segunda-feira, 27 de abril de 2015

Teorias do jornalismo

As teorias do jornalismo buscam estudar e entender de que forma as notícias são produzidas e veiculadas ao público, analisando assim o papel do jornalismo na sociedade.
Quais os assuntos em pauta, como foram colocados, quais seus desdobramentos, relevância, como as abordagens vão se modificando. Afinal por que as notícias são como são?
Algumas das teorias são:
Teoria da realidade:
Essa teoria se baseia no Positivismo de Auguste Comte. Acredita e defende a ideia de objetividade no jornalismo, o jornalista é um comunicador que sempre transmite a verdade, dependendo de sua opinião, essa teoria defende que o jornalismo seja um espelho da realidade, que reproduza a imagem real.
Exemplo: Notícias factuais, que mostram os acontecimentos e os fatos.
Teoria do gatekeeper:
O gatekeeper seria uma pessoa que seleciona o conteúdo, o que será noticiado. Essa pessoa tende a fazer as decisões de acordo com o meio que trabalha, a linha editorial e outros fatores. O que é noticiado mostra o que é “permitido” naquele veículo. Em alguns casos é perceptível a parcialidade, podendo interferir na ética do jornalismo.
Exemplo: Matéria da Revista Veja, da edição 2028, de 03 de outubro de 2007, sobre o Che Guevara. O jornalista interfere de forma direta no conteúdo da reportagem, tentando apagar a imagem do herói construída ao longo dos anos por sua história na luta contra o governo em Cuba. Na matéria os jornalistas Diogo Schelp e Duda Teixeira ignoram fontes importantes e optam por escutar apenas um lado da história e isso faz com que o leitor acredite no que está lendo, já que usa fontes confiáveis, porém são fontes que contam apenas uma versão do que aconteceu. Isso é contra o princípio ético do jornalismo, já que todas reportagens devem ter no mínimo dois lados.


Agedamento:
A teoria do Agendamento ou Agenda-setting, é uma teoria de comunicação formulada por Maxwell McCombs e Donald Shaw na década de 1970. De acordo com este pensamento, a mídia determina a pauta para a opinião pública ao destacar determinados temas e preterir, ofuscar ou ignorar outros tantos. A premissa básica da teoria em sua forma moderna, entretanto, foi formulada originalmente por Bernard Cohen em 1963: "Na maior parte do tempo, [a imprensa] pode não ter êxito em dizer aos leitores como pensar, mas é espantosamente exitosa em dizer aos leitores sobre o que pensar".
A função de agendamento é um processo de três níveis:
  • Agenda Midiática - questões discutidas na mídia
  • Agenda Pública ou da Sociedade Civil - questões discutidas e pessoalmente relevantes para o público
  • Agenda de Políticas Públicas - questões que gestores públicos consideram importantes.
Exemplo: Campanhas eleitorais e políticas. Ao estudarem a forma como os veículos de comunicação cobriam campanhas políticas e eleitorais, Shaw e McCombs constataram que o principal efeito da imprensa é pautar os assuntos da esfera pública, dizendo às pessoas não "como pensar", mas "em que pensar". Geralmente se refere ao agendamento como uma função da mídia e não como teoria.
Teoria da espiral do silêncio:
Espiral do silêncio é uma teoria da ciência política e comunicação de massa proposta pela cientista alemã Elisabeth Noelle-Neumann. É a hipótese científica de sucesso, segundo a qual há uma ideia de espiral que explicita a dimensão cíclica e progressiva dessa tendência ao silêncio. Quanto mais minoritária a opinião dentro de um universo social, maior será a tendência de que ela não seja manifestada. A ideia central desta teoria situa-se na possibilidade de que os agentes sociais possam ser isolados de seus grupos de convívio caso expressem publicamente opiniões diferentes daquelas que o grupo considere como opiniões dominantes. Isso significa dizer que o isolamento das pessoas, de afastamento do convívio social, acaba sendo a mola mestra que aciona o mecanismo do fenômeno da opinião pública, já que os agentes sociais têm aguda percepção do clima de opinião. Existe uma tendência de acompanhar a opinião da maioria das pessoas, talvez por medo do fator isolamento, isto pelo fato de, em geral, a sociedade exigir uma certa conformidade com o tema em discussão. Este cenário tem a finalidade de manter-se um mínimo de unidade para garantir coerência.
Exemplo: Quando os meios de comunicação, diante de um escândalo político, impõem uma imagem desfavorável de seu protagonista, essa opinião será dominante no universo social que eles atingem. Apesar de haver vozes minoritárias discordantes, haverá uma tendência de que elas se calem. Quando parte desse grupo se cala, a opinião discordante, que já era minoria, se torna ainda mais minoritária, e a tendência ao silêncio é ainda maior.
Newsmaking:
A teoria do newsmaking se preocupa com a produção da notícia, em como o fato pode ser transformado em algo noticioso e em como será feito esse processo. Tem algumas semelhanças com a teoria do gatekeeper.
Dentre as práticas apresentadas por essa teoria, destacam-se as seguintes:
  • Noticiabilidade: Dependendo dos valores- notícia que escolhem, entre inúmeros fatos, o que é considerado notícia.
  • Sistematização: rotina de divisão das ações que envolvem a pauta, a reportagem e a edição.
  • Valores-notícia: senso comum das redações. Qualquer jornalista sabe dizer o que é notícia e o que não é de acordo com o senso comum.
Os meios de comunicação definem os valores e a hierarquia da notícia.
Exemplo: campanhas de vacinação, utilidade pública, a morte de Ayrton Senna, personalidade querida pela população, Tsunami ou o Furacão Sandy, fenômenos naturais que causam perdas e comovem o público.

Grupo:
Adriana Barquilha
Andréa Ross
Gabriela Jahn
Jehnifer Kammer
Pedro Henrique Colatusso

Maria Victória Lima

Um comentário:

Celina Alvetti disse...

melhor dizer - teoria do espelho (teoria da realidade)

é necessário citar as fontes de pesquisa, referenciando pelo ano.