domingo, 31 de maio de 2015

Teoria do Agendamento e a Proximidade

   Veja Abril
                                                                                                   

A teoria do agendamento, mais conhecida simplesmente como agenda setting, consiste no processo que a mídia utiliza para pautar um tema que dará a opinião pública, como por exemplo, seu enfoque e personagens, destacar ou ignorar determinadas informações. E é disso que se trata o livro Teorias da Comunicação (Mauro Wolf, 2009).
Ele define algumas das principais características da agenda setting, e em relação a proximidade ressalta “A memorização concentra-se mais na informação já adquirida do que na nova. A familiaridade com o assunto aumenta a facilidade de memorizar” (p. 73, WOLF, Mauro).
A teoria do agendamento também facilita a comparação entre notícias, e sua proximidade para com o público atingido. Pode-se citar nesse exemplo o enfoque dado as matérias sobre a execução do brasileiro na Indonésia.
Diversos veículos noticiaram a informação sobre o traficante paranaense que foi condenado a pena de morte, porém apenas alguns veículos trataram aquela notícia com a proximidade quanto a que a Gazeta do Povo noticiou.
Nas matérias analisadas, o veículo retratou a todo momento o traficante como paranaense, uma maneira de tentar chamar a atenção do público para o fato de que quem foi fuzilado, não foi apenas mais um brasileiro, e sim alguém que nasceu próximo da população, dando a noção de que a notícia também era local. Já em outros veículos, a necessidade de fazer isso não foi tanta como no jornal paranaense, provando assim a teoria da agenda setting.

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/paranaense-e-fuzilado-na-indonesia-b6005x5g0eihu67ze6n40qyt8
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/corpo-de-paranaense-executado-na-indonesia-e-enterrado-em-curitiba-2oqymv8rpfdt11kz5txz6ebb0

Larissa Camargo 

As teorias do jornalismo aplicadas em matérias reais

Mauro Wolf em seu livro Teorias da Comunicação, trabalha as teorias que giram em torno do jornalismo e as novas tendências que surgiram neste meio, como por exemplo o agenda setting. Essa teoria tem como característica definir quais serão as temáticas levadas ao público através dos veículos de comunicação como rádio, televisão, jornais impressos e online além também das revistas. Porém, os efeitos do agenda setting acontecem de formas diferentes conforme o meio, enquanto na televisão os assuntos são abordados por um curto período de tempo o agenda setting apenas levanta o debate, já as matérias escritas requerem mais tempo e atenção do leitor agindo de forma determinadora, levando mais informação e portando o influenciando ainda mais.
 Como discutido em seu livro, nem sempre a imprensa é capaz de definir o pensamento e as opiniões de seus leitores, e quando influência, não o faz de forma homogênea. Porém, não há dúvida de que é a imprensa quem determina quais serão assuntos em discussão entre o público. “Outro aspecto dessa complexidade relaciona-se com a avaliação do efeito de agenda em públicos qualitativa e institucionalmente diferenciados.” (Wolf, 2009). De acordo com o autor, pode-se concluir então que nem sempre o agendamento tem o resultado esperado, uma vez que de acordo com a formação que cada um tem, a compreensão da mensagem passada pode ser interpretada de formas distintas.
Tal fenômeno pode ser observado na série de matérias exclusivas produzidas pelo jornal O Globo. “Os miseráveis: retrato sem retoques de um Rio de excluídos” trabalha dados reais trazidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada que revelam que 3,77% da população do Rio de Janeiro vive na extrema pobreza. Uma vez que a matéria encontra-se no meio online e nem todos os brasileiros possuem acesso a internet, apenas aqueles que são possuem podem acessa-la e tais pessoas se diferem daquelas retratadas na matéria, causando uma reflexão no leitor, além disso a forma humanizada com a qual a matéria relata as dificuldades do dia a dia faz com que o leitor compare a sua rotina com a rotina ali relatada, muitas vezes colocando-se no lugar das pessoas apresentadas na matéria.
Os valores notícia, também abordados por Wolf, podem ser notados com os dados numéricos apresentados que possuem como característica comprovar o fato, trazendo uma referência real para o leitor, facilitando a compreensão. Outro valor notícia é a proximidade, por se tratar de algo que ocorro no Brasil, e ainda que a reportagem aborde apenas o Rio de Janeiro, sabe-se que a pobreza afeta todos os estados brasileiros.
Conclui-se então que nenhuma matéria é construída sem antes passar por etapas jornalísticas. É preciso haver critérios de noticiabilidade, refletir sobre como o tema será abordado, qual é o público que irá ler a matéria e qual a mensagem que o veículo pretende passar ao público. Tornando as teorias abordadas por Wolf em algo real.

por Isabella Eger, 3º período manhã.

http://jornalismoufma.xpg.uol.com.br/arquivos/mauro_wolf_teorias_da_comunicacao.pdf

http://oglobo.globo.com/rio/os-miseraveis-retrato-sem-retoques-de-um-rio-de-excluidos-16274605






Agendamento



Em seu livro Teorias do Jornalismo, Mario Wolf faz um estudo sobre teorias ou hipóteses que os meios de comunicação utilizam para conseguir a atenção do público. Uma das teorias observadas no livro é o agendamento, mais conhecida como agenda setting, que consiste em agendar um determinado assunto por quanto tempo o veículo julgar ser necessário, pois assim existirá maior compreensão do público. Essa hipótese tende a reafirmar a importância que a mídia tem sobre a população.

