostas de maneira que algumas notícias recebam uma ênfase maior, como é o caso das notícias que aparecem na capa dos jornais, revistas, telejornais.”

          Atualmente, a pauta de um jornal é determinada pelos patrocinadores do mesmo. Ou seja, o departamento comercial do meio de comunicação determina qual será o tamanho de uma reportagem. Isso, muitas vezes, faz com que notícias que deveriam ocupar um grande espaço ocupem apenas meia página de um jornal, pois a outra parte já foi reservada para algum tipo de publicidade. Outras vezes um fato não é noticiado, pois envolve negativamente um patrocinador, trocando uma página de interesse público por uma de interesse do público.

Portanto, Agenda Setting é a forma que as notícias são selecionadas e organizadas em um jornal, a partir de critérios de notíciabilidade ou da linha editorial do veículo. Como se existisse um filtro separando as matérias que serão publicadas das matérias que serão descartadas.

Neste exemplo, o site observado possui uma matéria com mais ênfase é relacionada à greve dos professores. As outras reportagens estão localizadas mais para baixo e com tamanhos muito menores. Com isso, pode-se perceber que o jornal “impõe” esse debate à população.
Em contrapartida, existem estudiosos que discordam da Teoria do Agenda Setting, pois duvidam do seu fator comprobatório, classificando-a apenas como uma hipótese. Barros Filho é um dos críticos da teoria do agendamento, ele argumenta a falta de diversidade dos temas em que estão inseridas as pesquisas, pois todas remetem ao fator político, apontando uma fragilidade dessa teoria que não abrange temas como saúde e esporte.
Equipe 5: Gabriela Marques da Cunha, Gabrielle Comandulli,  Isabella Eger, Joana Sabbag e Luiza Romani.  

Um comentário:

Celina Alvetti disse...

ok, boa pesquisa, busca uma cronologia.