segunda-feira, 27 de abril de 2015

Um exemplo da teoria do agendamento

Com origem americana, o primeiro estudo sobre o agendamento (ou agenda setting) foi desenvolvido pelos pesquisadores Maxwell McCombs e Donald Shaw em 1972. Agenda Setting é a hipótese segundo a qual a mídia, pela seleção, disposição e incidência de suas notícias, determina os temas sobre os quais o público discutirá .
Em um estudo realizado em 1979, Shaw relata que a hipótese do agenda setting realça ou não elementos específicos. As pessoas têm tendência de incluir ou excluir dos seus assuntos àquilo que a mídia inclui ou exclui do seu conteúdo.
A mídia pode ser vista como agente modificador da realidade social, selecionando para o público sobre o quê se deve estar informado. Para autores, esta construção é como um poder que os meios de comunicação exercem sobre a formação de opinião pública e a sociedade.
Walter Lippmann foi quem, primeiramente, abordou o pensamento relacionado à Agenda Setting em sua publicação Public Opinion. Ele afirma que o poder está nas mãos dos grandes grupos que administram a opinião pública, ou seja, a mídia manipula e direciona a opinião pública. 
Nossa sociedade vive em constante influência dos meios de comunicação de massa, esses meios acabam indicando quais os assuntos quem tem maior importância para a sociedade, e assim quais os temas que serão discutidos ao longo dos dias. A agenda de setting foi, e ainda é uma forma de perceber essa influência, como ela se dá e como o indivíduo reage a essa manipulação.
Como não ser influenciado pelas notícias que são veiculadas na TV, jornais, revistas e rádios? Tem como hoje em pleno século 21 o indivíduo conseguir se manter neutro nesse jogo de informações? Um grande exemplo, que é bastante abordado em salas de comunicação social, foi sobre as eleições de 1989, onde a Rede Globo apoiou indiretamente o candidato à presidência, Fernando Collor de Mello, editando textos e deixando o candidato mais tempo ao ar do que seu oponente, Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, após o debate editado o resultado foi a favor de Collor e o editor da matéria promovido. A Rede Globo nunca tinha assumido a culpa, e voltou a falar do assunto da edição especial do Jornal Nacional, sobre os 50 anos da Rede Globo dia 22/04/2015.
            Vivemos mergulhados em um mar de informações, e não temos tempo ou paciência para conferir se tudo que é falado é verdade. A única solução que temos é a buscar por novas fontes de informações e um senso crítico em relação ao que é falado e transmitido, criando assim sua própria conclusão dos temas comentados ao longo do dia e buscando a melhor forma de se informar e informar as outras pessoas.

Prestes a completar quarenta anos, a teoria da agenda-setting continua sendo uma das mais importantes para o estudo dos meios de comunicação e seus efeitos na opinião pública. Sabemos que a agenda da mídia, além de influenciar a relevância dos temas na agenda do público, pode dar vantagens e desvantagens para certas pessoas.

Grupo: Isabel Woitowicz, Monalisa Rahal, Victória Xavier

Um comentário:

Celina Alvetti disse...

ok. algumas informações precisariam deixar mais claro o que é texto de voces e o que é de fonte, citando o ano do publicado com a afirmação do referido autor.