Wolf afirma que manter o público atualizado sobre o assunto pode ser mais relevante do que a importância da notícia em si. Para ele “A memorização concentra-se mais na informação já adquirida do que na nova. A familiaridade com o assunto aumenta a facilidade de memorizar”. (p 73, 2009).

Sendo assim, podemos citar as várias matérias que circularam por todo Brasil na ultima semana contando todos os detalhes do pouso de emergência da família Huck. A pauta esteve presente em portais de notícia, rádio, TV, onde você olhava via notícias de atualização sobre o estado de Luciano Huck e Angélica. O Jornal Nacional teve uma entrevista exclusiva com o casal, onde o foco foi extremamente sentimentalista com frases do tipo: “Foi um milagre porque tudo quebrou, menos a gente. Eu ainda não consegui dormir porque eu fecho o olho e fico vendo tudo de novo”, já portais de notícia online, focaram no fato deles terem furado a fila do SUS. Resumindo, não importa como você está dando a notícia, ela só precisa ser explorada, para ser fazer parte do agendamento.


http://www.correiodoestado.com.br/cidades/luciano-huck-e-angelica-sao-atendidos-pelo-sus-e-estao-com-suspeita/247706/

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/05/luciano-falou-gente-vai-cair-conta-angelica-sobre-pouso-forcado.html





Camila Laís Borba

Newsmaking - o mercado da notícia

Quais são os acontecimentos que se tornam notícias no cenário do mass média¿ É esse questionamento que faz refletir sobre A Teoria do Newsmaking nos veículos de informação. 
Neste campo de estudo,  o jornalista não é mais visto como reprodutor da realidade, mas como o produtor dela. Isto é, para que uma informação passe a se tornar pública, primeiramente precisa ser avaliada pelos critérios de valores notícias do veículo de comunicação. 
Para definir o grau de interesse e importância de tal informação,  Mauro Wolf no seu livro "Teorias da Comunicação"  característica os critérios avaliativos, principalmente, pelo seu o nível hierárquico.  Quanto mais o acontecimento disser respeito aos países de elite,  mais provavelmente se transformará em notícia. E quanto mais o acontecimento disser respeito às pessoas de elite, mais provavelmente se transformará em notícia (Wolf, 88).  Além desta avaliação, o teoria do newsmaking retrata a notícia de formar mercadológica, os critérios são orientados para a eficiência, de forma a garantirem o necessário reabastecimento de notícias adequadas, com o mínimo dispêndio de tempo, esforço e dinheiro. (Wolf, 86). Na matéria, matéria do dia 02 de Maio na Gazeta do Povo , "Celebração do nascimento da bebê real une rivais das eleições britânicas",  reportar o nascimento da filha do Príncipe William e sua esposa, além de envolver questões políticas da Inglaterra.  O que ressalta o critério de elitização da informações, pois não há nenhuma relação que envolve o Brasil e muito menos o seu papel social no âmbito local, e só ressalva a competição mercadológica com outros veículos de mass média em busca de lucro e leitores.

Nicole Lopes Genovez

Matéria: http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/celebracao-do-nascimento-da-bebe-real-une-rivais-das-eleicoes-britanicas-a7hjh7abw2suw0gx040vodosc


Newsmaking - Mauro Wolf

Um dos temas que Mauro Wolf trabalha em seu livro “Teorias da Comunicação” é a teoria do newsmaking, que defende que o jornalismo ajuda a construir a realidade.  Ele aborda como são definidos os critérios de noticiabilidade: é um equilíbrio entre a cultura profissional do jornalista e a organização do trabalho e dos processos produtivos. Esses critérios que decidem o que será – ou não – notícia.
 Segundo Wolf, “tudo o que não corresponde a esses requisitos é excluído, por não ser adequado às rotinas produtivas e aos cânones da cultura profissional”.
Alguns dos critérios de noticiabilidade criados a partir da teoria do newsmaking aparecem em vários veículos de comunicação, como é o caso do portal da Gazeta do Povo. No dia 20 de maio, a imprensa foi convidada para conhecer o primeiro Hard Rock Café do Brasil e isso rendeu vários posts ao portal paranaense. A mídia transformou um fato que poderia ser resumido em uma reportagem em várias. 
A Gazeta do Povo, além de falar sobre a abertura do bar/restaurante, fez, no mínimo, quatro publicações sobre o mesmo assunto, entre elas: uma sobre a memorabilia da casa, outra sobre os figurinos que compõe esta memorabilia e outra sobre o cardápio da casa.
Os critérios adotados por essa mídia transformaram um evento em inúmeras notícias. Fenômeno explicado pela teoria do newsmaking, já que as opiniões dos jornalistas, junto com a linha editorial do veículo, decidem o que será notícia e quanta importância ela terá.
Links de algumas matérias:

Gabrielle Comandulli - 3º período - manhã

Nicole Lemos Leite


A teoria do Agenda Setting estuda como os meios de comunicação (rádios, emissoras de televisão, impressos e a internet) afetam a forma de consumo de notícias do público. Essa teoria mostra como a mídia impõe qual assunto deve ser amplamente divulgado, levando em consideração critérios de noticiabilidade, como o caráter público do tema ou a relevância social, e esse processo acaba influenciando diretamente o que os leitores e telespectadores devem ou não discutir em seu ambiente de trabalho, familiar ou de lazer.

Segundo Mauro Wolf, teórico e autor do livro “Teorias da Comunicação”, a hipótese do agenda-setting se baseia em medidas agregadas de dados.  “Esses dados prescindem das correlações com os mecanismos de exposição, percepção e memorização seletivas, os quais - quando são tidos em consideração - parecem influir no próprio efeito de agenda-setting” (WOLF, 1999). 
 Em resumo, a teoria do agenda setting explica que é a própria mídia determina o que deve ou não ser publicado, e quem faz essa seleção de assuntos é o gatekeeper. O gatekeeper é aquele que define o que será noticiado de acordo com o valor notícia, linha editorial e outros critérios do veículo em que trabalha, ele também pode ser entendido como o "porteiro" da redação, a pessoa que é responsável pelo filtragem da notícia.
 Percebemos a atuação dessa filtragem de informações principalmente durante períodos que envolvem assuntos mundiais, como por exemplo, Copas do Mundo, Olimpíadas ou eleições, onde a mídia inteira para e publica apenas conteúdo relacionado ao evento. Também podemos perceber a influência do agenda setting quando acontece alguma catástrofe ou algum fato envolvendo pessoas famosas, como por exemplo, o casamento da cantora Preta Gil.
A cantora casou-se dia 12 de maio, porém antes mesmo da cerimônia acontecer, vários veículos de comunicação já noticiavam o fato meses antes, fazendo uma cobertura completa do evento e, até mesmo, uma minissérie para o público acompanhar os preparativos. Notas e fotos eram postadas por esses veículos no mesmo horário que o casamento acontecia e, todo período de lua de mel da cantora também foi noticiado. 
 Esse é um dos exemplos do poder da mídia e do gatekeeper, pois quando  determinam qual assunto deve ter maior divulgação, baseando-se em interesses políticos ou econômicos, excluem outros fatos que também são relevantes para população.

http://www.ofuxico.com.br/noticias-sobre-famosos/especial-sobre-o-casamento-de-preta-gil-garante-a-audiencia-de-gugu-na-record/2015/05/14-238755.html
http://ego.globo.com/casamento/fotos/2015/05/veja-fotos-de-tudo-o-que-rolou-no-casamento-de-preta-gil-e-rodrigo-godoy.html
http://www.purepeople.com.br/noticia/preta-gil-e-rodrigo-godoy-voltam-ao-brasil-apos-14-dias-relembre-lua-de-mel_a57371/1

Teorias da Comunicação

Por Kiong Ée Ariele Hosseini (2º período - manhã)

O livro Teorias da comunicação do Mauro Wolf, aborda as mais variáveis teorias do jornalismo, como as analisadas para esse trabalho a teoria da agenda setting, gatekeeper e newsmaking 
A teoria da agenda setting desenvolve-se a partir de um interesse geral, é avaliar a importância de um assunto tendo por base apenas o número de vezes que é citado. A imprensa e o público diferem, parcialmente, na escolha do tema específico que deve ser destacado de uma forma especial.  

Wolf explica o que é a tematização, consequência da agenda:  A tematização é um procedimento informativo que se insere na hipótese da agenda setting. Tematizar um problema significa colocá-lo na ordem do dia da atenção do público, dar-lhe o relevo adequado, salientar a sua centralidade e o seu significado em relação ao fluxo da informação não-tematizada".

A sua função é selecionar posteriormente os grandes temas sobre os quais á que concentrar a atenção do público e mobilizá-lo para a tomada de decisões. Fazer convergir uma série de acontecimentos na denúncia de um problema que tenha um significado público e requeira uma solução ou uma decisão. 

Nem todos os temas ou acontecimentos são susceptíveis de tematização, são assuntos que tenham o caráter público, relevância social e uma importância político-social. 
Wolf cita o teórico McCombs, na qual ele comenta sobre a diferença das agendas dos veículos jornalísticos impressos e televisivos.  

McCombs – no caso de uma campanha eleitoral – duas fases temporalmente distintas: no seu primeiro período, o papel desempenhado pela imprensa, ao contrario do da televisão, é importante; à medida que o dia das eleições se aproxima, os papéis invertem-se e a televisão parece adquirir o maior peso no reforço dos temas dominantes. 

Nessa teoria, a imprensa seleciona o que terá mais atenção no veículo de notícia, já o gatekeeper vai funcionar como uma forma de “porteiro” como Wolf cita Lewin em seu livro na qual irá selecionar quais matérias poderão ser publicadas e quais serão barradas. Essa seleção depende dos valores notícias e a linha editorial do veículo. 

Como exemplo de agenda setting e gatekeeper temos o caso da operação Lava Jato, no qual tem sido comentado desde o começo do ano. Vemos a imprensa dando muito espaço a esse assunto, sendo diariamente tratado em jornais impressos e televisos. No qual reforça que esse é um assunto a ser debatido, tem significado para o público e que requer uma solução e decisão. 

Nesse caso, também é feita a seleção de notícias. Veículos que tem mais convênio com o partido político envolvido, pode não falar sobre certos fatos da operação. E também algumas notícias, não tão relevantes, são postas a lado e não publicadas, para terem espaço para noticiarem sobre o Lava Jato.  

Matéria: http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/crimes-mais-graves-da-lava-jato-ocorreram-no-parana-diz-mpf-ejcczx8mv1usmk45ktoc3j51q

As teorias presentes na mídia

Não há como se falar dos meios de comunicação sem falar da influência que eles exercem. Ao ler o texto Teorias de Comunicação, de Mauro Wolf, percebe-se que os veículos atuais além de possuírem mais de uma mídia na tentativa de um maior alcance informativo, eles também usam de várias teorias para que o público não apenas se utilize da empresa para ser informado, mas também para uma relação de inter-dependência noticiosa.

Segundo o autor, começa pela teoria do agendamento, onde o veículo decide impor determinado assunto, tematizando-o, dando-lhe destaque nos jornais, salientando seus significados e demais assuntos e trabalhando com uma memória de curto e longo prazo. Além disso se vê a função do gatekeeper acoplada a de editores-chefes e de editorias, os quais decidem os assuntos que irão ser notícia ou não (agenda setting) e consequentemente, como irão abordar o assunto, de que maneira devem produzir a reportagem (newsmaking) para que ela obtenha um bom resultado, levando o leitor ou espectador não apenas a entender o lógico, mas também compreender o que é dito nas entrelinhas. “As pesquisas sobre os processos de compreensão e verbalização - nos domínios da psicologia cognitiva e da serniótica textual seguem uma direcção diferente, salientando que, para a interpretação e a compreensão de um texto, há elementos que não são explicitamente mencionados e que são igualmente essenciais” (WOLF, 1999).

Usando como exemplo disso, a matéria publicada na Gazeta do Povo, no dia 28/05 trata a respeito da facilidade de encontrar o salário de qualquer professor do estado, no site de transparência do governo do Paraná. O texto vem de encontro com um tema que aqui no estado paranaense tem feito parte da agenda da mídia: a greve dos profissionais de educação. Além disso, a matéria possui alguns valores notícias como proximidade, curiosidade e a maneira com a qual a reportagem foi escrita deixa explícito o tom de denúncia, já que a facilidade ao acesso é restrita apenas aos professores.



Gabriela Marques da Cunha 3° período matutino 


A influência da mídia

A teoria do agendamento junto com o mass media faz com que os meios de comunicação consigam influenciar mais e mais seus leitores. A partir da teoria do agendamento,  onde a mídia é quem determina quais assuntos farão parte das conversas dos consumidores de notícias, as publicações de um jornal podem influenciar uma população inteira e até mesmo conseguir ser capaz de mudar o rumo de uma eleição. Essa influência é maior em alguns veículos de comunicação do que em outros. De acordo com o livro "Teorias da Comunicação" do autor Mauro Wolf (8° Edição, pág. 67), contra o pressuposto implícito, foi avançada a hipótese de uma maior articulação interna do efeito de agenda-setting: a capacidade de influência dos mass media sobre o conhecimento daquilo que é importante e relevante, varia segundo os temas tratados." 
O gatekeeper que é o responsavel por selecionar o conteúdo a ser publicado atraves da teoria do newsmaking, para transformar o fato em algo noticioso, faz com que as noticias consigam ter um poder de manipulação para os leitores. A revista Carta Capital da Editora Confiança no dia 18 de agosto de 2014, antes do inicio das eleições para presidência no Brasil, publicou uma matéria intitulada "As eleições e a mídia" falando que a mídia influencia a população através de propagandas eleitorais deturpadas. Na matéria, Marcos Coimbra cita que empresas de comunicação e pesquisas, estavam tentando de alguma forma acabar com o reinado do governo petista que iria para os seus 16 anos no poder, caso a então presidente Dilma Rousseff fosse reeleita. 
Foto: Google Imagens
Segundo o jornalista "o pior é que a influência dessas empresas ultrapassa o noticiário. Elas contratam as pesquisas eleitorais que desejam e as divulgam quando e como querem. E organizam os debates entre candidatos." A Carta Capital que mantem sua  linha editorial assumidamente alinhada à politica de esquerda, defendeu "seu lado nas eleições" de acordo com a agenda setting, critérios de noticiabilidade e a teoria do newsmaking. Ela selecionou um fato "quente", percebeu que os leitores nesta epoca precisavam de um sentido, para poderem se posicionar a respeito dos candidatos, e publicou a matéria "puxando a sardinha" para o seu lado. 


Link da matéria: http://www.cartacapital.com.br/revista/813/as-eleicoes-e-a-midia-1696.html

Caroline Ribeiro. 

Teoria do Agendamento e a espiral do silêncio

O livro ‘Teorias da Comunicação” de Mauro Wolf (2009) tematiza a agenda setting como a principal forma que a mass mídia encontra de prender a atenção do público ao colocar em pauta algum assunto. O autor afirma que a teoria do agendamento tem sua eficácia usada em cobertura de determinadas situações, como uma campanha eleitoral ou em grandes temas, como drogas, poluição, terrorismo e violência.
Neste caso, Wolf afirma que as atualizações de um assunto e o número de vezes que o mesmo é citado, são mais importantes que a reflexão teórica sobre o tema. Uma forma eficaz de colocar o público a par do assunto e também, prendê-lo, é a memorização. Wolf afirma que “A memorização concentra-se mais na informação já adquirida do que na nova. A familiaridade com o assunto aumenta a facilidade de o memorizar. Entre a nova informação, a que, cronologicamente, é mais recente (...) parece ser mais privilegiada do que a que amplia os conhecimentos”. (p 73, 2009)

Partindo deste pressuposto, é possível analisar o caso do pai que roubou 7 quilos de carne para alimentar o filho. O caso foi disseminado em diversos jornais e teve uma reconstrução no Fantástico. A mídia usou da memorização para colocar o caso em primeiro, pois causava comoção. O homem chegou a ganhar um emprego pelo apelo da mídia. Em sua última atualização, ele na verdade era um revendedor de carnes na comunidade onde mora e o assunto caiu na espiral do silêncio, teoria de Noelle-Neuman.

Referências: http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,policiais-pagam-fianca-de-homem-que-roubou-carne-para-dar-ao-filho,1687728
http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/05/ladrao-que-comoveu-policiais-ja-tinha-3-passagens-por-furtar-carne-triste.html

Lucas Aron Nogas - 3º Período Noturno

O agendamento e a memorização

Mauro Wolf em seu livro “Teorias da Comunicação” (2009) retrata a forma que a mídia trata determinados assuntos para chamar a atenção do público. Ele coloca a teoria do agendamento como a principal maneira de fazer com que o receptor aceite e memorize a mensagem de forma que o tema possa ser desmiuçado de várias formas e a audiência seja mantida.
Wolf afirma que a importância de um assunto é avaliada mais pela quantidade de vezes que foi disseminado, do que pela real reflexão sobre o problema. A melhor forma de manter o fato é a memorização, que segundo Wolf (p 73, 2009), deve seguir duas direções “A. a memorização concentra-se mais na informação já adquirida do que na nova. A familiaridade com o assunto aumenta a facilidade de o memorizar. B. entre a nova informação, a que, cronologicamente, é mais recente (os últimos desenvolvimentos de um fato) parece ser mais privilegiada do que a que amplia os conhecimentos (isto é, a informação de fundo)”.
Desta forma, é possível elencar as matérias veiculadas entre os dias 24 e 30 de maio, sobre o pouso forçado em que a família dos apresentadores da Rede Globo, Angélica e Luciano Huck sofreu. O caso esteve em pauta em diversas emissoras e o rendeu uma matéria exclusiva para o Jornal Nacional. De “Avião com Luciano Huck, Angélica e os filhos faz pouso forçado em MS" o assunto já está em “SUS é acusado de furar fila para atender Angélica e Luciano Huck”. Mostrando que o agendamento não prioriza o fato em si, mas as maneiras de explorá-lo.


Matérias:
http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/sus-e-acusado-de-furar-fila-para-atender-angelica-e-luciano-huck/
http://g1.globo.com/hora1/noticia/2015/05/aviao-com-luciano-huck-angelica-e-os-filhos-faz-pouso-forcado-em-ms.html

Brenda Iung (3º período noturno)

Wolf - a Tematização e o Agendamento

De acordo com o livro Teorias da Comunicação (Lisboa, Presença, 2009), do sociólogo Mauro Wolf, o fato de uma tematização estar presente recorrentemente nas pautas de veículos noticiosos desencadeia em uma maior aceitação dos consumidores de notícias, visto que, de acordo com Wolf, “a memorização concentra-se mais nas informações já adquiridas do que na nova, ou seja, a familiaridade com o assunto aumenta a facilidade de o memorizar” (2009, p. 163). Esta constatação embasa o porquê do agendamento, visto que, quanto maior for a abordagem de um tema, maior será a sua compreensão, pregnância e permanência na mídia.

Um exemplo desta aplicação são as 64 reportagens da Gazeta do Povo veiculada do dia 1º de março ao dia 30 de maio de 2015 que retratam o período turbulento do transporte público na capital paraense e sua região metropolitana. É possível notar que as primeiras reportagens traziam o assunto com maiores explicações e de maneira mais superficial como na reportagem “Motoristas de ônibus de Curtiba e RMC aprovam indicativo de greve”, que traz o relato da possibilidade de greve no transporte público. Enquanto as reportagens mais recentes, como a “Cartão transporte da URBS, deixa de ser aceito para pagar passagens na RMC”, traz questões políticas e análises mais profundas, pressupondo que o leitor já teve contato com a temática.

Neste caso das reportagens da Gazeta do Povo relacionadas ao transporte público, fica evidente o funcionamento prático da teoria descrita, pois o veículo, ao agendar este assunto aumenta a familiaridade dos leitores com a tematização, o que reflete na permanência desta na mass media, visto que, o interesse público pode pautar a agenda setting.

Link 1:http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/motoristas-de-onibus-de-curitiba-e-rmc-aprovam-indicativo-de-greve-7m7bhbc06dit5nyvxhzywzx69

Link 2: http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/cartao-transporte-da-urbs-deixa-de-ser-aceito-para-pagar-passagens-na-rmc-2pqu5vlz4ihij2vttre122503


                                    foto: João Pedro Rimenzoski

Gabriela Giannini

Agenda - Setting - Mauro Wolf

Mauro Wolf propõe em seu livro “Teorias da Comunicação”, as diferentes teorias e hipóteses que os meios de comunicação usam para conduzir a notícia ao seu público. Wolf aborda sobre a agenda-setting, que é uma forma de agendar o que o a população irá comentar ou pensar sobre determinado assunto durante o tempo que eles estarão focado nele.  O autor afirma que o meio que mais influência através do agendamento, é os jornais impressos, e ele utiliza de uma pesquisa feita por Benton e Frazier (1976), para explicar a sua compreensão.
 “Os dados obtidos revelam um efeito de agenda também para o segundo e terceiro níveis de conhecimento em particular para os consumidores da informação escrita, ao passo que, no caso dos telespectadores, o grau de correlação entre as agendas é baixo. É de notar, contudo, que mesmo os grandes consumidores de informação televisiva manifestam um efeito de agenda no segundo e terceiro níveis, que se liga, porém aos jornais (...)” (Wolf – p. 156 – 2009). Wolf, porém, não descarta a importância da televisão para o público, e explica que “O melhor modo de descrever essa influência será, talvez, chamar <> à função dos jornais e <> (ou spot-lighting) à da televisão” (Wolf – p. 161 – 2009).
A abordagem que os jornais impressos dão em relação aos jogos de futebol, considerando a partida em si, é diferente do enfoque das televisões. Analisando o jornal impresso e a televisão paranaense: os jornais são distribuídos pela manhã e geralmente o futebol arrebata a capa, sendo um dos temas principais do dia. Já os jornais televisivos, do cunho “sensacionalista”, pouco foco dá ao assunto, e os jornais com objetivo esportivo, relatam a partida, porém usam sua opinião para direcionar como a mesma deveria ter ocorrido. Exemplo é o jornal da Tribuna do Paraná, do dia 25/05/2015, que trouxe a capa a vitória do Atlético Paranaense, como “na calma e na raça”, e o Globo Repórter, com a transmissão do mesmo dia, aprofundou nos detalhes da partida, como a emoção da partida e dos jogadores. Exatamente como colocado por Wolf, jornal impresso sendo a agenda-setting e a televisão como a enfatização.
Por: Riana K. de Carvalho (3º Período - Noturno)

Capa da Matéria da Tribuna no Paraná - 25/05/2015.

Links utilizados: 
1) http://www.parana-online.com.br/capas/tribuna-do-parana/2015/5/25/

2) http://globoesporte.globo.com/globo-esporte/videos/t/edicoes/v/atletico-pr-segura-a-pressao-do-galo-e-vence-mais-uma/4205944/

WOLF E A TEORIA DO AGENDAMENTO

Em seu livro Teorias da Comunicação, o estudioso Mauro Wolf, aborda diversas formas com que os veículos de comunicação apresentam os assuntos para o público através de diferentes mídias. Dentre as teorias em destaque, podemos citar a do agendamento, mais conhecida por agenda setting.
De acordo com o autor, o público-alvo de determinado veículo vai tratar aquele assunto com a mesma dimensão ou importância que foi dado em sua difusão. Isso deve ser planejado conforme uma rotina industrial. Segundo o pesquisador, “o carácter fundamental da agenda parece, frequentemente, ser estruturado pelos jornais, ao passo que a televisão reordena ou ressistematiza os temas principais da agenda”. (WOLF, 160)
Nos últimos dias, observamos os veículos de comunicação, sejam eles jornais impressos, online ou na televisão darem bastante importância ao caso do pouso forçado, envolvendo a família dos apresentadores da Rede Globo de Televisão, Angélica e Luciano Huck. Foi disponibilizado grande tempo das edições dos telejornais para falar sobre o assunto. No Jornal Nacional, por exemplo, foi exibida, um dia depois do acidente, uma reportagem exclusiva do casal contando como foi a experiência. Uma forma de comover e atrair o público, utilizando também de valores-notícia como sensacional, drama e vida.
O caso do acidente com os artistas acabou suprimindo alguns assuntos que também aconteciam no país no mesmo momento, entretanto, de menor importância, segundo a grande mídia. Confira no link abaixo a entrevista: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/05/luciano-falou-gente-vai-cair-conta-angelica-sobre-pouso-forcado.html

José Luiz Moreira Junior - 3º período (manhã)

Mass Media - Mauro Wolf

De acordo com o sociólogo Mauro Wolf, os conteúdos que permanecem na mídia, que estão em "alta", são determinados pela população. O público determina o que permanece na mídia, por meio das pesquisas, de procura sobre a matéria, da proximidade e como isso interfere no dia a dia do público alvo. Como diz Wolf: O período de determinação da agenda dos mass media é também muito variável, indo da análise de conteúdo de uma única semana a muitos meses de observação. "Outro aspecto importante, cuja determinação é ainda imprecisa, diz respeito ao intervalo de tempo a partir do qual se deve avaliar o conhecimento que o público tem acerca dos temas: tratando-se, por definição, de efeitos cognitivos e cumulativos, pode pensar-se que permanecem susceptíveis de ser observados mesmo após um certo lapso de tempo." Wolf, Mauro. Pg 74.
O massacre dos professores, ocorrido no dia 29 de abril de 2015, continua repercutindo nos jornais brasileiros, principalmente os paranaenses (proximidade), como na matéria publicada no Paraná Online no dia 14 de maio, onde relata outro protesto dos professores sobre o ocorrido e também o pedido do reajuste sobre os salários dos professores. A matéria ainda continua na boca do povo, pois interfere nas pessoas ao nosso redor, interfere na educação do Paraná e o massacre dos professores não será esquecido tão facilmente.

Marcela Mazetto de Souza.

Agenda Setting - Mauro Wolf

Uma tentativa de direcionar o que será discutido pelo receptor da informação, a hipótese do agendamento é um tema de ampla discussão no jornalismo e ainda de extrema complexidade de compreensão, visto seu caráter de estudo da informação e abordagem de um vasto campo. Para Mauro Wolf, em seu livro Teorias da Comunicação “já não basta observar se existe aquisição de informações e sobre que temas; é necessário também analisar os tipos de informações difundidas e <> de uma agenda para a outra”. (Wolf, p. 156)
O que acontece é que de maneira geral não é possível obter resultados precisos em grupos generalizados, a agenda-setting terá um efeito diferenciado para cada pesquisa feita dentro de um segmento. A abordagem que ocorre na TV não terá a mesma receita se for empregada na mesma linguagem no jornal impresso ou no rádio.
Nesse viés é possível analisar o assunto da semana do dia 24 de maio de 2015, dia em que o avião da família de Angélica e Luciano Huk fez pouso forçado em Campo Grande (MS), toda a mídia nacional estava direcionada a família dos apresentadores da rede Globo, porém o tratamento dado pela TV Globo foi como chama Wolf, tematização, que é a possibilidade da mass media de fazer de um assunto discussão ou não, mesmo que o ele não seja de totalmente de interesse público. “Essa informação permite ou permitiria a passagem para além do acontecimento, para o inserir quer no seu contexto social, econômico e político, quer num quadro interpretativo que o associa a outros acontecimentos e fenômenos.”(Wolf, p.164) Dessa forma a TV tem o poder de dizer ao receptor que aquilo que esta sendo transmitido é importante e ele precisa continuar acompanhando, “é possível pensar-se num efeito de agenda-setting a propósito de qualquer série de assuntos, contanto que seja extensivamente coberta pelos mass media.” (Wolf, p.164)
Grasieli V. Farias

reportagem: Jornal Nacional

sábado, 30 de maio de 2015

Agenda setting segundo Wolf

Mauro Wolf foi um dos sociólogos e semiólogos mais influentes. Em sua obra intitulada “Teorias da Comunicação”, Wolf faz um estudo sobre várias teorias e hipóteses sobre as formas que os meios de comunicação utilizam para passar a noticia ao seu público. Uma dessas hipóteses analisadas no livro, é a do agendamento, ou  teoria do agenda setting.
O sociólogo explica que essa teoria diz respeito ao modo como os meios difusores de noticias (veículos) influenciam seus receptores. Essa hipótese retrata o meio que a mídia tem de influenciar a forma de pensar ou falar do seu público. Também influencia qual tema estará em maior evidência entre a população. Entretanto isso não quer dizer que o agendamento necessariamente determine uma opinião do público.
Para basear sua teoria, Wolf utiliza algumas pesquisas (dos pesquisadores Fay Lomax Cook e Tom R. Tyler) para mostras os efeitos da hipótese. Nessa pesquisa, são analisados o público alvo que está recebendo as informações do veículo e não necessariamente o tema da notícia.
“Os jornais são os principais promotores da agenda do público. Definem amplamente o âmbito do interesse público, mas os noticiários televisivos não são totalmente desprovidos de influência. A televisão tem um certo impacte, a curto prazo, na composição da agenda do público. O melhor modo de descrever e distinguir essa influência será, talvez, chamar «agenda-setting» à função dos jornais e «enfatização» (ou spot-lighting) à da televisão”. (Wolf 2009)
Um exemplo da teoria do agenda setting foi o caso da jovem Tayná que ocorreu no ano de 2013, a menina de 14 anos foi morta no dia 25 de junho na cidade de Colombo. Teoricamente, esse caso não algo incomum, mas os veículos deram uma grande importância para o tema, causando uma enorme repercussão por toda a sociedade. A noticia foi discutida em diversos jornais, muitas vezes foi destaque, e foi veiculada até um ano após o ocorrido. Fazendo com que a população sempre voltasse a esse assunto. 
O site do globo, exatamente um ano depois fez uma matéria falando sobre como o caso não foi resolvido e relatando do protesto que ocorreria pela falta de agilidade no caso. Reportagem: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/06/caso-tayna-completa-um-ano-sem-resposta-sobre-culpados.html
O Brasil urgente fez uma reportagem especial sobre a falta de soluções do caso um anos após o ocorrido também. Reportagem: https://www.youtube.com/watch?v=V9IyLGfJPTM
A repercussão foi tanta, que até mesmo veículos de fora do Paraná(local onde ocorreu o crime) deram a notícia.
Matérias de outros veículos:



Giordana Ap. Chemin Tonini Marcon

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Hipótese da agenda setting

    A agenda setting é uma hipótese que aborda o feito que os meios de comunicação em massa afetam a agenda do público. Em como o que é noticiado pode afetar a percepção que o público tem ao se informar. Essa hipótese mostra que a mídia direciona o que os leitores devem pensar ou falar sobre, mas não necessariamente determina a opinião deles. Os efeitos podem ser vistos a médio e longo prazo. Por possuir muitas variáveis e ser fonte de muitas pesquisas, essa teoria não é estável e definida.
    Wolf utiliza algumas pesquisas para mostrar os efeitos da hipótese, como a dos pesquisadores Fay Lomax Cook e Tom R. Tyler. Essa pesquisa foca no público que recebe as informações e não nos temas ou nos veículos. Em muitos estudos a recepção utilizava apenas uma audiência generalizada, obtendo resultados homogêneos. Com a diferenciação do público é possível perceber que esse efeito pode mudar de acordo com o interesse que a pessoa possui no assunto mostrado. Wolf vê a homogeneidade como um dos pressupostos que devem ser afastados da hipótese inicial do agendamento, pois essa visão restringe os possíveis eventos.A difusão homogénea deste tipo de efeito parece ser bastante problemática, ao ponto de exigir quer uma estruturação metodológica atenta, quer uma reflexão teórica aprofundada. Isso conduz a uma consideração geral, isto é, que, no conjunto, as verificações mais «consistentes» da hipótese derivam de uma aplicação «monolítica»”. (Wolf,1999)

    A matéria escolhida é do site do jornal O Globo, Incidências de câncer de próstata e de mama tiveram aumento dramático no país, mostra o resultado de uma pesquisa realizada durante 1990 e 2013 sobre casos de câncer, as informações mostradas trazem o grande aumento dos casos de câncer, entre eles o câncer de próstata e o câncer de mama. A notícia mostra altas porcentagens, e traz um gráfico com os principais casos no Brasil. Essa notícia deve chamar mais atenção ao leitor que possui interesse em saber mais sobre o câncer, ou conhece pessoas próximas com câncer, ou é envolvido na área de saúde, entre outros. Para o público em geral não gera muito interesse e não mostraria um grande efeito se houvesse o agendamento desse tema, por não acontecer com todos ou não envolver toda a população.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

O agenda-setting segundo Wolf


Mauro Wolf, em seu livro Teorias da Comunicação, trata de diversas teorias e hipóteses referentes a estudos sobre difusão de informação e as formas como os veículos as transmitem para seu público.

Um dos assuntos tratados pelo autor é a hipótese do agenda-setting, que afirma que o público dá maior ou menor atenção de acordo com a importância ou abordagem que eles ganham na grande mídia. Ele acredita que essa hipótese é mais complexa do que parecia ser, e, portanto, " já não basta observar se existe aquisição de informações e sobre que temas; é necessário também analisar os tipos de informações difundidas e «passadas» de uma agenda para a outra” (WOLF, 2009). O texto também esclarece que o efeito da agenda varia de pessoa para pessoa.

Além disso, um dos aspectos mais importantes nessa hipótese são as diferentes formas que os mass media possuem para influenciar de forma cognitiva o público. Na matéria publicada pela Folha de S. Paulo, em 26/10/2014, pode-se perceber o uso da hipótese do agenda-setting, na forma como o veículo tratou a reeleição de Dilma Roussef. Eles reforçaram o fato de que por pouco ela não continuou no poder, além de falar que o PT continua no governo apesar de todas as dificuldades financeiras e falta de credibilidade. Como se sabe que esse veículo nunca demonstrou grande apoio à presidente, pode-se perceber que a maneira como ele aborda a informação pode levar o leitor a interpretar esse fato pela ótica do jornal.


Leia a matéria na íntegra: www1.folha.uol.com.br/poder/2014/10/1537894-dilma-e-reeleita-presidente-do-brasil.shtml

A presidente Dilma Roussef, reeleita em 2014 com 51,64% dos votos válidos


Por Paola Magni, 3º período manhã